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IHS

Advertência


Tipo de reunião: Reunião do MNF

Data da reunião: 4.9.61 — Segunda-feira

Local da reunião:

Este texto é anotação integral do que disse Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, tendo sido feita por [...]. Redatilografado do microfilme em "Bourges", foi conferido com o original por Luís Alexandre de Souza em 1995/1996. Houve apenas correção de ortografia, pontuação e gramática. As palavras entre colchetes [...] foram introduzidas para melhor entender-se o texto. No lugar das palavras ininteligíveis ou espaços em branco na anotação original, foi colocado sinal de reticências.




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Reunião do MNF — 4.9.61 — Segunda-feira





A função específica da cavalaria é antes de tudo uma função militante





Fizemos, no início da reunião, uma distinção entre a função militar e a função militante. Um aspecto de nossa última reunião poderia ser assim resumido: a sociedade humana pode ser comparada a uma casa de louças, em que a louça está em desordem; ou também há um orangotango, ou um macaco qualquer, solto dentro da casa de louças. É evidente que a primeira função a ser feita para acabar com a desordem na casa de louças, é matar, ou acabar com o macaco. O resto, depois, põe-se por si mesmo. Há então, uma função militante, que é decisiva. O resto é uma coisa fácil.

A finalidade específica do nosso movimento é jugular o macaco; depois, a casa se arranja.

Isto posto, diríamos que a função específica da cavalaria era tomar uma posição militante contra a Revolução. Ela nasceu numa época em que os fermentos do mal, da desordem, do caos, etc., que representavam a Revolução na época, tinham sua principal sede na desordem física e material. Era necessário impor uma ordem que acabasse com os fermentos da desordem, para que a sociedade humana se desenvolvesse.

Mas a cavalaria só foi mesmo cavalaria porque exerceu essa função com vistas ao amor de uma ordem, de um ideal, de um princípio defendido a todo custo. Por isso mesmo já não merece o nome de cavalaria o exército moderno, que combate por motivos financeiros ou patrióticos, presos a considerações de solidariedade, etc., mas que já não tem a idéia da obediência e da luta por um princípio de caráter superior.

A verdadeira cavalaria, sem perder o seu aspecto militar em algumas ordens religiosas, deveria ter evoluído para a luta contra a Revolução; o contra-revolucionário militante seria o cavaleiro dos tempos novos. Isto não aconteceu e o ideal de cavalaria desapareceu; não se soube fazer a sua transposição.



* Os contra-revolucionários são os verdadeiros cavaleiros



Somos, então, por definição, os cavaleiros, porque lutamos contra a hidra que põe o mundo em desordem.

Mas não somos militares, embora haja um vínculo especial entre a condição militar e nós: é ter o desejo do verdadeiro cavaleiro de obviar o mal o mais depressa possível, o mais completamente possível, a idéia da necessidade e o desejo aflito de lutar com meios militares para eliminar muitos focos de mal, que ... em cena e que complicam a ação.

De maneira que um certo pendor militar e uma certa simpatia pela condição militar fazem parte do nosso espírito.



* A função militar é um setor da função militante



Para vermos, entretanto, como nessa visão da cavalaria a tarefa militar é apenas um setor, basta dizer que em nosso conceito de Revolução e Contra-Revolução, a Revolução A é muito mais importante que a Revolução B.

Ora, a Contra-Revolução militar é B, enquanto a Contra-Revolução nas almas é A. Compreende-se o caráter batalhador e vigoroso de nosso apostolado, mas não militar exclusivamente.



* Atividade contra-revolucionária é, na sociedade temporal, a mais nobre as atividades



Esta primeira noção de cavalaria nobilitante fornece uma primeira resposta a ser dada aos nossos ... que é a seguinte: a atividade contra-revolucionária é, na sociedade temporal, a mais nobre das atividades por excelência. É evidente que na sociedade espiritual há a do clero, que é mais nobre. Inclusive o administrar a sociedade temporal de maneira a por a ordem para a frente, é menos nobre que a atividade militante.

O lado mais nobre do governo é o lado militante e não o lado administrativo de por em ordem as louças da casa.







A. R. M.