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O Anticristo já veio?


Capítulo 17 - Apostolado feminino

Capítulo 17 - Apostolado feminino 1

I. Um dos pomos da discórdia 2

II. JC, causa eficiente (enquanto fundador e propulsor), causa exemplar (enquanto modelo) e causa final (enquanto pessoa com a qual é preciso unir-se) da “tfp” feminina 5

A. Depois do falecimento de Dr. Plinio “as coisas mudaram” – A graça está querendo um ramo feminino da “tfp”, mas por enquanto é preciso aguardar 5

B. O aumento do número das “afilhadas” de JC, faz parte dos dados que mostram a expansão da TFP 19

C. Mas enquanto não se constitui oficialmente o ramo feminino, dá para ir exaltando o papel das mulheres dentro da TFP 20

1. Perfil feminino da mulher ligada à TFP 20

2. As afilhadas de JC estão para Dona Lucilia como os membros do Grupo estão para Dr. Plinio 20

3. As afilhadas de JC estão para o “tipo humano feminino” como os membros do Grupo estão para o tipo humano masculino 20

4. Vocação de nós --mulheres-- na TFP, na luta RCR e na Bagarre 22

D. Também dá para ir dirigindo a vida espiritual das afilhadas - As moças tem Tau 23

E. Também dá para ir fazendo votos e preparando a consagração a “Nossa Senhora” como escravas 25

F. Também dá para ir levando vida de “êremo” 33

1. “Santa franqueza” para moças 33

2. Cerimônias em homenagem a JC, emulações entre as “eremitas” 33

3. Alardos, brados, campanhas, orações em comum, “vacare Deo”, silêncio, futricas 37

G. Também dá para ir fazendo campanhas nas ruas e acampamentos 39

H. Nas reuniões com as moças, o convívio é mais intenso quando não se lê textos de Dr. Plinio ou de Dona Lucilia? 39

I. Fax e cartas das moças a seu fundador, modelo e meta 40

J. Pedidos de orações depositados no Oratório 45

III. As mulheres, ponta de lança e modelos do entusiasmo 46

A. Amostras da modelagem e das práticas da “Sagrada Escravidão” 48

B. As visitas da ACNSF são feitas por moços e moças misturados, mas as mulheres comandam a cantoria 50

C. No meios de gritos, um grupo de mulheres chefiadas por um neurótico proclamam a JC canal da graça e “alter Plinio” 51

D. Reuniões secretas só para moças, sem ninguém saber, nem mesmo os joaninos 55

E. Notas marcantes de um retiro: concertos na calçada, ambiente de festa, diariamente de 6 da tarde até meia-noite 55

F. Casa de Retiros em Italva para cultuar a JC – “Nossa missão é glorificar a JC” 58

G. “Tournée” apoteótica pelo Norte Fluminense 58

H. Convívio com as moças de Fiducia 63

IV. Duplicidade e hipocrisia de JC nesta matéria 64

V. Doutrina joanina a respeito do relacionamento com as mulheres – Sua arqui graça de arqui estado 66

A. A graça de estado que JC tem, o imuniza contra as tentações de impureza 66

B. O apostolado feminino não trouxe para mim nenhum problema de pureza 66

C. As manifestações de veneração das moças, me fazem bem para a pureza 71

D. Absolutamente não se pode levantar qualquer suspeita contra a pureza de JC 71

E. A graça de estado de JC é tal, que dispensa cautelas. Seu procedimento com as moças irradia pureza. Amostras do entusiasmo virginal 72

F. Se antes era casto, agora sou muito mais 74

VI. Doutrina católica a respeito do relacionamento com mulheres 75

A. Normas dadas por Dr. Plinio 75

B. Dr. Plinio não quer joaninas, considera abjetas suas manifestações de “fervor” – O Padre Olavo “vai aprontar surpresas” 77

C. Conduta e exemplo de Dr. Plinio nessa matéria 79

D. Conduta que outrora JC tinha nessa matéria 81

E. São Bernardo: regras para detectar hereges 82

F. As mulheres religiosas, segundo Cornélio A Lápide – Todas as heresias são propagadas por mulheres 84

G. São Felipe Neri e S. Antônio Maria Claret: dois santos que, embora dotados de uma graça de estado para fazer apostolado com mulheres, eram cautelosíssimos 85

H. Ensinamentos de S. João Crisóstomo, S. Tomás de Aquino e S. Boaventura 86

I. Um dos pomos da discórdia


Carta do Pe.David Francisquini aos Pes. Olavo, Antônio e Gervásio, 6/6/97:


Após [o sepultamento do SDP], chamaram muito minha atenção certas inovações (...). Sobretudo, a intensificação do apostolado com moças, tendendo a formar um ramo feminino da TFP (...). Estranhava o fato de que muitas moças, que antes eram discretas, começaram cada vez mais a manifestar grande exaltação, com desejo de aparecer e exercer influência na TFP.


*


Folha de São Paulo”, 19/8/98:


A disputa [dentro da TFP é] entre o grupo “progressista”, formado por membros mais jovens que crêem na necessidade de renovar o ideário da TFP, e o “conservador”, comandado por 9 diretores (...).

Entre outras coisas, queriamos a participação de mulheres na entidade (...)”, explica Ribeiro Dantas [qualificado pelo jornalista como “um dos articuladores dos progressistas”].


*


Essa reportagem da “Folha de São Paulo” é corroborada pelos próprios sediciosos no volante intitulado “Divisão no seio da TFP?”, que eles difundiram pelo Brasil afora entre julho e agosto de 1998: em relação às “senhoras e moças, desejosas de prestar maior colaboração à entidade”, os Diretores da TFP tomaram uma atitude “rígida”, baseada numa “concepção errônea de tradição”; enquanto os joaninos souberam “adaptar-se às novas circunstâncias” e tomaram atitudes não-rígidas.

Por sua vez, Ramón León, ex-encarregado de disciplina do êremo dos radicais, isto é, do São Bento, insiste que as mulheres são “parte integrante de nossa família de almas”.

(Cfr. Quia nominor provectus, p.44).


*


Na realidade, segundo afirma muito bem o Dr. Mário Navarro, em Declaração sob juramento de 4/12/96:


A maior participação feminina em nossa família de almas constitui uma radical mudança nas normas do SDP, que repetidas vezes negou os pedidos tão simpáticos quanto insistentes de senhoras e senhoritas correspondentes.


E o próprio JC, em carta dirigida ao Sr. Cônego (20/7/96), reconhece que Dr. Plinio “não desejava criar sedes femininas paralelas às da TFP”. Mais ainda, tem consciência dos riscos inerentes a uma “abertura” nessa matéria, pois quando o setor de correspondentes começou a encher de mulheres, ele disse para Dr. Plinio: “olha aí, o senhor está vendo, os casamentos vão aumentar e daqui a pouco sai uma TFP feminina” (Cfr. reunião para veteranos, 6/8/96)

*


JC sempre foi contrário a um “aggiornamento” neste campo. Pelo menos até o dia do velório de Dr. Plinio. Depois disso, abruptamente, mudou de posição. Ao que se terá devido isso? A algum sonho místico? A algum cálculo de vantagens e desvantagens? A alguma “troca de favores” com algum de seus “tios”?


*


Note-se que a abertura da TFP para as mulheres, propugnada por JC, é simétrica à abertura da Igreja para o sacerdócio feminino, propugnada pelos progressistas (1). O mesmo fenômeno se observa na Sociedade Temporal --por exemplo nas Forças Armadas.


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(1) Palavras de Dr. Plinio, numa reunião para CCEE mulheres, 1/5/89:

Antes de ter lido as perguntas e responder-lhes, que, por excesso de ocupação, deixei para lê-las aqui, precisava de fazer sentir às senhoras que este assunto do papel da mulher na Igreja e na Sociedade é muito atual. Em consequência do fato de que há uma pressão muito grande de fundo progressista - e, portanto de fundo comunista - de atirar o elemento feminino com o elemento masculino, dentro da Igreja, procurando inverter a ordem profunda que a doutrina católica em todos os tempos estabeleceu, no que diz respeito às relações entre o homem e a mulher.

(...) Há um movimento terrível, dentro dos círculos progressistas, hoje, para impor que haja sacerdotizas, a fim de estabelecer a igualdade entre o homem e a mulher, desejada em virtude do princípio sumamente revolucionário de que todos devem ser iguais em tudo. É um princípio essencialmente revolucionário, essencialmente contrário à doutrina católica.

(...) Então, na Igreja há essa desigualdade. Os progressistas, que têm no fundo uma mentalidade comunista, querem estabelecer uma igualdade em tudo. Há um movimento muito acentuado, no sentido de permitir mulheres sacerdotizas.

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O “aggiornamento” em relação ao “devoto femino sexu” não se circunscreve ao Brasil. Tudo indica tratar-se de uma diretriz a ser observada também nas “tfps” do Exterior.


a) Chile:


Depoimento do Sr. Ureta, 26/11/98:


Os rebelados se embrenharam no apostolado com moças que correspondem ao que aqui seriam as favelas. Elas freqüentavam regularmente a Sede --pelo menos todos os sábados-- e muitas vezes compareciam mal vestidas. Alugaram recentemente uma casa para elas, tão próxima à Sede, que da janela de uma residência se vê o jardim da outra. Várias delas tem entre 14 e 15 anos.


Boletim informativo “Salvadme, Reina de Fátima”, ano 3, número 4, (traduzido para o português por nós):


Um setor feminino

Para dar curso ao entusiasmo e aos desejos de colaboração ativa que se fizeram patentes nas mocinhas, se começou ha um tempo atrás o apostolado feminino. Seu crescimento é, segundo se vê, mais rápido que o dos homens. “Custodias de Maria” se chamam suas integrantes. Desde começos de novembro contam com sede própria, ubicada em Cruz do Sur 251, Las Condes, à volta de nossa sede principal. Ali farão uma parte dos trabalhos de oficina necessários para nossa campanha, e também se farão jornadas de formação os fins de semana. Para que não se descuidem os deveres do colégio, em ambas sedes existem “estudos vigilados” durante os dias de semana em salas de estrito silencio.


b) Colômbia:


O Sr. Arroyave descreve o que viu e ouviu, durante uma viagem que fez àquele País (26/1/99):


Nas peregrinações [os joaninos de lá] começaram a distribuir volante para moças, para fundar uma “tfp” feminina, abertamente. Quando a moça ligava, atendia uma mulher, e se a moça chamava Juliana, na ligação era tratada como July. O convite era para uma reunião que ia ser muito alegre, com jovens, já cheirando coisa mista. Uma meio parente minha quando esteve na apresentação, foi procurada por um da banda que lhe disse: venha que eu vou levar você até a Imagem. [Quer dizer, as barreiras que separavam os sexos caíram]. Levou-a e perguntou o nome, o que fazia e deu volante para preencher os dados para ser convidada depois para a “tfp” feminina.


Trecho de carta do Sr. Eugenio Trujillo ao Sr. Alfredo Mac-Hale, lida por este na Sede dos Buissonets em 21/9/99 – 3a. feira:


Apareció en Centroamérica una monja, parece que en Costa Rica, y está ligada al cura salesiano que según JC es el místico más grande y santo que el ya conoció en la vida. (...) Resulta que la monja (...) por estos días está de visita en Bogotá y estuvo dictando unas conferencias en la sede de los rebelados (...). [En] medio de gritos y alaridos de la mayoría de las asistentes --pues por supuesto casi todas eran mujeres--, la monja contó su conversión cuando conoció JC.

Según ellos, es santa, tiene discernimiento de espíritus, no sé cuantos carismas, y su vocación es ser la directora de la TFP femenina en todo el mundo. Da la bendición a todo el que se la pide e impone las manos.

c) Espanha:


Boletim Covadonga informa, de julho/agosto de 1999, páginas 9-11, artigo “Nosotras para María y María para nosotras”:


Con el mismo entusiasmo [que los custódios de la Virgen] --o más--, surgieron grupos de chicas que también quisieron llevar a cabo esta labor [el apostolado mariano]: son las custódias de la Virgen de Fátima. (...)

Evidentemente, una labor de apostolado requiere formación. Ellas la tuvieron de manos de aquellos miembros del movimiento internacional “Salvadme, Reina de Fátima!”, que iban peregrinando por los diferentes países (los llamados popularmente “Caballeros de la Virgen”). (...)

[Ellas] dan charlas para las jóvenes, para famílias, y también en colégios. Realizan programaciones en sus casas, con juegos, teatros, audiovisuales, clases de catecismo o de refuerzo escolar. En los puentes o fines de semana prolongados se hacen acampamentos y excursiones (...)

Al mismo tiempo, llevan a cabo campañas públicas, en la calle, principalmente la divulgación del mensaje de Fátima.(...)

El rezo del Santo Rosário entre ellas es algo fundamental; también la meditación y el estudio. A ello se une una gran devoción al Santísimo Sacramento, lo que les lleva a realizar frequentes vigilias de oración. (...)





II. JC, causa eficiente (enquanto fundador e propulsor), causa exemplar (enquanto modelo) e causa final (enquanto pessoa com a qual é preciso unir-se) da “tfp” feminina


O apostolado de JC com as correspondentas, foi abrindo caminho para o estabelecimento, “per modum facti”, de um ramo feminino da família de almas da TFP, com votos, nomes, etc.

Por volta de 1996, no Norte Fluminense, senhoras e moças começaram a chamar JC de “padrinho” e a pedir a ele que as considerasse “afilhadas”. Com a aceitação desse pedido por parte dele, começou a nascer, encostada na TFP, o “setor” das “afilhadas”, muitas das quais mais tarde fizeram “ato de consagração ao SDP” em suas mãos. Também em outros locais passaram a surgir “afilhadas” dele.

As moças passaram, na prática, a ser tratadas pelo “padrinho” como um veio privilegiado dentro da TFP. Por exemplo os vídeos das reuniões que ele fazia nos EEUU eram remetidos quase ao mesmo tempo aos Eremos e ao apartamento das moças de Fiducia, em S.Paulo. Estas ficavam a par de ditas reuniões antes mesmo dos membros do Grupo não-eremitas (1). (Cfr. Relatório do Sr. Ureta)


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(1) Na casa paroquial de Miracema instalaram um computador, com modem e outros aparelhos conexos. Quando JC esteve nos Estados Unidos em setembro de 1996, as moças de Miracema recebiam os textos das reuniões que JC fazia lá. Mas às Sedes de Campos não chegava nada. (Cfr. carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97, p.16)

O Padre David confirma: “Pela região e em outros lugares vi que o Sr. João dava muito mais atenção às moças do que aos jovens da TFP, conseguindo palavrinhas, relíquias e livros, etc. Ele se desmanchava em atenções para com elas ao passo que com o pessoal do Grupo não agia assim”. (Cfr. carta a Dr. Caio, 3/2/97).

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A. Depois do falecimento de Dr. Plinio “as coisas mudaram” – A graça está querendo um ramo feminino da “tfp”, mas por enquanto é preciso aguardar


Palavrinha” em Miracema durante um retiro para mulheres, 27/7/96:

(Os colchetes são do texto original)


(Da. Joana Wong?: (...) Numa dessas reuniões, acho que foi por volta de 91, em que nós, as mais velhas, pedimos para o Senhor Doutor Plinio dar uma orientação para nós a respeito de nossa vocação. Nós pedimos que nós queríamos conjugar a bondade da Senhora Dona Lucilia no apostolado e a religiosidade da Madre Letícia. [O Senhor Doutor Plinio] não queria para nós uma vida exclusivamente religiosa, porque a Madre Letícia morreu e as religiosas não puderam continuar, [fica amarrada pelos votos?]. (...) Então agora já se passaram seis anos, não é? E o senhor está fazendo tudo isso por nós. E o senhor disse que vai nos levar até píncaro da santidade...)

Não, eu... eu vou fazer o esforço, não prometo que conseguirei.

(Da. Joana Wong??: O Senhor Doutor Plinio disse na época que não podia fazer nada por nós, e que não via também ninguém que fizesse por nós. E isso daí foi antes do dia 3 de outubro. Agora, depois do dia 3 de outubro as coisas mudaram. Isso foi uma inspiração do Senhor Doutor Plinio?)


O que eu acho é o seguinte, é que Nossa Senhora está querendo fazer aparecer de uma hora para outra, uma outra Madre Letícia, isso eu imagino. De onde virá? Como virá? Como será? Eu não sei. E com isso os caminhos ficarão mais fáceis. Não creio que ainda se deva fazer o que o Senhor Doutor Plinio desaconselhava, que era de entrarem num Carmelo qualquer ou num convento qualquer, no momento não seria nada aconselhável.

(Da. Joana Wong?: Mas o Senhor Doutor Plinio dizia que não era isso que queria para nós.)

É, eu acho que ainda virá algo que nós não sabemos o que é.


(Sra. ... : Algo que será superior a isso.)

Tem que ser, porque a Igreja vai crescendo em graça e santidade, de modo que tem que ser.

(Da. Joana Wong?: Mas o primeiro encontro [definiu?] nossa vocação. Nós não temos dúvidas.)

Isso é inegável. O que é preciso é esperar que Nossa Senhora abra uma clareira e nos mostre um caminho.

Se Ela tem dado graças é sinal de que Ela quer. Depende do quê? Depende de um determinado momento um fato qualquer sobrenatural extraordinário, que abram os horizontes e aí as coisas se façam, entende? Devemos esperar, não tem outro jeito.


*


Palavrinha” de JC para moças, 1/5/96:

(Os colchetes são do texto original)


A diferença de idades com as mais novas que estão aqui é tão grande que eu até poderia dizer que são minhas filhas [Exclamações], mas [erraria] se dissesse "minhas filhas", porque nós somos todos --todas as que estão aqui e eu--, somos filhos de um mesmo pai e de uma mesma mãe. [Aplausos.] De maneira que eu não digo senão minhas irmãs, e até para as mais novas, minhas irmãzinhas (1).


[Exclamações]


Estou aqui pronto para atender às palavras da Sra. Da. Lucilia e às palavras do Sr. Dr. Plinio, que estão postas aqui (2).

Pronto, enquanto [inaudível] ... Não trouxeram mais cadeiras, ou não tem mais cadeiras? Se quiserem aproximar mais também para caber mais gente ... (3)


[Rápida balbúrdia geral na sala. Todas se assomam bem para junto do estrado onde está o Sr. João.] (4)


Vamos às perguntas, então. (...)


(Srta. -: Sr. João, eu queria saber o que é que o Senhor Doutor Plinio espera de nós e qual é o nosso papel de "enjolras" moças na TFP.) (5)

O Senhor Doutor Plinio quis sempre resolver esse problema mas não teve meios concretos de fazê-lo. Ele estava à espera --como ele mesmo dizia-- que aparecesse uma senhora que tivesse alguns dos dons dele, e que esta senhora pudesse fazer o papel que ele fazia para nós. É o que me ficou nos ouvidos, de uma TFP feminina propriamente (6).

Mas, até agora, essa senhora, pelo menos, parece que não apareceu, se é que vai aparecer ainda antes da Bagarre, ou durante a Bagarre, ou no Reino de Maria (7).

O papel de todas no momento, é de um auxílio extraordinário no que diz respeito à principal parte da nossa luta. Cada uma aqui pode fazer pela nossa luta muitíssimo mais do que às vezes, um próprio eremita itinerante por exemplo, que está difundindo as obras do Senhor Doutor Plinio, ou então alguém que está fazendo uma conferência (8). Porque nada é mais importante do que a oração.

Tudo que o homem faz na vida, tudo que nós podemos fazer de virtude, tudo que nós podemos fazer de grandioso, vem da graça. (...) Está na RCR que a essência, a força mais vigorosa, a força mais essencial da "Contra-Revolução" (...) é a graça, é a vida sobrenatural.

Nós sabemos que a graça só se obtém através da oração (...).

No Reino de Maria como será isso? Eu não sei, mas o que é certo é que se a graça põe esse desejo ardoroso de cada uma, e que chegue um determinado momento em que haja alguma solução para o caso de todas, é evidente que esse ardor posto na alma tem que ter sua solução em determinado momento (9). [Aplausos]

Qual será? Nós não sabemos. Eu vejo que pela música feita, pelas perguntas todas feitas, pelo ardor com que vêm aqui, todas estão arquidesejosas de que alguma coisa aconteça. Esse desejo não nasce da natureza, esse desejo certamente é algo que vem do fundo da alma posto pela graça.

(...) [Deus] faz com que nós desejemos coisas extraordinárias, coisas boas, coisas magníficas e nós ficamos com a ilusão de que esse desejo é nosso. Entretanto, quem pôs no fundo de nossa alma foi Deus, mas Ele não aparece.

Nós temos portanto, no momento, todas aqui --eu dizia "irmãs e irmãzinhas"-- têm um ardor extraordinário de que seja feito algo na linha de uma institucionalização, para que possam pertencer mais ainda, de corpo e alma, ao Senhor Doutor Plinio e à Senhora Dona Lucilia.

Isto nasceu pela natureza? Foi Deus e Nossa Senhora que pôs no fundo da alma de cada uma. Pôs e não deixou marca, se retirou. E a impressão que temos é que aquilo brota do fundo da alma da gente, e a gente quer aquilo a todo custo, quer a qualquer preço. Mas "quer", posto pela graça.

Se Deus pôs o desejo... Deus não é carrasco. Nossa Senhora também, menos ainda, é uma carrasca. Nossa Senhora é mãe. Então se Ela pôs esse desejo é sinal de que em algum determinado momento esse desejo vai se realizar (10).


[Aplausos.]


Bem, acho que respondi à sua pergunta.


(Srta. -: Como o Sr. explica esse desejo que se passa pela graça na nossa alma, de querer assistir o JxJ do Sr.?) [Risos.]

(...) já foi feito um super-abaixo-assinado pedindo uma reunião mensal e eu concedi de muito bom grado essa reunião mensal. Já está concedida. E eu espero que estejam presentes nessa reunião (11). [Aplausos.]

De maneira que com muito jeito, com muito savoir faire, a Providência vai pondo os desejos de cada uma dentro dos seus eixos, e vai realizando os desejos (12). Pronto está respondida a segunda pergunta. E nós temos mais noventa e oito. [Risos.] (13)


(Senhorita -: Sr. João, o que é que o Sr. aconselharia para nós termos uma total união com o Senhor Doutor Plinio?)


Essa união total com o Senhor Doutor Plinio vem de várias ... enfim, para chegar a ela nós podemos tomar várias vias.

Uma primeira via é --a mais forte de todas-- a via da oração. (...) Eu me lembro que eu tinha a idade das "enjolras" aqui quando eu comecei, osculando uma medalha milagrosa todos os dias de manhã e a noite, e durante o dia várias vezes fazendo jaculatórias pedindo o seguinte, que eu tivesse a alma inteiramente aberta a tudo que era influência do Senhor Doutor Plinio. [Aplausos.] E que, pelo contrário, tivesse a alma inteiramente fechada a tudo aquilo que não fosse influência dele. Querem que eu diga uma coisa? Eu posso lhes garantir que eu fui atendido em grande parte nessas orações (14). (...)Segundo meio, é procurar estudar a vida dele e analisar um pouco o que é que ele fez. A partir do momento em que eu começo a estudar o que é que foi a vida dele, de quem ele é, o que é que ele fez, etc., eu vou me admirando e me encantando, me entusiasmando com aquilo que ele é. A partir do momento em que eu o admiro, o que eu admiro passa para o fundo de minha (15).(...) Terceiro, é conversar com ele. (...) eu posso perfeitamente --sabendo que ele está em Deus e está me vendo-- entrar em contato com ele. Ele me ouve, tudo o que eu disser ele me ouve. A partir do momento em que eu me volto a ele e começo a dizer algo a ele, ele está me ouvindo.

Mas, ele só ouve? Ele estará de braços cruzados no Céu?


(Não!)


Não! Depois, mais, não estando no tempo, ele pode atender a cada uma ao mesmo tempo. Nós somos como filhas únicas dele (16). (...) E ele está na eternidade, então ele está pronto a nos atender assim que a gente se dirija a ele. (...)E com isso eu me aproximo dele, porque quanto mais eu conversar com ele, mais a voz dele vai penetrando no fundo da minha alma e nós vamos nos identificando com ele.

Quando chega num determinado momento, diz:

-- Mas, passou-se um fenômeno curioso em mim, porque eu sinto que já não sou eu mais quem vivo em mim, mas é ele quem está vivendo em mim. [Aplausos.]


(...)


(Srta. -: Sr. João, o Sr. poderia explicar como Senhor Doutor Plinio [ininteligível])


Aí não é propriamente uma explicação mas é contar uns fatinhos. [Risos.] Porque explicação seria um pouco...


(Srta. -: Sr. João, e também relembrando esses fatinhos [ininteligível] quais eram os flashs que o Sr. tinha?)


Eu assisti muitos encontros dele com ela e vice-versa.

O primeiro encontro que eu assisti, não era bem um encontro, foi um encontro meu com eles dois. Não querem se sentar? Vão ficar...


(Não!) (17)Isto deu-se em 1956, eu acho que várias aqui estavam nos planos de Deus ainda... [Risos.] Em 1956 eu era "enjolríssimo". (...)Então, o relacionamento entre ele e ela era assim. (...) Enfim, terminado o almoço todos se retiravam, saíam, e ficavam ela e ele. Aí a empregada entrava e colocava a cadeira de rodas dela bem junto a ele. Então eram dez minutos, às vezes quinze, desta cena:Ele tomava o mão dela e o braço dela --o agrado dele era um pouco truculento-- e batia assim, e batia no braço:

-- Mãezinha querida do meu coração! Mãezinha querida!

E ela, o agrado dela era diferente, o agrado dela era todo dela. Ela passava a mão suave assim sobre o braço dele, a mão dele, dizia:

-- Filhão do meu coração.

Então os dois se manifestavam benquerença durante dez, quinze minutos sem conversarem. Os dois se agradavam o tempo inteiro. Ele tomava a mão dela e beijava, beijava, beijava, depois ela pegava mão dele e beijava, beijava.

(...) A sua pergunta qual era?


(Srta. -: Como o Sr. conheceu o Senhor Doutor Plinio?)


(...)


(Srta. -: Poderia acrescentar uma outra pergunta? Na linha do flash, tinha alguma coisa em particular que fazia o Sr. amar mais a Senhora Dona Lucilia e o Senhor Doutor Plinio, e como é que nós "enjolras" podemos adquirir a seriedade e a docilidade da Senhora Dona Lucilia, ao mesmo tempo?)

Então eu vou responder a essas duas perguntas e nós vamos para o auditório.


(Srta. -: Sr. João, se pudesse puxar o brado, o Sr. não poderia nos dar um conselho para sairmos daqui mais entusiasmadas?)


Eu respondo as duas perguntas e um conselho. E aí nós vamos para a reunião (18). Eu conheci o Senhor Doutor Plinio assim, já contei em prosa e verso em vários outros ambientes, e eu vou contar aqui e de repente eu vou repetir para alguma que já ouviu em algum canto. (...)


(Senhorita -: Sr. João, o Sr. poderia analisar estas três fotos?) [Risos.]

(...)

(Srta. -: Oscular.) [Risos.]


Bom, eu osculo porque eu recebo graças osculando. Todo aquele que oscula uma foto dele e dela recebem graças. (...) (19).


(Srta. -: Sr. João, nós queremos agradecer ao Sr. por ter nos dado a oportunidade de assistir a esse Retiro. O Sr. não faz idéia qual o bem espiritual que é para nós e o proveito que a gente tira disso. E nós queríamos pedir que, enfim, isso seja o primeiro de muitos outros, principalmente, para que nós possamos ter essa fidelidade e essa união de alma que Sr. tem pelo Senhor Doutor Plinio...) (20)


Não, eu quero que tenham muito mais! [Exclamações.]

(Srta. -: E que o Sr. seja o nosso exemplo a partir de agora, sem nenhuma dúvida, de fidelidade, de confiança, de perseverança, de entusiasmo e de tudo.) (21)

Não, não! Que tenham muito mais do que eu, e aí é que eu ficarei contente. (...)

(Srta. -: Então nós já somos [ininteligível]) [Risos.]Tem aí alguma foto Sr. André?

(Sr. André Dantas: ...!!!) [Aplausos.]


(Srta. -: Um conselho para nós enfrentarmos a Bagarre.)


[Aplausos.](...)(Srta. -: Sr. João, Sr. João, faz uma palavrinha para gente também?)


Sim, vamos...!!!


[As "enjorlas" cantam uma música para o Sr. João]

Conte-nos, senhor Joãoo que o senhor faz,quando a noite vemsaudades de nosso Paie de Dona Luciliae do Primeiro andar

do convívio sacral.

Conte-nos também,

ó conte Senhor João,

como o senhor reza

para ter união

com nosso Pai e Fundador,

com nossa Mãe e Fundadora

e com Nosso Senhor.


Eu não tenho o munus de sacerdote para dar a bênção! (22)


[Risos.]


[O Sr. João distribui fotos para as enjolras]


(Srta. -: Sr. João, que Nossa Senhora o abençoe muitíssimo pela caridade que o Sr. está fazendo conosco.)


Não é caridade, é prazer (23). [Exclamações.]


[Chuva de pedidos. O Sr. João responde como pode.]


(Srta. -: Sr. João, o Sr. pode oferecer as comunhões do Sr. por nós?)


Eu as incluirei nas intenções de minha comunhão. [Exclamações.] Agora, nós temos que ir, infelizmente ...[As enjolras cantam outra música para o Sr. João.]


Somos filhas de Dona Lucilia

E a ela já nos consagramos.

E agora nós vamos para a luta,

Sob o comando do Senhor João Clá (Bis) (24)

Vossa alma sempre calorosa,Fervorosa e entusiasmada,Ensinai-nos, ó Senhor João CláA benquerença desta Grande Dama. (Bis.)

Acedei a nossos pedidos

Concedei-nos muitos "Jour le jours"

Pelo menos uma vez por semana,

Entusiasmai-nos, ó Senhor João Clá. (Bis.)

Venham todas, unam-se a nós

E cantemos a uma só voz

Proclamemos este nome bendito

Plinio Corrêa de Oliveira. (Bis.)

De seu trono, acima das nuvens,

Vendo a Igreja Santa desolada,

Convocou-nos Luiz Plinio Elias

Para a glória de uma cruzada. (Bis.)

.....

Quem maneja o fio de nossa espada

é o nosso Pai e Fundador. (Bis.)

Somos filhas de Da. Lucilia

E a ela já nos consagramos.

E agora nós vamos para a luta,

Sob o comando do Sr. João Clá. (Bis.)


Comentários

  1. Há muita diferença de idade entre JC e várias moças presentes. Mas ele, jeitosamente, vai atenuando cada vez mais essa distância: primeiro propende a chamá-las de “filhas”; depois fala de “nós todos”, “todas as que estão aqui e eu”; depois se refere a elas enquanto “minhas irmãs” e até mesmo “minhas irmãzinhas”. Para justificar esse processo de aproximação, JC se serve da vinculação comum entre ele, elas, Dr. Plinio e Dona Lucilia.

  2. No começo as "enjolras" entregaram a JC uma pasta com uma “mensagem” de Dr. Plinio e de Da. Lucilia para ele. Nessa pasta, além de 100 perguntas formuladas, está a letra de uma música composta por elas, pedindo reuniões com JC.

  3. Conseguida a aproximação psicológica, agora é a vez da aproximação física entre JC e as moças. JC é quem estimula essa aproximação.

  4. As moças atendem o convite de JC e ficam bem perto dele.

  5. As moças se consideram membros do Grupo.

  6. Dr. Plinio “quis sempre resolver esse problema”, isto é, a constituição de uma TFP feminina? Não. Esse é um assunto resolvido inteiramente por ele há muito tempo. Segundo o ilibado, Dr. Plinio não resolveu isso apenas porque não apareceram os “meios concretos”. Quer dizer, a fundação de um ramo feminino da TFP, não representa um problema no tocante aos princípios nem às metas, mas apenas no tocante aos meios.

Dr. Plinio “estava à espera”? Ele esperava, anelava, queria uma TFP feminina?

  1. Por enquanto, as aparências indicam que a fundadora não surgiu. Mas pode surgir em breve...

  2. JC estimula os anseios que as moças tem de constituir uma TFP feminina: elas podem ter um papel maior que os próprios membros do Grupo.

  3. Nem todo desejo ardente dentro da alma de uma pessoa é posto pela graça. Também pode tratar-se de uma paixão desregrada e de uma ação do demônio.

  4. Novo estímulo de JC à institucionalização das moças: esses “desejos ardorosos”, “desejos extraordinários”, “arqui-desejos”, “custe o que custar”, “a qualquer preço”, foram postos pela graça, correspondem à vontade de Deus e de Nossa Senhora.

  5. Em reunião para os veteranos (6/8/96), referindo-se ao apostolado com moças e senhoras, JC afirmou taxativamente: “para mim é um abacaxi, mas abacaxi!”

  6. Mais um estímulo em prol da institucionalização: o desejo que as moças tem de assistirem às reuniões de JC, também é fruto da graça.

  7. JC está gostando das perguntas.

  8. JC faz auto-propaganda: sou o discípulo perfeito de Dr. Plinio.

  9. O segundo meio aconselhado por JC para atingir a união de alma com Dr. Plinio é sumamente esquisito: começa pela análise admirativa de um aspecto de Dr. Plinio, extrínseco à pessoa; e termina na contemplação “ad intra” --autocontemplação-- daquilo que a pessoa acabou de admirar “ad extra”.Mais adiante, nesta mesma reunião, ele descreve o que entende por “análise”:“O analisar é isso, olhar e ficar encantado, se deixar tomar por aquilo e se embevecer com aquilo, e aquela seriedade vai passando para o fundo da alma da gente”. Quer dizer, a análise não é propriamente uma operação do intelecto, mas uma degustação.

  10. É difícil entender essa frase: “nós somos .... filhas .... dele”. Ou se trata de um “lapsus linguae”, ou de demagogia barata, ou de ma expressão esotérica.

  11. As moças estavam paradas ou, mais provavelmente, ajoelhadas, perante JC. E bem pertinho dele, como ficou registrado acima.

  12. O local onde JC está respondendo as perguntas das moças não é o auditório. É só depois de terminada a conversa, que ele e elas irão para o auditório --onde elas ficarão misturadas com os cooperadores.

  13. Pediram para JC analisar 3 fotografias. Uma era de Dr. Plinio, a segunda de Dona Lucilia, e a terceira de ... JC? O fato de pedirem para que as oscule, quer dizer que, para as joaninas --e joaninos--, as fotos de Dr. Plinio e Dona Lucilia, por si sós, não tem tanta benção quanto depois de terem sido osculadas por JC?

  14. JC deu às moças a oportunidade de assistirem a um Retiro. A moça não quer ter união de alma com Dr. Plinio pura e simplesmente; mas quer a união de alma que JC tem pelo Dr. Plinio. São duas metas diferentes.E não deseja ter fidelidade pelo Dr. Plinio pura e simplesmente; mas deseja a fidelidade que JC tem pelo Dr. Plinio. São duas vias diferentes.

  15. Ontem, quem servia de exemplo de tudo para as moças era outrem --provavelmente Dr. Plinio. A partir de agora é JC.

  16. No texto aparece apenas essa resposta de JC. Logo, o pedido que uma das moças –ou talvez várias-- fez, de lhe dar a benção, foi expresso, não de modo verbal, mas por algum gesto ou atitude --por exemplo ajoelhando-se diante dele, com as mãos postas, como quem vai receber uma benção.

  17. Ver a nota 11, acima.

  18. As moças vão para a luta sob o comando de seu fundador JC.

*


Reunião para CCEE mulheres, 15/6/96:


(Dona Ângela: Agora, o senhor indo à sede São José uma vez por mês, o senhor passa aqui uma vez por mês, não é?)


Eu sou guiado, porque eu não sei chegar até aqui, ouviu? Ahahah! Depende de um guia. [Risos] Mais algo em que eu possa ser útil? E essas pequenas não perguntam nada? (1)

(Menina ?: Sr. João, o senhor não podia curar minha gripe?) (2)


[Risos]


Curar sua gripe?!! [Risos] Isso não depende de mim, depende da sua fé. Se tiver fé, cura! Ahahah!

(Sra. Ângela: Sr. João, olhando para o conjunto o senhor daria um conselho?)

Olhando para o conjunto... deixa eu ver um pouquinho assim... não é fácil porque é um conjunto muito vário... (3)


[Ininteligível]

Nós muitas vezes temos a tendência de nos basear mais no sentimento do que no pensamento.Evidentemente, que nossa condição de mães, condição de filhas, etc. (4), favorece muito a que a gente tenha um sentimento mais vivo, mais emotivo, mas manifestativo, do que o comum das pessoas. Nós somos levados a dar um papel, uma importância ao sentimento às vezes muito exagerada. (...) O importante é a adesão de fundo de alma que eu dou ou não dou. Então, eu seria levado a aconselhá-las a que dessem mais importância a essa adesão de fundo de alma, do que ao sentimento.


(Sra. ... : Para ter essa adesão, muita oração?)


É preciso muita oração e muito exercício também. (...)


(Sra. ... : Nós somos tão débeis para isso, nós precisamos de uma escola, alguém que nos ensine...)


[Risos]


Tem o Professor Glavan...


[Risos]


(Sra. ... : Mas, o senhor é que consegue penetrar... todas as palavras, os atos, todos os movimentos da alma do Senhor Doutor Plinio, então o senhor poderá nos passar tudo isso aí e nos ensinar.)


Bem, é o que eu digo: estando no convívio com todas aqui, claro que eu não faço outra coisa senão isso. Minha vocação é de manhã, à tarde e à noite, estar levando as almas para ele, para ela, para ele, para ela, o dia inteiro. De modo que estando aqui é o que eu faço.

(Sra. ... : É isso que nós desejamos. Olhando para o senhor nós estamos aprendendo.) (5)

Sempre que o Sr. Glavan me trouxer aqui, eu não farei outra coisa. Não é isso?


(Glavan: !!!)


[Risos] (6)


(Sra. ... : Sr. João, completando a pergunta da Dona Ângela, aquela sobre o perfil. Parece-me que o senhor lá no simpósio havia dito tipo feminino, e que dava impressão de ser a parte exterior também, não é?)


Ah, bom. Isso é conseqüência. A parte exterior é conseqüência da convicção, e é conseqüência da compenetração do estado de espírito.Se uma pessoa é piedosa não é preciso nem se preocupar de em dar conselhos a ela de como se vestir. Porque as vestimentas... será o vestido, será a saia, será a blusa, será isto, será aquilo, sairá de acordo com um modelo piedoso.

Na Idade Média por exemplo, não houve alguém que se preocupasse a começar a fazer castelos. Alguém que sentasse junto a uma mesa: "Vamos agora preparar um..."

(...) Então, aquilo surgiu como? Surgiu espontaneamente. (...)

(Sra. ... : Portanto, falando em termos de apostolado, como os senhores usam capa, o correspondente usa emblema, acho que talvez tenha dado a idéia de que as senhoras usariam algo para identificar como... assim... ãhm...) (7)


Mas eu acho que nós teremos, porque eu explicava na outra sede que ainda nós não temos uma ordem primeira. A ordem religiosa da TFP não foi fundada ainda. Nós temos êremos, temos camáldulas, mas nós não temos ainda uma institucionalização inteira da ordem primeira.

Então, é normal que a ordem terceira ou até a segunda (8) ... é normal que tudo fique num compasso de espera para que aconteça algo para que algo se defina.

Mas, eu explicava ali que, assim como existiam nas paróquias antigamente associações religiosas: Apostolado da Oração, as Filhas de Maria, os Congregados Marianos, etc., existia também --quando se tratava de uma ordem religiosa, cuidava da paróquia-- a ordem terceira. Nenhuma associação fazia parte da ordem, mas a ordem terceira fazia parte integrante da ordem e tem todos os privilégios sobrenaturais da ordem.

Inclusive os carmelitas, assim como também os dominicanos, etc., tem um hábito próprio da ordem terceira. Claro. Assim como a ordem segunda também tem o hábito próprio. Então, é preciso que nós primeiro constituamos a ordem primeira, para depois virem as outras. Está claro?


(Sra. Ângela: Não pode começar pela segunda.) [Risos]

Ahahah! Não pode começar antes pelas outras. Não pode, porque as outras vivem de uma primeira.


(Dona Ângela: Sr. João, não sei se a [ininteligível], nós conversamos um pouco, porque nas visitas nós gostaríamos --não sei se isso seria necessário-- ter alguma identificação. Então um distintivo, uma coisa do gênero, isso não seria possível?) (9)

Eu não me lembro qual foi a norma que o Senhor Doutor Plinio para o distintivo aqui no Brasil.

(Glavan: É uma coisa um tanto complicada.)

É complicado? Eu não sei qual é a norma, porque eu estou cuidando (10) ... é agora que eu estou em contato com os Correspondentes e não sei quais foram as normas dadas por ele anteriormente. Nos EUA sim, existe um distintivo para os homens e distintivos para as senhoras.

(Glavan: É. Muda de cor apenas.)


Muda de cor. Mas, eu não sei o que é que ele determinou aqui para o Brasil por causa das circunstâncias...

(Glavan: A questão não está fechada... portanto, pode...)

Não está?

(Glavan: Não, não está. Ele apenas pediu para esperar... por umas razões que talvez já estejam superadas.)


O Sr. Glavan vai tratar do assunto comigo depois. (11)

(...)


(Sra. ... : Num Santo do Dia o Senhor Doutor Plinio deu uma jaculatória para os enjolras: "Minha Mãe, fazei-me caminhar de novo nas vias da inocência." O senhor poderia dizer como?)


(...)


(Sra. ... : O senhor falou que o Senhor Doutor Plinio de hábito, a sacralidade dele ficava mais em evidência, não é?)

É isso.

(Sra. ... : Eu vejo que isso acontece também com o senhor.)

Com todos nós! ahahah!


(Sra. ... : Pergunto se nas próximas vezes o senhor poderia vir de hábito?)

Desde que não cause espécie aí pelo bairro, acho que... Perfeitamente, sem problema nenhum.

(...)


(Sra. Ângela: Uma pergunta sobre apostolado, uma coisa prática assim, o senhor teria algo a nos dizer?)


[O Sr. Glavan] vai trazer aqui uns nomes e vai dividir uns nomes para serem visitados. Nós devemos nos lançar nessas visitas (...). Nós vamos encontrar vários tipos de público. (...) Vamos encontrar gente que quererá continuar sendo o que é no seu ambiente, ótimo. Nós devemos trabalhá-los no ambiente deles.

Nós vamos encontrar gente que de repente nos olha e tem indiferença para conosco, não recebeu a graça. Não percamos tempo.

(...) Uma senhora que encontrem dirá: "Olha, tem o meu filho que tem 14 anos, não quer levar o meu filho?" Pega o filho. [Risos] Uma senhora dirá: "Eu tenho minha filha que tem 15 anos, 16 anos... eu não sei, eu estou preocupada porque ela no mundo vai se perder, não querem levar?" Pega a filha. (12)(...)


(Sra. ... : Mesmo que não venha a ser correspondente?)

Mesmo quê... Visita, visita, visita para ter alguma relação e para ter algum ponto de apoio.


(Sra. ... : E com relação a parente também, Sr. João? Sobrinhos?)


Também!


(Sra. ... : Mesmo que usem calça comprida e com...)Não tem importância.

(Sra. ... : Não?!!)

O que caiu na rede é peixe. Vai trabalhando.

Comentários:

  1. JC estimula as “pequenas” a fazerem perguntas.

  2. Entre as “meninas” corre que JC tem poder para fazer curas miraculosas.

  3. A “superiora” das mulheres CCEE, pede a JC para exercitar seu discernimento dos espíritos sobre o conjunto das moças e senhoras presentes. E ele atende.

  4. Por que será que JC fala de “nós” mães e filhas? Mera demagogia?

  5. Embora JC tenha falado, pouco acima, que o modelo para as mulheres CCEE é a mulher forte do Evangelho, elas afirmam que o modelo é JC. Será que entre elas, quando se referem a JC, também falam de “nós”?

  6. Tanto Glavan como JC acham engraçada a idéia.

  7. Essa senhora está referindo-se a uma espécie de hábito, específico para mulheres.

  8. Ainda” a TFP não constitui uma ordem religiosa primeira --de homens-- nem segunda --de mulheres.

  9. Insiste no pedido de uma espécie de hábito para as mulheres CCEE.

  10. Quase diz “eu estou encarregado do setor CCEE”.

  11. Glavan afirma que o uso de um distintivo pelas mulheres CCEE é um assunto complicado, a respeito do qual o próprio Dr. Plinio não “fechou a questão”, e não tem certeza se as razões foram “superadas”, mas pessoalmente propende a permitir isso. JC chama a si a tarefa de decidir aquilo, como se fosse o chefe do setor CCEE.

  12. O objetivo das “visitas apostólicas” combinadas entre JC e Glavan, não é tornar menos revolucionárias as pessoas, mas pegar seus filhos adolescentes, independentemente de que sejam ultramontanáveis ou sejam mulheres. “Pega a filha”? E leva para onde? JC não está estimulando a constituição de conventos da ‘tfp’ feminina?


*


Reunião para CCEE mulheres, 23/6/96:


(Sra. ?: Eu li uma vez que a senhora que educou a D. João d'Áustria viu a luz primordial dele e viu que ele tinha vocação de guerreiro, e o educou nessa linha. Eu gostaria de saber exatamente o que é a luz primordial e como nós poderíamos [ininteligível] nos filhos.)

(...) o que o Senhor Doutor Plinio chama de luz primordial, é aquela luz que mais brilha em Deus para mim do que para os outros. E eu vejo em Deus aquilo com mais precisão do que os outros vêem. Então eu tenho um ponto, um prisma, um mirante por onde eu vejo a Deus e tenho a dizer para os outros: Olhe que fenomenal, tem tal coisa assim, assim! Os outros não viram.

(...) Então, cada um de nós tem um ponto posto dentro da alma que mais se sente atraído por um aspecto determinado de Deus. (...) Como descobrir isso nos filhos? (...) Não é muito, muito difícil. Pelas apetências a gente vai vendo. No trato com os filhos, vendo um pouco o que é que um filho gosta, o que é que uma filha gosta, o que é que move a alma de uma criança, o que é que move a alma de outra criança, eu vou aos poucos percebendo. Eu vou dar um exemplo.

Eu vejo uma menina de seus oito, nove anos, que se encanta com os atos que arrebatam, com os atos assim heróicos. Então ela se encanta com uma Santa Joana d'Arc (...). Depois, ela fica conhecendo a história de Santa Terezinha, ela se encanta com a história de Santa Terezinha (...). Deverei encaminhá-la a uma vida contemplativa? De repente, não sei. (...) Bom, mas contemplativa em que convento hoje em dia? É esperar até que venha uma renovação de toda Igreja e aí nós teremos uma renovação de todas as ordens religiosas. E tendo uma renovação das ordens religiosas eu saberei. Ela saberá, dirá: Ah, eu tenho uma aspiração a ser carmelita que me consome.

Então vá ser carmelita, porque agora sim, as carmelitas estão na via da santidade.

Ah, eu tenho... Pelo contrário eu queria ser clarissa.

Clarissa, está bom.

Ah, eu não, eu queria ser concepcionista.

Está muito bem.

Ah, eu queria ser da ordem contemplativa da TFP.

Se existirá, aí estará. [Aplausos]


*


Reunião para CCEE, Belo Horizonte, 3/8/96:

(Sra. -: O Sr. Dr. Plinio [ininteligível] uma ordem segunda?)

O Sr. Dr. Plinio não descartava a hipótese de uma ordem segunda no seguinte sentido: Ele dizia que não tinha dons, não tinha carismas para cuidar diretamente de uma ordem segunda, mas que ele julgava que se aparecesse... Ele dava como exemplo uma Madre Letícia porque ele conheceu a Madre Letícia muito de perto e viu que era uma freira de truz, freira de substância mesmo. Se aparecesse uma Madre Letícia assim como, por exemplo, apareceu para São João Bosco aquela Santa Maria Mazzarelo, como apareceu para São Bento uma Santa Escolástica, Santa Clara para São Francisco, se aparecesse --e é possível que apareça-- uma Madre Letícia que levasse as coisas adiante, ele não via com maus olhos, pelo contrário (1). Mas ele dizia que não tinha o carisma para tocar isso adiante (2). Ele estava à espera do aparecimento de alguém.

Quem sabe se está germinando, está surgindo, está aparecendo. Nós não sabemos.


Comentário:

  1. Dr. Plinio via com simpatia a constituição de um ramo feminino da TFP?

  2. Se Dr. Plinio não tinha carisma para tocar adiante uma ordem religiosa feminina, como explicar que JC incentive aquilo? Ele tem um carisma nesse sentido? Se tem, é superior a Dr. Plinio.





B. O aumento do número das “afilhadas” de JC, faz parte dos dados que mostram a expansão da TFP

Reunião para CCEE, 4/10/96:

Quando a obra de um fundador se mantém tal qual era durante a vida do fundador, um bom tempo depois da morte do fundador, já é o primeiro milagre do fundador. Muito mais ainda é milagre quando a obra se expande e quando a obra toma vida depois da morte do fundador.

Ora, nós temos neste ano uma série de acontecimentos --eu tenho dois aqui por exemplo, mas há outros ainda que ficaram para trás neste ano-- que mostram que a obra dele não só se manteve, mas a obra dele se expandiu. Precisaríamos colocar os três volumes aqui da Sra. Da. Lucilia e precisaríamos ainda colocar outras obras que saíram aqui, lá e acolá pelo mundo inteiro, outras atividades da TFP no mundo inteiro. Nós precisaríamos colocar não do lado de cá, mas do lado de cá as visitas feitas pelos correspondentes e esclarecedores que já estão... A última circular que eu recebi eram cinco mil e quinhentas, mas o Sr. David já deve estar com novas atualizações.

(David: Passou um pouco de seis mil.)

Seis mil visitas. Fenomenal! [Aplausos]

Então os correspondentes e esclarecedores realizaram um plano antigo do Sr. Dr. Plinio, um desejo antigo do Sr. Dr. Plinio, estão pondo em prática, estão levando adiante e estão aumentando as visitas, aumentando as visitas, fazendo crescer o mundo de simpatizantes...

(Sra. -: De afilhadas.)


... de afilhadas. [Aplausos]




C. Mas enquanto não se constitui oficialmente o ramo feminino, dá para ir exaltando o papel das mulheres dentro da TFP

1. Perfil feminino da mulher ligada à TFP


Reunião para CCEE mulheres, 15/6/96:


(Dona Ângela: Sr. João, outro dia a gente conversando entre nós, lembramos que no simpósio o senhor falou do perfil feminino de uma correspondente da TFP. E agora o senhor falando da Senhora Dona Lucilia parece que a pista vai por aí (1). O senhor podia desenvolver um pouco mais esta idéia do perfil feminino?)


O perfil feminino da mulher que está ligada à TFP, que caminha para aquela ordem terceira que o Senhor Doutor Plinio fez menção naquele simpósio (2), o perfil é o da mulher forte do Evangelho. (...) Abrindo o álbum [de Dona Lucilia], olhando para a Senhora Dona Lucilia vamos encontrar ali um perfil feminino da TFP(...).


Comentários

  1. A gente”, “a pista”: expressões que tem qualquer coisa de gíria e que não cabem bem nos lábios de uma mulher. Menos ainda de uma correspondenta da TFP.

  2. Ou seja, além de “palavrinhas”, reuniões, atendimentos particulares, cerimônias, JC também dá para as moças simpósios.





2. As afilhadas de JC estão para Dona Lucilia como os membros do Grupo estão para Dr. Plinio


Reunião para CCEE, 4/10/96:


Eu acho que em certo momento nós vamos refletir o Sr. Dr. Plinio, todos, e vamos refletir a Sra. Da. Lucilia, todas. Porque o Sr. Dr. Plinio disse que nós para imaginarmos o Reino de Maria precisaríamos imaginar uma cidade toda ela com as ruas coalhadas de Lucilias. Depois da morte dele nós até dizemos que é coalhadas de Lucilias e de Plinios.





3. As afilhadas de JC estão para o “tipo humano feminino” como os membros do Grupo estão para o tipo humano masculino


Referindo-se à apresentação do coro e da fanfarra no Norte Fluminense, uma correspondente disse:


(Sra. -: Lá em Miracema só naquele percurso que os eremitas passaram de hábito da capela até o hotel, teve várias repercussões de pessoas que disseram: "Há muito tempo que eu não vejo gente tão séria".)


O curioso é o seguinte: o Sr. Dr. Plinio disse que o brasileiro está à procura de um tipo humano, e um tipo humano que resolva os problemas não só do país, mas os problemas internacionais. É muito intuitivo, ele bate os olhos...

Em Tambaú agora eles foram tratar com o padre à tarde e o padre estava de manga de camisa. Quando chegaram os eremitas ele se vestiu direitinho, com batina, com tudo direitinho. Tal foi o impacto que produziram os eremitas no cortejo de entrada, na igreja de Tambaú, que ele no final quis reger o Hino Pontifício, fez questão de reger o Hino Pontifício para poder aparecer diante do público ligado a nós.

Repercussões assim:

Eles foram jantar numa churrascaria --isso foi depois de São Carlos, antes de Tambaú-- e o dono da churrascaria nem os viu de hábito, os viu apenas em formação, mãos postas, em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Benedic Domine, sentam-se e começam a conversar.

O dono da churrascaria foi para a mesa e disse:

-- Quem são vocês?

Quis saber quem eram. Começou a conversar com eles e disse:

-- O que é que a gente faz para entrar para esse movimento?

Quer dizer, é o impacto do tipo humano.

Eu acho que o tipo humano também vai se verificando não só no que diz respeito aos hábitos, mas também ao uso da capa. E não só isso: vai aparecendo um tipo humano também feminino --é verdade [Aplausos]-- de gente que não faz concessão à Revolução em matéria de modas, que se veste de uma certa forma (1), que tem uns tantos modos de ser, que eles começam a olhar assim e dizem:

-- Mas o que é isto?

Isto é algo que vai permitindo que a obra dele vá fazendo apostolado no silêncio. É passar pela rua.

É o que o Sr. Dr. Plinio queria (2). Ele queria que nós chegássemos a essa situação: que um correspondente e esclarecedor único que existe na cidade, quando passasse todos cochichassem: "Olha, aquele ali é da TFP, aquele ali é da TFP".

O fato desse outro ter dito a respeito dos eremitas, uma passada só dos eremitas na cidade, já faz com que os correspondentes da cidade sejam vistos com outros olhos:

-- Esta aqui é ligada àquela gente lá. Lembra daquela batina, aquela coisa com aquela cruz aqui? Está lembrando?

-- Ah, sei.

-- Pois é, eles são ligados a essa gente aí.

-- Ah, sei, sei, sei.


(Sra. -: Sr. João, será que esse tipo feminino vai ficar delineado antes do "Grand-Retour", ou só a "Bagarre" é que resolve?)


Nós amanhã temos textos em que o Sr. Dr. Plinio se refere a isto, se refere aos correspondentes e esclarecedores, e ele faz um prognóstico para o futuro. Vamos deixar para amanhã.


(Sra. -: Sr. João, o senhor foi explicando para a senhora aqui que o exagero é sinal de amor.)

Não, não sou eu que digo isso, quem diz é São Julião Eymard.


(Sra. -: Agora o senhor compreende porque é que a gente fica tanto querendo ficar junto do senhor?) (3)

Não, porque aí acho que é um exagero a meu ver de mau gosto. Por isso é que eu vou fugindo. [Aplausos](Cfr. segunda reunião do simpósio para CCEE, 1/6/96)



Comentários:

  1. Faz parte do impacto causado pelo tipo humano TFP sua vestimenta. É verdade. Só que os joaninos, mais ou menos a partir de fins de 1998, fizeram uma concessão à Revolução em matéria de modas, pois começaram a aparecer nas ruas em mangas de camisa e com o colarinho aberto, como esse padre que JC mencionou acima.

  2. JC toma a iniciativa de falar do apostolado feminino e incentiva a constituição de uma “tfp” feminina, dando a entender que é algo que se insere na “obra” de Dr. Plinio e é querido por Dr. Plinio.

  3. Movidas pelo “amor”, as joaninas gostam de ficar junto a JC.


4. Vocação de nós --mulheres-- na TFP, na luta RCR e na Bagarre


Reunião para CCEE mulheres, 23/6/96:


Esta senhora me pergunta --e é uma boa pergunta-- o seguinte, nós entramos para a TFP e ouvimos falar em Revolução e Contra-Revolução, ouvimos falar de pecado de Revolução, ouvimos falar em sentimentalismo. Mas que ela não sabe explicar bem o que seja um pecado de Revolução, no que é que consiste o pecado de Revolução. E no que é que consiste o sentimentalismo. O sentimentalismo é um pecado de Revolução?


*


Palavrinha” para mulheres CCEE, 16/6/96:


Nós somos chamados à virgindade. (...) Eu compreendo perfeitamente o que é castidade, ou então eu compreendo perfeitamente o que é a virgindade. Compreendendo, eu vejo que isto é tão de acordo com Deus, eu vejo que isto é tão de acordo com a minha vocação, eu vejo que isto é tão de acordo com aquilo para o que eu sou chamada (...). Às vezes a gente se pergunta: "Qual é o papel nosso? Qual é o papel nosso?".

Papel extraordinário. Nosso papel, antes de tudo, é de manter a virtude da pureza de uma forma ilibada. Mantendo a virtude da pureza de uma forma extraordinária, nós estragamos a obra da Revolução.

Nós temos muito que fazer, e este muito que fazer está em nós praticarmos essa virtude em grau heróico. Essa virtude praticada em grau heróico leva todas as outras virtudes para o grau heróico também.


*


Reunião para mulheres CCEE, 23/6/96:


Cada uma de nós é chamada a ser santa de altar. (...) é preciso que nós sejamos santas.

*


Reunião para CCEE, 27/4/97, na Espanha:


Eu não vejo que o papel dos correspondentes na Bagarre seja muito diferente do dos membros do Grupo. [Aplausos] Nós todos somos chamados à mesma vocação.

Alguém dirá:

-- Não, mas eu sou mulher!

-- Mas em quantas e quantas batalhas houve mulheres que fizeram devastações...!

Sobretudo sendo uma correspondente espanhola! Napoleão teve muita dificuldade aqui na Espanha, com as mulheres, hein! De maneira que não vejo a diferença entre correspondente e membro do Grupo durante a Bagarre: será o mesmo. [Aplausos]

Não há diferença, e nós temos todos que combater juntos o mal. E vejam que as batalhas, durante a Bagarre, vão-se tornando cada vez mais intensas e crescentes, até o momento em que nós teremos que lutar contra o demônio. E esta luta contra o demônio será uma luta tão terrível que aí vale a atividade de todos. E valerá também, portanto, a contribuição dos homens e das mulheres, porque contra o demônio combate o homem e a mulher também.





D. Também dá para ir dirigindo a vida espiritual das afilhadas - As moças tem Tau


Falando para as moças de Fiducia, JC trata das caraterísticas da ação do demônio sobre uma pessoa que está progredindo na vida espiritual --dúvidas, depressões, tristezas, amarguras--, bem como dos escrúpulos. E disse:


Então eu vinha trazendo esse princípio de vida espiritual para essas afilhadas, para ajudá-las a subir mais na vida espiritual e para ajudá-las a evitar que o demônio atrapalhe.

(...)


(Sra. ...: Sr. João, quando a gente tem aridez, nós devemos pedir ou agradecer a aridez?)

A gente deve pedir a consolação.

(Sra. Grasiela: A gente pode pedir a consolação?)

Pode, pode, pode.


(Sra. Grasiela: Ah, pode pedir para afastar a aridez?)

Pode.

(Sra. ... : Mas, não é mais meritória a aridez?)

É meritória, mas, às vezes, a gente não agüenta, não é?

(Sra. ... : Mas, Deus sabe se a gente vai agüentar ou não, não é? Ou, Ele vai dar se a gente pedir?)

Se a gente pedir acelera a hora da consolação.

(Sra. ... : E nós não devemos pedir o sofrimento?)

Desde que seja inspirada. Se for inspirada para isso, deve.

(...)


(Sra. Grasiela: Padrinho, só para incluir na resposta, os "flashs", um dia meu [inaudível] (1) disse assim, "com o que você tem mais flashs é a sua vocação". Isso também entra? Assim... para a gente saber a vocação?)


Em geral os flashs estão muito mais ligados à vocação, e estão ligados também à luz primordial.Vocação é o genérico, ou seja, é para o que todas nós somos chamadas. Cada uma de nós é chamada a lutar contra a Revolução, a seguir o Senhor Doutor Plinio, a ter o Senhor Doutor Plinio como fundador, e portanto, essa é a vocação genérica nossa. E de agir na sociedade temporal (2). E é o que fazem, é o apostolado de visitas, apostolado aqui, apostolado lá, apostolado acolá. Ou aqui abrindo cartas e não sei quanto. Essa é a vocação.

Agora, luz primordial é aquele ponto de Deus, aquele aspecto de Deus que eu sou especialmente chamado, só eu e mais ninguém, dentro da vocação.

Agora, o Fundador tem, enfeixa todas as luzes primordiais nossas, então nós encontramos no fundador o alimento para a nossa luz primordial.

(Sra. -: E o Tau? É só para homem, Sr. João?) (3)

(Sra. -: Padrinho, outra coisa que também falam é assim: "Nossa, o Tau daquele senhor é enorme, depois tem o príncipe do Tau, e depois não sei o quê". Qual a diferença de "Tau"? Todas nós temos "Tau", não é?)


Olhe, eu vou dizer o seguinte. O Senhor Doutor Plinio deu uma definição de Tau e que eu depois completei de uma forma mais precisa (4), pelo menos para meu uso.

O Senhor Doutor Plinio dizia que o Tau é o sinal de inconformidade contra a Revolução; o Tau é sinal posto no fundo da alma que é uma indignação em relação à Revolução.

Isso para mim era um pouco em tese (...).

Então, eu fui aprendendo que Tau é capacidade de admiração em relação ao Senhor Doutor Plinio. Quando se tem muita admiração, muita abertura, muita apetência, muito entusiasmo pelo Senhor Doutor Plinio, tem-se muito Tau. Quando não se tem, tem-se pouco Tau (5).


(...)


(Sra. -: E um que eu queria que o senhor desse assim... é que nós estamos ouvindo a fita das meditações (6). Quando o senhor fala sobre os apóstolos, e o amor a Nosso Senhor Jesus Cristo. O senhor podia contar um pouco assim, numa reunião, só sobre o amor a Nosso Senhor Jesus Cristo?)


(...)


(Sra. -: Padrinho depois o senhor me dá aquela bênção que eu pedi para o senhor.)


(Sra. -: Padrinho, minha cruzinha.)

Pronto, agora nós temos que ir embora.(Cfr. Palavrinha para Fiducia, Confidencial, 29/7/96)


Comentários:

  1. Meu ... o quê? Meu senhor sacral JC?

  2. Quer dizer, as moças tem vocação de pertencer à TFP.

  3. No texto não aparece a resposta de JC. Provavelmente ele respondeu com algum gesto ou movimento da cabeça.

  4. Pelo menos no tocante à definição do que é o Tau, JC complementa o que Dr. Plinio explicitou, e é mais preciso. Superou a Dr. Plinio portanto --pelo menos nessa matéria.

  5. Se se admite essa definição, a rigor uma moça pode ter Tau, e até mesmo muito Tau: basta que tenha “entusiasmo” por Dr. Plinio. Note-se que quem determina o grau desse “entusiasmo” é JC.

  6. As moças tem acesso às fitas das “meditações” que JC costuma fazer ao final dos retiros.





E. Também dá para ir fazendo votos e preparando a consagração a “Nossa Senhora” como escravas


Palavrinha” durante um Retiro de moças, Miracema, “Confidencial”, 25/7/96:


A Sempre Viva é uma instituição fundada por ele, Senhor Doutor Plinio, e que teve apenas um flash, deu apenas para ter uma idéia. Mais ou menos como alguém que risca um fósforo de artifício, vê aquele fogozinho bonitinho, extraordinário, encantador. Mas, aquilo o que é?

É nada perto de um fogo que sobe e que ilumina o céu inteiro, etc.

Este fogo de artifício que virá no Reino de Maria chamado SV, esse fogo extraordinário nós não conhecemos senão vislumbres. Nós deveremos ter como núcleo central, evidentemente, a ordem primeira. Depois, também, dentro desse núcleo central, eu acredito que haja uma ordem segunda; depois, acredito que haja uma ordem terceira... [Aplausos]


*


Palavrinha” I, para as moças durante retiro em Miracema, 26/7/96:


Bem, eu, infelizmente não trouxe o hábito...

(Da. Angela Tomé: O senhor não trouxe o hábito?!)

Não, porque eu vim para descansar (1). E em segundo lugar, eu vou ter que ir embora no domingo de manhã.

(Da. Angela Tomé: Ué, o senhor vai ter que ir embora?!)

Sim, porque eu tenho de fazer encerramento de um encontro dos neocooperadores, à noite. Então eu vou embora domingo de manhã e não estarei aqui no final do retiro.


(Da. Angela Tomé: Mas o senhor já melhorou?)

Já melhorei bastante, sim.

(Da. Angela Tomé: Foi rápido, não?)

Foram horas rápidas. E espero encontrá-las em São Paulo quando voltarem.


(Da. Angela Tomé: E como é que nós fazemos? Nós encontramos o senhor em São Paulo dia 30, terça-feira?)

Sim, eu acho que sim.

(Da. Angela Tomé: À noite? Sr. João, é melhor o senhor marcar certo o horário de chegar, porque nós temos que sair daqui na terça...)

Terça-feira cedo, não é?

(Da. Angela Tomé: Então, dependendo do horário que o senhor marcar ... (2) Estava calculando a gente saindo às sete daqui, com o nosso horário habitual de viagem (3), chegamos lá às seis e meia.)


É uma boa hora. Chegam cansadas da viagem...

(Não poderia ser dado o encerramento aqui, Sr. João?)

Mas é que eu tenho que ir embora domingo, esse é que é o problema.

(O senhor deixa encerrado. [Risos])

Encerrar antes de encerrar, é meio... [Risos]


(Mas lá em São Paulo dá perfeitamente para...)


Não, não é preciso ir a São Paulo para isso, não. [Risos]Está bem, eu as deixo.

(Da. Angela Tomé: Então, pode marcar na terça-feira, seis e meia, sete horas assim? Se nós nos atrasarmos um pouquinho, o senhor espera?)


Sim, claro.

(Da. Angela Tomé: Porque às vezes, essas viagens assim podem ser imprevisíveis. E daí então, lá se faz os votos e tudo?)

É (4), eu não tenho muito tempo nessa terça-feira, porque eu tenho Saúde à noite.


Comentários

  1. Foi a Miracema para “descansar” e aparece num retiro de mulheres?

  2. JC determina os horários que as moças devem observar.

  3. As moças já fizeram tantas viagens para o Norte Fluminense --só para retiros?--, que já tem um horário habitual de partida.

  4. O encerramento, a coroação do retiro consistia em as moças fazerem votos --não apenas um voto, mas vários-- “e tudo” --consagração como escravas?. O ato seria realizado em presença de JC e sob sua presidência. Não se sabe se os votos seriam a ele.


*

Palavrinha” II, retiro de moças em Miracema, 26/7/96:


Tem sido difícil ou tem saído...? Para as mais novas como é que é? Vai?

([Ininteligível] )

Tem umas mais complicadas, não é? Muito bom. Valeu a pena ter vindo aqui, não valeu?


([Ininteligível])

Está valendo a pena, aliás. Depois, elas foram de uma generosidade extraordinária porque saíram daqui e deixaram a casa.

(...)


(Quando a gente está em movimento e pensa que tem que agüentar quinze dias sem falar nada, a gente pensa que não vai conseguir agüentar. Mas, depois, a gente vê que faz muito bem. Quinze dias é pouco.)


(...)


(A gente tinha vontade de eremizar-se também.)


É isso, exatamente.

(...)


(Da. Ângela Tomé: Sr. João, me lembro quando o senhor disse quando nós pedimos retiro pela primeira vez, o senhor tinha medo que nós ficássemos muito apegadas à idéia de ser camaldulense.) (1)


[Risos]


Ahahah! Dá vontade sim, dá vontade. Dá vontade de abandonar tudo e...


(Estava lendo um pouquinho a apostila sobre a vida eremítica, não é? Gente, mas que coisa mais encantadora! [ininteligível] que coisa magnífica!) (2)


Hoje é um dia que não tem fitas, não é isso? Ou não?


(Da. Ângela Tomé: Tem, mas é só uma. Então é apostolado, vida interior, D. Chautard.)


(...)


(E o auge da união a gente vê que é a Sagrada Escravidão, não é? Nossa alma voa em direção a isso.)

Não tem dúvida, é feito para isso (3). Ótimo, eu não quero atrapalhar demais o recolhimento aqui.


(...)


(Da. Ângela Tomé: Sr. João, o senhor não poderia vir aqui para dar comunhão para nós?)

Não tem vindo o Padre Gervásio? (4)

(Da. Ângela Tomé: [Ininteligível] )

Ontem eu tive que dar comunhão aqui, porque o Padre Gervásio foi embora de manhã, sobraram uma série de pessoas para... Havendo oportunidade eu venho, não tem dúvida.


(Da. Ângela Tomé: Porque [ininteligível] não quebra absolutamente o nosso recolhimento. Se o senhor viesse nos dar comunhão, um dia antes ou depois, uma palavrinha ou uma coisa assim, se o senhor achar...)


O meu receio é quebrar o recolhimento.

(Da. Ângela Tomé: Não, mas é palavrinha só com o senhor.) [Risos]


Ahahah! (5)


(Oração da noite.)(Da. Ângela Tomé: Oração da noite é tarde, são dez horas, Sr. João. Às vezes o senhor quer deitar cedo ...) (6)


Depende dos horários lá, tem jantar, é meio complicado. E depois já estão todas gravadas.

(Da. Ângela Tomé: A de hoje acho que não vai ter porque a de hoje deve ser vida eremítica. [ininteligível] oração da noite for vida eremítica para nós... podemos... com vistas ao futuro...) [Risos]


Comentários

  1. Quer dizer, as moças também entraram na moda dos retiros joaninos. Já houve um primeiro. Este último foi de 15 dias, e elas o consideraram curto.

  2. Durante o retiro, JC pôs ao alcance das moças apostilas sobre vida eremítica. Evidentemente, ele não tinha o intuito de incentivar nelas a eremização ...

  3. Para o retiro das moças, JC também liberou as reuniões sobre a Sagrada Escravidão, com o intuito de fazer delas escravas de “Dr. Plinio”?

  4. Quem estava presidindo o retiro? Não era o Padre Gervásio. Então seria a “senhora” Angela Tomé? Algum eremita de São Bento?

  5. Angela Tomé pede a JC uma “palavrinha” a sós, e JC ri.

  6. Angela Tomé sabe que JC às vezes quer deitar cedo e às vezes tarde.


*


Palavrinha” III, retiro para as moças, em Miracema, 26/7/96:


Podemos entrar na igreja para poder rezar um pouquinho, não é isso? Assim a gente se prepara para a comunhão.

(Sra. ... : O senhor quer que canta, Sr. João, na hora em que o senhor estiver rezando?)


É bom lembrar que quando Dr. Plinio estava entre nós, às vezes, enquanto ele orava na capela, o coro cantava.


*


Palavrinha” IV, no final do retiro para as moças, em Miracema, 27/7/96:


(Sra. ... : Sr. João, [ininteligível] o senhor podia falar um pouquinho sobre a castidade e a importância da castidade. E também as obrigações de quem faz esse voto. Se o senhor podia falar um pouco disso.)


Não é um voto propriamente. Porque a palavra voto é reservado à promessa feita a Deus de forma oficial e, portanto, um voto religioso, feito por uma religiosa.O que nós fazemos propriamente é uma promessa de castidade perfeita, ou então promessa de virgindade.

(...) Evidentemente que o casamento de si é um ato legítimo, é assistido pela Igreja como um sacramento. Mas, algumas de nós sentimos a vocação ao celibato e portanto, não queremos entrar pela via do casamento.Agora, o não entrar para a via do casamento já traz de si --pelo simples fato de a gente tomar essa deliberação-- méritos extraordinários, méritos magníficos.

Mas além disso eu acrescentar uma promessa feita segundo o segundo mandamento da lei de Deus, de não entrar pelas vias do casamento e portanto, manter-me virgem, isto traz para mim méritos extraordinários.

(...) ... elas têm já a promessa para assinarem?

(Sra. ... : Sim, já está tudo certo.)

Então eu acho que nós deveríamos... porque não podemos atrasar a Missa, nós deveríamos... as que não fizeram ainda, quem são? As duas? Três, quatro, não é? E as que já fizeram, renovem. Mas irem lá e fazerem a promessa antes do começo da Missa.

(Sra. ... : Porque o senhor não assiste a Missa conosco, Sr. João?)

Infelizmente eu tenho que assistir a Missa com...

(Sra. ... : Duas Missas, Sr. João!)

Eu tenho que ir embora, o que é que eu posso fazer, ahahah! Eu era para ter vindo muito mais cedo, mas o Pe. Antônio me fez uma visita e ficou comigo até esse momento.


([Inaudível] uma palavrinha para nós quatro, nem que seja cinco minutos?)

(Da. Ângela Tomé: Cinco minutos para cada uma...) [risos]


Ahahah! (1). São vinte minutos que ele fica esperando para celebrar a Missa, ele deve ter horário de almoço, deve ter horário de mil coisas aí...


(...)

([Inaudível])

O que é que tem aqui? [O Sr. João lê um bilhete.] Aconselho pedir. Isso aqui já está dado há muito tempo, o pedido de baixo aqui.

(Sra. ... : Está bem.)

Só posso oscular um lado da fotografia aqui (2).


([Inaudível].)

Sim.

(Da. Ângela Tomé: Sr. João, enquanto o senhor faz a dedicatória posso [ininteligível].)

Pode.


(...)


(Da. Ângela Tomé: Sr. João, dá para ela então uma invocação de Nossa Senhora.)

Uma invocação de Nossa Senhora, Consolatrix Afflictorum.


(Sra. ... : Eu só quero uma jaculatória para conservar a virtude da castidade em alto grau.)

Então, Virgo Fidelis.

(Sra. ... : E para mim, Sr. João?)

Mater Divinae Gratiae. Mater Castissima.

(Sra. ... : Já que nós não vamos poder outro dia, nós podemos renovar a consagração hoje, agora na hora de fazer os votos?)

Sim, mas nós não podemos fazer o Pe. Gervásio esperar demais, ouviu?

(Sra. ... : Quarta-feira o senhor está muito ocupado lá em São Paulo?)


Vamos ver, me telefonem que a gente...

(Sra. ... : O senhor vai atender a gente?)

Num certo dia aí.

(Sra. ... : Nós temos perguntas para fazer para o senhor.)

Vamos dar um jeito.

Comentários

  1. Propõem a JC ficar 5 minutos, com cada uma das moças, e ele ri?

  2. No outro lado da fotografia, quem é que aparecia? Não será ele próprio? Quer dizer, as moças apresentam a ele fotografias dele, para serem osculadas por ele?


*


Palavrinha” em Miracema, 27/7/96:


(Coutinho: Agora, o Sr. Dr. Plinio falava de uma obediência "maior", como deve ser essa obediência que a gente não pode fazer no sentido que a gente gostaria, mas ter uma obediência mais alta em que a gente pode ter com alguém que a gente deseja. O senhor podia dizer algo sobre isso?) (1)


Essa obediência maior está em a gente amar tanto, admirar tanto, se entusiasmar tanto, se enlevar tanto, que a obediência como de si não custa. É o que o Senhor Doutor Plinio dizia que é a essência da Sempre Viva. A essência da SV está neste enlevo.Enlevar-se, enlevar-se, enlevar-se a ponto de na hora de ter que obedecer não custar nada. Por quê?

Porque o enlevo nos transformou tanto, o enlevo nos aliviou tanto, nos arrebatou tanto e que quando a ordem for dada, aquela ordem que foi dada já está cumprida, porque ela foi cumprida por amor.


(Existe uma coisa nos Cântico dos cânticos que é algo assim: "Nós correremos atrás dos servidores", tem uma coisa assim...)

O Cântico dos cânticos está cheio de coisas lindíssimas, mas lindíssimas de coisas assim. "Atraí-nos e correremos atrás de vossos perfumes." Então aí está. Bem, mas existe também no Cântico dos cânticos um princípio: fugit...

(Esse aí ninguém conhece, Sr. João!)

(O "fugit" foi com o Senhor Doutor Plinio para o Céu, Sr. João!)


Comentários:

  1. O clérigo Coutinho refere-se a JC.


*


15 de agosto de 1996, “aniversário” de JC. Algum tempo depois da Missa que foi celebrada no ANSA, houve uma cerimônia de consagração das moças a “Nossa Senhora”, “através” das mãos do pró-homem. Elas tocavam com a mão o rosto dele, o colo, etc. Ele disse que, assim como os elos da corrente do hábito estão unidos, assim deviam estar elas e ele unidos. Elas lhe obsequiaram uma corrente de ouro.


*


Palavrinha” para mulheres CCEE, 16/6/96 - JC lê e comenta textos teológicos sobre a virgindade:


(...) E esse puríssimo e fortíssimo amor de Deus e das almas vem a ser o princípio de uma paternidade e uma maternidade espirituais de grande elevação.

Porque é aqui que vai haver a fecundidade do apostolado, é aqui que nós vamos conseguir fazer as visitas renderem. As visitas só vão render em função disto.


Basta para compreender, recordar as palavras de São João Evangelista a seus filhos espirituais. Nosso Senhor havia dito aos seus Apóstolos: "Filhinhos meus, por um pouco de tempo eu ainda estou convosco". São João diz a seus discípulos: "Filhinhos meus, eu vos escrevo estas coisas a fim de que não pequeis (...)

Filhos? Claro! Porque era um resultado do amor dele a Deus.É o que Deus quer de nós. Para que nosso apostolado seja fecundo, é preciso que nós pratiquemos em alto grau a virtude da pureza, porque é na virtude da pureza que eu vou amar a Deus, vou amar à vocação, vou amar aos meus fundadores com amor puro, com amor perfeito. É deste amor que vai resultado o efeito no apostolado depois.

Esta maternalidade espiritual compensa largamente a maternalidade temporal que a pessoa renunciou ao não casar-se.

Vejam aqui [foto de Dr. Plinio] um que não se casou. Quantos filhos e filhas ele tem? Eu vou parar por aqui porque é tanta coisa.

(Todas: Não!)


(...)

Alguma pergunta mais? As pequenas não fizeram perguntas (1).


[Risos]


(...)


Quando será a próxima [reunião]? Aí vai depender do Sr. Glavan, vai depender dos horários de todos aqui, vai depender das nossas andanças. Mas escolham um tema para a próxima, assim como escolheram para esta.

(Sra. Ângela: Obediência.)

Mas obediência para umas pessoas que não levam uma vida comunitária fica meio... (2)

Comentários:

  1. As “pequenas” ou são moças adolescentes, ou são crianças mesmo.

  2. Depois de ter falado da castidade, pedem para que JC fale da obediência. Só falta que desenvolva o tema da pobreza, para que as premissas para a constituição da ordem religiosa feminina estejam postas. JC estaria disposto a falar da obediência se as ouvintes levassem uma vida conventual.





F. Também dá para ir levando vida de “êremo”


1. “Santa franqueza” para moças


Grafonema de notícias”, distribuída pelo S.Bento-Praesto Sum meio por debaixo do pano, a respeito da viagem que JC, bem com o coro e a fanfarra, fizeram a Miracema, em maio de 1996:


Depois dos eremitas terem ido embora, os correspondentes pediram uma palavrinha. Nessa palavrinha pediram para o Sr. JC fazer uma santa franqueza, dizendo qual o defeito que elas teriam que combater daqui para frente. O Sr. JC fez um tal raio “X” que todas elas não conseguiram conter as lágrimas! Dizem que foi uma coisa realmente impressionante!


O relator não esteve presente nessa ocasião. Também não os eremitas. JC esteve só com as correspondentas. Elas lhe pediram uma “santa franqueza” e ele atendeu o pedido. A “santa franqueza” é um costume que só se pratica entre eremitas.





2. Cerimônias em homenagem a JC, emulações entre as “eremitas”


Palavrinha confidencial” para as moças de Fiducia, 17/7/96:

Proclamação: Dia 16 de julho, dia de Nossa Senhora do Carmo. Ah, quanta coisa isso nos lembra!

Eis que ainda muito jovem, conhecestes na Igreja do Carmo o homem que tanto esperavas, aquele homem bom: "Então este é o homem santo, profeta, fundador do Reino de Maria!" (1).

Eis que se realizou o que tanto esperavas, o que pedias com insistência com trinta ave-marias todas as noites.

E se Deus inspira os bons desejos, não nos inspira irrealizáveis: entregou-se a este homem por inteiro e foi um de seus mais amados filhos.

E eis que depois de quarenta anos de convívio sacral, este homem parte. Parte para onde vê a Deus face-a-face, parte para onde, com mais fortaleza, continua a lutar pela Causa de Maria, pela continuação de sua grandiosa vocação: a derrota da Revolução.

Se nosso Fundador (2) não está entre nós fisicamente, podemos discerni-lo nesse filho que foi por ele tão amado (3). E o que é mais precioso: vemos o pai e a mãe no filho (4).E eis que novamente nosso Pai e Fundador mostra sua bondade, trazendo esse filho para junto de nós (5). Que felicidade a nossa!


[Cantam a música "Quanno Nascette Ninno" adaptada] (6).As palavras são muito bonitas, muito afetuosas, muito carinhosas, mas elas ultrapassam a realidade, elas vão além daquilo que a realidade mostra.


(Sra. ... : A gente não acha.)


Em todo o caso a gente permite que alguns exageros sejam cometidos aqui, lá e acolá (7). O cântico é muito bonito, a adaptação da letra está bem feita, está bem encaixada, a letra é que são elas. Tirando a letra na sua substância, a forma está perfeita, a melodia está bem cantada, as vozes estão afinadas.


(Sra. ... : Padrinho, mas o que é que é o amor sem o exagero?)

O amor sem exagero é o amor real. [Risos]. Eu, infelizmente, não vou ficar muito tempo aqui (8).

(Sra. ... : Uma hora e meia só.)Não. O primeiro lugar ao qual eu vim depois de sair da cama foi aqui. Até ontem ainda estava na cama. Hoje saí da cama e vim aqui para estar ...

(Sra. ... : O senhor já teve febre?)


Tive um pouquinho ontem, hoje não. Mas muito pouquinho, 37 graus. Eu sinto que hoje não vou ter febre. Sobretudo depois de ter estado com essas afilhadas aqui é certo que a febre não vem (9).O que eu queria aproveitar a ocasião que me é dada de estar aqui junto a várias --não todas, mas várias-- é de tocar num ponto muito especial, que é o seguinte:

Às vezes acontece de me mandarem uma foto dentro de um envelope, e dizendo: "Podia-me fazer uma dedicatória?"

A gente olha para a foto, pensa na pessoa e diz: "Eu vou por aqui uma dedicatória, um título, que faria com que a destinatária gostasse muito". Então a gente põe: "à superestimada afilhada", vamos supor. Aquela foto é fechada no envelope e vai embora (10).

Às vezes a gente está no meio de uma escada qualquer, no meio de várias outras fotos que pedem: "O senhor ponha uma assinatura aqui. Não, não precisa nem por dedicatória, basta por um risco, um traço ou coisa, que o valha que já está tudo perfeito". A gente põe lá: “estimada fulana, estimada sicrana, estimada afilhada”, para aquilo ir depressa.

Aí uma pega a fotografia... Nós aqui, não, eu vou dizer que em geral as enjolras, em geral as senhoras, não estas aqui, são muito comparativas.

Então uma pega a fotografia e vai comparar com a da outra:

-- Escute, por que super aqui e para mim não tem super? Como é que é isso? Então eu não sou super? (11)Pode acontecer, não pode?


(Sra. ... : Pode.)


Podendo acontecer, eu queria dizer isso: que não se preocupem às vezes com os termos de uma dedicatória, porque o que é que se pode fazer? às vezes é uma dedicatória feita às pressas.

Às vezes acontece isso: por uma razão qualquer a gente é obrigado a telefonar para uma afilhada e telefona (12):

-- Olhe, Fulana, tal coisa assim e assim.

A afilhada põe o telefone, está contentíssima (13), e liga para Sicrana.

-- Ele me telefonou, o padrinho me telefonou!

Essa segunda telefona para uma terceira e diz:

-- Está vendo, telefonou para ela, mas não telefonou para nós.

Como é que pode o padrinho telefonar para tudo quanto é afilhada ao mesmo tempo? Não dá.

O às vezes acontecer algo em relação a uma não significa que as outras foram esquecidas. Mas, como pode acontecer do demônio tentar uma ou outra no que diz respeito a comparação, então esta recebeu isso, aquela recebeu aquilo (14) ... Tudo o que me pedem eu dou (15), acontece que uma pede uma coisa eu dou uma coisa, outra pede outra coisa eu dou outra coisa.

(...) Não parte do padrinho nenhuma ação que entre em detrimento das outras, toda são estimadas. (...) Todas são superestimadas.(...)Outro dia me aconteceu isso:Eu estava esperando uma ligação, vi a linha piscando, porque é uma linha que fica piscando, eu disse: "Essa aqui é a minha ligação". Entrei e era a Isa e a Erika, eram as duas (16).

-- Nossa, é o senhor na linha?

-- Sim, sou eu mesmo.

-- Não é possível (17).

Então uma em cada telefone contentíssimas.

-- Eu vou dar um conselho. Peçam sempre a Nossa Senhora tudo o quiserem.

-- Mas o exemplo está no que aconteceu agora. Nós rezamos dois terços para pedir para falar com o senhor (18). Acabamos de rezar os dois terços, ligamos, o senhor atendeu (19).

Elas ligam para a Alice, vamos supor, a Alice encontra o Sr. André Dantas, e diz:

-- Puxa, a essas duas ele atende diretamente, a eu aqui me põe o Sr. André Dantas no meio do caminho.

Cuidado: nunca levem em consideração um fato concreto e daí tirem conclusões erradas.

O fato concreto é: mandam pedir uma caixa, eu dei uma caixa; outra me pediu uma sineta, eu dei uma sineta (20).

De repente uma vem e diz:

-- Eu ganhei essa caixa.

-- Ah! Ah! Eu ganhei essa sineta.

Aí a que ganhou a caixa pensa: "Por que é que ele deu a sineta para ela e deu a caixa para mim".

Está claro isso?


(Todas: Sim.)


Não comparar-se nunca a respeito de nada, porque as comparações nos levam à ruína. (...) Bem ...


(Todas: Não.)

Não, eu tenho umas coisas para distribuir aqui, uns pedidos, umas fotografias.Comentários:

  1. Trata-se de uma espécie de proclama-saudação, dirigida a JC pelas moças, “ad instar” das proclamações que outrora os eremitas faziam a Dr. Plinio, e que se refere ao dia em que JC conheceu a Dr. Plinio. A pessoa homenageada não é Nossa Senhora do Carmo, nem Dr. Plinio, mas JC.

  2. As moças consideram a Dr. Plinio “nosso Fundador”. “Fundador” do que? Da ordem religiosa feminina? O Leitor perceberá que JC não corrige essa expressão ao longo de toda a “palavrinha”. Portanto está de acordo.

  3. Alusão à reunião da Comissão Americana de 31/7/89, na qual Dr. Plinio disse que, após sua morte, competiria a nós discernir sua presença.

  4. As moças vêem em JC uma espécie de encarnação de Dr. Plinio e de Dona Lucilia, simultaneamente. Enquanto tal, vêem nele alguém que é mais do que Dr. Plinio.

  5. Dr. Plinio mandaria um filho dele ficar junto a um grupo de moças? Qual é a concepção que essas moças tem de Dr. Plinio? E quem inculcou essa concepção na cabeça delas?

  6. No texto não aparece a adaptação dessa canção natalina. Houve portanto um corte. O que leva a conjeturar que as moças teriam feito elogios a JC, comparando-o ao Menino Jesus.

  7. O “falcão”, o “intransigente”, o “ardito” JC não corta pela raiz esses elogios “exagerados” à sua pessoa, mas comprazido os permite.

  8. Ele gostaria ficar muito tempo entre as moças.

  9. Estar junto às moças, faz bem para a saúde de JC.

  10. Não fica inteiramente claro se se trata de fotos das moças, ou de fotos de JC, que elas enviam para ele escrever uma dedicatória. Também não fica claro se os envelopes delas a ele, e dele a elas, circulam pelo “malote” interno.

  11. Ou seja, entre suas “afilhadas” --inclusive as casadas-- existe uma emulação a respeito de qual delas é tratada com maior afeto por JC.

  12. Então, às vezes, por uma razão qualquer, JC toma a iniciativa de telefonar para suas “afilhadas”.

  13. O que é que JC lhes dirá nesses telefonemas, para que elas fiquem contentíssimas?

  14. Entre as moças e senhoras há emulações, competições, rivalidades, no fundo zelos, no que diz respeito ao relacionamento com JC.

  15. JC é mais generoso em relação aos pedidos feitos pelas moças --pois atende todos-- do que em relação aos pedidos feitos por membros do Grupo --pois só atende alguns.

  16. Apenas pegou o fone, identificou na hora às interlocutoras. Quer dizer, JC está familiarizado com a voz dessas moças.

  17. As moças ouvem 3 ou palavras de JC, e imediatamente experimentam uma espécie de deslumbramento místico.

  18. As moças recorreram à mediação de Nossa Senhora para conseguirem falar com JC.

  19. JC faz propaganda de si próprio: para poderem falar comigo houve uma intervenção sobrenatural.

  20. As moças guardam aquilo como relíquia de JC.





3. Alardos, brados, campanhas, orações em comum, “vacare Deo”, silêncio, futricas


Depoimento do Sr. Adriano Ribeiro, 6/2/99:


(...) foi um encontro casual, porque eu estava [em Santa Catarina], andando pela rua e uma moça estava num ponto de ônibus abordou-me: “o Sr. é da TFP?” Ela tem 13 ou 14 anos, se apresentou como uma moça que havia vivido certo tempo na casa da ACNSF, na rua Santarém. Falei-lhe então da TFP, do Conselho Nacional, do processo judicial movido contra a TFP pelos rebelados, expliquei o que eram os sócios fundadores, etc. Ela manifestou espanto com o processo, porque a idéia dela é que os diretores da TFP é que estão movendo processo contra eles, confiscando capas, estandartes, e agora as jaquetas. Por isso os rapazes estão andando com manga de camisa.

Perguntei sobre o programa que elas levam nessa casa. Disse que há despertar, alardo com vozes de comando: “eremitas atenção!”, “eremitas cessar!”, etc. Perguntei: “mas é eremitas mesmo?” - “Sim, elas se consideram eremitas”. Há até o "inimititias ponam". Tem o brado “Tradição, Família, Propriedade, Bagarre, Vitória, Plinio Corrêa de Oliveira, Lucília Corrêa de Oliveira, João Clá Dias”.

Depois elas saem para fazer campanha na rua. Situação muito desagradável porque são provocadas na rua, recebem mal. Ficou assustada em S. Miguel Paulista porque presenciou um tiroteio muito próximo.

Voltam para o almoço, descansam, consagração a São Miguel --o mesmo que se faz no São Bento--, tempo livre e silêncio. Mas que quase ninguém cumpre o silêncio. É muito comum saírem para dançar e cantar na rua em frente à casa. Disse isso quando perguntei se era verdade o que tinha escrito aquela pianista. Elas tem várias composições de músicas dizendo que vão matar os fumaças na Bagarre e a pianista será das primeiras. Tem uma [canção chamada] "Averte mala"; aí eu disse: perfecto ódio; ela: “sim, essa mesma”, elas cantam isso pensando nos Provectos.

Perguntei se tem reuniões do Sr. Dr. Plinio. Disse que não: só ouvem leituras de vida de santas e fitas de JC.

Vão com freqüência ao Eremo Praesto Sum onde fazem reuniões na "sala da castidade" (é o salão onde o Sr. Dr. Plinio despachava), e que antes dessas reuniões é muito comum as moças ficarem conversando com os eremitas, no pátio. Disse que as mais novas comentam entre si que "tal eremita é mais simpático que outro", etc. Conhecem os nomes de todos e já existem os santos entre eles.

Perguntei sobre o Eremo São Bento, se tem costume de irem. JC as proibiu dizendo que os vizinhos estão reclamando porque durante muitos anos lá só vivem rapazes e agora começam a ir moças. Estranharam muito e reclamaram. JC alegou isso para proibir a ida delas.

Ela se escandalizou quando viu que JC recebia moças, em conversa privada na Torre, por mais de uma hora, e que elas voltam dizendo: “ah!, ele viu a minha alma...”

Atualmente moravam na Santarém 32 moças, durante as festas de fim de ano. A idade vai de 10 a 40 anos... Vem de Colômbia, Espanha, Canadá. Uma mocinha estava chorando num canto, na noite de natal, porque estava fora de casa nessa noite. Era de Salvador. Disse que muitas das que estão ali são obrigadas pelos pais para virem, como, aliás, era o caso dela.

Disse que a grande parte dessas moças não tem autorização escrita dos pais para estarem aí, e tem ordem da superiora de não conversar com pessoas que fora que apareçam.

Há um ambiente de muito futrica: roupas, brincos, adornos etc. Passam o tempo todo falando da fumaça, uma coisa insuportável, uma obsessão, “precisa acabar com a fumaça”, etc. Fez menção que um grupo da Saúde mandou carta a JC reclamando do movimento das moças numa cerimonia de fim de ano, pediam que proibisse a correria etc. Mas que não chegou nenhuma resposta.

Todo mundo agora recebe hábito. O pessoal de Joinville, por ter conseguido uma chácara, ganharam o hábito como prêmio. E que as moças estão em vias de receber também, ela mesma já tinha recebido o broche.

Perguntei se faziam consagração a Nossa Senhora ou a JC. Ela: “eu fiz a Nossa Senhora, mas as outras, não sei, passei lá só dois meses”.

Ficou impressionada que falavam tão mal dos Provectos, elas estavam na Consolação e uma esbarrou voluntariamente no Coronel que estava com o telefone na mão. O Coronel juntou o aparelho e disse ao interlocutor: “desculpe, houve um acidente aqui”. Ela então percebeu isenção de ânimo no Coronel e isso fez contraste com o ódio que ela sentia e ouvia continuamente entre elas.

Perguntei o que desagradou a ela durante a estadia. Ela: “não gostei muito desse Sr. João”.

Entre elas o que circula é que o pessoal da TFP não comunga mais, não reza o terço, não freqüenta igrejas.

Comentou os ares que JC faz, poses, posturas que faz enquanto fala. Disse que o ambiente era tão tenso que ficou aliviada quando saiu. A superiora transmitiu recado de JC de que ela sendo uma moça muito pensativa, tinha problema de nervos e que precisava sair para se tratar...

Recentemente JC declarou que está muito cansado e como todo lugar tem TFP, o único lugar onde ele consegue descansar é Veneza ...

Disse que passam por dificuldades financeiras. A conversa se deu ha 15 dias. Eu já conhecia os tios dela. Os tios simpatizam com a TFP --a família está dividida-- e lamentavam que a sobrinha tivesse ido para a casa da Santarém. Disse que gostaria de visitar a Sede do Reino de Maria mas não tinha coragem de vir porque temia represália.





G. Também dá para ir fazendo campanhas nas ruas e acampamentos


Revista “Tradición Familia Propiedad”, da “tfp” chilena, ano 36, nro. 104, 1999, pag. 11:


Entusiastas atividades del sector femenino

Las “Custódias de la Virgen” (jóvenes integrantes del sector femenino de TFP Fiducia) también han desarrollado en los meses del verano diversas y variadas actividades, caracterizando-se éstas por su gran entusiasmo.

Los sectores de Estación Central, algunas iglesias de Santiago y la comuna de Las Condes, fueron recorridas por ellas difundiendo el mensaje esperanzador de la Virgen de Fátima (...).

Para llevar las palavras de la Santísima Virgen se contactaron directamente con el público (...).

Con el mismo entusiasmo que se desarrolla el contacto con el público, realizaron un acampamento en la zona de la cordillera cercana a Santiago.





H. Nas reuniões com as moças, o convívio é mais intenso quando não se lê textos de Dr. Plinio ou de Dona Lucilia?


Reunião para CCEE, Belo Horizonte, 3/8/96:


Vamos continuar conversando a respeito deste tema, daquele tema, de outro tema. Mas aí eu me pergunto: será que alguém não gostaria de levantar um problema, de fazer um pedido, de pedir que trate mais disto, mais daquilo, alguém que tenha uma curiosidade? Assim nós conviveríamos um pouco mais intensamente, desde que... Podia ser até uma jovemzinha (1). Pergunte quem queira, seja o que for, e assim nós mantemos este fio sem cortá-lo.

Porque se eu pegar um texto daqui e começar a tratar a respeito de uma temática, ainda que seja sobre a Sra. Da. Lucilia, ainda que seja sobre as características próprias do Sr. Dr. Plinio, eu receio que de repente um fio se vá embora.


Comentários:

  1. A julgar pelo que consta, não só nesta, mas em várias reuniões, JC tem um pendor especial, uma preferência pelas perguntas das moças mais jovens.





I. Fax e cartas das moças a seu fundador, modelo e meta


Trechos de fax que as moças --de diversas partes do Brasil --, enviaram a JC, durante sua estadia nos EEUU, em setembro de 1996:


Belo Horizonte, 12/9/96

Estimadíssimo e saudosíssimo Padrinho!

Salve Maria!

(...) Quanto desejo de estarmos juntos e de olharmo-nos! Quantas saudades! Parece já passada uma eternidade desde que nos despedimos em Cardoso Moreira ...

(...) Com o coração transbordante de saudades, osculamos-lhe as duas mãos com mil ósculos de veneração e pedimos-lhe muitas cruzinhas e bençãos. Misticamente queremos estar de joelhos junto do senhor para recebê-las. (...)

As afilhadas

In Plinio et Lucilia

Regina Helena e Juliane


*


Miracema, Festa do Santíssimo Nome de Maria [12/9/96?]

Padrinho tão querido!

Salve Maria!

(...) a que hora levantas? (...) a que horas dormes? (...) e que horas pensas nas afilhadas?

(...) Quando chegará tua vez de vir, querido padrinho? (...) Já estamos deveras com ciúmes desse pedaço de nosso continente [EEUU].

(...) Afilhados (1) e afilhadas de Miracema


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(1) Além das moças, também os moços joanistas tem ciúmes.

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Fiducia, 26 de setembro

Extremosíssimo e flashosíssimo santo Padrinho

Salve Maria!

Estamos ansiosas por vossa vinda!

(...) Queremos telefonar para o senhor, amanhã à noite, às 22 horas e media (...) Queremos ouvir a santa voz de nosso Santo Flash! E em breve, se Deus quiser, ver-vos

Ah, Padrinho! Só o convívio será possível nos arrancar da torre de marfim! (1)

(...)despedimo-nos genuflexas pedindo a benção e as cruzinhas!!!

Afilhadas de Fiducia


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(1) As moças referem-se aos aposentos de JC êremo de S.Bento.

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Fax para o Sr. João Clá

De: Da. Angela Tomé

São Bernardo do Campo, 27/9/96

Muitíssimo caro Sr. João

Salve Maria!

Graças a Deus os longos dias que nos separam estão se acabando e já começamos a contagem regressiva, aguardando o momento feliz de revê-lo. (...) uma demora maior provocaria um enevoamento de fervor entre algumas afilhadas. (...) Ontem conversei com a Julia (...) e fiquei um pouco inquieta com algumas coisas que ela me contou. Acho que precisamos conversar com o senhor pessoalmente quando voltar. Peço-lhe muito que reserve uma horinha qualquer para que juntos possamos conversar com o senhor (1).

Por outro lado, a Maria Agê (...) pede-me ela que transmita ao senhor o pedido de fazer promessa de virgindade em suas mãos. Ela deseja fazê-la no dia 3 de outubro. O senhor acha que será possível estar com ela alguns minutos, ao menos, neste dia? (2). A Michele e a Selma aguardam a mesma ocasião (...)

As saudades do senhor estão tomando todo o coração e já transbordam pelos olhos ... (...) Será que com toda a “poluição” daqui dará para termos ao menos uma reunião com o senhor? (3). Quero vê-lo longamente ainda que seja em público (4). Para as afilhadas, é claro, solicito pelo menos 3 reuniões na Fidúcia. Elas estão preparando uma pequena cerimônia de boas-vindas que, se dependesse do nosso bem querer, incluiria um “encadeamento” do padrinho junto a nós (5).

Estaremos hospedando neste fim de semana uma enjolras espanhola (15 anos) (6) (...)

Assistimos ontem ao video da reunião [do senhor] no Estate (...) Dias antes tínhamos assistido [trecho ilegível] em Roma, etc. Vejo que neste de agora o senhor está muito mais luminoso (...) (7).

In Jesu et Maria,

Angela

PS/ Ontem sonhei com o senhor (...)


Comentários:

  1. Angela Tomé, desempenha entre as moças o papel de “quidam”; informa a JC como está a vida espiritual delas, e pede a ele orientações. Dir-se-ia que entre ele e ela tocam o apostolado feminino “a 4 mãos”.

  2. No primeiro aniversário do falecimento de Dr. Plinio, uma moça faria uma “promessa de virgindade” nas “mãos” de JC, e ela estaria com ele “alguns minutos, ao menos” ... A sós? Parece que sim, pois não teria sentido recorrer a uma intermediária para aproximar-se de JC em presença de terceiros: a gente se acerca e está acabado.

  3. Quer dizer que, em lugares onde não estão pessoas “fumaça”, o relacionamento de JC com Dona Angela é mais frequente e desimpedido?

  4. Ainda que seja em público”? O ideal seria ver longamente a JC em privado?

  5. No que consistirá essa “cerimônia” de “encadeamento” entre JC e as moças?

  6. Portanto, menos de um ano depois do falecimento de Dr. Plinio, a “tfp” feminina já tem ramificações no Exterior. Aquilo vem sendo urdido há tempo e de modo subreptício.

  7. O que mais chamou a atenção da moça, não foi o que nessa reunião JC teria falado a respeito de Dr. Plinio, ou do texto de Dr. Plinio que JC costuma ler, mas a “luminosidade” de sua pessoa.


*


Miracema, 28 de setembro de 1996

Padrinho sacral e querido de nossos corações

Salve Maria!

(...) Cheios de reconhecimento, em uma oração já agradecemos aos nossos Fundadores pelos 30 minutos de convívio que tivemos com o nosso padrinho sacral no abençoadíssimo telefonema do dia 25 pp.

(...) Certamente o padrinho sacral tem bem presente aquela abençoada cerimônia de Consagração (1) (...) Quem sabe, padrinho, um afilhado ou uma afilhada esteja precisando de um olhar ... um sorriso ... uma jaculatória ... ou até mesmo de um aceno com aquele sorriso cativante ... (2) para reacender em sua alma os flashes (...)

(...) Com a certeza de que seremos atendidos, pedimos tua benção, mil cruzinhas, tuas mãos e teus ... (3) para oscularmos, oscularmos, oscularmos.

(...) Afilhados e afilhadas de Miracema


Comentários:

  1. Qual cerimônia de Consagração? Consagração a quem?

  2. Tem moços que precisam de um olhar, de um sorriso, de um aceno com um sorriso cativante de JC.

  3. Teus pés.


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28/9/96

Padrinho Santo do meu  , Sol de minha alma, razão do meu viver (...)

Com todo o afeto e desejo ardente de um amor imenso, total verdadeiro e todo cheio de “santa ousadia”

Graciela.


*


28/9/96

As saudades são infinitas, não vejo a hora de poder contemplá-lo e ter novamente aquele super-flash no elevador. (...)

Selma Vitoreli


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28/9/96:

Meu padrinho sacral, (...) como sabeis estou com muitas saudades ... e com imensíssimo desejo de uma total e inteira união com o Senhor ...


*


28/9/96:

Amadíssimo e divino Padrinho, ofereci a comunhão pelo Senhor e pedi muita união de alma com o Senhor (...) reze por esta afilhada que muitíssimo quer amá-lo, admirá-lo, imitá-lo, que eu seja um alter ego João Clá.

In Jesu et Maria, Plinio et Lucilia

Edna (?) Gimenes


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Fiducia, 28/9/96

Recado para um Santíssimo, amabilíssimo Padrinho dos nossos corações, atualmente despedaçados ...

Meu padrinho sacral, (...) como sabeis estou com muita saudades ... e com imensíssimo desejo de uma total e inteira união com o senhor.

In domina, in Plinio et Lucilia

Miriam (?) Ma. Clara Gomes (?)


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Fiducia, 28/9/96

Meu Deus na terra, queridíssimo Padrinho.

Quero nesta pedir perdão por todas as infidelidades e faltas. Pedindo ao Sr. que reze muitíssimo por esta afilhada p/ que eu tenha uma inteira perfeita união convosco, (1)e pela santificação desta.


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(1) A moça não pede para ter união com Dr. Plinio, mas com JC.

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Miracema, 28 de setembro de 1996

Padrinho Sacral

Salve Maria!

Para algumas de tuas afilhadas, o dia 28 de cada mês é muito representativo ...dia em que “enflashadas” por uma reunião do padrinho, resolvem se consagrar a Nossa Senhora por uma Promessa de Virgindade. O padrinho certamente se lembra: na nossa sede ... após a Santa Comunhão ... Veja, padrinho, que todos os flashs são fruto de um sacramental.

(...) Temos certeza da troca de corações de MSS [Meu Senhor Sacral] com o nosso Sacral padrinho e portanto recordando os flashs com o padrinho estamos honrando a Nosso Pai e senhor através do sacramental que a nós deixou. (...)

Pedimos a benção e muiiiiiiiiiiiiiiiitas cruzinhas!

In Jesu et Maria,

In Plinio et Lucilia

Elizabeth Titonelli, Beatriz Fernandes Borges, Lucilga Lopes Vieira, Regina Assunta Serri.


*


Qual foi a atitude de JC ao ler esses escritos, o que achou? A resposta figura no seguinte depoimento do Dr. Mário Navarro (16/12/97):


[Em setembro de 1996, nos EEUU, talvez o próprio dia do 10° aniversário do êremo Sedes Sapientiae, ou um pouco depois, JC estava nos EEUU. Sua sala ficava no segundo andar da Casa. Quando subimos para nos despedir dele e entramos], ele estava com umas folhas de papel na mão e disse: vejam o exemplo de graça nova. E como ele tinha 3 folhas, ele deu uma para o Sr. LAF e outra para EM, e ficou segurando a terceira. Nós sentamos e começamos a ler.

O Sr. Luís Antônio Fragelli, literalmente, ficou branco; eu já conhecia a questão das fulanas, fiquei muito incomodado mas não reagi; o Sr. LAF não conhecia.

Eram os tais faxes passados, esses primeiros, de São Bento dizendo que elas estavam visitando a torre, e então escreviam aqueles grafonemas da torre, cheios de coraçãozinhos, etc.

O JC começou a comentar um pouco: isso é graça nova e tal. O Sr. LAF olhou para ele e disse: como é que o Sr. explica isso? Ele percebeu que o Sr. LAF estava tomado pela coisa e disse: é, pode ser coisa do demônio, não é? E o Sr. LAF: é, eu acho que é coisa do demônio mesmo! Ele então tentou de modo completamente artificial desconversar; pegou uma revista chamada “Bela Itália” e disse: veja que bonito isto aqui. O Sr. LAF não se deixou levar e disse: mas como é que o Sr. explica isso?

[JC] desconversou. (...)


*

Agora o parecer do grande Patrício Amunátegui. Ele fala dos fax de Angela Tomé em 27/9/96 e de Elizabeth Titonelli em 28/9/96, acima transcritos, mas no fundo se refere a todos os fax das moças ao Don Juan ítalo-brasileiro:


A linguagem, ao mesmo tempo singela e elevada, tem indiscutivelmente o perfume das coisas autenticamente católicas, de tal modo que, retirando-se do texto as datas e colocando-o nas mãos de qualquer pessoa acostumada a leituras hagiográficas, pensaria tratar-se de algum trecho de vida de santos.

(Cfr. "E Monsenhor Lefevre vive?" p.219)


Mais ainda, o moralista andino dá a entender que aqueles documentos são tão cândidos e inocentes que evocam as cartas que Santa Joana de Chantal enviava a São Francisco de Sales!

(Cfr. "E Monsenhor Lefevre vive?" p.224)





J. Pedidos de orações depositados no Oratório


Oratório de Na.Sra. da Conceição Vítima dos Terroristas

Pedido de orações

Data 6/12/97

Nome: Isa Tsujinaka

Intenções: Para que eu me torne santa, por todas as intenções do Sr. João Clá Dias, (...) por todas as afilhadas do Sr. João, e para que seja fundada logo a OS (1).


Comentários:

  1. O que é a “OS”? Não será a “ordem secular”?


*


Oratório de Na.Sra. da Conceição Vítima dos Terroristas

Pedido de orações

Data 6/12/97

Nome: Marjolie Taniguchi Alves Moreira

Intenções: (...) Para que esta escrava possa morar na SBAMT (1) (...) Pelas habitantes da SBAMT e principalmente pela querida MA, pela quidam AT (2). Pela santificação desta e.M. [escrava de Maria] e de todas suas irmãs!


Comentários

  1. O que será a “SBAMT”? Será um dos “êremos” das moças?

  2. AT” deve ser Angela Tomé. É chamada de “quidam”, como os encarregados de Sede, na TFP.





III. As mulheres, ponta de lança e modelos do entusiasmo


As pessoas formadas por JC, tanto se gabaram de serem militaristas, radicais, aguerridos, etc., que acabaram tendo como modelos de “fervor” às mulheres.

Sendo o devoto sexo feminino mais propenso ao sentimento, e mais facilmente entusiasmável, em pouco tempo, as senhoras e senhoritas passaram a ser a ponta de lança do entusiasmo nas fileiras joaninas, dando a esse entusiasmo uma caraterística de culto pessoal a JC, com notas especificamente femininas.

E eles mesmos o reconhecem:

Segundo Carlos Tejedor, encarregado do Grupo da Colômbia, o apostolado com senhoras e senhoritas é “una verdadera gracia comprada con la muerte del [SDP]”.

(Cfr. grafonema de Tejedor ao Dr. Mário Navarro, de 9/12/96, p.5).


Por sua vez, para Severiano de Oliveira, um dos caciques da sedição da DAFN, negar que “há uma forte ação da graça no entusiasmo que tantas senhoras e moças tem demonstrado nas reuniões feitas pelo Sr. João Clá”, “é negar a verdade conhecida como tal”. “É fato concreto” que a graça nova “tem tocado mais o elemento feminino. Ou, pelo menos, este tem sido mais receptivo a ela. Portanto, é óbvio que o progresso desse apostolado acarreta uma atuação mais efetiva de moças e senhoras”.

(Cfr. grafonema de Severiano de Oliveira para o Dr. Mário Navarro, de 10/12/96, pp.2,3; os negritos não são nossos).


Agora JC:


a) Reunião na Saúde, 30/7/96:


É mais fácil encontrar fora das rodas do Grupo entusiasmo pelo Sr. Dr. Plinio do que dentro.Não é à toa que Nosso Senhor Jesus Cristo --depois de Nossa Senhora evidentemente, que deve ter sido a primeira-- após a Ressurreição apareceu primeiro a Santa Maria Madalena, depois àquelas mulheres lá da Galiléia. São João e São Pedro saem correndo para o túmulo e vêem apenas as vestes de Nosso Senhor, não vêem nada.

Quer dizer, as Santas Mulheres foram mais atendidas do que os Santos Apóstolos. Alguma lição deve ter dentro disso, não deve ter sido um mero acaso.

Ainda mais: aparece para os Apóstolos, um não está presente e duvida, e diz taxativamente: "Não, eu só acredito se eu puser a mão nas chagas, senão não". Nenhuma mulher disse isso, não foi preciso nenhuma mulher pôr a mão na chaga de Nosso Senhor. Foi um homem e foi um Apóstolo, os que tinham mais convívio.

Não quero fazer um paralelo exato e não quero que digam, alguém daqui ou alguém que não esteja aqui e que ouça essa fita: "Está vendo, ele está dizendo que fora do Grupo existe mais devoção ao Sr. Dr. Plinio do que dentro". Eu estou dizendo a grosso modo. Evidentemente que é possível que dentro do Grupo haja este, aquele e aquele outro com um fervor extraordinário. Está ótimo, não estou defendendo uma tese contrária a isso.(...)


(Robson: Sr. João, o senhor estava dizendo agora que como que está tendo mais graça fora do Grupo de fervor com o Sr. Dr. Plinio do que dentro.)


Não, isso genericamente falando.


b) Na reunião para veteranos, 6/6/96, referindo-se ao estado de espírito com que os CCEE assistiram um simpósio sobre a graça nova, em 1 e 2 de maio de 1996, Paulo Martos perguntou a JC: “Na opinião do senhor, o que é que falta para chegarmos à plenitude do "Grand-Retour”. Eis a resposta do pseudo profeta:


Eu posso lhe dizer o que é que falta: é que isso não é senão uma fímbria de um começo. (...) nós não estamos senão no começo. Agora, o que tem é que essas graças a Providência tem dado com mais abundância a esse pessoal mais de fora do que o pessoal de dentro.

O senhor veja, na própria Paixão de Nosso Senhor os Apóstolos fugiram, as Santas Mulheres ficaram. Ele aparece primeiro a Santa Maria Madalena, depois às mulheres da Samaria, se eu não me engano, já não me lembro bem de onde, e depois é que Ele vai aparecer para os Apóstolos. Depois aparece para os discípulos de Emaús.

(...) houve senhoras que me procuraram, que queriam conversar comigo. Eu disse: "Tudo com o Sr. André para ver".

Entrava a senhora e dizia:

-- Eu vim aqui para dizer que estou “praesto sum”. O que é que o senhor quer que eu faça?

Eu nem conheço a senhora, nem sei de onde é que é.

-- Sim, nós vamos ver. Vai ser organizado, a senhora vai ser...

-- Não, não, porque eu estou abandonando meu emprego no Rio e estou à disposição para o senhor me mandar viajar para qualquer parte.

Puxa, mas isso a gente não ouve dentro do Grupo! É do outro mundo!




c) Reunião para veteranos, 6/8/96:


O problema que se o senhor visse no auditório... Eu fiz várias reuniões para CCEE e, normalmente eles fazem um conjunto de homens à minha direita, ou às vezes, colocam ali à esquerda um conjunto de homens. Se o senhor visse a diferença que vai entre o entusiasmo das mulheres e o apagamento dos homens, é de chorar. Eu não sei o que é que é.


(Kallás: Não é porque nós pegamos homens sabugos? Pegamos uma espécie de rebotalho?)


O senhor pega este Carlos Spoli, que é o expoente de todos os CCEE, é um homem realmente bom. Mas ele é inativo. A filha dele faz mais do que ele (1). [Risos]


(Carlos Alberto: Isso é em todos os lugares, em Belo Horizonte é assim, em Miracema, Campos. É a mesma coisa, o senhor vai fazer uma reunião, o senhor olha para os homens e o senhor perde o...)


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1. É a tal Graziela Spoli. Daí o “apostolado especial” que JC faz com ela: é que ela é “exponencial” em matéria de entusiasmo e arrasta as outras.

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d) "Jour-le-jour" 4/3/96:


A gente faz uma conferência para um auditório de correspondentes esclarecedores (1) e a gente quase não consegue falar. Eles aplaudem a cada passo, porque estão entusiasmados. É uma graça.


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1. É público e notório --e os próprios joaninos o afirmam-- que os CCEE são compostos, na sua maioria, por mulheres.

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A. Amostras da modelagem e das práticas da “Sagrada Escravidão”


Na noite do 14 de agosto de 1996, JC telefonou para dar uma “palavrinha” a um pequeno e seleto grupo de correspondentes de Miracema reunidos na casa de um deles. JC chamou uma moça para perguntar sobre sua saúde. O Sr. Ghioto, que esteve presente aí, relata:


As moças chamavam-no de ‘padrinho’. Uma contou um sonho que tiveram, onde o SDP aparecia vindo a Miracema tendo ao lado o Sr. André Dantas. A conclusão era óbvia. Uma senhora falou em seguida. Disse que se entregava ao Sr. J. Clá na qualidade de escrava (Sagrada Escravidão evidentemente), ela, seu marido, filhos, toda sal casa, e creio que até sua empregada. (...) Apenas uma coisa me surpreendeu. É que essas palavrinhas de Miracema eram muito comentadas em Campos. Isso era até motivo de emulação. Os correspondentes de Campos ficavam reclamando que só Miracema as tivesse, que precisávamos também (...).

(Cfr. carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97, pp.11,12)



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Enxertos de carta do Sr. James Dowl (da TFP Americana) ao Sr. Pedro Morazani (filho), de 16/2/97:


A próxima coisa que me inquietou foi toda a celebração do 25 aniversário da ordenação sacerdotal do Pe. Gervásio. O que me chocou foi a coroação da imagem de Nossa Senhora feita por aquelas meninas (...) elas cantaram uma música que os eremitas cantam, fizeram gestos exatamente como fazem os eremitas nas proclamações e oratórios, etc., e aquele traje de anjo e aquelas luvas brancas ficavam parecendo hábito.

(...) Isso é uma afirmação que elas também podem ser eremitas, pois cantam (muito bem até), proclamam, fazem cerimônias tão bem ou quiçá com tempo até melhor que os próprios eremitas. Além disso, aquela cerimônia tinha uma boa carga de ‘inocência’ e de sentimentalismo que não está presente nas cerimônias que os eremitas fazem. (...)

Naquela mesma noite, no êremo daqui, alguns eremitas mais novos, entusiasmados com o video, começaram a cantar ‘Tota pulchra est o Maria’ do mesmo jeito que as meninas. (...)

Creio que foi no dia 5 de outubro que chegou um relatório do Sr. David Ritchie sobre os acontecimentos em São Paulo dos dias do primeiro aniversário da morte do SDP. O relato falou de como o Sr. JC fez a sua entrada no auditório com as mulheres todas agarrando nele, segurando as mãos dele, tocando as costas, ombros, braços, pernas, peito, etc. dele por 15 minutos até ele chegar à mesa para a conferência. O Sr. Michael Carlson mandou um relatório ainda mais puxado, dizendo que as moças mais ‘fervorosas’ ficaram segurando as mãos do Sr. JC durante a reunião.

No final da reunião para as mulheres, o Sr. JC disse que havia chegado a hora da comunhão. Elas protestaram dizendo que ele deveria continuar. Ele insistiu, e elas disseram: ‘nós só comungaremos se o senhor mesmo nos der a comunhão!’ A isso ele concordou. A reunião terminou, mais 15 minutos de tactos inconvenientes, ele vai, se prepara para administrar a comunhão e dá comunhão para todas elas.

Após a comunhão, houve uma marcha no pátio. As moças insistiram: ‘marcha padrinho, marcha’. E ele, que há 15 anos não marcha para o SDP, marcha para agradar as moças devotas dele (1).


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(1) JC, a pedido das moças, participou do cerimonial no pátio do êremo Praesto Sum, portando uma espada. Depois da marcha, as moças disputavam a espada que ele tinha tocado. (Cfr. Relatório do Sr. Ureta p.50)

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O Sr. Humberto (Goedart) me havia contado que uma mulher ligava para S. Bento há cada 5 minutos para falar com o Sr. João (...)

[O Sr. John Ritchie me comentou]: É, ele tem escravas. Elas fazem uma cerimônia de consagração através das mãos dele. Por isso ele é chamado ‘padrinho’ por elas. (...) Perguntei ao Sr. Omar se ele sabia alguma coisa das moças escravas do Sr. JC e ele me disse que não foi nada, que algumas correspondentes haviam visitado o êremo de S.Bento e o Sr. JC puxou a consagração com elas na capela. Mais nada.


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Trecho de conversa de Dr. Paulo Brito com o Sr. Cônego, em 8/6/96, na SRM:


O Cônego comunicou depois que havia recebido um fax do Sr. João Clá, no qual constava uma carta a ele enviada por duas “joaninhas” de Miracema. Na missiva, elas diziam que haviam recebido graças muito grandes na visita ao quarto em que o Sr. João se hospedava, na casa do Pe. Olavo. E dentro do quarto, resolveram escrever-lhe para comunicar-lhe que elas o consideravam o “discípulo perfeito” do SDP, e, por isso, solicitavam manter com o Sr. João um vínculo de filiação.


*


Reunião na SRM 6/2/99, depoimento de Dr. Plinio Xavier:


Há uma informação que eu soube hoje --não sei se alguém já tinha ouvido isso-- mas me foi dada por uma senhora de toda confiança, que no grupo Fidúcia (que funcionava num apartamento da Rua Augusta e onde moram rebelados hoje) houve conversa entre as moças lá na qual levantavam o tema do que fariam se, sendo escravas, JC fizesse a pior proposta para elas. E que várias achavam que, como escravas, deviam ceder!


Sr. Marcos Aurélio: eu confirmo isso.




B. As visitas da ACNSF são feitas por moços e moças misturados, mas as mulheres comandam a cantoria


Relatório do contato telefônico do Sr. Sidney Lopes com o Sr. José Ferreira da Silva, morador em Florianópolis participante da campanha “Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis”:


São Paulo, 30/07/98:

(...) o referido senhor disse-me que havia estranhado muito o fato de as pessoas que haviam trazido a imagem a sua casa, exigirem com muita insistência que as pessoas desembolsassem dinheiro para a campanha deles. Junte-se a isto o fato de terem transformado sua casa num verdadeiro bazar com material para venda, tais como fitas, CDs, imagens, livros e outros. (...) após terminarem a cantoria que era comandada pelas moças que acompanhavam os que conduziam a imagem, 90 % das pessoas se retiraram para escapar da “vendilhama”.

Contou-me ainda que, ao dizer a uma das moças que era propagandista da campanha VNSFNT, esta respondeu-lhe que a campanha VNSFNT não valia mais.


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Trecho do boletim informativo “Salvadme, Reina de Fátima”, ano 3, número 4, editado pelos rebelados no Chile:


O Custódio da Virgem

(...) Assim se chama ao jovem ou à jovem que acompanha as peregrinações da sagrada Imagem da Virgem de Fátima em suas peregrinaciones às casas, capelas e colégios (...) Também devido a um pedido que se fez majoritário nos padres desses jovens, se começaram a fazer reuniões de formação os fins de semana, para os Custódios da Virgem, com encenações de teatro, audiovisuais e jogos ao ar livre.

Já se fizeram dois acampamentos, aproveitando os feriados longos (...).


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O jornal “O Povo”, 18/12/99, noticia uma presentação da “Orquestra Sinfônica Internacional Nossa Senhora de Fátima” e do “Coral Feminino Santa Cecilia” na cidade de Fortaleza. Na fotografia respectiva, as joaninas aparecem com uma espécie de hábito, cobertas com uma capa branca, à direita da qual tem uma cruz de Santiago vermelha, bastante notória. Elas ocupam o centro da “platéia” --o presbitério da Catedral de Fortaleza--; ao redor delas, dispostos à maneira de marco, aparecem os joaninos, de hábito, com seus instrumentos musicais.





C. No meios de gritos, um grupo de mulheres chefiadas por um neurótico proclamam a JC canal da graça e “alter Plinio”


Reunião para CCEE, 4/10/96:


Nossa comunhão de espírito com [Dr. Plinio] quando ele estava na terra era com a sabedoria, com o discernimento dos espíritos dele e com os dons dele enquanto ele estava na terra. Nós quando formos tocados por uma graça fulminante que nos levará a participar do espírito dele como ele é agora, nós teremos os dons dele que ele tem agora. E daí seremos, por causa disso, os maiores santos da História. [Aplausos]


(Coutinho (1): Nosso Senhor quando vem na comunhão a nós, Ele vem de uma forma sensível. As coisas sensíveis nesta terra são um papel todo especial. Nós não temos o Sr. Dr. Plinio e a Sra. Da. Lucilia entre nós, mas nós temos o senhor.) [Aplausos]


(...)


(Coutinho: Mas, Sr. João, as graças que o senhor comunica são extraordinárias.) [Aplausos]


Bem, eu não sinto. Desculpem, eu não percebo, eu não sinto. O que eu noto é o seguinte: é que sempre que eu me proponho a falar dele, Nossa Senhora dá graça ao auditório.

Comigo o que se passa é isso: eu vejo, eu sinto, eu percebo de que pondo ele no centro, o resto se faz.

Agora, o senhor diz que sou eu. Eu digo: não sou eu, porque se outro vier aqui e fizer o mesmo esforço que eu pondo a ele no centro...


(Todos: Não!!!)


É certo.


(Todos: Não!!!)


É certo.


(Aparte: O senhor disse agora que o senhor não sente, mas nós sentimos isso.)


Pois é, mas é que os senhores sentem e fazem uma análise ilusória...


(Todos: Não!!!)


Claro, claro, claro. Não, mentir, ela não mente, mas ela pode perfeitamente fazer o seguinte: dar a idéia...


(Todos: Não!!!)


Grito não é argumento, espera lá! Se não eu vou gritar mais forte aqui. Sim!!! [Risos]


(Todos: Não!!!)


Deixa dar meu argumento. De fato o que se passa é o seguinte... [O Sr. João demora um pouco para dizer e os CCEE não agüentam, começam a exclamar e aplaudir.]


(Todos: Não!!!) [Aplausos]


Esperem. Eu nem consigo argumentar e já levantam... Espera aí, deixa dizer, deixar dizer.

É que a graça no fundo o que faz é dar uma idéia a respeito daquilo que eu deveria ser, mas não que eu seja. Como de fato eu convivi 40 anos com ele, eu chego aqui, conto as coisas dele e a graça põe na alma de cada uma e de cada um dos senhores a ilusão de que eu sou aquilo que deveria ser. Eu sei que não sou. A senhora ia fazer uma pergunta, não é isso?


(...)


(Da. Maria Ângela: [Inaudível] nós temos certeza. Isso não é certeza só minha, mas é certeza de todos. De que o Sr. Dr. Plinio deixou o senhor. Tanto é que nós somos [ininteligível] aqui, quando a gente chega perto do senhor a gente vai tomando cor do Sr. Dr. Plinio.)


[Aplausos]


O relógio aqui... Eu tenho trezentos argumentos contra isso.


(Da. Maria Ângela: Nós temos dois mil.) [Exclamações]


[JC conta um fatinho de como procedia Dr. Plinio durante o percurso de Jasna Gora até a Alagoas]


(Da. Grasiela: Igualzinho ao Sr. João.)

Não, o Sr. João não, porque eu vou dizer uma coisa: o Sr. João gostaria de ter o sono do Sr. Dr. Plinio, mas é um serelepe do outro mundo que não tem sono. Bem, eu estou falando do Sr. Dr. Plinio, espere um pouquinho. Ah, deixa falar do Sr. Dr. Plinio! Agora que eu comecei a falar do Sr. Dr. Plinio vão me interromper? Um momentinho só. [Risos]

(Da. Suzana: Padrinho, o Sr. Dr. Plinio era profeta. Então as palavras dele eram...)


A palavra dele era a voz de Deus.

(Da. Suzana: Por isso é que ele disse que o senhor é o "alter ego".) [Aplausos]

Discordo, discordo. Sedeatis, sedeatis. Olhem que a hora vai correndo. Não vamos entrar em discussão. Eu vou apenas responder rapidamente e voltar ao Sr. Dr. Plinio, porque o que interessa é falar do Sr. Dr. Plinio e da Sra. Da. Lucilia. Ele pode perfeitamente ter feito essa afirmação, eu já não me lembro mais. Pode ser que de repente tenha feito isso, pode ter feito essa afirmação porque cada um de nós -- isso é verdade -- é chamado a ser -- proportione servate, ou seja, as proporções guardadas, guardadas as devidas proporções -- um alter ego dele. Tal seria.

A tal ponto que na Sagrada Escravidão inclusive ele mudava o nome da pessoa, e o nome primeiro da pessoa era o nome de Plinio, Plinio Tal de Nossa Senhora Tal.

O nome primeiro era de Plinio, por quê? Porque nós devemos ser todos alter egos dele. Então ele podia ter dito: "Suzana é um alter ego meu" (2).


(Da. Suzana: Podia, mas o que ele falou foi do Sr. João.)


(...)


(Sra. -: [relata que uma amiga sonhou] que estava no dia 3 de outubro. Ela chegou na Consolação, após o sepultamento, ela e mais umas amigas ficaram esperando a ressurreição. De fato a ressurreição se deu (3). O Sr. Dr. Plinio ressuscitou e começou a incitar todos à confiança, à benquerença. Uma coisa muito interessante é que a voz era dele, mas a figura era do senhor.)


[Aplausos]


Sonho! É um sonho, mas não significa que isto seja uma realidade. É um sonho, não significa que seja realidade. Amanhã alguém poderá sonhar com um rato que tenha a minha voz. Então virei rato?


(Todos: Que horror!!!)

(Da. Grasiela: Padrinho, eu ia ficar dona do ratinho.)


[Risos]

(...)


(Da. Ângelis: O Sr. Dr. Plinio sempre explicou como a intercessão a Nossa Senhora era por meio dele. E agora com o Sr. Dr. Plinio e a Sra. Da. Lucilia no Céu como é que vai ficar nossa intercessão?)


É simplíssimo, porque antigamente nós tínhamos que pegar o telefone para poder falar com ele por telefone, ou então a gente tinha que implorar uma hora com o Sr. Fernando Antúnez, com o Sr. Gugelmin ou com o senhor não sei quem. Agora não precisa mais, agora é comunicação direta. [Protestos] (4). Telefone vermelho agora. Eu pelo menos tenho comunicação direta.


(Da. Maria Ângela: Em São Bento a gente fala com ele direto.)

Não tem a menor dúvida. Liga para São Bento e São Bento liga com o Céu (5). [Aplausos]

(...)


Ao terminar a reunião, quando ia ser distribuída a Sagrada Comunhão, Coutinho toma a palavra:


(Vamos pedir na comunhão para que o Sr. Dr. Plinio nos obtenha de Nosso Senhor sacramentado que nós tenhamos em relação ao senhor toda a abertura de alma...) (6).


Comentários:

  1. É público e notório que o clérigo José Coutinho sofre de distúrbios mentais. Por volta de 1988-1989, contou a Atila Guimarães que ele conhece, não o Segredo de Maria, mas o “Segredo de José”, mas que São José lhe teria proibido revelá-lo a terceiros.

  2. Eis aí uma prova de que JC não é discípulo perfeito de Dr. Plinio, porque Dr. Plinio nunca --mas nunca mesmo-- diria que uma mulher é “alter ego meu”.

  3. É sentença comum entre os joaninos, que Dr. Plinio ressuscitou, mas assumindo o corpo de JC.

  4. Os joaninos protestam, porque acham que a comunicação com Dr. Plinio é indireta, através de JC.

  5. JC confirma a tese anterior: o relacionamento com Dr. Plinio se opera através de mediação de JC.

  6. Em outros termos, Coutinho pede para que Dr. Plinio e Nosso Senhor Jesus Cristo desempenhem o papel de mediadores entre as pessoas e JC.





D. Reuniões secretas só para moças, sem ninguém saber, nem mesmo os joaninos


Em julho de 1996 houve em São Paulo um encontro de neo-cooperadores da TFP. JC só apareceu no último dia --para dar uma reunião-- porque tinha estado em Miracema.

Os membros do Grupo do Norte Fluminense --tanto os que foram para o encontro quanto os que permaneceram nas sedes de Campos, tanto os que não aderiram à ‘graça nova’ quanto os que aderiram-- só “a posteriori” tomaram conhecimento da viagem de JC. Além do mais, o Pe. Olavo não se encontrava em Miracema nesses dias.

O Sr. Hailton estava na casa de um casal de correspondentes. Eles foram chamados às pressas por uma moça para irem a Miracema ver o Sr. J. Clá. Porém, era segredo. O Sr. Hailton ficou sem entender como os correspondentes iam e ele ficava. Também não sabia da vinda. (...) Minha surpresa aumentou ainda mais quando soubemos, através da mesma moça acima citada, que o Sr. J. Clá fizera duas conferências para elas, e tinham assumido o compromisso de não revelá-las a ninguém”. (Cfr. carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97, p.11)





E. Notas marcantes de um retiro: concertos na calçada, ambiente de festa, diariamente de 6 da tarde até meia-noite


Palavrinha” em Miracema durante um Retiro, 27/7/96 - O subtítulo que aparece no texto respectivo é: “Alegrando os corações das afilhadas cantando músicas de Natal”:

[Sr. João canta o Pueri Concinite sozinho.]


[Aplausos]


(Todas: Bis, bis, bis Sr. João!)

Não, nada de concerto em calçada, ahahah!


[Risos]


(Canta uma música natalina, Sr. João!)

Mas, o coro aqui canta muito melhor do que eu.

(Nããooo! Que horror!)

[Sr. João canta o Stille nacht sozinho.]


[Exclamações e aplausos]


(Todas: Fenomenal! Bis, bis, bis!)

Ah, mas onde já se viu dar um concerto em calçada?!

(Puer Natus.)


[O Sr. João canta o Es Ist Ein Ros'entsprugen.]


(Agora um gregoriano Sr. João. Pode ser Puer Natus.)


[Sr. João canta o Puer natus]

(Muito obrigada, Sr. João, fenomenal!)

Mas eu jamais podia imaginar...

(O senhor tem que ser o solista, Sr. João.)

Não, eu estrago o coro fazendo papel de solo aí. Ahahah!


*


Numa “palavrinha confidencial” para as moças de Fiducia (29/7/96), perguntaram a JC “como é que foi lá em Miracema?”. Eis sua resposta:


Bom, lá foi estupendamente bem porque eu passava o dia todo descansando, rezando, comendo, dormindo. Passava o dia muito distendido. No fim da tarde havia missa, depois da missa, jantar.

Elas não jantavam, não sei o quê faziam, ficavam embaixo cantando (1). Aí eu terminava o jantar, descia...

Aliás, perdão: terminava a missa e tinha reunião, depois tinha jantar e elas ficavam cantando. Depois eu descia e ficávamos até meia-noite. Era de seis à meia noite. Convívio, convívio, convívio. E depois dormir (2).


Comentários:

  1. Enquanto JC jantava, as moças cantavam para seu senhor ouvir. De tal maneira estavam absortas e empenhadas em agradar a seu fundador, que não ligavam para o jantar delas.

  2. Não se sabe se só depois de meia noite, as moças --todas? algumas? nenhuma?-- jantavam, ou se iam diretamente dormir sem jantar.


*


Enquanto JC estava dando essa “palavrinha confidencial” para as moças de Fiducia (29/7/96), recebeu um telefonema das moças que fizeram o retiro em Miracema. Neste telefonema há mais dados sobre o convívio de JC com o “devoto femino sexu”. O que as moças lhe diziam pelo telefone, não aparece no texto. Os apartes, são das moças de Fiducia.


Alô! Salve Maria! (1)

( ... )

Bem, graças a Deus e essa afilhada como está?

( ... )

Ah, que coisa boa, que coisa extraordinária, hein! E como é que foi o retiro? (2)


(... )

É?!! Que impressionante! E todas aproveitaram o retiro?

(... )

É, eu acho que sim, estavam muito contentes.

(... )

Ai, ai, ai, eu vou cortar esse trecho da fita. ahahah!


(... )

Nossa Mãe do Céu! Quanta coisa, hein!

(... )

Então, elas estão cheias de saudades aqui. ahahah!


(... )

Com cada uma?! São oito, hein! Não tem aí [no telefone] um "viva voz"?

(... )

Ai, que pena. Então vamos fazer o seguinte, durante a semana a gente fala em algum momento.


(... )

Provavelmente, vamos rezar para que haja tempo, está bom?

(... )

Eu estou sabendo e diga a ela que mando os cumprimentos e estou rezando por ela.

(Sra. Grasiela: Fala que eu mandei um abraço para a Letícia) (3)


Olha aqui, a Grasiela está do meu lado aqui dizendo que mandou um superabraço para a Letícia (4). Para todas.

(... )

Aliás, quando eu estava aí, nós falamos por telefone e ela pediu que eu transmitisse esse recado, mas não pude transmiti-lo porque não queria atrapalhar o retiro.


(... )

Elas agradecem muito as orações e que hoje a missa foi celebrada nas intenções...

(Sra. Grasiela: Ela falou.)

(Sra. ... : Nas intenções do quê? )

Ah, agradeço muito e que a missa foi celebrada na intenção de todas.


(... )

(Sra. Grasiela: Fala para elas que eu as quero ver santas) (5)

Olha aqui, uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito cruzinhas. Uma para cada uma. [risos]


Comentários:

  1. JC cumprimenta as moças com “Salve Maria”, como se fossem membros do Grupo.

  2. Por que JC pergunta “como foi o retiro”, se esteve presente nesse evento? Ao ler o texto desse telefonema, tem-se a impressão de que aquilo foi combinado, de maneira a despertar nas moças de Fiducia a emulação.

  3. Trata-se de Graciela Spoli. No texto é designada como “senhora”, não por causa de sua idade --pois é moça-- , mas porque o datilógrafo --algum eremita de São Bento ou do Praesto Sum-- a considera membro do Grupo.

  4. Graciela estava tão perto de JC, que conseguia escutar o que as retirantes diziam a ele pelo telefone.

  5. Observe-se a familiaridade com que a moça Graciela trata a JC.





F. Casa de Retiros em Italva para cultuar a JC – “Nossa missão é glorificar a JC”


Tais são as “graças” inerentes ao apostolado feminino, que em Italva instalou-se uma casa de retiros, para meninas e moças (Cfr. carta dos senhores Ghioto e Cardoso para Dr. Caio, 2/4/97).

O Padre David (carta a Dr. Caio, 3/2/97) comenta que: “São retiros atrás de retiros com as fitas do Sr. João. (...) [Uma] menina disse que quando vou dar comunhão [lá], fazem uma operação limpeza retirando quadro e todas as fotos do Sr. João com que elas enchem o altar”.


*


Carta do Sr. Paulo Okabe a Dr. Eduardo, 12/5/97:


Algumas pessoas, entre elas naturalmente várias moças, foram vistas voltando de ônibus de carreira, de Italva para Campos. Vinham de uma Missa num domingo. A maioria em silêncio e rezando o terço. Mas o singular era que elas osculavam publicamente a foto do Sr. JC, chamando a atenção de outras pessoas que viajavam no mesmo ônibus.


*


Muitas correspondentes do Norte Fluminense se definem assim: “nossa missão é a glorificação do Sr. João Clá”. (Cfr. carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97, p.4)





G. “Tournée” apoteótica pelo Norte Fluminense


Resumo com base em carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97:


Por ocasião do jubileu de prata sacerdotal do Pe. Gervásio (abril de 1996), JC e os eremitas de S.Bento – Praesto Sum viajaram para Laje de Muriaé (RJ). Houve Missa, discursos e uma apresentação da fanfarra, que despertou um “entusiasmo” enorme, sobretudo entre as moças de Miracema. Elas pediam “bis” mais do que todos, cantaram o hino “E por fim a grande profecia” enquanto a fanfarra tocava a música respectiva. Elas puxavam o entusiasmo dos assistentes.

Mais ou menos em maio desse mesmo ano, JC e a fanfarra voltaram ao Norte Fluminense por segunda vez. No percurso que vai do Aeroporto de Campos para Miracema, formou-se uma pequena caravana de carros, acompanhando a JC.

Ao passarem por Cardoso Moreira, houve um foguetorio enquanto o carrilhão batia festivamente. O Pe. Davi levou-o para conhecer as obras na torre da igreja. Quando desceu da torre, as moças se colocaram de joelhos e uma senhora pediu para ele dar a benção.

Em Italva, na capela do Pe. Antônio, JC foi recebido com aplausos e vivas. Havia arautos na rampa que vai da rua até à porta da capela. As moças lhe pediram a benção. Ele, do presbitério, a concedeu a todos.

Chegaram a Laje do Muriaé ao anoitecer. Alguns correspondentes, sobretudo as moças, esperavam logo após a ponte, na rua central. Quando o carro de JC parou e ele desceu, as pessoas avolumaram-se para tocar nele, oscular suas mãos e também seus pés.

Chegando a Miracema, logo que o veiculo de JC apontou na esquina perto da sede das jovens, a uma quadra da capela, foi cercado por senhoras e moças da cidade. JC mal conseguia andar, cercado que estava pelas correspondentes, em meio às palmas, aos cânticos, que já agora falavam de sua pessoa e suas virtudes. Algumas correspondentes faziam até um arremedo de dança. Foi preciso alguns senhores abrirem caminho, foi uma apoteose. Muitos se acotovelavam em torno de JC --como os enjolrras na época do SDP--, só que agora era misto.

Também estiveram presentes moças vindas de São Paulo, que diziam a JC: “padrinho, uma cruzinha, por favor”. E JC dava então uma cruzinha na testa. “Padrinho” começou a ser o novo termo com que as correspondentas se dirigiam a ele. Gradativamente, todos começaram a pedir cruzinhas, depois oscular as mãos, o hábito, a tocar nele, por-se de joelhos, oscular-lhe os pés. Todos começaram a entrar na ‘graça nova’.


A seguir, trechos textuais de carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97, pp.8-10:


Notei que muitos eremitas, que no inicio se mostravam um tanto arredios, também começavam a aderir e participar de tudo o que elas faziam. O calor humano era enorme.

No outro dia (...) pela primeira vez as moças puxaram o nome de João Clá Dias no brado depois de Lucilia Corrêa de Oliveira. O Sr. J. Clá disse que se sentia envergonhado com aquilo. Mas nada as continha. Ele sorria agradecido enquanto fazia gestos cruzando os antebrazos para não bradarem. Contagiou. (...) A partir de então o nome J. Clá Dias se tornaria a repetir sempre no brado, até em nossas sedes. Foi cortado em julho, no encontro de neo-cooperadores depois que o puxaram uma só vez.

O que me chamou muito a atenção, foi que determinadas correspondentes, especialmente certas moças, mostravam um entusiasmo que não era acompanhado nem de longe pela maioria. Elas eram o foco. Estavam na frente, iam atrás do Sr. J. Clá, faziam perguntas, davam os brados, puxavam os cantos, entravam no meio da multidão, etc. (...)

Por todos os lados ele recebia elogios. Visitando Miracema algum tempo depois, uma moça me disse: ‘aqui só se fala no Sr. João. Senhor Ghioto, que graça!’

Na manhã seguinte, na saída da sede, (...) algumas senhoras e moças correspondentes, que estavam a certa distância, pedem para se aproximar. O Sr. Oberlaender recusa, porém, o Sr. J. Clá diz para as deixarem aproximar, afirmando que isso era uma graça. (...) Um enjolrras montou uma espécie de serviço de confecção e distribuição de fotos dele, muitos pediam.


*


Em agosto de 1996, JC e seus afilhados do S. Bento - Praesto Sum foram mais uma vez ao Norte Fluminense.

Logo depois da apresentação da fanfarra no clube Americano, de Campos, JC foi para o hotel, acompanhado pelo Sr. Ghioto e outros. Ao se despedirem, JC disse estar muito cansado e que não sairia para o jantar.

Mas após eles saírem, JC recebeu no hotel um grupo de senhoras e moças vindas de São Paulo. Quando o Sr. Ghioto soube disto, achou a coisa rara: como uma reunião só para elas, sem ninguém saber? (Cfr. carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97, pp.12,13) Uma das moças que assistiu a essa seleta reunião, comentou que entre muitas coisas, JC reclamou que era incompreendido pelos mais velhos em São Paulo. Isso acabou acirrando os ânimos (Cfr. carta do Pe. David a Dr. Caio, 3/2/97).


Carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97, pp.12-14:


No outro dia fui com mais alguns ao hotel, para levá-lo até ao auditório da Santa Casa. Umas moças de Tocos já estavam lá. Pediram para ele ir a pé a fim de irem fazendo perguntas. Ele acedeu, apesar de uma pessoa ter dito que era longe. (...) No auditório, durante a reunião, muitas dessas moças ficaram ajoelhadas na frente. Os eremitas e cooperadores ficaram no fundo.

No final, houve a consagração a Nossa Senhora, tendo a ele por padrinho. Houve também uma recepção de capas para alguns do setor operário. Isso no meio de um acotovelamento geral. Um cooperador já estava manifestando abertamente seu descontentamento. Um outro achou muito raro, pois deu um microfone para o Sr. J. Clá segurar, com o intuito de livrá-lo das mãos de algumas moças e meninas que seguravam as suas. Ele segurou um pouco e depois voltou de novo com as mãos no mesmo lugar. Esse cooperador não entendeu, achou estranho e veio me contar depois.

No final, as moças cantavam a pleno pulmões. Formou-se um corredor de homens para ele sair. Mas, para espanto de alguns, saiu pelo outro lado no meio delas. Ai, foi salve-se quem puder! Alguém reclamou que a imagem de Nossa Senhora quase caiu.

Pouco antes [desta] vinda do Sr. J. Clá para Campos, o Sr. André Dantas telefonou-nos dizendo que era para não convidarmos para esta reunião na Santa Casa, pessoas tipo a irmã do Freitas. Explico-me. Trata-se de um grupo de moças dirigidas pela Da. Maria Amélia e orientadas pelo Cônego Vilaq. A irmã do Sr. Freitas faz parte desse grupo e fez críticas ao comportamento das outras moças em relação ao Sr. J.Clá quanto este veio aqui [anteriormente].


Quanto à visita a Cardoso Moreira, o Sr. Ghioto, que presenciou todas estas coisas, constata o seguinte:


Dois cooperadores foram esperá-lo no trevo de chegada. O automóvel do Sr. J. Clá estava indo à frente, e um único carro cheio de moças, que, com o braço de fora acenavam com o véu, e buzinavam continuamente, começou a acompanhá-lo a partir dali. (...) Quando chegou perto da capela, houve aquela correria. Ele abriu a porta e ficou com os pés dentro do carro. De maneira que se sobressaía no meio da multidão e abanava com a mão. (...) Mas a correria e a aglomeração em torno dele era enorme. Formou-se, então, a corrente para ele ir até a igreja. Um cooperador que estava na corrente abandonou-a, pois, uma moça estava se jogando em cima dele para tocar no Sr. J.Clá; largou e foi embora.

Houve a apresentação da fanfarra, depois o cortejo com os eremitas e, em seguida, as cenas na igreja que tanto afligiram ao Pe. David.

Assisti a tudo meio atônito, mas fiquei quieto. Vi meu superior [Kallás] sair da igreja. Teria dito: ‘Nossa, onde vai parar isso tudo?’ Elas gritavam: ‘Santo, santaço, santo de altar! São João Clá, rogai por nós! Padrinho, uma troca de olhar! Eremitas, levem o Sr. João Clá na cadeira!’ Uma me encarou e gritou: ‘leva o Sr. João Clá na cadeira!’. Subiam nos bancos e até nos encostos. (...)

Um correspondente estranhou o por quê do Sr. João Clá não fazer a genuflexão diante do Santíssimo, ao entrar na igreja. Uma senhora daí ficou escandalizada vendo uma moça se abanar com a própria saia. Elas bradavam e cantavam em coro. O Sr. João Clá deixava estenderem seus braços e mãos para as pessoas oscularem. Ele se postara no presbitério e falava para o povo na igreja. Jogavam-lhe pétalas de rosas em cima. Um eremita disse: ‘Nossa, até o Sr. Dustand!”, não sei bem por quê. O Juca tentou tirar o Sr. João Clá pelos fundos, mas ele não quis ir. Uma correspondente disse: ‘Nossa! que algazarra!’ O Pe. David pede silêncio, mas o Sr. João Clá diz que é a graça, e que o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo estava ali presente.

Depois veio o banquete. As de São Paulo despediram-se na igreja, uma a uma. Ele as chamou para despedirem-se. Uma foi até ao ônibus dos eremitas e, antes de partir disse: ‘se não o levarem na cadeira da próxima vez, nós levaremos!’. A impressão que ficou, até nos cooperadores, é de que as afilhadas eram as donas da festa.

(Cfr. carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97, pp.14-15)


Terminadas as apresentações [da fanfarra em Cardoso Moreira], houve um banquete, um jantar. Esse banquete estava reservado para os padres presentes, bem como para o J, os eremitas e outros membros do Grupo que vieram de São Paulo (...), além de alguns de Campos. Também tinham convidado alguns correspondentes mais destacados da região.

Os cooperadores mais novos da TFP campista foram escalados como servidores das várias mesas, pois este jantar se deu numa espécie de clube que há em Cardoso Moreira, ao lado de um rio. (...) os convidados se sentavam quatro a quatro formando rodas espalhadas por todo o ambiente.

A Denize e mais outras várias “enfogüetadas”, acabaram “se convidando” para o jantar, pois tinham que estar junto ao padrinho, etc. E acabaram se arranjando numa mesa comprida que, esta sim, cabiam várias pessoas. Lá sentaram-se umas 20 delas começando desde logo os acenos, os “padrinho!!!”, os bilhetinhos, etc. Ficavam o tempo todo olhando na direção da mesa principal onde estavam os padres, mais J e outros (Kallás, Meram, Glavan, etc.) como faziam alguns “enjolrras” com o Sr. Dr. Plinio.

Durante o jantar um coro de moças de Cardoso Moreira ficou cantando para os presentes. Às tantas o J levanta-se da mesa e vai cantar e reger tal coro, o que já não ficou bem. Em seguida ele dirige-se para a tal mesa e, para pasmo de todos, abrem um lugar, e ele senta-se no meio delas. Aí foi aquele tumulto, todas apertando-se em volta dele. Ele sentou-se ao lado da Denize. Esta virou a cadeira para ele de maneira que ficava com os joelhos encostando nas botas dele, etc. E para o espanto dos espectadores, ela pega com as duas mãos a mão dele, e fica acariciando-a; depois começa a acariciar a mão dele com a própria face e despejar inúmeros beijos em sua mão. (...) os beijos eram bem sonoros.

Apesar de o Sr. João Clá ter puxado a mão no início, e dito que [certas] pessoas não poderiam entender aquela atitude, ela disse: ‘aqui não tem fumaça’ e continuou. (...) A senhora encarregada do Buffet comentou que as moças eram muito ‘sapecas’. (...)

(Cfr. carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97, pp.14-15; e depoimento do Sr. Ghioto, 29/1/99)


No outro dia, fomos nos despedir do Sr. João Clá no hotel. Apesar da presença da mãe estranhei o fato de uma moça ficar por um bom tempo segurando com ambas as mãos o braço dele. (...)

Acabei indo, em outro carro, até o Rio de Janeiro, acompanhando o Sr. João Clá. Fomos levando o Sr. Meran. (...) Paramos para o almoço na churrascaria ‘Vacaria do Sul’. Sentamos na mesma mesa (...). O Sr. João Clá disse que pecaria contra o Espírito Santo quem não reconhecesse essa graça nova. (...)

Fomos até ao aeroporto Santos Dumont, pedimos a benção. (...) O Sr. Alex [encarregado da sede do Rio] estava lá. Chamou-me a um canto e disse: ‘O Sr. precisa espalhar essa graça para os outros apóstolos itinerantes, pois vejo que eles estão meio fora, não estão acompanhando, estão meio reticentes’.

(Cfr. carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97, pp.14-15)


*


O Padre David (cfr. carta aos Padres Olavo, Antônio e Gervásio, 6/6/97; cartas a Dr. Caio, em 3/2/97 e 4/2/97), bem como dez paroquianos de Cardoso Moreira (cfr. relatório enviado ao eremo de S. Bento em setembro de 1996), confirmam o depoimento do Sr. Ghioto. E fornecem mais alguns dados a respeito da conduta das moças:

- no banquete acima referido, procediam como se estivessem disputando um pretendente; elas eram “muito sapecas e agitadas”;

- tal era seu frenesi, que “queriam entrar à força” na casa onde os eremitas estavam tomando lunche e se misturar com eles.

A respeito desse último detalhe, os insuspeitos Padres Olavo, Antônio e Gervásio esclarecem que, conforme o testemunho dos próprios eremitas, uma vez que as moças entraram nesse local, não corresponde à verdade afirmar que “guardando todas as reservas [eles] ficaram à distância e tomavam o lunche com os olhos baixos para não fitá-las”. Na realidade “todos estavam inteiramente à vontade”. Acrescentam que aquilo é bom e acontece com frequencia após as cerimônias de Fátima: se “os CCEE” --ou seja, as moças-- queriam se misturar com os eremitas, ou simplesmente conversar com eles, não há nenhum mal substancial nisso. É o que acontece depois das apresentações públicas do coro e da fanfarra. E a norma que os eremitas tem é de se misturarem com o público (...), pois eles estão ali para fazer apostolado (...). Nessas ocasiões, [pessoas de todas as idades e de ambos os sexos] fazem-lhes perguntas, contam casos, alguns mais apropriados ao confessionário, osculam-lhes o escapulário, o terço, pedem a benção, osculam-lhes as mãos, etc., e não falemos dos trajes ...”

(Cfr. carta ao Padre David, em 29/6/97, transcrita em "E Monsenhor Lefevre vive?" pp. 242 e 243).





H. Convívio com as moças de Fiducia


Relato do Dr. Mário Navarro, 6/7/97, p.8:


Numa das primeiras reuniões mais estruturadas de JC com as moças (outubro de 96 ?), no Praesto Sum, a jovem Graziele Spoli ficou segurando a mão de JC. Depois as outras perguntaram a ela “onde é que a senhora estava com a cabeça para fazer isso?”; e ela respondeu: “não, quando eu segurei a mão dele, ele apertou minha mão”. Então as outras disseram: “ah, fenomenal! É prova de que o Sr. João gostou da coisa e que é para fazer”.

Em outra reunião, ficava uma de cada lado de JC segurando a mão dele, e depois se revezavam.


*




Palavrinha” de JC, confidencial, para as moças de Fiducia, 29/7/96:


Quem é que não tem medalhão da Senhora Dona Lucilia?

(Sra. ... : Nossa, o senhor está bem melhor, está mais corado hoje.)

Estou bem melhor, eu estava com febre a última vez.

Agora, sabe, que medalhão do Senhor Doutor Plinio, o Sr. Inoue... Os que tinham chegado ele já tinha distribuído, portanto, não tenho senão para uma. Quem é a uma que não tem?


(Sra. ... : Eu!)

(Sra. ... : É para quem não tem.)

Vamos sortear aqui. Mas, só que esses aqui são grandes demais...


(Todas: Nooossaaa! É um medalhão mesmo! Fenomenal! Dessa ninguém tem, Sr. João!)

Esses aqui são grandes demais, viu?

(Todas: Não! Nããooo!)(Sra. ... : Quanto maior, maior é a graça, não é?)

(Sra. ... : Nossa, que lindo!)

Bom, os outros dois eu deixo com a Dona Júlia para ela dar para quem...

([ininteligível] )

Quem é que não tem mesmo?

(Sra. ... : Eu não tenho.)

Qual dos dois tamanhos? Esse é grandão demais, ahahah! Não dá para usar esse aqui. Tem que usar na mesa.


(Sra. ... : Sr. João, tem relíquia dentro?)

Eu acredito que eles colocam no fundo atrás da foto.




IV. Duplicidade e hipocrisia de JC nesta matéria


A nossa castidade, a nossa pureza deve ser radical. Ela não deve de forma nenhuma permitir qualquer deslize, qualquer fímbria, qualquer fio de linha que seja de trato na linha de impureza. Impureza nunca, jamais, porque nós devemos ser intransigentes, radicais. (Cfr. telefonema Saúde, 17/5/97)


O único contato que tenho com os correspondentes e esclarecedores [NB: inclusive do sexo feminino] é durante os encontros. Nunca atendi a nenhum deles em particular, e das cartas que lhes escrevo mando cópias para o Setor de CCEE.

Agora posso dizer como Nosso Senhor Jesus Cristo aos fariseus: “Eu falei publicamente ao mundo; ensinei sempre na sinagoga e no templo, aonde concorrem todos os judeus, e nada disso em segredo. Por que me interrogas?” (Jo. 18, 20-21). (Cfr. “Juízo Temerário”, p.133)


[Em matéria de castidade] não se pode ceder absolutamente nada.(Cfr. Apostila usada nos retiros, item “Raízes do pecado”, pp. 16 e 17)


Para manter essa virtude, preciso fugir de todas as ocasiões próximas. (Cfr. Apostila usada nos retiros, item “Raízes do pecado”, pp. 16 e 17)


*


Havendo o Pe. David Francisquini enviado ao JC uma carta a respeito do comportamento das moças na região de Campos, o JC respondeu-lhe dizendo que concordava inteiramente com o Pe. nas ponderações que fez; chegou a afirmar que a atitude delas não corresponde em nada com a atitude da Sra. Dona Lucilia e nem ela agia assim. (Cfr. Circular do Pe. David no dia 25/3/96)


*

Depoimentos de Dr. Luiz:


Em 1996, eu falei varias vezes por telefone com JC, ele prometia voltar atrás nesses assuntos, e nunca voltou, foi para frente mais do que imaginávamos (6/2/99).


Sobre apostolado feminino eu falei com ele e me disse: "não, é isso mesmo, precisa acabar tudo isso porque não vai dar certo”. Eram meros recuos táticos (30/1/99).


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Carta do Sr. James Dowl (da TFP Americana) a Pedro Morazani (filho), de 16/2/97:


No dia 22 de abril do ano passado [1996], num telefonema que tivemos com o Sr. João, ele (...) às tantas contou que umas moças correspondentes pediram uma palavrinha com ele na qual elas todas se puseram de joelhos e pediram que ele abrisse (ou fundasse) uma ala feminina da TFP. Do lado de cá do telefone vários disseram ‘que horror!’, ou coisas do gênero. E o Sr. João disse: ‘É. Então eu as disse que eu não sou fundador e esse assunto não é comigo. Se quiserem, podem falar com o Dr. Luizinho’. Isso nos aplacou e o Sr. João então comentou que elas estavam sérias, que queriam se dedicar por inteiro, que eram gente dedicada ... etc.

A mim isso parecia uma sondagem e indicação do rumo para o futuro.


*


Um pouco antes da Missa pelo primeiro aniversário do falecimento do SDP (3 de outubro de 1996), Carlos Alberto, muito aflito, procurou ao Dr. Mário Navarro e ao Sr. Fernando Antunez, dizendo que só eles tinham condições de resolver um problema que o preocupava muito, e que era o comportamento das moças durante uma visita de JC a Cardoso Moreira.

Na Missa que foi celebrada nessa oportunidade, o Dr. Mário Navarro e o Sr. Fernando Antunez --ao igual que muitos outros que compareceram-- presenciaram coisas que iam exatamente na mesma linha do que lhes contara o Carlos Alberto: mulheres segurando fotos de JC; que passaram grande parte da Missa contemplando a JC; correndo atrás do carro dele, etc.

Tempo depois, talvez no dia seguinte, o Dr. Mário Navarro e o Sr. Fernando Antunez procuraram o JC, com o qual almoçaram no S. Bento. Disseram a ele que era preciso coibir isso. JC ficou muito desagradado, tentou justificar aquilo falando em ‘graça nova’, não queria aceitar a expressão “coibir”, mas ao cabo de 4 horas de conversa concordou em tomar medidas.

À noite, JC telefonou a ambos: “olha, tenho uma muito boa notícia, já pus em prática, no final de uma reunião para correspondentes que fiz, o que nós tínhamos combinado”.

Mas acontece que no fim dessa reunião, uma senhora relatou um sonho que teve: ela estava no túmulo, o SDP ressuscitava, a voz era do SDP, mas o corpo (ou a cara) era de JC. Resposta do homem: “bom, mas isso é um absurdo; é como dizer que um rato afirmasse que era JC”. Aí levantou a Graziela Spoli e disse: “ah, padrinho, eu então ficava com o ratinho”.

Ou seja, o coibir desses abusos foi relativo.

(Cfr. Depoimento do Dr. Mário Navarro, 6/7/97)


*


Mais um dado: os eremitas de São Bento e Praesto Sum, desde anos atrás, vem elaborando um “torreão” sobre ... a pureza! E se gabam daquilo.





V. Doutrina joanina a respeito do relacionamento com as mulheres – Sua arqui graça de arqui estado


A. A graça de estado que JC tem, o imuniza contra as tentações de impureza


Conversa de JC com eremitas de São Bento e Praesto Sum, 31/3/96:


Quando o senhor tem uma determinada missão, o senhor tem aquilo que em vida sobrenatural se chama a graça de estado.Se o senhor, de repente, é chamado numa circunstância "X" a salvar de um incêndio ou de um afogamento três, quatro fulanas, o senhor naquela hora tem uma graça de estado por onde não lhe passa a menor tentação de impureza pela cabeça, porque o senhor tem que exercer aquela função. Pode ser que mais tarde aquela imagem lhe volte à cabeça e o senhor seja tentado a propósito, mas na hora não.





B. O apostolado feminino não trouxe para mim nenhum problema de pureza


Reunião para os veteranos, 6/8/96:


[Reuniões para pessoas do sexo feminino, até hoje,] eu fiz três. Oficiais, eu fiz três. Fiz uma porque me pediram, antes de uma reunião, no auditório para CCEE...

(Glavan: Todas foram insistentemente pedidas, não é?)


Pedidas (1). Uma reunião antes que foi feito para um conjunto de moças que eu nem sabia quais seriam, que estavam ali e que foram-me fazendo perguntas, eu fui respondendo, foi mais ou menos uns 45 minutos de perguntas e respostas, disse: bem, vamos para o auditório que nós temos uma reunião, etc., etc.

Outra reunião, feita oficialmente, todas elas no Praesto Sum (2), em todas as vezes eu tirei todos os eremitas do Praesto Sum e pus no São Bento, e o êremo ficou vazio (3).

Depois, as senhoras casadas ficaram sabendo que tinha havido essa reunião (4), insistiram com o Sr. Glavan de que queriam, disseram no auditório: O senhor precisa fazer uma reunião para as senhoras casadas, etc. Está bom, vamos fazer uma reunião.

Foram as três únicas reuniões oficiais que eu fiz na vida para senhora. E isso deu um revuelo, e no Centro! Deu um revuelo no Centro!

Eu estou dizendo isso para os senhores para ajudar os senhores a combaterem o revuelo. Porque eu não tenho o menor problema de cancelar esse apostolado, sem problema nenhum. Eu não tenho problema. Se disserem: Olha, isso causa escândalo, isso nós não entendemos, etc., etc. Porque para mim é um alívio (5).

O Sr. André Dantas fica doido aqui em baixo, porque o número de telefonemas que ele recebe... Telefonam e diz: - Telefonou uma tal assim que tem dez anos de idade e queria falar com o senhor. Eu barrei (6). Eu fiz bem?

-- Barre, não tem dúvida.

-- Telefonou outra e que não sei quanto.

Houve gente que procurou o cônego... Porque eu tive uma conversa com o cônego onde eu expliquei tudo isso para o cônego. Mas, houve gente que procurou o cônego para contar ao cônego uma série de fatos que ele vai me contar agora quando vier. Uma série de fatos... E os fatos que eu soube, porque... quando eu soube dos fatos, o cônego mandou me dar um recado de que era melhor eu suspender as coisas todas até conversarmos. Eu disse: Olha, senhor cônego, não há dúvida, eu vou suspender. Mas, vai ser um trá-lá-lá.

E disse para o Padre Olavo, disse: - Olha, estão suspensos todos os contatos com Miracema, etc., o senhor me desculpe, mas houve isso assim, assim.

-- Ah, não! eu viajo para lá para falar com o cônego para explicar para ele.

-- Bom, o problema é do senhor [Risos] Foi lá e conversou cinco horas com o cônego (7). E o cônego contou a ele uns fatos. Por exemplo, um dos fatos: de que eu teria tido um almoço ou um jantar com os êremos itinerantes, e que eu então, acelerei e interrompi o jantar ou o almoço com os êremos itinerantes, para poder ter uma conversa com umas senhoras.

A única vez na vida que eu jantei com um êremo itinerante, a única vez na vida, foi em Montes Claros. (...) Bom, vinte e dois sentamos à mesa. Nós pagamos o jantar para os vinte e dois, e o jantar evidentemente demorou, era uma hora e meia, uma hora e quarenta e cinco. Às tantas eu disse:

-- Olhe, já são quase onze da noite. Não sei quem é que está no hotel, de repente tem senhoras...

-- Ah é! tem umas senhoras lá.

-- Pois é, então não vamos deixar esse pessoal esperando sem jantar (8) e a gente chega satisfeito e diz para eles: olha, nós já jantamos e os senhores não jantaram, viu! [Risos] Não tem sentido...

[Vira a fita.]

E o resto era uma série de membros do grupo e alguns vândalos, porque um subiu numa mesa de vidro e quebrou uma mesa de vidro. [Risos] Isso foi o único fato.

Outro fato que o Padre Olavo me contou ... (vira a fita) ... o caso foi esse. A menina tem 16 anos, fez aniversário e eu não fui ao aniversário. O Sr. Glavan é testemunha, de que foi insistido de que eu fosse ao aniversário. E eu não fui ao aniversário porque eu achei que não ficava bem eu ir ao aniversário, ficava meio exagerado (9).

Bom, não fui ao aniversário e então queria cumprimentá-la pelo aniversário, só por uma deferência porque foi tal a insistência, e eu ia cumprimentá-la pelo aniversário.

(Glavan: Mais porque era o pai dela que veio aqui, procurou o senhor e pediu que o senhor fosse ao aniversário dela...)

E o pai é um dos melhores CCEE que existem, porque o Senhor Doutor Plinio vendo esse homem junto ao túmulo disse: Esse aqui é um homem de Deus. É um homem providencial.


(Glavan: [Ininteligível] )

Aquele tal Spoli...? Então, eu telefonei para ele pai porque ele me deixou o telefone, no dia que teve conversa comigo. Telefonei para ele, pai, e disse:

-- Olha, sua filha está aí? Porque eu quero cumprimentá-la.

-- Não, ela não está aqui, ela está na casa de tal pessoa assim, assim.

Então liguei para a casa da tal pessoa e veio uma menina de dez anos ao telefone:

-- Ah, Salve Maria!

-- Salve Maria!

-- Minha irmã quer falar com o senhor (10).

É uma menina de 14 anos (11). [Risos] Falei com a menina e disse:

-- Olha, está aí a fulana de tal?

-- Está aí.

-- Fulana de tal, olhe, queria lhe cumprimentar, que Nossa Senhora dê muitas graças, eu não pude ir porque não deu mesmo, não sei quanto (12), etc. Salve Maria.

-- Salve Maria! (13)

Mas... senhores...!

Agora, vai falar com o cônego de que eu vivo perdendo tempo telefonando para...

Pelo contrário! Pergunte para o Sr. André Dantas aí o que é que ele barra o dia inteiro de telefonemas vindo do Brasil inteiro.

Tem uma senhora de Cardoso Moreira que pegou o Sr. André Dantas umas quatro vezes num dia, e que queria falar, queria falar, queria falar, porque tinha que falar; e eu disse ao Sr. André Dantas: Não vou falar porque nem conheço, e não posso.

Então ele tem barrado uns duzentos telefonemas aí de pedidos de conversa.

Eu queria dizer isso para tranqüilizar os senhores porque eu não tenho interesse em fundar uma TFP feminina! (14) Tal seria! [Risos] Já chega a masculina senhor! [Risos] Não dá!

E depois, sabe o que acontece...?

Camaldulense tem uma característica muito curiosa, o Senhor Doutor Plinio é quem comentava isso, eles, como vivem na paz, na tranqüilidade e no recolhimento, o relógio para eles deixou de existir. Então, quando eles entram numa conversa, o senhor pode esquecer do relógio porque aquela conversa vai longe.

Mas, eu acho que mulher já nasceu sem relógio. [Risos] Não tem relógio (15). Então, não dá, quer dizer, se o senhor fundar uma TFP feminina o senhor está perdido.

Depois, eu tenho noção clara de que o Senhor Doutor Plinio me disse isto.

Primeiro, eu fui quem mais objetou ao Senhor Doutor Plinio, filialmente, quando se tratou de formar o movimento de CCEE. O Senhor Doutor Plinio mesmo dizia que eu não cheguei a compreender o fundo do pensamento dele, e não compreendi mesmo. Só fui compreender depois. E hoje eu entendo perfeitamente, e vejo qual é a necessidade, etc., etc.

Mas, eu fui o maior opositor filial, do Senhor Doutor Plinio, nessa matéria.

Bom, foi fundado o movimento e às tantas começa o movimento crescer no setor feminino, e eu dizendo para ele: Olha aí (16), o senhor está vendo, os casamentos vão aumentar e daqui a pouco sai uma TFP feminina. [Risos] Ele disse: Não. Eu não tenho dom para cuidar de uma TFP feminina. Se aparecer uma Madre Letícia com dons, com carismas para tocar, aí é outra história. Aí a coisa pode tocar adiante. Mas enquanto não aparece uma Madre Letícia que toque isso...

Olha, eu não sou Madre Letícia, senhor! [Risos] (17)


(Kallás: Foi num encontro de CCEE, que foi em 84, 85, havia aquelas reuniões "Pergunte e o Senhor Doutor Plinio responde", e as senhoras pediram para ele para fundar uma TFP feminina, essa pergunta foi gravada, têm textos e tudo mais. No Clube Esperia. A resposta dele tem duas partes. Uma ele diz o seguinte: Não é toda ordem religiosa que tem o ramo feminino, então, tem os jesuítas, ele deu o exemplo. A TFP necessariamente não precisaria ter. E, em segundo lugar, ele disse isso que o senhor falou: "Enquanto não aparecer uma senhora claramente indicada pela Providência para dirigí-las"...)


Como apareceu para São João Bosco, e foi Santa Maria Mazzarelo; como apareceu para São Bento, Santa Escolástica, entende? E com São Francisco, Santa Clara. Mas, enquanto não aparecer, não tem jeito.

Então a nossa situação é essa.

Agora:

-- Ah, não, mas então por que é que o senhor fez essas reuniões?

Fiz essas reuniões porque foram pedidas, e essas reuniões são feitas por outras pessoas aqui, lá e acolá.

(...) Eu vou dizer uma coisa aos senhores, eu lhes digo com toda sinceridade de alma: não pensem que isto trouxe para mim algum problema de pureza, porque não trouxe. De jeito nenhum.


Comentários:

  1. Até agosto de 1996, JC só fez 3 reuniões “oficiais” para as moças, porque lhe pediram. Não fala das reuniões “não oficiais” e que não lhe pediram.

  2. Essa primeira reunião oficial, de 45 minutos de duração, foi portanto em algum salão ou no jardim do Praesto Sum. E só com moças desconhecidas.

  3. Em todas essas reuniões, ficaram só as mulheres e JC.

  4. Essa primeira reunião foi então só para as moças solteiras. Não estavam presentes nenhum eremita, nenhuma senhora.

  5. Afirma estar disposto a cancelar o apostolado feminino, sem nenhum problema, desde que este escandalize a alguém. Mas esse “apostolado” escandalizou muitos membros da TFP e JC não o suspendeu.

  6. Como assim André Dantas soube que essa menina tinha 10 anos? É difícil acreditar que ela tenha tomado a iniciativa de indicar sua idade. É mais provável que André Dantas lhe tenha perguntado a idade, e ao saber que era uma criança, a barrou. Quer dizer que se fosse um pouquinho maior, não a teria barrado?

  7. Bem a seu estilo, JC apresenta as coisas de tal maneira que o leitor --ou o ouvinte-- pensa que o Padre Olavo tomou a iniciativa de procurar ao Sr. Cônego.

Mais provavelmente, JC deve ter pedido ao Pe. Olavo que viesse de Miracema e lhe mandou fazer pressão sobre o Sr. Cônego. Tanto interesse e empenho tinha JC nesse sentido, que pôs à disposição do Pe. Olavo a seu secretário particular, André Dantas, para que o conduzisse até a residência do Sr. Cônego. Eis o que se depreende do seguinte fax enviado por JC ao Dr. Mário Navarro, no 24/7/96:

Caríssimo Sr. Mário

Salve Maria1

Estou lhe enviando junto com este bilhete, uma carta que foi enviada pelo Sr. André Dantas, ao mesmo tempo que conduzia o Padre Olavo ao Sr. Cônego, em sua fazenda. O Padre Olavo teve uma conversa de quase 5 horas com o Cônego a respeito da qual depois lhe direi uma palavra.

  1. Ou seja, por volta das 1:00 da madrugada, JC acelerou o jantar com os eremitas itinerantes, para ir atender às “senhoras” que estavam no hotel aguardando em jejum a visita do pontífice.

  2. Para não assistir ao aniversário dessa moça de 16 anos, JC não alega a necessidade de ser vigilante em matéria de pureza. Disse que “não ficava bem” e “ficava meio exagerado”.

  3. Primeiro JC conta que, quem liga, à procura da moça Graziela Spoli, é ele. Agora disse que era ela que estava à procura de JC.

  4. JC conhece com precisão a idade das moças com as quais fala pelo telefone. E as identifica com rapidez. Ou seja, tem um trato assíduo com elas.

  5. Anteriormente disse que não foi ao aniversário da moça porque “não ficava bem” e “ficava meio exagerado”. Agora disse que não foi “porque não deu mesmo”, quer dizer, ele teria ido, tinha intenção de ir, mas os contratempos que surgiram foram tais que acabaram prevalecendo sobre seu plano.

  6. De parte a parte o cumprimento é “Salve Maria”, como é usual entre membros pertencentes à TFP.

  7. Seu procedimento indica o contrário.

  8. Ou seja, as conversas de JC com as moças, são bastante prolongadas.

  9. Olha aí”: igualitarismo no modo de JC tratar a Dr. Plinio.

  10. Mas nas reuniões, “palavrinhas”, retiros, direção espiritual, etc., ele procede em relação às moças como uma Madre Letícia. Tanto assim que até gosta de falar de “nós” mulheres.





C. As manifestações de veneração das moças, me fazem bem para a pureza


Reunião para os veteranos, de 15/10/96:


Tem alguns dentro de nós que ficam com escrúpulo. (...) uma pessoa boa, (...) que me apoia inclusive, ficava tentada quando as moças me osculavam a mão.

Bom, se é ocasião próxima de tentação para ele, ele tem que evitar de ver isso. Para mim não é. (...)

Eu posso dizer com toda sinceridade, essas coisas que tem ocorrido com correspondentas, não me tocam absolutamente em nada em matéria de pureza. Se tocasse, eu teria obrigação de cortar. Agora, como é que eu posso depois de uma cruzinha dessas ir comungar? Eu, pelo contrário --eu vou dizer uma coisa que pode ser até um absurdo--, mas me fez à pureza, ouviu?





D. Absolutamente não se pode levantar qualquer suspeita contra a pureza de JC


Depoimento de André Dantas:


Este e.M., enquanto secretário do Sr. João, teve a graça de estar presente em todas as ocasiões em que ele fez apostolado com as correspondentes. É tal a atmosfera de paz pliniana (1) e o clima de graças sensíveis dessas reuniões, que é absolutamente inimaginável levantar qualquer suspeita nessa matéria [de pureza]. (...) No que me diz respeito, posso jurar sobre os Evangelhos e sobre as relíquias de nossos Santos Fundadores de que em nenhum desses contatos com as correspondentas nem sequer me passou pela cabeça nenhuma tentação contra a pureza (2).

(Cfr. Grafonema para Marcos Faes, 25/10/96, pág.22).


Comentários

  1. Exemplos dessa atmosfera se encontram acima, no relato de um retiro para moças realizado em Miracema, bem como na “tournée” apostólica pelo Norte Fluminense.

  2. Quer dizer que os adeptos mais chegados a JC participam da graça de estado de seu senhor?





E. A graça de estado de JC é tal, que dispensa cautelas. Seu procedimento com as moças irradia pureza. Amostras do entusiasmo virginal


A respeito do apostolado feminino desenvolvido por JC, o Pe. Olavo redigiu umas “Considerações despretensiosas a propósito de uma graça”, as quais foram difundidas por tudo quanto é canto através do grafonema “confidencial” de André Dantas para Marcos Faes, de 19/11/96:


O sacerdote tem que ouvir confissões de senhoras (...). Se qualquer homem, fora desse sacramento, se pusesse a ouvir confidências, especialmente de pessoas de outro sexo a respeito de todos os seus pecados e misérias, em detalhes, isto constituiria ocasião próxima de pecado. No entanto, no caso do sacerdote que faz isto normalmente, temos ocasião de admirar a ação da graça de estado, que não dispensa certas cautelas (1), mas que realmente suspende, em certo sentido, naquele caso, os efeitos das tentações e das más inclinações. (...)

Entre outros aduzimos o exemplo de Santa Joana D’Arc. (...) mulher, jovem, dos 17 aos 19 anos, vivia como um soldado, convivendo dia e noite com soldados, dormindo na mesma tenda com outros oficiais. (...) No processo de reabilitação, entre outros, os Duques de Alençon, Dunois, o chefe de seus servidores, Jean D’Aulon, depõem que a viram muitas vezes quase despida com o busto à mostra, etc. (...), no entanto eles confirmaram que nessas ocasiões nunca sentiram tentações impuras em relação a ela, nem em relação a outras mulheres (Cfr. ...) (2).

Todo mundo deveria admirar e glorificar a Santa Igreja por essa graça tão grande, (...) que nessas circunstâncias suspende os efeitos do pecado original (...). É a Providência que quer nos chamar a atenção para o poder da graça, dispensando cautelas estritas que a Igreja prega e exige rigorosamente nas situações comuns (3).

(...) Outro exemplo. Muitos santos tiveram de ter um trato de muita proximidade com pessoas de ambos os sexos para poderem exercer sua missão. Exemplo disso é Santo Antônio Maria Claret (...). Pessoas de ambos os sexos se atiravam para tocar nele. Não consta, e é até impensável imaginar que, que tenham sofrido tentações com isso, uma vez que nem sempre ele fugia dessas manifestações (4) (Cfr. ...).

(...) É inegável que o SDP, depois de sua morte, tenha obtido de Nossa Senhora graças muito mais abundantes para o apostolado da TFP do que antes. O instrumento mais frequente e mais eficaz dessas graças tem sido o Sr. João Clá. (...).

Essa graça de que ele tem sido instrumento é acompanhada de um entusiasmo, de um enlevo, de uma atração pela pessoa dele, surgidos espontaneamente entre os adultos, mas especialmente entre jovens, adolescentes e crianças. Se alguém quiser, pode fazer uma pesquisa exaustiva --estou pronto a ajudar isto-- que não encontra nenhuma explicação para esta atração entusiasta. Não vão encontrar nenhuma pessoa, nenhum dispositivo, nenhum planejamento que tenha despertado isso (5).

E como é de se esperar, ainda mais de brasileiros --que nunca se contenta em olhar as estátuas de santos, mas faz questão de tocar com as mãos--, ainda mais de jovens, adolescentes e crianças, especialmente do sexo feminino, procuram tocar nas mãos, no escapulário e até no capuz dele. (...) É claro que no aperto e no empurra-empurra das grandes aglomerações, involuntariamente e compreensivelmente as coisas podiam ir além. Em certas circunstâncias seguravam demoradamente a sua mão (6). (...) [Numa das apresentações de Fátima no Norte Fluminense], por um certo pudor excessivo, um coral de moças estava com receio de cantar num jantar de eremitas. Foi preciso que o sacerdote as convencesse alegando que afinal de contas eles estavam numa programação como que de uma paróquia (7). (...).

Por que não supor que Nossa Senhora tenha dado para ele [JC] graças um tanto maiores que as comuns (mas não tão extraordinárias como as de Santa Joana D’Arc) nesses contatos necessários para esse apostolado; graças que, ao tratar de tão perto assim com apostolandas e correspondentes, afastam os perigos e inconvenientes que haveria se qualquer outra pessoa, sobretudo jovem, procedesse dessa forma? (8).

(...) [Se Nossa Senhora deu a ele o dom de ser o instrumento de grandes graças em matéria de apostolado], não daria também o dom de irradiar uma pureza mais que a comum para evitar os inconvenientes que este trato habitual poderia ocasionar de parte a parte, analogamente a que teve Santa Joana D’Arc, à maneira das graças de estado do sacerdote (...) ? (9)

[São Luiz Grignion diz no Tratado da Sabedoria Encarnada] que a bondade infinita de Deus, até nascer Nossa Senhora, se achava violentada no seu anseio quase incontido de comunicar dons e graças (...). Mas quando apareceu Nossa Senhora Ele desafogou todos esses desejos que brotavam de seu coração infinitamente dadivoso. (...) Mutatis mutandis Deus tem esse mesmo desejo, esse mesmo anseio em relação a toda criatura. Portanto devemos estar mais propensos a crer do que a duvidar das graças, e graças extraordinárias, sobretudo em relação a essa pessoa que foi tão fiel (10) (11).


Comentários

  1. Aqui o Pe. Olavo afirma, com razão, que mesmo a graça de estado, não dispensa a observância de cautelas para tocar o apostolado feminino. Mais abaixo vai afirmar o contrário.

  2. Mas o Pe. Olavo parece não ter tido conhecimento que, quando certa vez um soldado tocou no corpo de Sta. Joana D’Arc, ela lhe deu uma bofetada tão forte, que ele --nem ninguém-- nunca mais ousou nada que pudesse macular sua integridade virginal. JC alguma vez deu uma bofetada a alguma moça que o abraçaram? Que se saiba, não. Logo, deve ter uma graça de estado muito superior à de Santa Joana D’Arc.

  3. Agora o Pe. Olavo sustenta que as graças de estado dispensam, nas apenas as cautelas comuns, mas até mesmo as cautelas estritas.

  4. Mais adiante, veremos que este santo se conduzia de um modo diametralmente diferente ao de JC no tocante ao apostolado “feminino”.

  5. Mentira. O próprio JC conta várias vezes que esse “entusiasmo” era induzido (Cfr. Capítulo 6, VII).

  6. Aí estão enumeradas as manifestações do entusiasmo virginal das moças em relação a JC: elas procuram tocar nas mãos dele, seguram suas mãos demoradamente, procuram tocar no seu escapulário --portanto, apalpam o seu peito--, no seu capuz --acariciam seu colo, cabeça e rosto. Tudo isto vai além por ocasião das grandes aglomerações, no meio do empurra-empurra e de pessoas que se esfregam umas nas outras.

  7. O padre achou “excessivo” o pudor das moças e as pressionou para que cessassem de ter receios. Não tinha sentido que o pudor as distanciasse dos eremitas de São Bento e Praesto Sum, pois estes também participam das graças de estado de JC.

  8. Mentira. Na realidade, o Pe. Olavo --ou o eremita de São Bento que escreveu essa monografia-- atribui a JC uma graça de estado maior que a que teve Santa Joana D’Arc.

  9. No que consiste o “trato habitual” de JC com as moças? Acima, na nota 6, pode se ter uma idéia.

  10. Se é assim, por que atribuir a JC apenas essa graça de estado? Nada impede que também se lhe atribua outras graças extraordinárias --por exemplo um carisma profético maior que o de Dr. Plinio. Por que não? Não é JC uma pessoa tão fiel?

  11. Observe-se que ao longo de todo o “discorso” do Padre Olavo para justificar o trato de seu líder com as moças, ele apela para o exemplo de diversos santos, excepto para o SDP, que jamais tomou atitudes como essas.







F. Se antes era casto, agora sou muito mais


"Jour-le-jour" 21/5/97:


Eu não receio em dizer isto e afirmo sem medo de causar espanto em algum dos senhores:

Eu me lembro perfeitamente que, por graça de Nossa Senhora, mantinha minha virtude da castidade assim enquanto ele estava vivo. Deus me livre chegar com os olhares embaçados por alguma coisa qualquer que me tenha passado diante dos olhos e eu tenha cedido. Jamais. Chegar com esses olhos embaçados diante do Sr. Dr. Plinio... tenho medo, de jeito nenhum.

Por esses olhos eu estou disposto a fazer qualquer sacrifício em matéria de vencer... Aqueles olhos me mantinham.

Os senhores vão dizer:

-- E agora?

Agora mais ainda. Porque se eu antes tinha receio de me encontrar com aquele olhar tendo as minhas vistas impuras, eu muito mais receio tenho hoje de colocar os olhos de meu uso em alguma coisa impura na frente dele, porque eu sei que estou constantemente sendo observado por ele. Se antes o olhar dele mantinha, agora mantém muito mais.





VI. Doutrina católica a respeito do relacionamento com mulheres


A. Normas dadas por Dr. Plinio


Despacho CCEE – 31/10/89:


Aparte: Já houve quem levantasse que o Sr. não quer que seja feito trabalho com correspondentes mulheres, e que o melhor é acabar com isso. Ou opor dificuldades para fazer conferências para mulheres.


Não. O que eu não quero é uma coisa diferente. É que antes e depois da conferência haja conversota do conferencista com as senhoras. Isso não. Mas que haja um salão onde se entre, faça a exposição, as senhoras que queiram fazer perguntas, façam em público --não é preciso fazer em particular. Se tiver pergunta para fazer em particular, escreva que a gente responde por escrito. Mas nesse ponto eu não quero osmose! Há um princípio: "entre santa e santo, muro de cal e canto".


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No Despacho 25/10/90, Dr. Plinio disse, referindo-se à formação a ser dada às correspondentas: “Pôr um homem como formador não vai”.


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Num Despacho de 26/12/85, Dr. Plinio indicou como deveria ser o relacionamento dos sócios e cooperadores com as correspondentas que iriam participar de um Encontro:


O membro da TFP não pode sair sozinho com uma, nem duas, nem cinco pessoas [de sexo feminino] com uma diferença de idade, entre ele e elas de ... quer dizer, ele deve ser mais moço do que elas uns 10 anos, e nunca mais velho. Sozinho nunca (1). Com duas ou três, só se for com os pais, e uma diferença de idade de pelo menos 10 anos.

E nunca ir mais de uma vez com a mesma pessoa no mesmo lugar.

Nunca tomarem mais de uma vez refeição com a mesma moça num Encontro.

Isso vai sob obediência.

E, em terceiro lugar, havendo oportunidade de elas virem conversar nessas rodas, dentro de 15 minutos, no máximo 20 minutos, dissolve a roda.


Comentário:

  1. Por volta de abril de 1999, o Sr. Leonardo Mourão viu entrar na igreja da Consolação ao eremita Luiz Francisco Beccari acompanhado de uma filha de Dr. Miranda. Em julho de 1999, o Sr. Henrique Fragelli viu a Átila Guimarães numa igreja da Califórnia sentado junto com a irmã de Leo Horvath --ele e ela trabalham juntos na elaboração de livros. Em setembro, o Sr. Josias viu chegar, à meia noite, um joanino que habita num apartamento anexo à DAFN, trazido num automóvel guiado por moças. Nos primeiros dias de dezembro, o Sr. Marcelo Pereira, que estava numa padaria perto do cemitério da Consolação, viu entrar a JC acompanhado de 4 moças.



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O melhor conselho [em matéria] de pureza é não ser otimista. Os que pensam que a manutenção da pureza não pede muita atenção e muita prevenção, estes afundam, não vão para frente. Para manter a pureza é necessário ser muito previdente, perceber quais são as más ocasiões, as oportunidades perigosas, e manter-se longe dessas oportunidades (Cfr. Palavrinha, 02/02/87)


Num lugar onde há elemento feminino em idade de criar um problema sexual, procure não estar. Porque ela vai procurar a você pelo menos tanto quanto você quereria procurar a ela (Cfr. Reunião para apóstolos itinerantes, 24/7/86).



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Em Defesa da Ação Católica”, IV Parte, cap.3, pp.244-251:


Há ambientes tais, que hoje em dia [NB: 1943 !] só alguma pessoa de uma ingenuidade que faça lembrar a censura do Profeta Oséas (VII, 11), isto é, que seja ‘uma pomba imbecil sem inteligência’, poderia imaginar não serem nocivos. (...)

Pergunta o Divino Mestre de que serve ao homem ganhar o mundo inteiro se perder sua própria alma. Daí se deduz como princípio, aliás sancionado por qualquer moralista digno deste nome, que, caso ‘haja perigo grave e próximo de pecado formal, especialmente contra a Fé e a virtude angélica, Deus quer que nos afastemos das obras’(D. Chautard, p.62 da edição portuguesa).

É um gravíssimo erro pretender-se que a Ação Católica imuniza, por uma certa misteriosa graça de estado, os seus membros, contra as tentações. Esta graça de estado será certamente muito mais abundante para os clérigos, e entretanto ela não altera o regime de relações entre a graça e o livre arbítrio, não sufoca a concupiscência e o demônio, que existem para todos os homens. (...)

[Dir-se-ia que restringir a liberdade de movimentos da Ação Católica] estancará a sua fecundidade. Mas a Ação Católica não é um jogo de loteria ou de roleta, em que se expõem algumas almas para ganhar outras. Por outro lado, o espetáculo de uma mocidade pura e generosa, que triunfa das seduções do mundo calcando aos pés todo o encanto de seus atrativos, para se afastar da pestilência moderna, deve impressionar necessariamente muito mais as almas criteriosas e ponderadas, as almas retas e sedentas de virtude, em uma palavra, as almas que estão a caminho de Jesus (...).

[A respeito da frequentação de ambientes alheios às sedes da Ação Católica], não se deve perder de vista que o único critério a ser levado em conta não é o do maior ou menor risco oferecido pelo local em que se está, mas ainda a lei da decência e o dever do bom exemplo. Fulminam as autoridades eclesiásticas a freqüência dos lugares suspeitos, as diversões pagãs, etc., etc. Certas camadas da população, mais dóceis à voz da Igreja, ou mais apegadas às suas tradições, relutam ainda em se conformar com os costumes novos, e para tanto se expõem à risota dos conhecidos (...) . Qual é, sobre tais ambientes, o efeito que causa a noticia de que os membros da Ação Católica não só podem, mas devem aí comparecer, participando de todas as diversões, e não se recusando a si mesmos a fruição de quanto a Hierarquia condena? (...) . Assim, ainda mesmo que algum membro da Ação Católica pudesse alegar que pessoalmente não lhe faz mal o comparecimento a certos locais, sua própria dignidade de membro da Ação Católica lhe vedará aí o acesso.

(...) Lembre-se sobretudo, cada qual que, neste assunto, ninguém pode ser juiz em própria causa, pelo que deve sempre aconselhar-se com um sacerdote prudente. As almas mais bem formadas passam, às vezes, por longas tentações, de origem natural ou diabólica, que lhes tornam perigoso até mesmo o que a outras seria normalmente inócuo.





B. Dr. Plinio não quer joaninas, considera abjetas suas manifestações de “fervor” – O Padre Olavo “vai aprontar surpresas”


Trecho de conversa do SDP com JC e com o Sr. GL (1/7/92), a respeito das “joaninas”:


... as Joaninas.


(Sr. GL: Aquilo é realmente puxado).


É, a coisa horrível, horrível, é horrível.


(Sr. GL: Eu fui lá onde o Cônego, a fazenda dele, o negócio é bravo mesmo!)


Mas aquilo não são as joaninas.


(Sr. GL: Não, essas é a ala dura, o cerne duro das joaninas).


É, mas creio que são joanonas.


(Sr. GL: Exatamente, mas, imagine como serão as outras ...)


Era impossível dizer isso aos 4 padres que nós não queriamos joaninas.


(JC: Impossível, impossível, nem pensar).


Toda a dedicação que o Pe. Olavo nos tem, etc., etc., tudo isso ... hahaha!


JC: Esse homem ainda vai aprontar surpresas.


Eu acho também, eu acho também.


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No jantar de 27/7/91, Dr. Plinio troca impressões com o Sr. Fernando Antunez a respeito do comportamento das mulheres no final de uma reunião para CCEE:


Que coisa desagradável naquela reunião de hoje à tarde, o modo daquelas mulheres pegarem na mão do seu senhor. É uma coisa ... nem sei ... abjeta! Com umas caricias, umas coisas que não tem propósito.


(Sr. Fernando Antunez: Uma coisa muito desagradável).


Muito, muito desagradável. Não se vê bem onde é que fica a pureza daquelas mulheres com aquilo.





C. Conduta e exemplo de Dr. Plinio nessa matéria


Na primeira conferência de JC que o Sr. Ghioto assistiu --na década de 70--, as pessoas nomeavam uma virtude, e JC contava um fatinho. Sobre a pureza ele narrou que tendo o SDP saído do automóvel, na companhia de outros membros do Grupo, uma ‘fassura’ que estava postada na calçada jogou uma serpentina de carnaval dentro do carro. Esta, desenrolando-se, veio cair no peito do SDP. Este, severíssimo, pegou com os dedos e jogando-a fora com desprezo, olhou indignado para o lado da ‘fassura’ e deu um grito: ‘sua jumenta!’ Ela se pôs em prantos e o SDP se foi.

(Cfr. carta do Sr. Ghioto ao Pe. David, 24/5/97, p.8).


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Palavras de Dr. Plinio, emitidas numa CSN do ano 93, lida por JC no "jour-le-jour" 9/3/97, parte II:


[As] alunas da Faculdade Sedes Sapientiae (...) apreciavam a tal ponto as minhas aulas, que umas e outras se metiam na cabeça de casar comigo. E me esperavam do lado de fora, no parque da Faculdade sentadas em pedras, em bancos, etc., etc. Quem me contou isto --eu percebia o que era-- , mas foi a Dulce Sales Cunha, que tinha sido minha aluna e numa reunião de oficiais aqui do Estado Maior de São Paulo (...) numa reunião deles, reunião social com as mulheres presentes, etc., ela contou isto. E que ela mesma também sentava lá com a esperança de casar comigo. E então a mulher do Alexander disse:

-- Mas, Doutor Plinio, se elas de tal maneira se interessavam pelo senhor, por que é que afinal o senhor não resolveu a favor de uma delas?

A Dulce Sales Cunha fez assim, mas falou alto, para ser ouvida [pela] sala inteira, como quem faz uma brincadeira. Disse: "É muito simples, você não percebe? Ele não dava bola nenhuma para nós. Ele entrava com toda pressa, atrasadíssimo. Saía correndo não se sabe para onde, e sem ter tempo para olhar para nós". Então gargalhada geral e a coisa...

(...)


(Sr. Horácio Black: Outra senhora há um ano atrás, uma Toledo Piza que foi ex-aluna do senhor, dizia: "eu me lembro que nós ficávamos na escada à espera do Doutor Plinio e ele passava rápido e sem olhar. (...)


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Conversa Sábado à Noite, 24.11.90:

(Sr. PHC: Eu achei que faria bem para ela a Oração da Restauração. Eu pergunto se...)

Era preciso pedir o "imprimatur", ouviu? Não sei a quem, nem de que jeito, nem nada.

Agora, eu vou dar um conselho: com correspondentas não procure fazer esse tipo de apostolado.


(Sr. PHC: No caso concreto é casada).

Entre santa e santo altar de cal e canto, meu filho. Você me viu alguma vez fazer apostolado assim, não? Nada, não é? Você precisava ver a queixa das alunas porque eu tratava à distância, está entendendo?


(Sr. PHC: Ex-alunas do senhor ficavam indignadas porque o senhor não as olhava).

Ficavam indignadas. Uma ocasião eu entrei e elas estavam todas sentadas na escadaria, em bancos, etc., da universidade, todas fingindo que estavam estudando, para ver se eu olhava para alguma quando entrava, porque eu era muito mais moço, tinha quase a idade delas. Então ver se pegava, não é? Eu entrava a toda pressa e subia, e está acabado


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Reunião para Apóstolos Itinerantes, 8/11/1973:


(Aparte: O senhor disse que para ter união de almas é preciso ter união de vias e cogitações do senhor. O que seriam essas vias e cogitações para o apóstolo itinerante por exemplo fazendo apostolado com um rapaz novo?)


A união de cogitações começa antes. Os senhores devem imaginar o seguinte. Os senhores chegando à cidade onde vão, a coisa começa por aí, um dos senhores chega à cidade, a pergunta que os senhores deveriam fazer é a seguinte. Os senhores me conhecem bastante para isso, mesmo aqueles que eu conheço apenas germinativamente, para usar a expressão, já me conhecem bastante para isso. Perguntarem o seguinte:


"Como é que Dr. Plinio consideraria esta cidade? como é que ele veria o centro da cidade? como é que ele veria o bairro establishmentoso da cidade? como é que ele veria o mundanismo da cidade? que atitude de alma ele tomaria em face disto? que críticas e comentários ele faria?"


(...) Bem, aí é uma série de coisas que os senhores poderiam se perguntar a si mesmos e ajudar a formar uma idéia a respeito do código de procedimento do apóstolo itinerante --Código de procedimento interior do apóstolo itinerante, que é algo que eu acho que seria muito interessante a Comissão do Movimento elaborar para os senhores.


Mas por exemplo, meus filhos, a vigilância. "Qual é, qual era a vigilância de Dr. Plinio com --quando ele era moço-- as pessoas do outro sexo?". Em 1930 por exemplo, nós estamos em 73, a agressão sexual caminhou de modo fabuloso, a liberdade entre homem e mulher, a tendência para o uni-sex nem sei que proporção tomou. Naquele tempo qual era a minha vigilância?


Havia alunas da Faculdade de Direito, os senhores fiquem sabendo que eu nunca conversei, a não ser uma meia palavra para responder a uma pergunta que elas faziam, e assim mesmo elas não sentiam liberdade de fazer pergunta. Nunca deixei de cumprimentar as que eram minhas companheiras de turma, mas com a cabeça, um cumprimento atencioso com uma certa amenidade, mas dando a entender perfeitamente que se não fosse para dizer que o prédio estava pegando fogo, não era para cumprimentar.


Qual era a minha atitude hoje de cuidado com mil pedidos de ajuda, mil pedidos de colaboração, mil oportunidades que tomam as moças para se aproximar dos rapazes? Qual seria o cuidado dentro de um ônibus? qual seria o cuidado com a moça que mora em frente? qual seria o cuidado com a vizinha? qual seria todo o domínio exercido sobre si para se manter alheio a todas estas impressões e influências? qual o cuidado de não estar olhando para as moças que estão pela janela no percurso? E para as que estão rodando pelas praças públicas? e qual o cuidado de não fazer relações com moças?


O celibato é uma virtude admirável, mas é uma virtude frágil: ou ela é protegida ou ela morre. Hoje em dia mais do que nunca.


Estas seriam, meus filhos, as minhas cogitações. Sobre tudo isto eu teria cogitações a fazer.





D. Conduta que outrora JC tinha nessa matéria


"Jour-le-jour" 16/1/96


Os senhores já viram que minha vida no colégio não era fácil. Tinha umas tipas que eu já tinha dado uma bofetada numa, e havia uma outra que eu via que estava me cercando por alguma razão (...) e eu estava na dúvida se dava uma bofetada ou não. (...)

Então fui expor o problema para o Dr. Paulo [Ulhoa] e disse:

- Olhe, Dr. Paulo, acontece o seguinte: na aula assim e assim. Eu não sei se dou uma bofetada.

- Ih! Ih! Ih! Não. Olhe aqui, você precisa saber conviver com isso tudo. Eu mesmo comungo todos os dias em tal paróquia assim e assim, e lá comunga uma fulana todos os dias também. Essa fulana outro dia veio me abordar enquanto eu fazia ação de graças e disse o seguinte: "Olhe, eu tenho o meu terço aqui e eu vou fazer uma viagem à Europa. Podemos fazer o seguinte: eu lhe deixo o meu terço e você me dá o seu? Eu viajo com o seu terço e na volta nós trocamos novamente, porque eu confio muito nas suas orações". Eu disse: "Está bom". Então troquei o terço.

Depois disso os senhores compreendem que o sangue espanhol já não dava mais para ter [a Dr. Paulo como] diretor espiritual: "Eu vou tocar a minha vida sozinho porque eu prefiro me perder sozinho do que ir com outro para o Inferno". Nunca mais procurei a ele.





E. São Bernardo: regras para detectar hereges

(O trecho em maiúsculas não é nosso)


Os inimigos que combatem [a Igreja] o fazem sigilosamente, procurando quedar ocultos. (...) [Os novos hereges tem adotado uma tática de combate], que consiste em ocultar solapadamente os mistérios de sua iniquidade, a fim de poder difundi-los, tanto mais seguramente quanto mais secretamente. Para melhor conseguir seus depravados intentos, diz-se que formam conventiculos secretos, em que se ligam entre si com iníquos juramentos. “Jura, perjura, mas não reveles nosso secreto”. (...)

[Dizem que não querem dar aos cães as coisas santas nem jogar pérolas aos porcos]. Mas com isso demonstram bem claro que não pertencem à verdadeira Igreja, pois consideram como cães e porcos a todos os que formam parte da Igreja católica. Acreditam que os que não pertencem a sua seita, todos sem excepção, devem ser excluídos de seus misteriosos conventículos e do que neles se faz. Prescindamos agora de se fazem isto ou aquilo; o certo é que temem, e muito, o ser descobertos (...) [Responde-me]: o secreto que ocultas, é de Deus ou não? Se de Deus, por que não o publicas para glória Sua? Pois vai muito à gloria de Deus o revelar o que pode servir de edificação ao próximo. E se não o é, por que das fé ao que não é de Deus, senão porque és um herege? (...)

Donde está essa vida e essa conduta apostólica de que tanto os gabais? (...) No quê os pareceis [aos Apóstolos]? Talvez em que não os acompanhais de mulhericas? Mas viveis em companhia delas, e todos sabem ser muito mais suspeitosa a coabitação que a simples companhia. (...) Fazei vocês milagres semelhantes [aos operados pelos Apóstolos, que ressuscitavam mortos], e então, quando eu veja que morais com uma mulher, não a crerei tal, mas homem. Amém de que, não é grande temeridade de vossa parte o usurpar os privilégios de aqueles cuja santidade estais tão longe de imitar? ESTAR SEMPRE COM UMA MULHER E NÃO CONHECE-LA, NÃO É MAIOR MILAGRE QUE RESSUSCITAR UM MORTO? Não podeis fazer o que é menos, e quereis que eu creia de vocês o que é mais? Estais a diário à mesa perante uma moça; vosso leito está na mesma câmara que o dela; vossos olhos estão fixos nos dela ao falar, trabalhais mão a mão com ela, e quereis que os tenha por continentes? Ainda que fosses, me dais bastantes motivos para crer que não o sois. (...)

Que sinal daremos para que todos cheguem a conhecer esta perniciosíssima heresia, que tão bem sabe disfarçar-se, não só com suas palavras, mas com sua conduta?

As recentes sinais que se observam na vinha do Senhor indicam claramente que as raposas tem passado por ela há pouco; mas eu não sei como se as vale essa besta astuta a mais não poder, que de tal modo apaga ou dissimula as marcas de suas pegadas, que não pode conhecer-se por onde entra nem por onde sai. Bem se vê sua obra nefasta, feita sem que pareça em parte alguma o autor dela; tanto é o cuidado que põem em mascarar-se baixo as mais belas aparências. Se perguntais a estes hereges acerca de sua fé, ninguém mais católico que eles. Sua conduta parece irrepreensível, parecendo justificar com ela suas palavras e suas obras. (...) Ademais, seu rosto aparece pálido pelos jejuns (...). Onde está aqui a raposa? (...) a reconheceremos pelos seus frutos, pois a devastação da vinha é proba certa de que as raposas andam nela. As mulheres deixam a seus maridos, e os maridos a suas mulheres, para ir-se com eles. Os clérigos e os presbíteros, quer jovens, quer velhos, deixam seus povos e suas igrejas, e ainda há entre eles alguns que se sujeitam a exercer algum oficio. Não é isto uma grande devastação? Não é isto obra de raposas? (*)


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(*) A respeito disto, transcrevemos os seguintes documentos:


- Depoimento de JC (reunião com os veteranos, 6/8/96):

O Pe. Olavo foi falar com o Cônego para contar os efeitos [das apresentações de Fátima no Norte Fluminense]. Ele conta (...) conversões assim de gente que não conheceu o SDP, e que tomando contato com os eremitas e com a gente em Miracema na outra vez, se converteu, e que atualmente está fazendo parte daquele grupo de senhoras e moças ali que existem, abandonou a família, abandonou o trabalho e se meteu dentro do grupo e rompeu com o mundo. Agora, isso é efeito ... Árvore má não pode dar bons frutos”.


- Referindo-se aos “bons efeitos” das cerimônias de Fátima, JC menciona:

Gente que rompe casamento, que manda a alianças do noivo e da noiva, mandam numa carta e adiós

(Cfr. reunião para veteranos, 15/10/96)


- Depoimento do Pe. David:

Antes da vinda do Sr. João em nossa região havia uma perfeita harmonia entre sacerdotes, cooperadores, correspondentes e simpatizantes da TFP. (...) Hoje, o que vemos? Correspondentes contra correspondentes, militantes da TFP contra outros militantes, correspondentes contra militantes; até dentro das famílias, irmãos contra irmãos, pais contra filhos, maridos contra esposas ... (...) E continua a falar-se em graça-nova, em bem-querença, em retiro, em afervoramento, entusiasmo ... e até, pasme, Grand Retour! (...) Como afirmar que a graça possa ter provocado em nossa região tantas intrigas, desarmonia, mal estar?”

(Cfr. Carta a Dr. Caio, 4/2/97).


- “Um rapaz da sede [de Campos] foi visitar a irmã. O clima em casa estava muito tenso. Ela é correspondenta da ‘graça nova’. Continuamente perguntava se estava contra ou a favor do Sr. João Clá. Como ele respondeu com uma evasiva, ela disse: prefiro te ver morto do que contra o Sr. João”

(Cfr. relatório do Sr. Gioto a Dr. Eduardo, de março de 1997)


- Depoimento de um cooperador do setor operário de Campos:

Estive na casa de uma correspondente que era muito atuante em matéria de ajuda no apostolado e muito chegada ao setor operário. Disse ela que se não tomássemos uma posição radicalmente a favor do Sr. João Clá, não nos ajudaria com mais nada. (...) Disse que eu teria que romper com tudo, (...) que eu deveria romper com todos os encarregados --Sr.Gioto, Sr.Fábio-- ainda que fosse posto para fora, na sargeta (...).

(Cfr. relatório do Sr. Gioto a Dr. Eduardo, de março de 1997)


- Depoimento do Sr. Paulo Roberto Miccichelli (23/6/98):

Logo após terem entrado com o processo contra a TFP, estive em Natividade –RJ—para (...) visitar minha família.

(...) enviei para minha mãe o processo e também a defesa da TFP. Quando a correspondência chegou em casa de meu irmão, minha mãe estava internada num hospital. Meu irmão não entregou logo, esperou que o Pe. Gervasio Gobatto fosse lá para pedir orientação. Todos meus familares [são correspondentes e] seguem ao pé da letra as orientações do Pe. Gervasio. Este aconselhou que não lesse nada que eu enviasse para eles, e sim que queimasse toda a correspondência. (...)

Após terem entrado com o processo, o relacionamento de alguns irmãos para comigo foi de frieza e indiferença. Sendo que [meu irmão] Josias é meu padrinho de Crisma e até então me tratava como um filho.

Sempre pedindo orientação ao Pe. Gervasio, perguntou a ele (dezembro de 1997) se poderia me expulsar da casa dele. Ao que o Pe. Gervasio disse que ainda não era hora. (...)

Até o mês de junho eu estava pagando sózinho, com o dinheiro que recebo da bolsa, um plano de saúde para minha mãe. Surgiu um assunto entre eles [meus irmãos] se poderia ou não ser pago através da bolsa, pois este dinheiro segundo eles era ‘sujo’, pois vinha do Eremo Nossa Senhora da Divina Providência, mais conhecido na região como ‘eremo da fumaça’.

(...) Ao sair da casa da [minha irmã] Luciola, vim direto para o ENSDP. Ao chegar aqui recebi um recado que tanto [minha irmã] Maria Ines quanto o [meu irmão] Josias tinham ligado para o eremo dizendo que a partir daquela data eu os considerasse mortos, que não os procurasse mais --sendo que minha mãe já [é] idosa, doente, mora com a Maria Ines, ficando assim praticamente vetado o relacionamento com minha mãe.

Gostaria que fosse registrado que o ódio que eles tinham aos Provectos na maior parte é devido à orientação do Pe. Gervásio.

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Mas pode ser que não todos façam coisas tão notórias ou que seja muito difícil prova-las. Como colheremos a esses tais? Retornemos ao comércio que estes mantém com mulheres, pois não há um só entre todos exempto de esta desordem. Pergunto a um deles, qualquer que seja: oh, tu, que tão bem representas o papel de homem bom, me dirás quem é essa mulher que vive em tua casa e de donde a tens tomado? É tua esposa? Não, dirá ele, pois isso não conviria ao voto de castidade que fiz. Será pois tu filha? Também não. Será então sem dúvida alguma irmã, sobrinha ou parente chegada? De nenhum modo. Pois, como? Poderás guardar perfeita continência coabitando assim com ela? Caso não saibas, tende entendido que a Igreja proíbe esta classe de coabitação aos que tem feito voto de castidade. Se não queres escandalizar a Igreja, joga de tua casa a essa mulher, aparta-a de tua companhia; porque se não, farás ver bem claramente que não são ilusórios, senão muito reais, todas as demais desordens que de ti se presumem.

(Cfr. Obras completas de S. Bernardo, BAC, Madri, 1955, tomo II, “Sermones sobre los cantares”, páginas 427-432).





F. As mulheres religiosas, segundo Cornélio A Lápide – Todas as heresias são propagadas por mulheres


Las mujeres son zalameras, pertinaces, seductoras, celosas de su fé o perfidia, en la piedad o en la clase de piedad inclinada: por lo que promuevem mucho el Evangelio, si creen en él, o lo impiden si no lo creen (...).

Escucha a Anastásio Niceno (...): “que es, dice, la mujer? Inquietud del corazón; calumnia de los santos; descanso de la serpiente, horno encendido, boca desenfrenada, guia de las tinieblas, maestra de los delitos, víbora vestida, casa de tempestad, naufragio de los varones, animal feroz”, etc.

A este respecto S. Jerónimo (...) enseña que todas las herejias son propagadas por mujeres. “Simon el Mago, dice, fundó la herejia, junto con el auxilio de la meretriz Helena. Nicolas Antioqueño, fundador de todas las inmundicias, guió coros femeninos. Marción también a Roma envió previamente la mujer para mayor lascivia. Apelles tuvo de compañera a Filomena. Montano primero con oro corrompió a Prisca y a Maximila, después herejias manchó. Arrio, que el orbe engañó, antes engañó a la hermana del principe. En España Agape Helpidium, mujer ciega condujo a un varón ciego a una fosa, y tuvo como su sucesor a Prisciliano, al que junto con outra Gala y vecinas de herejes quedó hereje”.

(Cfr. comentário a las Sagradas Escrituras, Actos de los Apóstoles, tomo 17, cap. XIII, versículo 50, p.285)





G. São Felipe Neri e S. Antônio Maria Claret: dois santos que, embora dotados de uma graça de estado para fazer apostolado com mulheres, eram cautelosíssimos


A seguir, um depoimento de S. Antônio Maria Claret y Clará, muito precioso para comparar o procedimento dos santos com o de JC nessa matéria:


De São Felipe Neri tenho lido que ‘depois de ter confessado por espaço de 30 anos a uma senhora célebre em Roma por sua rara formosura, ainda não a conhecia de vista’.

Eu [S. Antônio Maria Claret] posso assegurar que inclusive de dia, das muitas mulheres que se confessam comigo, mais as conheço pela voz do que pela fisionomia, porque nunca jamais olho para a cara de mulher alguma: me ruborizo e me envergonho. Não é que me causem tentações. Não as sinto graças a Deus. É um certo rubor que eu mesmo não me sei explicar. Daqui é que naturalmente e quase sem saber como observo aquele documento tão repetido pelos Santos Padres, que disse: ‘Sermo rigidus et brevis cum muliere est habendus et oculos humi dejectos habe’, pois não sei manter uma conversação com uma mulher por boa que ela seja. Com graves e poucas palavras lhe digo o que convêm e ao instante a despacho sem ver si é pobre, nem rica, nem formosa, nem feia.

Quando missionava por Catalunha me hospedava nos curatos e no curato permanecia durante a missão, e não me lembro ter olhado jamais a cara de mulher alguma que estivesse por ama, criada ou parente do cura. Assim é que alguma vez me sucedia que depois de algum tempo me encontrava em Vich ou em algum outro povoado, e alguma me dizia: ‘Mosén Claret, não me conhece? Eu sou a criada ou a ama de tal curato em que o senhor esteve tantos dias fazendo a missão’. Porém eu não a conhecia, não a olhava, e com a vista fixa no chão lhe perguntava: ‘e o senhor cura, está bom?’

(...) No tempo que permaneci na ilha de Cuba, que foram 6 anos e 2 meses, confirmei mais de 300 mil pessoas, mais mulheres que homens, e mais jovens que velhas. Se me perguntaram que tipo ou fisionomia tem as mulheres de aquela ilha, diria que não sei, não obstante de ter confirmado a tantas, pois para ver onde tinham a fronte olhava rapidissimamente, logo fechava os olhos e com os olhos fechados as confirmava (1).

Ademais deste rubor natural que experimento em presença das mulheres, que me impede olha-las, há outra razão, e é o desejo que tenho de fazer fruto nas almas. Me lembro ter lido, há anos, que um pregador muito famoso foi a pregar e fez grande fruto em aquele povoado. Depois a gente dizia: “oh que grande santo!”, e um homem mau contestou: “poderá ser santo, mas eu o que direi é que bem lhe gustam as mulheres, pois as olhava”. Bastou esta expressão para neutralizar todo o bom prestigio que aquele bom pregador se tinha merecido em aquele povoado, e desvanecer todo o fruto que aí tinha produzido sua pregação.

(Cfr. “San Antônio Maria Claret – Escritos autobiográficos y espirituales”, BAC, Madrid, 1959, pp.302,303).


Comentário:

  1. Para o joanino José Luís de Zayas, proceder assim é uma “gagueira de assustar”. E JC concorda. Eis o que consta no seguinte trecho de uma conversa telefônica entre ambos, em 23/10/96 (difundida pelo mundo inteiro em grafonema de André Dantas para Marcos Faes, em 25/10/96):

(Zayas: [O Sr. Mário Navarro] comentou sobre as cruzinhas e inclusive disse que o Sr. Cônego havia saído com toda uma doutrina, que é a doutrina tradicional da Igreja, não sei quanto, e que ele mesmo no dia de Quarta Feira de Cinzas, quando ia colocar as cinzas na cabeça das mulheres, nunca coloca na frente, mas sempre coloca em cima do cabelo, para não tocar. Porque há uma norma de pureza por onde não se deve tocar em ninguém. Mas é levar a coisa a uma tal gagueira que realmente é de assustar, não? Mas o Sr. Mário o conta seriamente, conta como se fosse um problema gravíssimo. E que o Sr. não quer aceitar uma coisa dessas e que portanto é preciso fazer alguma coisa para acabar com isso.)

JC: Que coisa, que coisa!

A propósito desse diálogo dos joaninos convêm lembrar um trecho de "Em Defesa”, no qual Dr. Plinio, referindo-se aos maus elementos da Ação Católica, diz: “não espanta que (...) desprezem e se riam de muitas das barreiras que uma tradição cristã introduziu entre os sexos na sociedade” (Cfr. pág. 98, da segunda edição brasileira).





H. Ensinamentos de S. João Crisóstomo, S. Tomás de Aquino e S. Boaventura


Em carta enviada a JC (18/11/96), o Pe. David faz um resumo do que ensinam vários santos a respeito do relacionamento com as mulheres:


Pode alguém caminhar sobre brasas sem que seus pés se queimem? Afirma S. João Crisóstomo: por ventura sois de pedra ou de barro? Sois homem sujeito à debilidade de todos os homens. Tomas o fogo pelas mãos e confias não te queimar? Lança lenha ao fogo e atreverás a dizer que não arderás? Pois nossa natureza é semelhante à lã e ao fogo, por isso é impossível expor-se voluntariamente a ocasião e não sucumbir. (...)

Afirma S. Tomás: o afeto carnal sempre é perigoso, porém especialmente tratando-se de pessoa devota. Talvez os começos sejam puros, porém a familiaridade que deles resulta é perigosa a cada momento. (...) Em pouco tempo, já não se tratarão esses tais como anjos como no princípio, senão como revestidos de carne; os olhares não são imorais, porém são frequentes de ambas as partes. As palavras parecem espirituais, porém são muito ternas, de aqui provém que cada um deseja a presença do outro. A devoção espiritual torna-se em devoção carnal.

São Boaventura indica 5 sinais para conhecer quando o amor se troca de espiritual em carnal:


  1. quando há conversações prolongadas e inúteis;

  2. quando há olhares e elogios recíprocos;

  3. quando se escusam os defeitos alheios;

  4. quando se deixam entrever algumas pequenas invejas;

  5. quando na ausência se experimenta certa inquietação.