Santo do Dia (Auditório da Santa Sabedoria) – 16/2/1964 – Domingo [SD 007] – p. 2 de 2

Santo do Dia (Auditório da Santa Sabedoria) — 16/2/1964 — Domingo1 [SD 007]

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O que representa o Santíssimo na Capela da Sede do Reino de Maria * O efeito da presença de Nosso Senhor

* O que representa o Santíssimo na Capela da Sede do Reino de Maria

Estive conversando com Sua Excelência a respeito da possibilidade de termos o Santíssimo Sacramento aqui na nossa capela, no sacrário, durante a presença dele [em São Paulo]. Ele disse que, nas condições em que está o tabernáculo, teria necessidade de um revestimento interno, de ser fixado à mesa, e ainda umas outras circunstâncias, de maneira que não podermos contar com a presença estável e habitual do Santíssimo aqui no momento.

Mas D. Mayer conceberia a possibilidade de estabelecer, por exemplo, um dia ou dois, a presença do Santíssimo, para organizarmos uma adoração contínua de acordo com os interesses de nosso Grupo.

Eu acho que seria excelente. D. Mayer fica aqui até as vésperas do carnaval e até lá podemos estudar alguma coisa. Porque para nós a questão teria um valor realmente extraordinário.

Se, por exemplo, uma pessoa viesse dizer que uma alma mística, contemplativa, teve uma visão de Nosso Senhor aqui em nossa capela, e que Nosso Senhor apareceu realmente a ela na capela e falou com ela na capela, nós iríamos para a capela com uma sofreguidão extraordinária, iríamos rezar lá, iríamos pedir graças, etc.

Ora, qualquer que seja a natureza da visão, a presença de Nosso Senhor numa visão não é uma presença real no sentido que é no Santíssimo Sacramento. No Santíssimo Sacramento Ele está presente com corpo, sangue, alma e divindade; é uma presença efetiva. E a presença física, ou melhor, a presença de Nosso Senhor entre nós, é aquilo que vemos que Ele era, a presença física d’Ele quando estava na Palestina.

* O efeito da presença de Nosso Senhor

Lembro, por exemplo, quando Marta e Maria pediram que Ele fosse visitar Lázaro, que estava doente. Quando Ele chegou, a queixa foi esta: “Se Vós estivésseis aqui, ele não teria falecido”. Quer dizer, a presença é uma graça tão grande, que até, por exemplo, uma coisa como a morte de Lázaro foi considerada como uma coisa que não teria acontecido.

As pessoas que tocavam na túnica de Nosso Senhor, dela saía uma virtude que curava todo mundo, diz o Evangelho.

Agora, se o contato físico com a túnica de Nosso Senhor era de tal maneira uma ocasião de graça, uma fonte de graça, os senhores podem facilmente imaginar o que representa a presença real de Nosso Senhor aqui. Termos durante vinte e quatro horas Nosso Senhor aqui, equivale a uma visita de Nosso Senhor a nosso Grupo. E esta visita é, evidentemente, com a generosidade de um Rei que visita seus súditos e de um Pai que visita seu filho.

Um rei nunca vai a um lugar sem levar presentes abundantes. A não ser os reis de matéria plástica de depois da Segunda Guerra Mundial. Mas os outros, naturalmente, levavam grande abundância de dons.

E Nosso Senhor também leva abundância de dons: leva graças, leva toda espécie de bênçãos e depois disto fica na capela.

Um lugar onde Nosso Senhor tenha estado, com missas numerosas e ainda mais a presença real d’Ele durante vinte e quatro horas, é evidentemente uma ocasião de graças extraordinária para nós.

No momento em que nossa sede se aproxima de seu término, seria um modo esplêndido de completarmos essas graças tendo durante vinte e quatro horas Nosso Senhor aqui e organizando, portanto, um revezamento de adoração que poderia também servir de reparação feita a Ele e a Nossa Senhora, que a seu modo está sempre presente onde Ele está.

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1) N.D.- Parece haver equívoco na data desta reunião: O Sr. Dr. Plinio afirma: “Dom Mayer fica aqui até às vésperas do carnaval”. Ora, quarta feira de cinzas em 1964 caiu no dia 12 de fevereiro. O dia 16/2 já seria quaresma e, portanto, posterior ao carnaval.