Santo
do dia – 23/5/64 – Sábado .
Santo do dia — 23/5/64 — Sábado
Nome
anterior do arquivo:
Nossas misérias são uma razão especial para pedirmos o auxílio de Nossa Senhora
[Parece estar com data errada, pois o Senhor Doutor Plinio fala como se fosse na data da própria festa de Nossa Senhora Auxiliadora, portanto seria dia 24/5/64]
… da Bem-Aventurada Virgem Maria, Auxílio dos Cristãos, e de São Gregório VII, Papa e Confessor.
* Nossas misérias são uma razão especial para pedirmos o auxílio de Nossa Senhora
Quanto a Nossa Senhora, sua invocação foi introduzida na Ladainha Lauretana por São Pio V, em comemoração da vitória alcançada contra os turcos, em Lepanto. A festa foi instituída por Pio VII em ação de graças por sua volta a Roma, depois de preso por Napoleão.
São Gregório VII, Papa e Confessor, pelo magistério e pela ação afirmou e defendeu os direitos do Papa sobre a Igreja e deste sobre a sociedade temporal. Exemplo de intransigência, de coragem e de confiança nos meios sobrenaturais. Sua relíquia se venera em nossa Capela — século XI.
Quanto a Nossa Senhora Auxiliadora, eu creio que nós poderíamos aqui dizer uma palavra a respeito da festa d’Ela, ainda tem uns quinze minutos da festa d’Ela, no seguinte sentido:
É que cada festa litúrgica que ocorre na Santa Igreja, tem como efeito que nesta data os fiéis podem receber graças que são condicionadas e proporcionadas a essa festa. Quer dizer, há algo de sobrenatural. E, nesse dia a gente recebe algo que é proporcionado a essa festa. E hoje, proporcionado a essa festa, o que nós poderíamos pedir?
Nós poderíamos pedir a Nossa Senhora a graça da comprensão do ponto inimaginável, até onde Ela é Auxiliadora.
Em geral, o que acontece conosco é um um pouco aquele reflexo daquilo que dizia São Francisco Xavier: ele dizia que o pecado é um grande mal, mas que pior do que o pecado em si mesmo considerado, é a desconfiança com que o pecador fica em relação a Deus.
Se ele continuasse a confiar em Deus como se não fosse pecador, então o pecado não lhe faria tanto mal.
Agora, acontece que como fundo difuso das infidelidades crônicas que nós temos, dos pecados que nós cometemos no passado, da insatisfação que nós temos conosco mesmos, resulta daí uma espécie de desconfiança crônica em relação a Nossa Senhora. E não só em relação a Nossa Senhora como em relação a Deus, a todos os Anjos e Santos.
A idéia é essa: “Eu sou tão ruim, eu pequei tanto e além disso sou poca, não valho mesmo nada, que eu tenho medo de me aproximar para pedir”.
Ora, [a verdade] é o contrário: “É porque preciso muito que devo pedir muito”. É mais ou menos como se um paralítico, daqueles que foram pedir a cura a Nossa Senhora, ou um leproso, fizesse o raciocínio: “Eu estou tão leproso, que não tenho coragem de pedir a minha cura”. Então não sara mesmo!
O raciocínio [correto] é o contrário: “Eu estou tão necessitado de cura, que o único jeito que tem é pedir e por isso eu vou pedir mesmo”.
De maneira que, nossas misérias são uma razão especial para nós pedirmos. E é a compenetração desta verdade que deve dar à nossa vida espiritual aquela unção, aquela suavidade própria aos verdadeiros filhos de Nossa Senhora. A graça que nós devemos pedir a Ela, portanto, é a compenetração desta verdade. E, por maior horror que nós tenhamos aos nossos pecados e aos nossos defeitos interiores, nem por isso deixa de ser verdade que levantando para Ela os olhos, Ela nos atenderá.
Esta confiança firme, inabalável, é a graça que no dia de hoje nós devemos pedir.
*_*_*_*_*