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O Anticristo já veio?


Capítulo 20 - INTROMISSãO, USURPAÇãO, APOSTASIA


Capítulo 20 - INTROMISSãO, USURPAÇãO, APOSTASIA 1

I. NO TOCANTE A DOCUMENTOS DE DR. PLINIO E DE TODAS AS TFP 1

II. No tocante à direção das TFP Chilena e Boliviana – Apostasia da “tfp” chilena 1

III. No tocante à direção da TFP Venezuelana 9

IV. No tocante à direção da TFP Costarricense 9

V. No tocante à direção da TFP Colombiana 10

A. Quanto à coleta de donativos 10

B. Quanto ao apostolado junto à opinião pública 11

1. Situação sócio - política da Colômbia e importância da luta RCR lá 11

2. Estado da opinião pública colombiana ontem e hoje - Apostasia da "tfp" colombiana 14

VI. No tocante à direção da TFP Uruguaia – Apostasia dessa “tfp” 26

VII. No tocante à direção da TFP Brasileira 29

VIII. No tocante à direção dos êremos itinerantes 31

IX. No tocante à direção das duplas de coleta de donativos 33

X. No tocante à direção dos CCEE e apostolado da “Graça Nova” 34

XI. No tocante à Comissão de Leitores 37

XII. NO TOCANTE AO "CATOLICISMO" 42

XIII. NO TOCANTE AO SECRETARIADO DO MNF 42

XIV. No tocante à Sede do Reino de Maria 43

XV. SENHOR DOS HáBITOS 43

***




I. NO TOCANTE A DOCUMENTOS DE DR. PLINIO E DE TODAS AS TFP


Segundo relata André Dantas, membros da TFP Norte-americana, encontraram "todos os arquivos, os microfilmes de todas as reuniões, despachos e despachinhos do SDP, os papéis confidenciais e SPV de todas as TFPs, as fitas, todo o arquivo fotográfico, e até mesmo o dinheiro da herança de alguns eremitas que o Sr. João tinha guardado lá".

(Cfr. Grafonema confidencial de André Dantas para Marcos Faes, 25/10/96, pág.9).


Como foram parar nas mãos de JC os "papéis confidenciais e SPV de todas as TFPs"? Com que direito guardava todas as reuniões, despachos e despachinhos de Dr. Plinio? Herdou, acaso, os direitos autorais de Dr. Plinio?





II. No tocante à direção das TFP Chilena e Boliviana – Apostasia da “tfp” chilena


Numa "palavrinha" para o Grupo do Chile, 28/4/96, JC dá diretrizes a respeito da ação externa, do apostolado, da vida interna e da vida espiritual. Depois disso, atende individualmente a duas pessoas, provavelmente para lhes dar algum conselho, e comenta fotografias (da sede nova? de apostolandos para ver se tem Tau?):


(Aparte: [...] Não sei se o Sr. poderia nos dizer o que o Sr. acha que o Senhor Doutor Plinio nos diria nestas circunstâncias para o grupo do Chile no dia de hoje?)


(...) Eu vejo que o mailing por exemplo, está graças a Deus, tendo um sucesso muito grande ali também e está se desenvolvendo. Eu vejo que os Srs. têm um bom relacionamento com autoridades, com clero, etc. Portanto, a parte, digamos, diplomática e ao mesmo tempo a parte mais ligada ao assunto finanças, está bem. Graças a Deus está muito bem.

(...) Mas, eu vejo todos os Srs. muito ocupados, muito atolados em tarefas as mais variadas possíveis e o apostolado um pouco... (...) vejo que o Grupo no Chile poderia ser perfeitamente o segundo grupo da América do Sul. Primeiro o Brasil e logo em segundo lugar o Chile. É a impressão que eu tenho, pode ser que eu me engane.

(...) Mas, acho que os Srs. deveriam rezar, pedir graças especiais para que o apostolado se expandisse. A partir do momento em que os Srs. se põem a rezar, as oportunidades começam a se apresentar e, às vezes, são os próprios rapazes que começam a procurar os Srs. (...)

Bem, no que diz respeito --e isto é mais importante ainda do que o próprio apostolado-- à vida interna, creio que os Srs. poderiam dar um passo a mais na linha de fazer o Senhor Doutor Plinio mais presente ainda, do que já está, no Grupo do Chile.

(...) Nós ficamos com a ilusão de que uma vez que o Senhor Doutor Plinio partiu para a eternidade, aquele convívio que nós tínhamos com ele de corredores espanhóis, de palavrinhas, de telefonemas, de Santos do Dia, tudo isso se esvaiu e foi-se embora. E que portanto, nosso convívio com ele ficou reduzido a zero. Não temos mais convívio com ele.

(...) o convívio dele conosco tem que ir crescendo. Mas, não se trata mais de um convívio físico, é um convívio místico. E para isso é preciso que eu vá me adestrando. (...) [Porque] tudo depende deste convívio com ele.

Está claro isso ou não? (Claríssimo!)

Então, o que é preciso da parte dos Srs. é que os Srs. tenham momentos - e vários - durante o dia por onde os Srs. entrem em contato com ele e convivam com ele.

(...) Atualmente nós podemos ter um convívio com ele muito mais intenso, muito mais eficaz e muito mais robusto do que tínhamos antes, por via mística.

Nós precisamos saber utilizar essas graças que a Providência nos dá e que dá em quantidade até. Sabermos utilizar dessas graças para progredir. Progredir nesse entranhamento de alma nosso com a alma dele para nós nos transformarmos a ponto de nós chegarmos a dizer: "Já não sou eu quem vivo..."

Mas, é preciso ter esta experiência interior tão entranhada e tão profunda em mim, que eu me dê conta de que "já não sou eu quem vivo", mas é ele quem vive em mim.

Isto feito está tudo resolvido.

Eu acho que os Srs. deveriam prestar muita atenção nisso, sobretudo, estando no Chile as atividades são muitas e os operários são poucos. Quer dizer, as mãos que existem para trabalhar são poucas, então os Srs. estão todos cheios de atividades. Os Srs. passam o dia sendo rolados nos acontecimentos e não se dão conta de que o mais importante não é a ação.

O mais importante é dentro da ação conservar esse espírito. Os Srs. dirão: "Bom, temos que abandonar tudo o que fazemos?"

Não. Tem que fazer mais do que fazem. Mas só se vai conseguir fazer mais do que fazem desde que os Srs. tenham este convívio.

Está claro? (Claríssimo!)

Então, no que diz respeito à parte concreta, crescer em número de apostolandos e em número de correspondentes. Criar um setor de correspondentes ali bem forte seria muito interessante isso. Depois esses correspondentes vão dar apoio em várias circunstâncias e vão inclusive mandar os filhos.

No que diz respeito à parte espiritual, um convívio mais intenso com ele, ou seja, um telefone vermelho para o céu.

(...)


(Aparte: Na linha da formação de um êremo ou uma coisa assim, seria cedo ou...?)


Eu acho que os Srs. deveriam ter um lugar onde os Srs. pudessem passar períodos eremíticos.

Mas, no momento com o número de pessoas que os Srs. têm - me parece, pode ser que eu me engane - não há ainda elementos suficientes para que se constitua um êremo a ponto de os Srs. abandonarem o serviço que estão fazendo.

(...) Os Srs. poderiam fazer períodos eremíticos, digamos, uma segunda-feira eremítica, um lugar onde os Srs. se recolhem e passam nas horas de meditação, nas horas de recolhimento, recordando textos do Senhor Doutor Plinio, conversas com ele, fitas. E tendo um convívio com ele, digamos, uma segunda-feira.

Mas, os Srs. não podem se retirar completamente das atividades atuais. Caso contrário, o grupo pára.

Períodos de imersão dentro de uma vida recolhimento faria um bem enorme aos Srs., ainda que fosse um dia por semana. Um dia, depois, um dia e uma noite.

(...)

Queria dizer uma coisa que é o seguinte, senão vai me escapar. Os Srs. vão mudar de sede, há um ditado militar que diz o seguinte: "Toda mudança equivale a meio incêndio".

O Srs. vão passar de uma sede "X" para uma sede "Y", os Srs. vão perder muita coisa, de um lado. De outro lado --este não é um princípio militar, mas é um princípio Plinio Corrêa de Oliveira--, o Senhor Doutor Plinio diz que toda nova situação traz condições diferentes para a prática da virtude como para os vícios.

Então, passando para uma sede nova, de repente há uma mudança na aerologia do relacionamento entre os Srs. Porque as salas mudam, as funções se expandem um pouco mais, etc., etc.

Fiquem de olho para que essas mudanças sejam para melhor e não para pior. Porque às vezes uma sede em que a gente vive tem muita bênção, e a gente passa para uma outra em que, a bênção até pegar demora.

(...)


(Aparte: Muitíssimo obrigado Sr. João.)


Nada mais? O Sr. tem algo a acrescentar? A perguntar?


(Aparte: Eu teria, mas em privado.)


Pode ser. · vontade. E o Sr.?


(Aparte: Um pedido só: palavrinha.)


Está bom. Sr. Juan Antonio, tem algo?


(Aparte: Não. Ah, bom! Sim, uma pergunta concreta que é a seguinte, estamos com possibilidade de conseguir uma espécie de casa-fazenda a uns 200 quilômetros de Santiago.)


Isso é ótimo.


(Aparte: O Sr. acha que seria bom para...?)


Muito bom. Porque aí os Srs. têm um meio de numa segunda-feria parar todos os trabalhos, deixar só o... - ou um fim de semana, se não tiver apostolado --, deixar apenas funcionando o mailing ou coisa que o valha e que não pode parar. Os Srs. vão para lá e façam um dia de recolhimento com cerimonial para almoço, com cerimonial para o jantar, depois um cântico de ofício a horas tantas, uma comunhão solene. Dormem a noite lá ou voltam na própria noite, etc.

(Aparte: O Sr. acha que é o caso de tocar?)


Ah, é muito interessante. E depois mesmo para o apostolado de repente pode ser útil.

(...)


(Aparte: [ininteligível].)


E umas incursões uma vez cada mês e meio, levando uma cópia da Sagrada Imagem por exemplo?


(Aparte: : [ininteligível] incursões onde?)


Nesse ambiente aqui para pegar essa gente toda de novo e trabalhando... Ainda que seja...


(Aparte: Exatamente. Mandamos fazer uma agora para fazer peregrinações, etc.)


E nós precisamos trabalhar porque esse é o povo do Reino de Maria. Está nas nossas mãos.


[Rápido comentário sobre as fotos.] [NB: o colchete é do original]


Está ótimo.


(Aparte: Eu de minha parte eu não tenho mais nada. [ininteligível])


[Agradecer] a mim, nada. Foi com muito gosto. Aqui estou à disposição sempre.


(Aparte: Muitíssimo obrigado, Sr.)


Bem, então eu atendo o Sr. ou o Sr., tanto faz.

Salve Maria!


*


"Jour-le-jour" 22/6/97, parte II:


Agora tenho um conjunto de três notícias diferentes. Uma é do Chile, fresca, essa chegou direta, é um fax que veio direto (1). Outra notícia vinda da Bolívia. E outra da Itália.

Foi feita uma campanha em Santiago do Chile, pelos chilenos, bastante vitoriosa, e portanto muito interessante. Diz ele aqui, o chileno (2), o seguinte:


A coisa começou em agosto do ano passado, quando os socialistas do governo pediram ao Conselho de Qualificação Cinematográfica que levantasse uma proibição para o filme "A Última Tentação de Cristo", que estava vigente desde 1988.

"O Futuro do Chile" iniciou um mailing que levantou mais de 10.000 solicitações ao Conselho para que não fosse requalificada.

Em definitivo a proibição foi levantada (...)

No dia seguinte da resolução, 11 de novembro, interpusemos antes a Corte de Apelação de Santiago um recurso de proteção --algo parecido ao amparo, o habeas corpus, para proteger as garantias constitucionais-- em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Igreja e 7 advogados que foram patrocinadores. (...)

[Fomos] comparados com o regime de Ayatolah Komeini, intitulando-nos fundamentalistas.

A polêmica involucrou as pessoas mais incríveis, incluindo o Núncio que nos defendeu publicamente, senadores, deputados, ministros de Estado, bispos que fizeram parte em nosso favor (3); outros, como não podia faltar, contra nós. (...)

Em 20 de janeiro obtivemos em primeira instância uma sentença unânime (3-0) a nosso favor. Aí começou a primeira batalhona.

O Presidente enviou ao Congresso uma iniciativa para modificar a constituição, eliminando a censura cinematográfica.

E a polvareda foi fenomenal. Certamente o senhor se inteirou de tudo isto através dos relatórios anteriores.


É verdade (4).


(...) Os recortes desta campanha somam mais de 600.


É uma boa paulada na Revolução.


No dia da sentença houve entre visitas e chamadas mais de uma centena, muitas delas francamente emocionadas.

As repercussões são francamente impressionantes. Membros do Grupo que estiveram na época da campanha da Reforma Agrária de Frei dizem que neste caso é mais do que naquela época. O tema da liberdade e da censura dividiu o país de cima abaixo. (...) Como lhe comentava, poderia me estender muito mais, mas me comprometo a enviar-lhe o quanto antes um dossiê com as melhores repercussões, para que se faça uma idéia mais cabal de tudo (5). (...)


E aí termina. Achei a coisa muito interessante. (...)

Para os senhores verem como essas TFPs vão se mexendo, aqui tem uma série de notícias da Bolívia. São várias.


Ayer 7 de Junio hicieron la Consagración 4 rapaces nuevos. Y el 13 de Mayo la había hecho otro de La Paz (6). Estos rapaces, junto con otros que se consagrarán en Agosto, estarían formando un grupo nuevo que Dios mediante en alguna llamada telefónica que tengamos la gracia de hacerle, le pediremos el nombre (7).

El grupo anterior a este, se llama grupo San Elías; usted conoció a tres en Sao Paulo. Aquellos dos gemelos y aquel otro Hans Martorell que pasó una estadía en SP en Diciembre y Enero. En total son 7, y van caminando. Le pedimos especiales oraciones por la perseverancia de ellos (8) y para que puedan ir a SP para el 13 de Diciembre. Ahora en Julio para el Congreso de neo-cooperadores estarán en aulas, con lo que será muy difícil que puedan viajar. De todas formas están yendo 8 personas al congreso. Aliás, en Diciembre, además de los del grupo San Elías, irían también algunos de este grupo nuevo.

Para el 13 de Mayo, publicamos un manifiesto de media página en 5 periódicos bolivianos (3 de La Paz y 2 de Santa Cruz) con una materia sobre los 80 años de Fátima.

Es un texto que trae una parte del artículo del SDP sobre la actualidad del mensaje de Fátima.

Las repercusiones fueron extraordinarias (9). El día del manifiesto hubo 20 llamadas teléfonicas en La Paz y otras 20 en Santa Cruz. Gente pidiendo el relato completo de las apariciones y sobretodo preguntando por el tercer secreto de Fátima. Al día siguiente otras 10 llamadas en cada ciudad.

(...) Después, para el 23 de Mayo, publicamos un manifiesto de una página entera en esos 5 periódicos bolivianos (3 de La Paz y 2 de Santa Cruz) con una materia sobre las elecciones presidenciales. El manifiesto quedó excelente. Las repercusiones fueron muy buenas. Hubo algunas llamadas. (...)

En la ciudad de La Paz se imprimieron 5 mil volantes con el texto del manifiesto y se repartieron en la calle en lugares estratégicos, con los cooperadores de capa y estandarte. (...)

El día 1 de Junio fueron las elecciones presidenciales (10). Hubo 30 por ciento de abstención. Un número bastante elevado teniendo en cuenta que es obligatorio votar.

En primer lugar fue elegido el General Hugo Banzer (derecha). El segundo lugar fue para el candidato del actual gobierno Juan Carlos Durán (centrista) y el tercer lugar para Ivo Kuljis (centro derecha). Los tres candidatos son bastante conocidos nuestros. Uno de ellos es DM.

Una cosa de hacer notar es que el partido más izquierdista, llamado MBL, ligado a la teología de la liberación, una especie de PT boliviano, sacó menos del 3 por ciento de los votos. Aquí en Bolivia si no saca como mínimo el 3 por ciento, el partido desaparece. Solo logró 4 diputados elegidos de forma directa, unos tipos más embombados por la midia. Realmente fueron unas elecciones en que la izquierda quedó por el suelo.

Dentro de algunas semanas se dará la elección del presidente que será hecha en el congreso. No existe segunda vuelta. Es el congreso que elige entre los dos más votados. Pero ya se han hecho las alianzas que dan como seguro presidente al General Banzer. Probablemente serán designados dos Ministros que son actualmente DMs.

El padre de un miembro del grupo fue elegido diputado, y un amigo muy cercano de la sede fue elegido suplente de otro diputado. Y varios de los otros elegidos son conocidos nuestros. En el manifiesto se decía que el ideal sería que el nuevo gobierno cambiase la constitución boliviana que actualmente es una de las más socialistas de América. Veremos qué se puede hacer en estos próximos 5 años, si hasta allá llegamos...


Comentários:

  1. As notícias do Chile foram enviadas diretamente para JC, não para Dom Bertrand.

  2. Qual chileno? Quer dizer que JC tem um informante, subordinado a ele, no Grupo do Chile, e cuja identidade não convém revelar?

  3. Faz parte das notícias "muito interessantes" enviadas a JC o fato de que o Núncio e vários Bispos tomaram partido a favor da TFP Chilena.

  4. JC recebe então, há certo tempo, relatórios das atividades da TFP Chilena.

  5. JC precisa ter uma "idéia mais cabal" da campanha para quê? para dar instruções?

  6. JC recebe notícias sobre a vida interna da TFP Boliviana.

  7. Os rapazes de apostolado estão formando um grupo, cujo nome será pedido a JC num telefonema. Falar pelo telefone com JC é uma graça para eles.

  8. Pedem especiais orações a JC, não a Dr. Plinio, pela perseverança dos apostolandos.

  9. Agora passam a informar a JC como vão as atividades externas da TFP Boliviana.

  10. O relatório enviado a JC também versa sobre a situação política do País.


*


Jornal-falado do Sr. Plinio Antônio Rodrigues, 27/4/99, a respeito de uma viagem que fez ao Chile:


A situação de bagarre azul no Chile está acabando. A crise financeira está chegando e em todo país, durante duas horas, em todas as cidades, se corta a eletricidade. Em Santiago, a cada duas horas, um bairro fica sem luz. · noite, sem semáforo naquele bairro, é uma desordem tremenda no trânsito, assaltos etc.

Uma poluição tremenda... neste ano haverá também eleições e o mais cotado para a vitória é o candidato socialista. No Sul, os índios começaram invasões de terra e incendiando parques, florestas etc. É incrível como a situação está ficando exatamente igual à da época do Frei e do Allende. É mais ou menos o mesmo que faz no Brasil o MST: invasões e impunidade.

E o que faz a TFP? Consertos musicais. Aqui tenho o jornal "La Segunda" de 22 de abril. "Prestigioso côro de canto gregoriano visitará Chile. O coro e banda sinfônica... considerado pela crítica internacional como o terceiro do mundo, visitará nosso país entre 14 e 22 de maio". Farão oito shows. "O coro está integrado por 35 membros... levam vida monacal numa antiga abadia beneditina em São Paulo, Brasil".

Haverá uma comissão para recebe-los no aeroporto, com revoltosos evidentemente. Enquanto o país cai no socialismo, eles cantam...







III. No tocante à direção da TFP Venezuelana


Proclamação de notícias, ANSA, 15/2/97:


Grafonema para os Srs. [venezuelanos em missão] de Ramón León.

Jasna Gora, 5 de fevereiro de 1997.

Caríssimos Srs.:

Salve Maria.

No último sábado, durante a proclamação no ANSA, foi retransmitido o programa do canal 2 da TV venezuelana do dia 5 de novembro p.p. que tem por título "Trás la Pista de la TFP".

(...)

Post Scriptum: O Sr. João Clá comentou, logo após a projeção do programa na Venezuela em novembro de 96, que, se o Grupo revidasse a todas as provocações feitas, isso constituiria na prática um reinicio das atividades na Venezuela, pelo que não aconselhava que se tomassem, naquele momento, quaisquer medidas para responder a tal provocação.





IV. No tocante à direção da TFP Costarricense


"Jour-le-jour" 29/7/97:


Grafonema do Sr. Gioia sobre as atividades da TFP costarricense:

San José da Costa Rica, 5 de Julho de 1997:

Antes de partirmos para a Guatemala em missão apostólica, escrevo umas curtas linhas para lhe informar como vai andando o apostolado por estas terras. Como lhe comentei no grafonema anterior, iremos com o veículo grande que leva 12 pessoas e que leva o nome de Fátima.

Vão 8 jovens apostolandos bem aproveitáveis, dos mais novos que atualmente freqüentam a sede. Além disso irá um costarricense que já esteve em SP e os três argentinos que aqui se encontram (Srs. Asurmendi, Christian Pujol e este e.).

No total estaremos 7 dias, com uma viagem que demora dois dias. A distância aproximada entre S. José e a Guatemala são 1200 km, passando pela Nicarágua, Honduras e El Salvador.

Pedimos especiais orações para que tudo corra bem. Penso que será um começo de novos contactos entre ambos os Grupos e a possibilidade futura de abrir novos campos de apostolado para o Sr. Dr. Plinio.

(...) Também queria comentar que passou por aqui uns dias os Srs. Carlos Tejedor e Trujillo.

Nesses dias fizemos a par da peregrinação com a imagem de Nossa Senhora de Fátima --pois estava partindo para a Colombia e o Equador-- uma nova reunião (a sétima) para famílias e simpatizantes, a fim de prepará-los para futuros CCEE. Assistiram entre 130 a 150 pessoas aproximadamente. Depois do Rosário, cantos, ladainhas, e uma peça de teatro chamada "La copa cristalina", foi a reunião sobre a Virgem Maria como Mãe e Rainha de Misericórdia, dada pelo Sr. Tejedor. Após esta houve um lanche. O ambiente estava muito abençoado, sendo que 30% das pessoas ficaram até quase às 22h30, quando o começo foi por volta das 19h00. Estamos a fazer estas reuniões aproximadamente cada 40 dias. (...)





V. No tocante à direção da TFP Colombiana


A. Quanto à coleta de donativos


Muitos meses antes da ruptura, JC tinha agentes na Colômbia dirigindo o setor de coleta de donativos, conforme consta no seguinte documento encontrado nos computadores da TFP usados pelos joaninos da "torre da Avenida Angélica":


Grafonema para o Sr. Walmir Bertoletti

de Filipe R. Dantas

Santa Fé' de Bogotá, 18/2/97

Caríssimo Sr. Walmir

Salve Maria!

Espero que o senhor esteja passando bem, assistindo todas as abencoadas reunioes que o Sr. Joao Clá tem feito(peco desculpas pela ortografia, mas nao consigo encontrar neste teclado espanhol os acentos portugueses!).

Escrevo-lhe para pedir um favor: se o senhor poderia me enviar por gfn. aquela apostila "Vade Mecum" com os comentários do SDP sobre os lados mais altos da coleta de donativos, pois vou comecar um simposium com as novas duplas que serao formadas aqui na Colombia e seria importante dar uma clave mais alta para o trabalho. E foi justamente o que eu esqueci de trazer...

Creio que isso deve estar bem . mao e em disquette, assim sendo, pediria que o senhor compactasse tudo e enviasse para a CPE BO a meu nome. Se o senhor nao encontrar esta apostila em concreto peco enviar outras coletaneas de coment rios do SDP, que nos ajudaram muito.

Desde já muito agradecido, despeco-me pedindo oracoes na Consolacao. Lembrancas para os Srs Hamilton, Casale e Jano.

In Jesu et Maria

Filipe.









B. Quanto ao apostolado junto à opinião pública


1. Situação sócio - política da Colômbia e importância da luta RCR lá


Reunião no ANSA, 23/4/96, fala Andreas Meran:


Todos nós sabemos que o Senhor Doutor Plinio sempre pôs a TFP colombiana como aquela que por primeira vez e mais entranhadamente e mais proximamente mexeu com os acontecimentos previstos em Fátima, com todas as campanhas que fizeram e tal.

Outro dia eu recebi um grafonema do Sr. Carlos Tejedor e depois do Sr. Eduardo Mojica, de um fato que me parece muito indicativo, por assim dizer, como que Senhor Doutor Plinio querendo dizer: "Olha, preparem-se porque a coisa começou."

E era o seguinte: na Colômbia... Até um dia se poderia contar um pouco, porque a Colômbia é um país impressionantemente dominado pela guerrilha, por todos os lados. Por exemplo, se uma pessoa quer ir de São Paulo para o Rio de Janeiro, ela tem que ir com o coração na mão, porque pode ser parada pela guerrilha. São os famosos "retenes", mais ou menos todos sabem disso. Então, a guerrilha pára as estradas, são vinte, trinta [guerrilheiros], o que for, super armados, param os carros, matam alguns se percebem que é policial ou militar; queimam os ônibus, fazem o que quiserem. Sobretudo seqüestram pessoas e tal. E isso com toda naturalidade, em todas as estradas grandes da Colômbia. (...)

Os membros do grupo colombianos, com muitíssima valentia --o Senhor Doutor Plinio sempre os elogiou nesse sentido-- viajam de um lugar para outro, mas nunca viajam com símbolos, nunca viajam com alguma coisa que os possam identificar como TFP. Porque se eles são parados pela guerrilha, a guerrilha com muita probabilidade os matam. A guerrilha tem computadores, todo o mundo está fichado, é uma coisa impressionantemente organizada. E eles lá na Colômbia são muito menos cordatos que aqui no Brasil e matam com muita facilidade. Eles fizeram campanhas nos lugares da guerrilha, no Vale do Rio Madalena e nunca aconteceu nada, sempre Nossa Senhora protegeu impressionantemente e nunca foram parados por nenhuma guerrilha.

Agora teve um acampamento, uma espécie de simpósio muito abençoado pelo Senhor Doutor Plinio e a Senhora Dona Lucilia, umas cinqüenta e duas pessoas. Havia o grupo de Cali, de Pasto, Medellín, de Bogotá, de Manizales e todos eles se ajuntaram perto de Medellín, que também é um lugar muito infestado pela guerrilha.

Quando eles estavam voltando para Cali, o encarregado de Cali, o Sr. Francisco Tobón continuou o caminho com os de Pasto, que eram cinco, e com dois guayaquileños que também estavam no acampamento. E, quando foram para Pasto, pela primeira vez na história do grupo da Colômbia eles foram parados pela guerrilha. Haviam vinte carros que a guerrilha já tinha parado, eram oito guerrilheiros armados. Armados com as melhores armas, porque estão misturados com o narcotráfico e portanto dinheiro não falta. Pararam todos os carros, mandaram sair todo mundo, mandaram sair os oito que estavam no carro. Perguntaram quem eram, o que é que faziam e tal. Eles diziam que eram católicos missionários. Deixaram passar todo mundo. Tinha um ônibus nessa fila, pegaram o ônibus e queimaram. Tinha um outro carro de um tipo que estava querendo escapar, eles pegaram e deram uma rajada de metralhadora, não sei se morreu ou se conseguiu escapar. E depois deixaram entrar os rapazes todos no carro e eles continuaram o caminho. [Exclamações]

Portanto, a proteção do Senhor Doutor Plinio e da Senhora Dona Lucilia nunca vai faltar. Mas, me parece de tal maneira impressionante o que está acontecendo aqui que eu queria contar isso, porque me pareceu uma espécie de aviso de que se foi a primeira vez que parou, é porque Nossa Senhora está querendo dar um aviso.


*


"Jour-le-jour" 30/9/96, realizado em Spring Grove. Depois de ler um texto onde Dr. Plinio ensina que é errado fechar os olhos perante a perspectiva da "cambojização", JC exemplifica com a Colômbia:


Acontece conosco que, agarrados à Bagarre Azul do jeito que estamos, consideramos a imersão da Bagarre Azul e a cambojização, a transformação dessa bem-aventurada civilização do signo do progresso numa civilização cambojizada, nós consideramos tal ou qual o canceroso considera seu câncer: agarra-se a todos os aspectos, às ilusões residuais que tem no subconsciente, para ver se põe distância nisso, etc., e tudo o mais.

E então, o verificar isso, a necessidade de que isso não seja assim, porque pelas razões que vou expor daqui a pouco, levam a perguntar que juízo moral fazer deste modo de se pôr diante das coisas más, desagradáveis, penosas, que nós encontramos diante de nosso caminho. É o problema que eu formulo aqui. O tema está bem enunciado?


O Senhor Doutor Plinio acha que a Revolução vai tentar cambojizar todos os países do mundo inteiro, inclusive os EUA, fortes como são, hein! Inclusive. A Colômbia, o senhor esteve lá e já viu como é que são as coisas.


*


"Jour-le-jour" 26/1/97:


A exposição feita pelos dois ilustres chilenos, Sr. Patrício Amunátegui e Sr. Alfredo Mac Hale, na quinta-feira passada, [a respeito da situação da Colômbia], que foi uma exposição impressionante, assustadora, e é o caminho que o nosso país certamente seguirá dentro em breve. Aquilo é um modelo para o mundo inteiro, evidentemente.


*


Reunião no ANSA, 6/2/97 - Fala Patrício Amunátegui, ideólogo do joanismo:


[O caso da Colômbia] é uma experiência de como conduzir um país à anarquia sem que a anarquia estoure de uma vez e exija uma reação.

(...) Quando se começa a olhar o que aconteceu ao mesmo tempo no mundo inteiro, os senhores vão ver que a Colômbia é a ponta-de-

lança de um processo que está em todas as partes.

(...) o presidente do Partido Comunista Russo, que competiu com Yeltsin na última eleição presidencial russa, declarou em 1995

--quando estava começando a campanha-- que se a Rússia não tomava cuidado ia terminar como a Colômbia. Ou seja, Colômbia começa a ser uma coisa perigosa para a IIIª Revolução. A IIIª Revolução vê com escândalo a Colômbia que está na IVª ou quiçá na Vª.


*


Reportagem publicada no "Catolicismo", agosto de 1998, pp.34-36, sobre a situação da Colômbia:


- Aumentou o déficit fiscal, o desemprego e a inflação;

- as atividades produtivas enfrentam dificuldades crescentes;

- os índices de mortes violentas tornaram-se os mais altos do mundo;

- é mínimo o número de casos em que os crimes ocasionem processos judiciais que cheguem à etapa da sentença, podendo-se claramente dizer que não existe mais justiça no País;

- a guerrilha e o narcotráfico progrediram assustadoramente, aliaram-se e subjugam regiões do País em número crescente;

- o Presidente eleito Andrés Pastrana insiste em "pacificar" a Colômbia mediante concessões à narco-guerrilha, como se nunca, nas últimas décadas, se tivesse pensado em tal expediente, ou como se este tivesse se revelado alguma vez eficaz;

- as condições exigidas pela narco-guerrilha ao novo Governo, para dialogar com ele, são: a) que desmantele as agrupações defensivas formadas por suas vítimas; b) que impeça o Exército de a combater, afastando-se de várias regiões a serem entregues aos narco-guerrilheiros; c) a realização de reformas agrária e urbana, radicalmente e segundo os postulados marxistas; d) que tolere o domínio da narco-guerrilha em grandes extensões do País, permitindo-lhe intervir na gerência de fundos dos respectivos municípios; e) que a exploração de riquezas naturais

--como ouro e petróleo-- seja arrancada do âmbito privado.



2. Estado da opinião pública colombiana ontem e hoje - Apostasia da "tfp" colombiana


"Jour-le-jour" 25/9/97:


O Sr. Trujillo estava me contando hoje à tarde ainda, algumas coisas a respeito da Colômbia, que são de espantar. Os senhores se lembram do jornal falado do Sr. Alfredo e do Sr. Patrício Amunátegui. Aquele jornal falado está ultrapassado mais ou menos, como se alguém nos tivesse dado notícias de algo acontecido no país há 50 anos. Todo o panorama está muito mais... E depois é Bagarre mesmo.

Eu espero que numa oportunidade, proximamente, ele faça um jornal falado circunstanciado para os senhores, para os senhores verem uma coisa curiosa: como de um lado é um país que praticamente acabou, e de outro lado é um país que trás possibilidades para Contra-Revolução, como quase nenhum outro. Porque o choque que as pessoas estão tendo com a decadência do País, faz esse choque, produz nas pessoas uma espécie de senso do maravilhoso, e de encanto pela obra do Sr. Dr. Plinio, que era impossível dentro da normalidade.

Os senhores começaram o apostolado na Colômbia há o quê? Há uns trinta anos. Há trinta anos atrás os senhores jamais podiam imaginar que poderiam ter um sucesso na opinião pública que tem hoje. Mas por quê? Porque todo mundo na Colômbia tem este senso --que faz parte de um princípio axiológico-- de que as coisas não podem continuar. Está todo mundo chocado: "Mas isto aqui não pode continuar assim. Isto aqui está se desfazendo."


*


Depoimento do Sr. Arroyave, 17/10/98:


Dividi a exposição em 4 pontos: o primeiro sobre a situação da opinião pública na Colômbia --de onde estou chegando, passei lá 10 dias-- comparando-a com a situação que constatei há 2 anos atras; o segundo, uma conversa com um rapaz do grupo chamado Rafael Récio, [que] estava voltando de São Paulo para Bogotá, depois de passar um mês no Eremo, coincidiu que viajamos no mesmo avião (...).

Sobre a opinião pública, a situação está num caos como todos sabem. Entrou um caos econômico também muito grande. Neste semana foram entregues oficialmente as 5 primeiras cidades aos guerrilheiros. Eles já dominavam, mas o Governo ainda tinha prefeitos, juizes nessas cidades. Mas os guerrilheiros colocaram como condição prévia receberam essas 5 cidades oficialmente para continuarem as conversações. (...)


(Coronel Poli: o que significa esse entregar as cidades?)


Há uma expressão lá que eles chamam "política de despejo", tirariam a polícia, o exército e as autoridades mais representativas do governo central. O prefeito fica, mas sem nenhuma força. São cidades pequenas, por enquanto, região chamada dos "llanos orientales". Muito rica, muito gado, estão no limite que separa da cordilheira. Não é tanto o valor da cidades, mas o lado simbólico do que houve. Depois os guerrilheiros vão exigir cada vez mais.

Há dois anos estive em Bogotá, tive muitos contatos com gente de fora do Grupo. Escolhi dois fatos --há muitos outros que eu poderia contar-- mas esses dois são suficientes para mostrar o estado da opinião pública naquela época.

Estive visitando uma família amiga da minha, apareceu uma senhora de muito boa família, de industriais, muito ricos. Me apresentaram, expliquei-lhe o que era a TFP, ela se entusiasmou pelo lado anticomunista da TFP, pediu que agíssemos lá contra o comunismo, etc. Dei um jornal falado das principais campanhas feitas na Colômbia, inclusive do último lance arrojado feito contra o Governo, contra a guerrilha, contra o narcotráfico e contra a estrutura. (...) Quando eu estava falando isso, a pessoa que me convidara deu-me um pontapé por debaixo da mesa, indicando que eu devia calar-me.

Achei muito estranho, no momento desconversei, esperei que a senhora saísse e indaguei o dono da casa. (...) Respondeu-me que havia muito temor na Colômbia, essas coisas não se podiam falar em público, todo mundo desconfiava de todo mundo e que era melhor eu tomar cuidado!

(...) Em outra ocasião, fui a uma casa de fotografia para revelar filme. Família que trabalha há muito tempo lá, creio que já uns 40 anos que a mesma família tem essa casa, atendeu-me o filho do casal, creio que tinha uns 25 anos e puxei conversa sobre o cartel de Medellín, guerrilha etc. Ele se entusiasmou e começou a falar com calor. De repente aparece a mãe, ele muda a conversa como se não se não estivesse tratando daquele assunto. A mãe saindo, voltou a falar novamente da guerrilha. E não me meu nenhuma explicação, e eu não senti no ar condições para perguntar. Mas provava o grande medo das pessoas em tratar desses assuntos.

Agora, com a política do governo de andar depressa, a opinião pública está cristalizada. Realmente, o governo liberou alguns guerrilheiros famosos para que fossem à selva conversar com o ELN e depois voltassem. Os jornais fizeram muita propaganda disso. Ao voltarem, foram recebidos por crianças cantando sobre a paz, vestidos com umas camisetas onde estava estampada uma pomba. Isto foi ocasião para o líder guerrilheiro fazer um discurso pacificante, como se estivessem com boas intenções, desarmados, tudo levando a obterem maiores concessões e apaziguando a opinião publica. Dizia que o futuro era das crianças que cantavam pedindo a paz, que ele ia dar a paz a essas crianças...

Depois disso veio o convite para o líder da FARC falar no Senado, expor o projeto de paz dele! Isto está produzindo muita cristalização. Há 40 anos que ele vem lutando na guerrilha, é chamado "tiro fijo", e está assustando porque está tendo entrada em lugares oficiais.

Além disso, veio a entrega das 5 cidades para as FARC, que é o movimento mais forte de guerrilheiros. Curiosamente, no mesmo dia da entrega, veio na última pagina do jornal a noticia de um processo judicial para condenar os militares que reprimiram os guerrilheiros. É incrível. Muito parecido, aliás, com o MST daqui do Brasil, com influencia já em vários postos do Governo.

(...) E a opinião pública agora está reagindo e comentando muito a situação. Houve uma mudança notável nesse sentido. Gente na rua, no aeroporto, vizinhos nossos, reação e conversa aberta sobre esse assunto, o que não havia antes. Todos desconfiados e descontentes com estas atitudes do governo.

No aeroporto, enquanto aguardava o avião, ouvi conversa entre dois empresários, que estavam investindo na Colômbia. Um deles disse: Ä Mas com a situação do país como está, convém esse investimento, essas importações que você está pensando? Resposta: veja a situação dos guerrilheiros, hoje o governo entregou 5 cidades, meu pai e eu não acreditamos na boa intenção dos guerrilheiros. Os jornais e o Governo estão prometendo pacificação, mas isso não será assim, e logo que eles avancem e tomem conta de outras cidades a única solução é matar a todos, um a um. Que isto se fale assim, no aeroporto, a ponto de ser ouvido por um estranho --no caso por mim-- não acontecia antes. Isto mostra uma reação de quem não está com medo. Mesmo no povinho, inclusive taxistas, falam contra. Antes não falavam. Muitos taxistas foram financiados pelos guerrilheiros porque acabavam dando informações sobre os passageiros, prestavam colaboração. Nunca falavam contra os guerrilheiros. Hoje, não. Criticam, não confiam nas propostas. Na mesma linha ouvi coisas de senhoras de família, pequenos comerciantes, pequenos industriais. Se a situação estivesse como há dois anos, eu não ouviria esses comentários. Diante disso, há possibilidade da TFP [Colombiana] agir, e do modo como estão procedendo, a meu ver é uma traição, porque há reatividade.

Darei então agora a conversa que tive com esse Rafael [Récio], no avião, porque é sintomática de como a TFP Colombiana está vendo a situação e o que pretendem fazer. Ele não é pessoa exponencial e por isso me parece interessante, porque o que ele diz deve ser mais ou menos o que todo o grupo está pensando.

Ele contou sem reserva a tal ponto que eu o cutuquei: "O Sr. não tem medo que lhe puxem as orelhas quando souberem que me contou essas coisas no avião?" Ele respondeu indignado: "puxar as orelhas? ninguém vai me puxar as orelhas!" Teve ares assim de valente. Foi bom, porque com isso ele falou mais coisas.

Perguntei então o que eles pensavam da situação do país. Respondeu que estava tudo um caos, já antes do SDP a situação era péssima, no Brasil nos estão cobrando porque não lançamos um manifesto, mas de que adianta isso, falar para quem?

Argumentei que nossa luta sempre foi essa, que os anteriores tiveram muita repercussão, não é razoável essa abstenção.

Explicou: seria jogar o dinheiro fora, perder o tempo, nada adianta.

Indaguei:

-- Mas os Srs. farão o que? A Colômbia está caindo!.

-- Olhe, respondeu, tivemos má sorte, porque o JC estava escalado para viajar conosco neste avião, ele vai à Colômbia, levando a fanfarra, o côro e agora nós vamos tirar a Colômbia do estado em que está, a Colômbia vai ser convertida.

-- Mas como vão conseguir isso, se há tantos anos, com tantos manifestos e interpelações não obtivemos essa conversão, como agora vai ser possível?

-- O Sr. vai ver na televisão. Vai sair e está repercutindo muito. Está tudo preparado para uma grande propaganda. Não tenho medo nenhum de contar, isso é público, todo mundo está sabendo, vai haver apresentações com a imagem de Fátima, ele vai coroar a imagem, vai fazer um giro por várias cidades e vai ser uma maravilha. (...) O tal Rafael contou ainda que Olavo fez 57 imagens para peregrinações em vários países. Três delas foram para Colômbia. Já estão fazendo isso há certo tempo e as repercussões são diversas: uns gostam, outros não. Coisas inesperadas. Depois de passar o vídeo, darei essas repercussões.

Como está a situação do Grupo lá? Ele comentou que em janeiro passado, quando JC esteve lá, houve a graça da restituição (ou coisa parecida), ou seja, como ele é perseguido pelos Provectos, ele lá recebeu o que merece, estavam restituindo a ele o que merece por justiça, uma glorificação que se deu lá. Ele prometeu que se o grupo fosse fiel a essas graças de 22 de janeiro, ele prometeu o crescimento do grupo, os contatos, a conversão do país (isso está naquele grafonema do Gioia, os detalhes são impressionantes).

Então, em Bogotá, tem agora 4 sedes. É bom lembrar que em vida do SDP, durante 25 anos, não tiveram mais de uma sede. Agora tem 4 no mesmo bairro, mais ou menos um quarteirão longe da outra, uma delas só para moças. Nesta, há uma sobrinha de ex-cooperador, com apenas 10 anos. Tudo dirigido pela sede central, com Carlos Tejedor. Segundo Rafael, o clima não podia ser melhor, há um querer-se bem impressionante, a santidade de JC é impressionante, comunicativa, Tejedor está participando dela, não se imagina como ele está... Falava com muita convicção. Com isso, aquela promessa está se cumprindo, porque estão crescendo...

(...) Antes de passar para o vídeo, vou informar a importância de cada canal. A entrevista de A. Meran foi no canal regional chamado Tele-Antioquia, mas que é passado para todo o país. É de Medellín, segundo Estado do país. Meran foi entrevistado no programa "Enlace", programa diário, às 11.30 hs. Cada dia com tema diferente. Na 6ª feira em que o entrevistaram, o assunto era a música. Por aí se vê em que pista eles foram recebidos, o interesse pela música. Foi no dia 25/9, tem muita audiência por causa da música.

A outra entrevista foi do JC, num canal muito mais importante, em Bogotá, chamado Canal A. O maior canal do país. Dia 13 de outubro, aniversário da aparição de Nossa Senhora em Fátima, e que ele aproveita a ocasião para luzir-se na televisão. O programa chama "Programa en vivo", são dois repórteres, um homem, uma mulher, muito conhecidos lá, tem muito experiência. O programa é as 6:30 da manhã, mas é muito visto, audiência só suplantada pela do horário nobre da noite. É um programa de variedades, muito comprido. Tem entrevistas, tem receita de cozinha, tem música, tem esportes, noticiário etc. O prato forte é a entrevista, cortada mais ou menos a cada 10 minutos com outros assuntos, depois volta a entrevista e assim vai. Enquanto ele fala, o coro canta baixo para fazer fundo musical.

Nesse programa aparece uma jornalista que recebeu uma graça muito grande da Virgem de Fátima. É com a ajuda dela que JC está conseguindo movimentar a mídia, porque é jornalista muito conhecida, jovem, filha de um toureiro colombiano, sofreu um atentado a tiros, deram 3 tiros na cabeça dela, conseguiu sobreviver, perdeu o olho direito. Ela acha que sobreviveu por uma graça --parece certo isso--, muito devota de Fátima e já teve várias conversas com JC. O próprio JC fala, na entrevista, que já conversou com ela, com certa intimidade, uma mulher muito nova. Chamo a atenção dos Srs. para o pormenor de que os entrevistados não falam nenhuma vez em TFP, não usam distintivo, não tem o leão. Os entrevistadores, curiosamente, também não falam. As palavras Revolução, Contra-Revolução não são pronunciadas nenhuma vez.

[Projeção do vídeo:]


a) Entrevista a Andreas Meran e Eduardo Mojica Gomez (encarregado da Sede de Medellín)


AM: Estamos aqui (de gira) graças ao apoio e ao patrocínio generoso da Universidade Católica de Bogotá, que nos convidou. (...) Então, você resume nossa vocação: escravos, guerreiros e monges de la Virgen, a serviço de la Virgen, a serviço da Igreja. Isto tudo foi inspirado pelo Prof. Plínio Corrêa de Oliveira, que é nosso fundador, que faleceu em 1995, em 3 de outubro, uma pessoa muito mariana, muito católica, que dedicou toda sua vida à Igreja Católica. E aí estamos nos expandindo, levando a todas as pessoas a mensagem de Fátima.

(...) Esse coro já foi fundado há mais de 15 anos, mas nunca se apresentou fora do Brasil. O coro está sendo dirigido e foi animado e vai chegar aqui com seu maestro que é Don Juan Cla Dias, que é o discípulo perfeito de Dr. Plínio, que é uma pessoa muito musical, muito espiritual, muito carismática. E portanto ele transmite muito a mensagem de todo o coro.

O coro não é simplesmente um coro cultural, é um coro que tem uma mensagem muito espiritual. Aliás, o coro vai se apresentar sempre gratuitamente, não tem um fim lucrativo. Estão aí também os patrocinadores. Portanto, a igreja, quem quiser ir à igreja, todo mundo pode ir.

E o coro tem várias partes. A parte coreográfica que faz um cortejo muito bonito que vai entrando, vai formando...


Entrevistador: É como uma cerimônia, um ritual, um cortejo, no momento em que estão fazendo seu ingresso para interpretar o que estão fazendo. (...) Bem curioso e interessante. Desde quando você decidiu fazer parte...


AM: Há vinte anos que me dediquei a este trabalho, porque conheci o fundador há vinte anos. E quando o vi, vi uma pessoa muito espiritual, muito mariana, muito cavaleiro e aí me dediquei ao serviço, junto com ele, à Igreja e à Cristandade, sob as ordens dele.

(...)


Entrevistador: Conde, ouvi certa vez que quase que as orações dos santos e pessoas de um espirito mais elevado chegava a ser a oração contemplativa, desfrutar a natureza e conseguir entrar num êxtase físico, mental e espiritual através da natureza. Pode-se através da musica gregoriana, a gente que os vê tão concentrados, chegar à oração?


AM: A música gregoriana é uma oração. É a transformação das palavras, da oração em cântico. Por isso é considerada por S. Pio X e muitas outras pessoas como a musica mais perfeita.


EMG: inclusive o Concilio Vaticano II chegou a dizer que era de todas as musicas, o tesouro inapreciável que era o mais apropriado para todos os atos litúrgicos.


AM: (...) E nós temos esse coral, esse coral vai trazer uma coisa que é novidade e original, porque eles vão traduzir algumas musicas gregorianas, que são todas em latim, para o espanhol, para que todo mundo possa participar, não só com melodia mas também com as letras. E isso vai ser uma coisa muito bonita e muito...


b) Entrevista a JC:


JC: - [...] hoje é 13 de outubro e faz 80 anos que Na. Sra. apareceu em Fátima e nós fazemos com que a Virgem entre neste estúdio e aqui seja coroada por vocês, do programa "En Vivo", é um reconhecimento do programa "En Vivo", não somente dos que estão aqui no estúdio, mas também de todos aqueles que estão assistindo o programa em suas casas. E estes podem perfeitamente fazer com que seus corações se unam aos corações do programa "En Vivo", dos participantes do programa...


Entrevistador: televidentes


JC: Dos televidentes. Estes participam também do ato que se fez aqui neste momento. Ou seja, estes deram seu consentimento, de coração, para que a Virgem seja coroada, ou seja, reconheceram em seu coração que a Virgem é rainha. E então uniram-se conosco e fizemos como que uma família em Colômbia, desde aqui até as bordas dos mares, do norte e do sul, que nós, colombianos, neste dia, reconhecemos Nossa Senhora de Fátima, rainha!

(...)


Entrevistador: Quem é nosso convidado, Adriana, você que o conhece melhor para apresentá-lo.


Sra. Adriana Eslava: O Sr. João Clá é precisamente o diretor dos Cavaleiros de la Virgem a nível mundial, diretor de campanhas em 28 países de "Vinde Virgem de Fátima", e além disso é diretor do coral e banda sinfônica Nossa Senhora de Fátima, que é a que nos acompanha hoje. Verdadeiramente é uma grande primicia para "En Vivo" que estejam aqui porque hoje se inicia um giro que nunca havia feito antes o coral, sempre permaneceram no Brasil, e fizeram suas apresentações no Brasil. E por primeira vez decidiram fazer um giro internacional, e começaram em nosso país. É maravilhoso... não é verdade?

(...)


Entrevistadora: Aqui estão as imagens (a foto) dos 3 pastorinhos. Isso foi depois da primeira ou da última aparição?


JC: - [titubeando] ... eu creio que aqui ... [todos falam ao mesmo tempo]


(...)


JC: (...) Há pouco assistíamos as noticias dadas aqui no "En Vivo" e de uma maneira muito clara, direta, se vê que nosso país aqui, Colômbia, está numa situação muito difícil. E esta situação se encontra assim porque não escutaram o que a Virgem pediu. É necessário rezar o rosário, é necessário fazer penitencia, é necessário ter outros costumes.

(...)


Entrevistador: De que maneira a devoção pela Virgem, rezar o rosário, pode ajudar em casos como o de Colômbia, de violência, de guerra?


JC: Se nos reportamos a uma época histórica, que é a Idade Média, por exemplo, em que a gente era muito piedosa, uno percebe que tudo se revolvia a base de orações. Quando havia uma calamidade, uma peste, uma guerra a oração era o ponto principal para resolver os assuntos.


Entrevistadora: E funcionava magicamente!


JC: Oh!, maravilhosamente, maravilhosamente (*).

(...)


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(*) Perguntado sobre como solucionar o caso colombiano, JC primeiro afirma que tudo se resolve a base de orações, depois diz que o principal é a oração, e em terceiro lugar concorda que a oração funciona mágicamente.

As partes primeira e terceira de sua resposta explicam os “novos rumos” tomados pela “tfp” colombiana e são erradas --tanto assim que até na Idade Média, para resolver o problema muçulmano ou o das heresias, a Igreja apelava não só para a oração, mas também para a opinião pública e para a força. E Dr. Plinio nunca lutou contra a Revolução só com base em orações.

A segunda parte de sua resposta está certa.

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Entrevistadora: que idade tinham [os 3 pastores)? Lúcia tinha 9 anos.


JC: 9 anos... [titubeia] 9 anos..., 7 e 6, não?

(...)


JC: - (...) Temos conversado muito entre nós, estimamos muitíssimo a Colômbia. Colômbia tem uma característica muito especial. Eu tenho sangue espanhol - e vários aqui tem também - e para nós estarmos aqui é uma alegria. Porque eu penso que quando se passa de Espanha para América e se chega aqui nestas terras "muy calientes", como Colômbia, caliente - eu digo ...


Entrevistadora: de corazón


JC: De corazón, mais que de clima, porque o clima em Bogotá é muito agradável. Mas de coração o colombiano é "muy caliente", muito comunicativo, muito relacionante, muito interessante. E para nós, o colombiano nos atrai muito. E sempre tivemos uma ilusão: um dia estaremos em Colômbia. (...)


Por aí os Srs. estão vendo como eles estão convertendo Colômbia ... 5 apresentações... balofo, falso!

Vamos ver um pouco de repercussões. (...)

Há pessoas que ficam chocados com o hábito: botas, corrente. As pessoas se perguntam "por que essas botas de motociclista?" Eles não ligam com o lado militar mas com os motociclistas. Falta-lhes a graça.

O comentário mais comum, que mais ouvi, com quem falei, é o seguinte: os colombianos sentem que estão escondendo deles alguma coisa. Vêem aquele movimento, o porte, o modo de aparecerem e pensam: "estão usando a Virgem para alguma coisa". Vários me falaram isso.

Muitas pessoas foram contatadas durante as apresentações, eles pegam os nomes e depois vão pedir donativo. Algumas pessoas ficam chocadas e me comentaram: "agora entendo, estão se aproveitando da Imagem para depois vir me pedir dinheiro".

Sobre o hábito, algumas pessoas ficam bem impressionadas, tem o toque de trompete, um cerimonial, o padre prestigiando. Eles estão agindo de paróquia em paróquia num trabalho contínuo. Fora do hábito e fora disso, as pessoas esquecem muito rapidamente o que houve: impressionam-se certo tempo e depois esquecem. Voltam depois de certo tempo e as pessoas comentam: ah, vão repetir o que já fizeram?

Também tem desconfiança em relação à Imagem. Eles mesmos deixam ambíguo se é ou não a imagem peregrina. Em vez de dizer "cópia" da imagem milagrosa, deixam meio confuso. Muitos pensam que é a imagem milagrosa. Depois ficam sabendo que é cópia, mas não disseram. Vai criando confusão e desconfiança. Eles não estão levando o público.

Portanto, eles tem a parte da traição em que o país está caindo aos pedaços, tem a possibilidade de agir, porque há reação, e tem esse lado das peregrinações em que o público não os está acompanhando como eles imaginam. Não há luta contra-revolucionária, não há anticomunismo, etc. Isso como documento histórico da traição deles é impressionante.


(Sr. Gregorio: A impressão que JC quis dar [ao longo dessa entrevista], o tempo todo, não é de quem está defendendo uma Causa, servindo um ideal, mas quem está querendo agradar, atrair. (...) A fulana pelo menos estava convicta com o que dizia, ele não!)


*


Carta Aberta do Sr. Eugenio Trujillo, sobre sua expulsão da "tfp" colombiana, fevereiro de 1999 (os subtítulos são nossos):


a) Abandono da luta contra a narco-guerrilha. "Explicações" dadas aos membros do Grupo da Colômbia e às pessoas chegadas à Entidade:


En los últimos dos años, bajo la dirección de Carlos Tejedor, y con la coooperación de las personas mayores, la TFP colombiana se fue desprendiendo a los pocos de las orientaciones dadas por el Sr. Dr. Plinio durante incontables reuniones y despachos. El siempre quiso que la TFP tuviera una acción pública sobresaliente, contra los factores de desintegración de la nación, como la guerrilla, el secuestro y las reformas socialistas (...).

Bajo esta concepción, durante 25 años, la TFP cololmbiana se pronunció muchas veces, volviéndose, con el correr de los años, una entidad ampliamente conocida y respetada por la opinión pública del país. Pues bien, según João Clá y todos sus seguidores, dirigidos por Carlos Tejedor en Colombia, toda esa acción pública fue perfectamente inútil y no representó nada de beneficioso para la causa de Nuestra Señora. Como muchas personas, tanto de dentro como de fuera del grupo, preguntan lo que está sucediendo, las respuestas no dejan de ser inesperadas. A los de dentro se les dice que el Sr. Dr. Plinio consintió en que se hiciera toda aquella acción pública gloriosa por la presión que nosotros ejercíamos sobre él en este sentido (1). (...)

[Assim Carlos Tejedor y su gente justifican] el hecho de que toda la acción pública de la TFP colombiana fue suspendida, en el momento en que el País y la Causa de Nuestra Señora más la necesitan.

Además, a las personas menos cercanas, que no conocen las intimidades de la TFP, como los donantes y simpatizantes, sencillamente les dicen que la situación caótica del país no se resuelve con los métodos empleados hasta ahora por la TFP, y que ellos cambiaron radicalmente de estrategia. Que además es muy peligroso seguir haciendo los pronunciamientos que se hacían antes, porque eso desencadenaría peligros muy grandes para la entidad

y ya no vale la pena correr esos riesgos.

Y es así como ellos se justifican ante todos aquellos que preguntan por qué desde hace unos tres años la voz de la TFP no se escucha, a no ser para hablar de Fátima y organizar peregrinaciones con la Imagen de Nuestra Señora por todas partes.



b) "Apostolado" voltado ao recrutamento de meninos de 10 a 15 anos de idade:


Al mismo tiempo, internamente las cosas cambiaron radicalmente. Todo el apostolado se enfocó al reclutamiento de niños de 10 a 15 años, a quienes se les inculca desde el primer día una 'devoción' absurda por João Clá y por el propio Tejedor. Mi primer choque con esta situación fue en la Semana Santa de 1.998, ocasión en la cual se organizó un congreso con jóvenes en una casa de retiros espirituales, propiedad de unas monjas.

Yo asistí a un día de programación, pues fuí hasta el lugar llevando la Sagrada Imagen, y cuál no sería mi sorpresa cuando vi a esos niños, todos menores de 15 años, corriendo como locos detrás de Carlos Tejedor, de José Luis de Zayas y de Andreas Meran, para pedirles la bendición, besarles la mano, y en varios casos hasta los piés según lo vi con mis propios ojos, delante de las propias religiosas y de varias personas totalmente ajenas al grupo, que estaban de visita en el sitio del congreso. El mismo día que terminó el congreso, todos los participantes regresaron a Bogotá. Cuál no sería mi sorpresa cuando entré a eso de las once de la noche a la sala principal de la sede, y en ella se encontraban unas 20 personas, la mayoría niños, pero había también algunos miembros del grupo mayores. Todos se encontraban arrodillados, excepto Andreas Meran, quien estaba de pié, y se iba acercando a cada uno y le daba una bendición en la frente. (...)



c) As peregrinações de Fátima e aliança com a Estrutura:


(...) con el correr de los meses, la TFP colombiana se convirtió única y exclusivamente en una institución mariana, con el agravante de que eso implica una serie de contemporizaciones inauditas con la Estructura. En las peregrinaciones a las parroquias, una tras otra, los cooperadores asisten a las misas, no apenas en el Nuevo Ordo, cosa que ya es gravísima, sino también misas carismáticas, con guitarras eléctricas, con aplausos, con gritos, con iluminados que tienen 'visiones' y reciben 'mensajes' de la Virgen. (...)

Y en la puerta de la iglesia y en cualquier casa que se visite, un verdadero almacén para vender rosarios, libros, estampas, recibir limosnas, etc. (...)

Además, como todo esto rinde amplios beneficios desde el punto de vista económico, entonces ya no hay apenas una Imagen, sino que con el tiempo se fueron encargando otras, al punto de que a finales del año pasado había tres, y

hoy realmente no sé si su numero habrá aumentado.



d) Posição assumida por JC:


En medio de toda esta situación absurda, en octubre del año pasado (1.998) llamé por telefono a João Clá y le expresé mi inconformidad por todas estas cosas que estaban pasando, y le dije que yo quería hablar con él personalmente para exponerle mis inquietudes. Viajé a Brasil con ese fin y estuvimos reunidos en dos oportunidades. (...)

A todo esto, que lo consideró de la mayor importancia y de la mayor gravedad, João Clá me respondió que yo tenía toda la razón. Que él veía a distancia, sin saber lo que realmente estaba pasando en Colombia, que esa situación significaba en realidad una verdadera apostasía de la TFP Colombiana, y que él se comprometía conmigo a hacer un viaje a Colombia para poner todas las cosas en orden. (...)

Como yo sabia perfectamente que era él quien estaba por detrás de todo, y que Tejedor no movía un dedo sin pedirle permiso a él, tomé la decisión de esperar para ver cómo evolucionaban las cosas. Antes de mi regreso, João Clá me ofreció si quería hacer un relatorio en el Auditorio sobre las cosas de Colombia. (...) y al final hice una amplia exposición sobre los temas tratados en las largas reuniones con João Clá, quien estaba presente en el auditorio. (...) Al final, manifesté mi discordancia total con la orientación que venía tomando la TFP colombiana, por su habitual omisión en todo lo que dice respecto a la situación del País, y afirmé que hoy se parecía más a una congregación mariana de monjitas que a la obra del Sr. Dr. Plinio. Por supuesto, el asunto no le gustó a ninguno de los presentes. Desde la misma salida del auditorio ya comencé a notar un rechazo enorme a todo cuanto había dicho, si bien que nadie me dijo nada explícito.

Cuando regresé a Colombia al día siguiente, ni bien entré en la sede de Bogotá, ya me hicieron el reclamo de por qué había ido a calumniar a los miembros del grupo de Colombia en el propio auditorio de María Auxiliadora. (...) Obviamente, la orden para tratarme así había llegado de São Paulo, impartida por el propio João Clá (...). Poco después, éste llegó a Colombia, no para corregir esos males, antes bien para agravarlos y consumarlos, dedicándose durante semanas, en un país traumatizado y desangrado ...a los conciertos de la Fanfarria!



e) Acusações feitas contra o Sr. Trujillo pelos agentes de JC na Colômbia:


Pedí para hacer una reunión con los mayores para explicarles lo que había tratado en Brasil con João Clá. (...) Durante casi tres horas, llovieron contra mí las acusaciones más inverosímiles e infames. (...). Para dar una idea de lo que fue dicho, haré un resumen de las más significativas.

Uno de los generales del Ejército que más tiene simpatía por la TFP, era en ese momento el Comandante militar de Bogotá. (...) En ese momento, era objeto de una gran polemica nacional, pues la guerrilla exigía su destitución para dar inicio a supuestas conversaciones de paz.

El día de la reunión, [Saul Castiblanco] dijo que el tenía algo muy grave que decir contra mí. Me había llamado [por teléfono] a la sede un "general asesino", "un hombre cuestionado por todas las organizaciones defensoras de los derechos humanos", y el quería denunciar que no es posible que un director de la TFP tenga cualquier tipo de relacionamiento, en nombre de la Entidad, con ese tipo de personas. Según él, mis reuniones con ese general enlodaban el nombre de la TFP.

Tres meses después ese General fue destituido por el Gobierno, lo que generó una protesta generalizada entre todos los sectores empresariales. Para dasagraviarlo, se le organizó un gran homenaje nacional en el hotel mas prestigioso de Bogota, al cual asistieron mas de dos mil personas. Lo más selecto de la sociedad y del mundo de los negocios se hizo presente ese día, para protestar por una injusticia enorme, que fue considerada como la destitución por la guerrilla del mejor de los generales que la combatían.

Tal vez, los únicos indecentes que asistieron a ese acto, fueron los directores de la TFP Colombiana, y el propio Saul Castiblanco, quienes hicieron hasta lo imposible por saludar personalmente a aquel que habían tildado de 'asesino' el día que me echaron del grupo.

(...) A esto se le suma lo ocurrido en los Estados Unidos. En varias oportunidades estuve en Washington [visitando] personalidades del Gobierno, de las Fuerzas Armadas, del Congreso y de organizaciones conservadoras amigas de la TFP norteamericana. El propio Sr. Dr. Plinio estimuló y aconsejó que hiciéramos este trabajo (...).

Pues bien, por increíble que parezca, Luis Daniel Merizalde, con la complicidad de varios colombianos y del propio Tejedor, estuvo haciendo llamadas telefónicas a varios de los amigos que hemos visitado en Washington, (...) para decirles que el Sr. Julio Hurtado y yo ya no somos de la TFP, que tengan cuidado con nosotros, que ahora somos portavoces de los llamados grupos paramilitares (organizaciones clandestinas de lucha contra la subversión), y que además tenemos vínculos con el narcotráfico.

La misma calumnia ha sido repetida en Colombia a muchos donantes, corresponsales y simpatizantes. (...)

A propósito de este asunto, quiero esclarecer que, dadas las circunstancias de violencia y de criminalidad en que se vive en Colombia, cuando se han hecho acusaciones de este tipo a algunas personas, con el correr de los días han sido asesinadas por la guerrilla. (...)


Comentário:

  1. Depoimento de Dom Bertrand, 7/8/99: “Há muitos anos que [os agentes de JC] sabotavam as campanhas dizendo que era pressão dos encarregados locais. O Sr. Dr. Plínio seria forçado a fazer para contentar a nós. O Sr. Dr. Plínio quando soube isso ficou indignado e dizia: o que pensam que eu sou? Uma ventoinha que se deixa pressionar?”


*


Numa reunião na Sede do Reino de Maria, em 24/7/99, o Sr. Alfredo, logo de fazer uma síntese sobre o estado da luta RCR na Colômbia, informou o seguinte:


Nessa situação, a guerrilha intensificou os ataques nas ultimas semanas. O exercito, depois de muita paciência, matou por volta de 350 guerrilheiros. Isso prova que se quisessem, poderia acabar com a guerrilha em questão de meses. Os políticos, intelectuais, a mídia aplaudiram essa resistência dos militares. Só uma voz foi contra: a da Estrutura. Organizaram uma procissão de Nossa Senhora de Chiquinquirá, padroeira da Colômbia, (é um quadro milagroso que está num santuário a 200 quilômetros de Bogotá, e que há 50 anos não tem saído do lugar). O quadro foi levado a Bogotá, não para que protegesse Colômbia mas para exigir que os poderes públicos continuassem com o diálogo com a guerrilha. Quando o quadro chegou a Bogotá, na igreja de Chiquinquirá, a poucas quadras da sede da "tfp", aí estavam os rebelados com hábito e fazendo guarda à imagem. Dali se partiu para o desfile para o centro de Bogotá. Dele participou todo mundo que é contra a guerrilha, ou porque tem devoção a Nossa Senhora. Mas a Estrutura interpretou isso como apoio ao diálogo de paz.


*


Depoimento do Sr. Júlio Bonilla, 5/8/99:


Em Colômbia, os rebelados promoveram a coroação da imagem no Senado, feita pelo Senado que tem propulsionado os projetos de paz com a guerrilha. Depois foi para a Câmara de Deputados onde também foi coroada a imagem creio que por uma ex-ministra também propugnadora do pacto com a guerrilha. A imprensa fez brincadeiras a respeito da coroação na linha de que Nossa

Senhora converta os senadores etc. Que pacto terão feito os rebelados para que se lhe abra essas portas?





VI. No tocante à direção da TFP Uruguaia – Apostasia dessa “tfp”


"Carta del Pueblo", Octubre de 1999 Uruguay - CIRCUNSTANCIAS OBLIGAN:


Realmente gran confusión reinó y reina en el mundo luego de la caída del llamado socialismo real, o sea del comunismo, en la ex-URSS y Europa del Este. Muchos pensaron que el comunismo desapareció o cambió al menos su carácter o aún se inmoló en aras de otro tipo de revolución.

Tal es el caso de la sociedad Tradición Familia y Propiedad. El que leyó sus boletines anteriores y lee los de hace algunos años para acá encuentra un gran cambio. Ya no combate con la intensidad que lo hacía antes al marxismo, ni tampoco a la Teología de la Liberación, o sea el marxismo infiltrado en organizaciones religiosas. Ahora se habla de temas esencialmente religiosos y el espacio dedicado al comunismo es comparativamente muy poco. Incluso ya no se advierte sobre los peligros que conllevaría un triunfo de la izquierda.

Se nos explicó, por parte de quienes siempre fueron muy amables con nosotros y por los cuales conservamos estima en lo personal, que ellos creen que el comunismo se inmoló en aras de la cuarta revolución, ellos llaman así a todo un despliegue que se hace para subvertir las costumbres, el modo de pensar tradicional, por medio del libro, la TV, la enseñanza, etc., justificándose el homosexualismo, la droga, el amor libre, etc. Eso provocaría un desplome de las actuales estructuras culturales y sociales y así nos iríamos introduciendo en la etapa anárquica, o sea, la última y definitiva de la humanidad según Marx.

Se habría pues dejado de lado la estrategia de la lucha de clases y la revolución armada por los comunoides.

En cuanto al aspecto del combate a la Teología de la Liberación, ellos aducen que con este Papa el panorama cambió.

Este cambio de enfoque y de práctica por parte de Tradición Familia y Propiedad obedecería a estas razones.

Es importante dejarlo bien en claro para que nadie se llame a engaño y proceda luego en consecuencia.

Nosotros discrepamos, como debe resultar obvio, con sus actuales apreciaciones.

Si uno se atiene a los hechos se observa como no se abandonó ni la lucha de clases, ni la tesis de la dictadura del proletariado, ni la de la violencia para la toma del poder.

Por más que algunos zurdos piensen diferente, el grueso no ha cambiado, ha adaptado su táctica a las actuales circunstancias pero sin abandonar su antiguo modo de pensar. Y no puede ser de otra manera, gente formada, deformada, en una filosofía de odio, con el cerebro lavado, no cambia por decreto.

Para comprobar esto basta leer Brecha, o Mate Amargo, La República, etc. Véase el apoyo a Cuba, la acción de ciertos sindicatos, recuérdese como se luchó para impedir la extradición de los etarras, llegándose en esto a una huelga de hambre.

Por otra parte si el comunismo estuviera ahora en la línea de la llamada cuarta revolución, si la organización dominada por ellos, el Encuentro Progresista llegara al poder, representaría un gravísimo peligro del que habría que advertir, porque ellos serían la punta de lanza en ese sentido para llevarla adelante. Y no vemos que esto se haga por parte de Tradición Familia y Propiedad.

Es mas, pensamos que con sus omisiones y algunas cosas que dicen, como que el comunismo se inmoló, contribuyen a hacer creer lo que se busca, que el comunismo ya no es peligro.

Y una última cosa sobre este tema, pensar que los puntos de vista de la Teología de la Liberación han pasado o perdido fuerza y por ello no se les combate con la energía de antaño, es cerrar los ojos a una realidad quemante.

El comunicado de nuestros obispos en relación a las últimas elecciones, que como dijimos anteriormente solo fue bien recibido por los zurdos es algo bien elocuente. Allí no se habla de la pornografía, ni del aborto, ni del número creciente de divorcios, etc., sino prácticamente solo de la necesidad de sacarle a los ricos para darle a los pobres.

Si esto no merece combatirse nada lo merece.

Esperamos que algún integrante de la TFP que pueda sufrir una confusión la supere y vuelva a la anterior posición combativa contra los enemigos de la civilización cristiana.

Ya hay varios que en diferentes países y aún entre nosotros que quieren seguir en la vieja línea.


*


Buissonets 30/10/99, depoimento do Sr. Alejandro Bravo:


Os dissidentes, para limpar a face, fizeram um manifesto não para imprensa mas só para os doadores. É o manifesto da traição porque a situação do país é grave, fala-se de embate ideológico (inclusive na imprensa brasileira e argentina), fala-se de programa marxista para Uruguai, etc. As pesquisas de opinião pública mostram o centro cada vez menor, a polarização é grande entre direita e esquerda. Antigamente, todos os partidos tinham uma cardápio grande, interno, de vários matizes entre esquerda e direita. Isso foi acabando e se voltou ao tradicional embate esquerda e direita dos dois maiores partidos. Eles tem mais de 80% dos votos. A maior parte dos votos da esquerda está com os que tem formação universitária.

(...) No meio disso vem o manifesto restritivo dos dissidentes que é a mão que apaga e a voz que adormece: divagações sobre a globalização, interrogam os candidatos mas nada que defina em função da esquerda e direita, trata de assuntos que não tem nada que ver com a vida concreta no Uruguai, defendem a doutrina errada da soberania popular. (...) A única menção ao Sr. Dr. Plínio está numa nota sobre o livro da Nobreza. Citam várias vezes JPII. Dizem expressamente que a maioria dos esquerdistas

--como fracassou o socialismo-- está renovada. Para eles não há luta clara entre comunismo x anticomunismo. Quando falam de Colombia, se abstem de tratar da guerrilha e só mencionam "narcotráfico e crime organizado". Não tratam do problema do aborto que está candente. Não querem entrar em conflito com nada.


*


Enquanto o Uruguai corria sério risco de passar a ser governado por um candidato marxista --tanto assim que tinha ganho a primeira volta das eleições presidenciais de novembro de 1999--, a "tfp" uruguaia, o coro e a fanfarra joanina, presididos por JC, recorriam igrejas e paróquias do País fazendo suas apresentações musicais ...

Nessas circunstâncias, os autênticos discípulos de Dr. Plinio naquele País, publicaram um manifesto conclamando os eleitores a não apoiarem o candidato marxista. Após disso, um instituto de estudos sócio-políticos sustentou que houve uma mudança na opinião pública. “A propaganda do medo triunfou no interior” disse o jornal “El País”, referindo-se claramente ao medo do socialismo.





VII. No tocante à direção da TFP Brasileira


"Jour-le-jour" extra 6/10/95 - Referindo-se a um panegírico a respeito do passamento de Dr. Plinio que ia ser publicado na imprensa, JC fala como se fosse o "dono da casa":


Os Srs. compuseram um texto a respeito de quem é o Senhor Doutor Plinio, para homenageá-lo, que compõe duas páginas de jornal. [Exclamações.] Os donativos vão ser pedidos aos Srs., todo o mundo tem que contribuir, ainda que seja com um real, todo o mundo tem que contribuir. Para ser publicado na semana que vem num jornal de São Paulo --as duas folhas para... enfim, para depois enviar ao Julinho Mesquita pelo correio [Exclamações] e para outros tantos ficarem sabendo o que é que nós pensamos a respeito de nosso Pai e Fundador. [Aplausos.]

Depois vai ser transformado em folheto e esses folhetos vão ser distribuídos pelos êremos itinerantes por esse Brasil a fora.


É possível que estas diretrizes tenham sido combinadas previamente com a Diretoria da TFP brasileira. Nesse caso, o correto teria sido dizê-lo. Não procedendo assim, quem ouve aquilo, fica com a impressão de que a diretriz partiu do próprio JC.


*


Três dias após o passamento de Dr. Plinio, JC chama a si a tarefa de indicar como ficam as coisas:


Tenho dois caminhos para a reunião de hoje. Ou dar alguma matéria que está reservada para dar aos Srs., ou então responder a perguntas. Porque é possível que os Srs. fiquem perplexos e queiram saber como fica isto, como fica aquilo, como é que vai ser, como é que vai ser, como é que não vai ser.

(Cfr. "Jour-le-jour" extra 6/10/95)


*


"Jour-le-jour" 1/12/96, parte II - JC se coloca por cima da autoridade de Dr. Eduardo, pois não sabe se Dr. Eduardo "cumpriu" uma coisa que lhe pediu:


Então, eu me lembro por exemplo, nas ocasiões de estrondo. Era estrondo desde madrugada, começava às vezes, de madrugada cedinho, até a noite a hora de dormir estrondo, estrondo, estrondo. Mas, chegava a hora da refeição era outro tema.

A não ser evidentemente de que chegasse uma notícia de um jornal urgente e que precisava responder, de um caso que tinha acontecido em Curitiba ou então em alguma parte do Brasil, aí ele interrompia a conversa do almoço e tratava o caso concreto.

Mas, normalmente refeições, refeições. Princípio do Marechal Foch. Eu não sei se... Dr. Eduardo deu para os senhores?


(Todos: Sim!)


Ah, ótimo, porque eu estou me lembrando que eu tinha pedido a ele mas eu não sabia se ele tinha cumprido com este propósito.

O Senhor Doutor Plinio tinha os princípios do Marechal Foch, ou seja, durante as refeições não se trata de guerra. Então, em refeições de jeito nenhum se tratava de estrondo.


*





"Jour-le-jour" 14/11/95:


Eu vou pedir ao Dr. Eduardo e ao Sr. Poli talvez, mas o Dr. Eduardo seria mais interessante que viesse aqui na quinta-feira para dar aos senhores uma visão a respeito da Reforma Agrária no presente momento.


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"Jour-le-jour" 16/11/95:


Estava conversando com o Dr. Eduardo, nem sei até se já não foi publicado, mas, enfim, [seria interessante] o "Informativo Rural" fazer uma comparação entre o que o Sr. Dr. Plinio perguntava em 86 e o que está acontecendo na atualidade.


*


"Jour-le-jour" 29/10/95 - Tempo atrás Dr. Luiz tinha dado o testamento do SDP a JC, para que fosse lido no ANSA, mas quem decidiu em que momento seria lido foi JC:


Eu deixei muito tempo para ler isto para os senhores, porque eu achava que deveria ler na hora precisa. E eu acho que a hora é precisa. Eu não o li antes --Dr. Luizinho tinha me dado antes isso-- porque achei que não era hora. Agora é hora.


*


Depoimento de Dr. Luiz, 11/2/99:


Em 1985 o Sr. Dr. Plinio fez umas reuniões sobre o amor próprio e eu fui convidado pelo JC a fazer reunião no Auditório Nossa Senhora Auxiliadora, em 1996. Eu fiz a primeira e logo ele chegou e simplesmente ignorou que eu estava pela metade: cortou e tratou de outros assuntos.


*


JC molestou-se pelo fato de dois diretores da TFP terem "interrompido" uma de suas reuniões para justificarem sua ausência.

Poucos minutos depois de ter começado o "Jour-le-jour" de 5/12/95, JC recebeu um bilhete, que leu em público com evidente desgosto --segundo consta na fita cassette respectiva:


O Sr. Poli é ultracortês, porque ele telefonou a São Bento dizendo que tem um compromisso e que não poderia vir. O Dr. Luizinho a mesma coisa, telefonou dizendo que tem um médico agora de manhã. E além disso ele manda o Sr. Feri passar um bilhete dizendo que ele não vem. Daqui a pouco chega outro bilhete. E diz que à tarde me telefona para dar uma justificação.

Não, os senhores vêm à reunião querendo. Não querendo, não venham! (...) os senhores não precisam dizer se vêm ou não vêm, por que é que não vêm. Isso é problema dos senhores com nosso Pai e Fundador!





VIII. No tocante à direção dos êremos itinerantes


"Jour-le-jour" 2/11/95 - O encarregado de um êremo itinerante enviou a JC um relato das repercussões colhidas nas campanhas. Depois de narrar o que disse um padre simpatizante da TFP, ele apresenta uma consulta ao usurpador:


Daqui há alguns dias voltaremos a visitá-lo para nos despedir. Nessa ocasião pediremos para ele benzer dois quadros que temos com fotografias do Sr. Dr. Plinio falecido. Perguntamos ao Sr. se não há obstáculos para tal procedimento...


Resposta de JC:


Não, pelo contrário! Eles deveriam tirar fotografia do padre e todo o êremo itinerante deveria ter um gravador, porque uma peça dessas gravada, para a história do Grupo, para a história do Senhor Doutor Plinio, é de primeira categoria. É uma lástima que não tenha sido gravada.


*


No 7/10/96, JC fez uma reunião para os eremitas itinerantes a respeito da vocação deles: a importância das campanhas que fazem, sua razão de ser, seu estilo de vida, sua vida espiritual, as provas pelas quais passam dentro das kombis, etc. Falou para eles tomando ares de quem tem a mesma autoridade que Dr. Plinio. Na ocasião lhe fizeram pedidos como estes:


(Paulo E. Roque Cardoso: Sr. João, o senhor não poderia dizer o primeiro e o maior "flash" que o senhor teve nas campanhas, nos êremos itinerantes e junto ao Sr. Dr. Plinio?) (1)


(Alcindo Miranda: As primeiras campanhas que o Sr. Dr. Plinio lançou, o que nos contam os mais velhos, eram campanhas fixas como o senhor descreveu agora, bancas, etc. Segundo nos informou o Sr. Katsumassa, na campanha do IDOC, que foi a caravana sul, foi pela primeira vez que começaram a fazer campanha em bairros. E diz que quem lançou a campanha corrida foi o senhor (2). Nós vemos agora, por outro lado, todo o empenho que o Sr. Dr. Plinio teve e ainda tem que seja trabalhado com a graça nova. Mas a gente via o seguinte: que esse trabalho da graça nova estava como bancas fixas, e quando o senhor entrou com os eremitas como que, por assim dizer, foi a campanha corrida da graça nova. Se o senhor pudesse nos contar o que é que levou o senhor a inovar a campanha corrida, se houve um certo discernimento, se o senhor teve um "flash", e agora também com a campanha, o senhor ter entrado na campanha da graça nova, de estar incentivando, enfim, sendo a alma dessa campanha (3).


(Aparte: Vendo agora como está o Grupo de hoje, como é que o senhor aconselharia a gente a apresentar o Sr. Dr. Plinio para as pessoas? Se pudesse explicar um pouquinho.) (4)


(Aparte: Sr. João, cada alma representa algo de Deus que só ela foi chamada a representar. Ela vê Deus de um modo que só ela vê. Assim também os filhos do Sr. Dr. Plinio para com o Sr. Dr. Plinio, vê algo do Sr. Dr. Plinio que os outros não vêem, talvez. Se isso é para com as pessoas, talvez seja para com as instituições também dentro do Grupo. Uma pessoa de uma instituição, por estar naquela instituição vê o Sr. Dr. Plinio de um modo, que um outro numa outra instituição possa ver de outro modo. O senhor foi eremita itinerante. O senhor na itinerância --por exemplo, no sul, dentro daquele trailer deitado no beliche-- lembrava do Sr. Dr. Plinio, via o Sr. Dr. Plinio. Enquanto eremita itinerante o senhor via de um modo especial, o senhor recebia um outro tipo de graças especial para vê-lo de algum modo? Eu pergunto se o senhor poderia contar algo assim que o senhor se lembra de como o senhor considerava o Sr. Dr. Plinio naquela ocasião (5), e se o senhor pudesse contar, quando o senhor retornou a São Paulo na primeira itinerância, como o Sr. Dr. Plinio o recebeu. E também se o senhor pudesse contar quando o senhor abordava as pessoas, quando alguém perguntava pelo Sr. Dr. Plinio, como o senhor contava o Sr. Dr. Plinio?)


(Aparte: Para nós não perdermos o fervor ao Sr. Dr. Plinio, a toda causa católica, o senhor podia nos dar um conselho para durante esses dois meses, antes de nos encontrarmos de novo e termos uma nova reunião?) (6)


Comentários:

  1. A pergunta não está centralizada na pessoa de Dr. Plinio mas de JC.

  2. Outrora, se alguém sustentasse uma tese como essa , seria automaticamente fulminado por JC. Hoje não tem perigo.

  3. A alma dessa campanha não é Dr. Plinio, mas JC ...

  4. Normas a respeito disso, dadas diretamente pelo Dr. Plinio, certamente há. Não obstante, os joaninos preferem recorrer a um canal.

  5. Não é perguntado qual é o ponto específico de Dr. Plinio que é visto por um eremita itinerante, mas o que JC enquanto eremita itinerante via de Dr. Plinio. São duas perguntas diferentes. O que se trata de conhecer é um "quid", no primeiro caso, da pessoa de Dr. Plinio; no segundo, da pessoa de JC.

  6. Se --como JC tem recomendado inúmeras vezes-- os membros do Grupo, após o 3 de outubro, precisam relacionar-se mística e diretamente com Dr. Plinio, não se entende por que razão recorrem à mediação de JC. Menos ainda, por que razão ele aceita esse papel.


IX. No tocante à direção das duplas de coleta de donativos


Arquivo encontrado nos computadores da TFP usados pelos joaninos da "torre da Avenida Angélica"


Grafonema URGENTE - ENTREGA IMEDIATA para os Srs. Walmir e Casale, de André Dantas

Òremo de São Bento, 30 de agosto de 1996

Caríssimos Srs. Walmir e Célio,

Salve Maria!

O Sr. João pediu para este e.M. lhes retransmitir com toda a urgência este grafonema que ele recebeu do sr. Isoldino, dizendo-lhes que é muito importante tomar medidas imediatas para sustar a ação deletéria do Sr. Nicolau.

Em vistas das informações desse grafonema, o Sr. João levantou a pergunta de se não seria o caso de termos em Salvador os mesmos cuidados do RGS.

Recomendando-me às suas orações ante nosso Pai e Senhor, despeço-me,

in Jesu et Maria,

André


Grafonema de Isoldino para o Sr. Walmir.

Salvador, 6/9/96.

Caro Sr. Walmir,

Salve Maria!

Conforme o pedido do Sr. feito em grafonema, passarei a narrar alguns episódios sobre a dupla dos Srs. Nicolau e Malta, durante a permanência deles aqui em Salvador neste ano.

Antes de tudo queria dizer que nada tenho contra eles pessoalmente, e só tomei a atitude de escrever ao Sr. João, depois de começar a receber as repercussões deles, através das visitas que os Correspondentes estão fazendo ao pessoal do mailing Fátima. (...)


*


"Jour-le-jour" 6/10/96:


Eu vou ter que cumprimentar as duplas de coletas de donativos aqui já dentro do êremo, no pátio lá em cima.


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"Palavrinha" encerramento do retiro das duplas do ENSDP, 15/1/97:


(Guilherme de H. Cavalcanti: Em 95 uma coisa que todos nós coletando donativo vimos é uma abertura da opinião pública para o Sr. Dr. Plinio. O próprio pecado de Revolução parece quebrado na alma das pessoas. O livro da nobreza, todo o superlance que se fez, o próprio holocausto do Sr. Dr. Plinio, isso não feriu por assim dizer de morte a Revolução e abriu um flanco para que possamos salvar almas para o Sr. Dr. Plinio no meio da Revolução?)


Não, isso existe, existe uma abertura da opinião pública, é inegável, de deixar a gente espantado até às vezes. Sobretudo se viu muito isto na época do livro dele sobre a nobreza, os senhores estão vendo isso na coleta de donativos com o pessoal todo de Fátima...


(Guilherme de H. Cavalcanti: Gente que chora. A gente vai começar a conversar e choram como se fosse...)


Pois é, os senhores têm visto isso. De modo que isso é um prenúncio do que deve acontecer, porque em determinado momento deverá haver uma graça muito intensa para a opinião pública, que arrebate a opinião pública e que torne a opinião pública muito mais flexível, mas maleável.


(Guilherme de H. Cavalcanti: Mas a gente, por assim dizer, pode apressar isso, mostrando cada vez mais para a opinião pública o Sr. Dr. Plinio, a sua obra?)


Deve, isso deve. Assim que haja ambiente. Não fazer loucuras, evidentemente, mas havendo ambiente deve fazê-lo, é inegável.





X. No tocante à direção dos CCEE e apostolado da “Graça Nova”


Conversa de JC com eremitas de São Bento e Praesto Sum, 11/10/95:


Nós precisamos nos desdobrar. Por exemplo, acho que os encontros dos CCEE deve passar agora para uma clave ainda superior e nós não devemos permitir que eles deixem de ser feitos. Pelo contrário, devemos até incentivar a que haja mais. Porque, se nós mantivermos bases dessa gente, entusiasmadas, a gente facilmente leva as cúpulas.

Não percamos tempo em querer levar as cúpulas, porque as cúpulas desse movimento, essas cúpulas não são leváveis. Eles só serão leváveis se as bases exigirem deles que eles vão para um campo ou por outro, para evitar a decalagem.

Então, nós precisamos arrumar um meio de ter contato com essas bases, de entusiasmar as bases. Entusiasmando as bases, as cúpulas se unem a nós.

Então, acho que a gente deveria --não sei onde-- mas, por exemplo, já ter um Encontro antes desse fim de ano e o quanto antes para este Encontro já repercutir em todas as bases de todo o movimento de CCEE no Brasil inteiro. Nosso problema é o Brasil, em matéria de CCEE.

Aí, então, Pe. Olavo, Pe. Gervásio, Pe. Antônio, Pe. David, o Sr. David, o Sr. Glavan e todos os outros aí então começam a marchar conosco.


*


Num despacho do ano 96, realizado no São Bento, José Cyro, Caio Newton e David Francisco narraram a JC as dificuldades inerentes à descentralização na TFP Brasileira e lhe pediram ("de motu propio"? pressionados pelos agentes de JC?) que assumisse a coordenação dos setores que mexem com opinião pública. Eis algumas frases sintomáticas:


1) David Francisco: Precisa de coordenação. Imagine que o trabalho dos padres fosse feito só pelo Sr. Caio Newton e não tivesse o apoio do senhor ...


2) Caio Newton: Conversei com o Sr. Queiroz sobre a graça nova e ele disse: '[Precisamos] alguém que esteja fora do trabalho e alguém que vá harmonizando; porque de tal maneira o uso do cachimbo deixa a boca torta, que se for fazer nos esquemas atuais, vamos pisar essa graça, que é a graça da Bagarre'.


3) Caio Newton: O que fazer em concreto? Creio que precisaria uma coordenação e o senhor entrar nisso. (...) Agora, com uma coordenação em que entrassem alguns eremitas ligados ao senhor (...) porque aí se saberia, como no caso de Jasna Gora, que atrás do Sr. Ramon León está o senhor.


4) David Francisco: Se for coordenado como o Sr. está dizendo e com esse elan ...


5) Caio Newton: Acho indispensável ter uma coordenação feita por um ou alguns eremitas ...


Resposta de JC: Indispensável.


Continua Caio Newton: ... que entrassem em contato com o Sr. (...)


6) Caio Newton: [Esta foi uma reunião] excelente.


Resposta de JC: Era indispensável. Estava esperando isto desde o ano passado.


E já nessa ocasião JC foi dando diretrizes: é preciso é fazer tal coisa, tal outra coisa, "temos que estabelecer um plano de ação interno e outro externo", etc.

É verdade que JC também disse que conviria fazer "uma reunião onde se deixa bem claro com o Sr. Poli, com Dr. Eduardo, com Dr. Plinio Xavier, com Dr. Luizinho, qual era o objetivo que o SDP tinha, e como está sendo feito isso na Espanha há muito tempo, e como está dando um resultado colosso e que precisamos fazer aqui também. E, depois de convencê-los --o que será muito fácil, pois eles tem noção de como é a coisa-- dizer que vamos organizar o serviço assim: fulano de tal faz isso, sicrano faz aquilo, outro faz não sei quanto". Destarte, "fica cumprida a tarefa de informar" a "esses mais antigos e mais importantes", que "poderão dizer se é preciso tomar cuidado com isso, com aquilo, dar outra ideia, etc."

Mas observe o Leitor que se trata de uma "démarche" apenas para informar aos Diretores da TFP, não para lhes pedir autorização, instruções, etc.


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Com a intenção de promover a "graça” nova por meio das apresentações de Fátima, JC estendeu sua influência direta sobre setores do Grupo que antes gozavam de plena independência sob a orientação de seus responsáveis. No caso específico, ele passou, por exemplo, a dirigir imediatamente o Setor dos CCEE, sem entendimento prévio com Dr. Plinio Xavier. (Cfr. Relatório do Sr. Ureta p.37).

Para o planejamento e execução das apresentações de Fátima, JC tratou apenas com pessoas do segundo escalão (José Cyro, Caio Newton, Orlando Kimura, etc.), sem consultar em nada os Provectos nem ao Coronel Poli.

Em julho de 1996, o Sr. Cônego, conversando com o Coronel, à las tantas contou ter recebido um telefonema do Sr. Saad, informando-lhe das próximas apresentações de Fátima (São João del Rei, Belo Horizonte, São José do Rio Preto e Maringá). E, pensando que tudo estivesse combinado com a Diretoria da TFP, elogiou a programação. Mas ficou apreensivo ao perceber que o Coronel estava tomando conhecimento disso nesse momento... (Cfr. Relatório do Coronel Poli, 1/8/96).


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Em maio de 1996, houve um simpósio para CCEE em São Paulo, presidido por JC, que leu e comentou uma série de explicitações de Dr. Plinio a respeito do apostolado CCEE.

Um dos subtítulos dos textos desse simpósio atribui a JC uma obra que não fez, e dá a entender que o encarregado desse setor não é Dr. Plinio Xavier, mas ele: "Zelo e agilidade com que o Sr. João Clá organizou essa investida tão desejada por nosso Pai e Fundador"

(Cfr. simpósio para CCEE, 2/6/96, segunda reunião)


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Reunião para veteranos, 15/10/96 - Referindo-se à possibilidade de cessar de fazer apostolado junto aos correspondentes, JC disse: "Meu receio é que eu retirando a mão, isso de repente feneça".


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Segundo Andreas Egalité, os Diretores da TFP não tem autoridade sobre os CCEE:


Os membros da Martim passaram de uma posição oficial de neutralidade até o acobertamento, e daí ao apoio ostensivo e declarado à revolução americana. O que inclui as longas estadis do Dr. Luiz Nazareno na sede de Spring Grove, as imposições de hábitos, e o seu desconcertante envolvimento na campanha de calúnias movida contra o Sr. João Clá. O mais recente lance desta conivência deu-se no traslado de membros da TFP americana para animar o cerimonial de um congresso em São Bernardo, notório início de um movimento paralelo de correspondentes.

(Cfr. Proclama lida no Auditório o dia da ruptura, 25/11/97)


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Agora uma amostra da hipocrisia joanina nesta matéria. Segundo os autores do libelo "E Monsenhor Lefevre vive?" (p.160):


Transformar o aumento de influência do Sr. João numa espécie de golpe de estado, como se ele tivesse efetivamente assumido a direção do setor de CCEE, não tem apoio na realidade.





XI. No tocante à Comissão de Leitores


JC pede e recebe relatórios das atividades das TFPs do Exterior e da situação internacional. Em retribuição, bajula aos que atendem seus desejos e implicitamente se colocam como seus subordinados:


"Jour-le-jour" 29/10/95:


Eu tinha até pedido ao Dr. Borelli que me enviasse a resenha dos recortes da Comissão de Leitores. (...) Ele, com muita rapidez e prontidão me mandou todos os recortes de ontem (...)


*


"Jour-le-jour" 2/11/95:


A Comissão de Leitores continua funcionando "de vendo em popa" [Exclamações] e com uma precisão absoluta. Eu não fazia idéia de que o serviço tinha chegado a essa perfeição. Eu estava certo de que como todas as coisas humanas tinha falhas. Mas não. Eu combinei com o Dr. Borelli que, se fosse possível, me chegassem os recortes já selecionados, já classificados, etc., etc., na terça-feira à noite, para que eu durante o dia da quarta-feira pudesse separá-los. E é tanta matéria que eles separam, é tanta matéria que eles classificam, e tão bem feito, com tanto critério Pliniano que aí se percebe a continuidade da obra de nosso Pai e Fundador. [Exclamações.]


*


"Jour-le-jour" 9/11/95:


Manda-me o setor de documentação, comandado pelo Dr. Borelli, uma seleção de notícias arqui-bem feita, mas muito bem elaborada, em ordem, catalogada, etc., estupenda. Tal qual faziam com nosso Pai e Fundador, continuam fazendo.


*

"Jour-le-jour" 16/11/95:


Eu pedi aqui às pessoas que estão diretamente ligadas à questão da Reforma Agrária que viessem aqui dar um jornal-falado. (...)


(Dr. Borelli: Eu tenho em mãos aqui um relatório que, com uma datilografia muito folgada, tem vinte e nove páginas. Esse relatório foi preparado pela equipe do "Informativo Rural". O Sr. João então me pediu que fizesse um resumo desse relatório, porque evidentemente um relatório de vinte e nove páginas não dá para ler aqui).


*


"Jour-le-jour 5/5/96:


Aqui os recortes de duas semanas enviadas pelo Dr. Borelli. O Dr. Borelli continua mantendo o mesmo hábito de quando o Senhor Doutor Plinio estava entre nós, e que é de preparar todos os recortes para a reunião da 6ª feira à noite. Ele separa, ele classifica, etc., e manda tudo já bem ordenado para o São Bento(...)


*


"Jour-le-jour" 19/10/95:


Eu creio que D. Bertrand e os senhores gostariam de saber de algumas notícias que vão pelo mundo. Eu recebi um relatório feito pelo Sr. Mariano Legeren com coisas bem interessantes. Ele é bem expert em leitura de jornal e sabe apanhar as coisas com pinça. (...) Bem, então diz-nos o Sr. Mariano Legeren algo que é muito interessante e que vale a pena nós ficarmos com as antenas ligadas, porque algo está mudando no panorama internacional e esse algo pode muito ser indicativo de Bagarre.

(...) Mas mais interessante ainda é a notícia que nos manda o Sr. Casté da França. (...) ouçam o que nos vem da Filha Primogênita da Igreja pela pluma e pela agilidade política do Sr. Casté. Diz ele:


Aqui le mando un breve relatorio sobre la "guerra" de los terroristas islmámicos contra Francia.


*


"Jour-le-jour" 22/10/95 - JC leu relatórios que lhe mandaram de Bahia, Canadá e França:


Caríssimo Sr. João,

Salve Maria!

Achei bem boa a carta dessa senhora, antiga simpatizante da TFP da Bahia.

O senhor não imagina como a graça tem tocado as almas aqui, por ocasião do falecimento de nosso Pai e Fundador. Depois enviarei as repercussões.


Me envia o Sr. François Bandet, do Canadá, uma publicação que eles fizeram. (...) Um grafonema do Sr. Casté, do dia 17 de outubro, que pareceu dar aqui para os Srs. É o seguinte (...)


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"Jour-le-jour" 24/10/95:


Há também, vindos da Espanha e de outras partes, grafonemas, telegramas, cartas. Mas eu creio que vale a pena nós fazermos um dia só de notícias. Porque, além disso, chegaram também notícias muito interessantes da imprensa internacional. Então, quem sabe quinta-feira nós fazermos um relato das notícias a propósito do falecimento do Sr. Dr. Plinio?

(...) Eu tenho recebido --isso eu posso dizer, acho que não toma muito tempo da reunião-- telefonemas de várias partes do mundo, e das pessoas mais variadas.


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"Jour-le-jour" 26/10/95:


Grafonema do Sr. Zayas. Ele consulta se ele deve ou não ir para os Estados Unidos, o que ele deve fazer nos Estados Unidos.

Então a gente diz: "O senhor deve ir aos Estados Unidos, deve pôr todas suas coisas em ordem e deve voltar para cá o quanto antes." Ele não vai para Spring Grove, não vai para o êremo, mas vai para Miami. Não estava no programa.

De Miami, 23 de outubro, ele escreve um grafonema:


Hoy, ha salido en el "Diário Las Américas" la carta de "Cubanos Desterrados" a Juan Pablo II: "Santidad protejednos de la actuación del Cardenal Ortega."


Então, é uma carta escrita a João Paulo II, pelos "Cubanos Desterrados". Eu não vou ler a carta inteira.

(...) Isto posto, eu tenho agora notícias internacionais. Não sei interessa ou se não interessa. Eu faço preceder a primeira delas, um relatório feito pelo Sr. Casté, muito bem feito, com muito tino político, com muita capacidade de síntese e com uma perspicácia para pegar de dentro do jornal o que interessa a respeito do islamismo na Europa. É simplesmente de arrepiar!

(...) Depois, outra notícia dada pelo Sr. Mariano Legeren, e esta aqui diz respeito aos Estados Unidos.


Renúncia do secretário-geral da NATO pode diminuir influência dos EUA na aliança. (...)

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"Jour-le-jour" 2/11/95:


Fax: graças a nosso Pai e Fundador foi publicado hoje, dia de Todos os Santos, o manifesto de homenagem das 26 TFPs, no diário "El Mercurio"... [Aplausos] ... páginas 10 e 11 do bloco internacional. Se o senhor quiser para mostrar no Jour le Jour de amanhã, podemos mandar por fax. O melhor seria conseguir o exemplar aí.


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"Jour-le-jour" 9/11/95:


Havia uma série de outros recortes aqui que me foram enviados, estupendíssimos também, a respeito de assuntos bem atuais (...)


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"Jour-le-jour" 26/11/95:


Eu não tenho lido os jornais. Em geral os jornais me são transmitidos por camaldulenses ou então relatórios que vêm do exterior, do Sr. Casté, do Sr. Mariano Legeren, etc. Evidentemente que, sobretudo, através da Comissão de Leitores, que prepara os recortes de uma forma magnífica. Mas me mandam agora uma resenha de um caso pegando fogo.


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"Jour-le-jour" 3/12/95:


Eu recebi ontem à noite um grafonema do Sr. Casté, mas que eu acho tão importante, que não vou deixá-lo para quinta-feira. (...)


Le escribo unas rápidas líneas para decirle que, desgraciadamente, por falta de saber orgainzarme, no me hecho el tiempo suficiente para escribirle un breve relato sobre la situación en Francia, pero, en mi opinión, aqui se está preparando algo puxado. Ya se habla de un nuevo mayo del 68.



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"Jour-le-jour" 5/12/95:


Agora, depois dessa introdução, nós lemos um grafonema [do Sr. Casté] que nos chegou ontem à noite:


Paris, 4/12/95

Recibí hoy su gfn en el cual me pide noticias diarias sobre las huelgas y agitaciones en Francia.


Eu pedi notícias diárias, porque achei que a coisa era muito digna de ser transmitida ao Pe. Gervásio, aos provectos, aos senhores.


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"Jour-le-jour" 7/12/95:


O Sr. Casté, fiel ao pedido feito por nós, tem nos mandado notícias diárias a respeito de tudo o que está acontecendo na França.

Eu faço questão de ler a Dom Luiz e aos senhores o que ele me mandou, apesar de ser um volume grosso.


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"Jour-le-jour" 27/2/96:


O Sr. Pedro Morazzani também me mandou uma notícia muito interessante, que mostra a maldição que cai sobre uma terra da qual expulsam a obra do Sr. Dr. Plinio, expulsam os filhos do Sr. Dr. Plinio: Venezuela tem 83% de pobres.


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"Jour-le-jour" 8/6/97, parte I:


Informou-me por um noticiário o Sr. Casté que dia 10 de junho na Rússia vai ter um grande encontro de ufólogos internacionais para preparar uma invasão de discos voadores, que deve acontecer até o fim deste ano.





XII. NO TOCANTE AO "CATOLICISMO"


"Jour-le-jour" 26/12/95:


Eu pedi ao Sr. André Dantas que fizesse uma coleta de dados a respeito de assinaturas de "Catolicismo", porque eu gostaria muito de incentivar a todos os grupos, a todos os senhores a que difundissem ao máximo a assinatura de "Catolicismo". (...)

Não se esqueçam: nosso Pai e Fundador está glorificado no Céu. (...) Mas na Terra a glorificação dele depende de nós. Nós devemos glorificá-lo, e, portanto, nós devemos fazer tudo o que esteja ao nosso alcance para que essa glorificação seja dada. Ora, um dos meios de glorificá-lo é fazer assinatura de "Catolicismo". (...)

Então eu queria incentivar aos grupos, eu queria que todos os senhores que tivessem dificuldades financeiras ou não tivessem dificuldades financeiras, pouco importa, difundissem "Catolicismo". Tem a vantagem de que coletando assinatura de "Catolicismo" os senhores terão mais dinheiro do que coletando donativos.

Será? É, eu tenho estatística aqui. O grupo de Barbacena, isto, aquilo e aquilo outro. Ponta Grossa, por exemplo. Ponta Grossa entre coleta de donativos e "Catolicismo", esse ano que passou eles coletaram de donativos 10.000 reais, mas fizeram mil assinaturas de "Catolicismo". Com "Catolicismo" eles conseguiram 30.000 reais.





XIII. NO TOCANTE AO SECRETARIADO DO MNF


"Jour-le-jour" 29/1/97:


É pena que o Sr. Carlos Alberto, o Sr. Glavan, Dr. Edwaldo, Dr. Antônio Augusto e vários outros tenham vários trabalhos e não possam deixar todos os trabalhos, se reunir numa comissão, num êremo, numa camáldula ou coisa que o valha, e começar a fazer um levantamento da obra do MNF, pôr o MNF todo em ordem e depois de posto em ordem publicar para que os senhores pudessem ter nas mãos essa preciosidade magnífica.


JC sabe perfeitamente que existe um encarregado desse setor --ASG-- ; põe de lado os membros da Comissão do MNF --Dom Bertrand, Dr. Paulo Brito, Sr. Gonzalo, Sr. Guerreiro-- e com a maior naturalidade fala de criar uma outra comissão constituída por adeptos incondicionais dele.

Também põe de lado tudo quanto no Secretariado do MNF se fez nesse sentido. Existe um levantamento de todo o MNF, 90% do MNF está estudado, classificado, resumido, etc. -aliás, trabalho realizado não por ASG, mas por outrem.










XIV. No tocante à Sede do Reino de Maria


Conversa de JC com eremitas de São Bento e Praesto Sum, 11/10/95:


Acho que nós devemos transformar boa parte da Sede do Reino de Maria, aquelas três salas: Dr. Paulo Brito, Dr. Eduardo, Dr. Luizinho e quiçá a Sala do Leão Rompante, em salas de exposição de relíquias.




XV. SENHOR DOS HáBITOS


Reunião na SRM, 16/12/97:


Sr. Henrique Fragelli: (...) tinha eremitas que estavam há 10 anos esperando o hábito, e o sonho da vida deles era receber o hábito do SDP.


Dr. Eduardo: Dr. Luiz uma vez perguntou para [Dr. Plinio]: por que é que fulano não recebe? Era porque J não queria. Por capricho. Anos e anos, e não dava.


Sr. Henrique Fragelli: (...) Por exemplo, no caso concreto, desculpe, este EM esteve no êremo 15 anos, ele nunca deu hábito. O SDP disse para o Sr. Fernando Antunez: eu quero dar o hábito para ele. E JC não dava. O SDP se humilhou a ponto de fazer conosco uma novena, ele que é o dono do Grupo, dono da instituição eremítica, ele fez uma novena conosco à SDL para que ela nos concedesse o hábito!


Aparte: Quem eram?


Sr. Henrique Fragelli: Era o Filipe Dantas, Antônio Miranda, eramos 8. Um que apostatou. Haroldo. Isso foi por volta de 90. Ele não dava. E o SDP disse ao Sr. FA: eu queria dar o hábito. Mas JC era o senhor da ...


Sr. Alfredo Mac Hale: Me lembro que há uns 8 anos, subindo pela escada ao segundo andar, estava ele, Francisco Nistal que estava acompanhando ao SDP esse dia, num momento Francisco Nistal pediu ao SDP se lhe podia dar o hábito, o SDP disse que sim. Então Nistal procurou ao J: olha, pedi ao SDP que me desse o hábito e ele disse que sim. Resposta de J: não importa, ele dá, eu tiro. Eu estava presente, eu vi.


Aparte: Eu vi mais de uma vez.



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Reunião na Saúde, 5/12/95:


Todo mundo quer receber hábito. Precisam compreender de que o Sr. Dr. Plinio deixou as coisas muito bem ordenadas, definidas: hábito, capa, faixa, distintivo, só a cabeça do leão para correspondentes, leão inteiro para membro do Grupo, etc.

Hábito é para aqueles que levam uma vida de clausura com um ordo, com uma disciplina.

Por exemplo, Dr. José Mário me pediu. Mandou uma carta e me pegou:

- Dr. José Mário, o senhor tem uma função dentro do Grupo, que no momento é imprescindível, o senhor tem que estar cuidando do que cuida, mas eu não imagino que o senhor vá fazer esse serviço vestido de hábito. O hábito é para ser usado dentro de um êremo, numa vida de clausura.

- Mas vai chegar o momento em que nós vamos ter que fazer uma campanha...

- Aí será outra história, mas no momento o que está definido pelo Sr. Dr. Plinio é isso: o hábito é para aqueles que vivem dentro do êremo, ou tem um ordo assinado e vivem dentro de uma disciplina, dentro de um êremo e saem para uma missão qualquer. Então, saem para essa missão, não vão vestir o hábito fora.


Mas quase imediatamente apôs da ruptura, no 13/12/97, numa cerimônia no ANSA, JC deu hábito para praticamente todos seus adeptos ...