®OF10¯®PL58,61,50¯®TP0¯®BT1¯®PT113¯®LM2¯®RM63¯®IP5¯®JU¯®LS1.3¯®LL.2¯®WD2¯®OP2¯®SSN,pt=113,ju,fl,ll=0.25,ip=5,md=nm¯®SSAST,fc¯®SSP,pt=52,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSL,pt=42,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSPR,pt=52,lm=13,fr,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSLR,pt=42,lm=13,fr,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSPC,pt=52,lm=13,fc,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSLC,pt=42,lm=13,fc,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSS,pt=93,nj,ls=1.5,ip=0,2,ll=.15,rm=50,md=bo,hy=0¯®SSS1,pt=114,nj,fl,ip=0,2,lm=13,ll=.15,rm=46,md=rv,hy=0,al=1¯®SSS2,pt=113,nj,fl,ip=0,2,ll=.15,rm=36,md=bo,hy=0,al=1¯®SSE,pt=111,nj,ll=0.25,ip=0,0,lm=33,md=rv¯®SSR,pt=51,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=5,md=rv¯®SSA,pt=112,ju,fl,ll=0.25,ip=5,md=rv¯®SSDATA,pt=113,nj,fl,ll=0.25,ip=0,md=rv¯®SSC,pt=118,nj,ip=0,fc,ls=1.5,ll=.4,lm=8,rm=57,md=bo,hy=0,al=1¯®SSCC,pt=118,nj,ip=0,fc,ls=1.5,ll=.4,lm=8,rm=57,md=bo,hy=0,al=1¯ ®USCC¯Conclus„o®LBconclu#¯ ®USN¯Em suma, os cinco membros da Martim, auto-constitu¡dos em conselho supremo, ignoraram a realidade orgƒnica da TFP como ela se punha nos dolorosos meses de agosto-outubro de 1995. Resolveram eles p“r de lado d‚cadas de exemplos e ensinamentos de nosso Fundador, esqueceram o deperecimento de sua pr¢pria influˆncia e assumiram precipitadamente a dire‡„o estatut ria da TFP brasileira seguindo a letra de estatutos obsoletos. Organizaram em seguida seu governo resguardados numa esp‚cie de reserva impenetr vel … maneira de uma casta autocr tica e fechada. ®USN¯Nunca o pr¢prio Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio, com todos os dons naturais e sobrenaturais que compunham sua excepcional e providencial lideran‡a, fez algo semelhante, desde a funda‡„o do grupo de leigos cat¢licos nascido em 1928 at‚ o fim de sua existˆncia terrena. ®USN¯Levados, pela sua auto-suficiˆncia absolutista, profundamente igualit ria em tudo o que n„o diga respeito ao realce de suas pr¢prias prerrogativas, tornaram-se imperme veis a qualquer conselho ou advertˆncia a respeito do caminho de irrealidade que estavam trilhando, sobre o vazio que, de modo inevit vel, fariam em torno de si, e acerca do mal-estar justo e inconten¡vel que cedo ou tarde iam suscitar contra si. ®USN¯Hipersens¡veis em rela‡„o ao que julgavam ser sua pr¢pria autoridade, todo apelo por mais respeitoso e delicado que fosse, era logo tachado por eles de "revolta democr tica" de um terceiro estado popularesco contra o "Lu¡s XIV" coletivo que eles pensaram constituir. ®USN¯Na procura do mando irrestrito, no entanto, o prot¢tipo de governo passou em breve do monarca absoluto a Napole„o Bonaparte. Sua cegueira, fazendo-os desconhecer cada vez mais seus pr¢prios limites pessoais, os levou a extrapolar os estatutos da entidade e a violar os direitos naturais e civis de centenas de s¢cios e cooperadores. ®USN¯Quanto … sua pol¡tica de governo, eles esqueceram a raz„o de ser fundamental de sua pr¢pria autoridade estatut ria que ‚ o bem comum da entidade, o que inclui evidentemente a manuten‡„o da tranqilidade e da paz interior. Com efeito, n„o contentes em dirigir hermeticamente a TFP brasileira, terminaram por contradizer, por seus atos, os documentos que eles pr¢prios haviam assinado, promovendo a divis„o na TFP com o pretexto de a combater. Tal foi o caso do documento firmado ap¢s a quest„o da Missa, e o ®MDRV¯"Sursum Corda"®MDNM¯, atualmente contraditados do modo mais flagrante por seus pr¢prios signat rios. ®USN¯Sem nenhuma raz„o fundamentada para isto, acabaram por esquecer a equanimidade exigida por sua condi‡„o de autoridade estatut ria, para integrar-se por a‡„o e omiss„o numa campanha difamat¢ria contra aquelas lideran‡as naturais em nossa associa‡„o particular de fi‚is no Brasil e no mundo, capazes de contra-arrestar, pela sua grande e merecida influˆncia, o poder absoluto que eles almejavam. ®USN¯Levantaram d£vidas infundadas sobre a ortodoxia e a fidelidade dessas lideran‡as. Recorreram ao sistema pouco leal de detra‡„o, sob ®MDRV¯Sigilum Comissum®MDNM¯, para levantar intrigas contra elas e criar desconfian‡as a seu respeito. ®USN¯O pr¢prio vice-presidente da TFP brasileira, com poderes de presidente, tomou em um certo momento a dianteira desta campanha de difama‡„o chegando a excessos verdadeiramente incr¡veis, que destoam, n„o s¢ de sua alta condi‡„o social, e das normas mais elementares de bom governo, como das exigˆncias mais comezinhas da moral cat¢lica. Ofendeu gravemente e at‚ caluniou n„o s¢ essas lideran‡as naturais, mas tamb‚m centenas de abnegados correspondentes e esclarecedores, especialmente do setor feminino. ®USN¯Mas insistimos, qualquer advertˆncia feita a estes dirigentes, arvorados em conselho supremo, para lhes mostrar os riscos vertiginosos que corriam com seu desgoverno, era ®MDRV¯ipso facto®MDNM¯ tachada por eles de amea‡a subversiva contra a ordem constitu¡da na TFP. ®USN¯Nem sequer foram capazes de escutar a voz de alerta, altamente qualificada, do Revmo. Pe.ÿ20Olavo Pires da Trindade, um dos dedicados sacerdotes que prestam assistˆncia espiritual ao movimento, que os advertia do modo mais eloqente e respeitoso contra um governo t„o atentat¢rio … paz e … ordem interna na TFP. ®USN¯Deslizando na rampa do autoritarismo negador das realidades orgƒnicas, estes cinco dirigentes, outrora t„o comedidos, passaram a amea‡ar com o uso das prerrogativas estatut rias, de modo abusivo, para atemorizar os leg¡timos descontentes com esta s‚rie de grav¡ssimos atropelos, sem precedente na longa hist¢ria de nossa "fam¡lia de almas". Depois se seguiu a advertˆncia verbal, por parte de um diretor, de um eventual corte de verbas para um dos setores fundamentais na vida de nossa "fam¡lia de almas", o qual veria assim bloqueados os recursos vitais para sua subsistˆncia e o conseqente desenvolvimento do seu apostolado. ®USN¯Mais adiante surgiram as primeiras insinua‡”es de que haveria expuls„o de certos s¢cios e cooperadores de Jasna Gora, residˆncia em que muitos deles habitavam h longos anos. Por £ltimo, das amea‡as, passaram aos fatos: a exigˆncia de reclus„o, em clausura restrita, do Sr.ÿ20Fernando Larrain Bustamante e minha "expuls„o" da TFP, sem que os estatutos da TFP os autorizassem a isso. ®USN¯O Sr.ÿ20Fernando Larrain foi reclu¡do, sob pena de ter que abandonar a casa em que reside h j 22 anos, em um autˆntico c rcere privado, o que ‚ contr rio …s leis do pa¡s. Se os cinco membros do Grupo da Martim Francisco tivessem herdado automati~camente, como alegam, a sucess„o do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio na chefia da associa‡„o particular de fi‚is, que constitu¡mos de fato, t„o pouco estariam autorizados, pelas leis can“nicas e pelo Direito Natural, a impor uma tal san‡„o. ®USN¯A minha "expuls„o" injusta e arbitr ria da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradi‡„o, Fam¡lia e Propriedade violou tamb‚m os estatutos da entidade. Com efeito, as vagas, confusas e contradit¢rias raz”es de indisciplina alegadas pelos integrantes deste conselho supremo, para sua draconiana medida, n„o constam nos estatutos como causa de expuls„o. Tratou-se, apenas, de mais um ato abusivo de persegui‡„o ao setor de s¢cios e cooperadores cuja influˆncia est„o empenhados dolosamente em extirpar da TFP. ®USN¯Esta "expuls„o" foi acompanhada de amea‡a financeira, usada como chantagem para for‡ar uma das lideran‡as mais influentes em nossa "fam¡lia de almas" a intervir na minha sa¡da, e submeter-me ao arb¡trio dos cinco. ®USN¯V rios integrantes do conselho supremo dos cinco, no calor das discuss”es, deixaram entender claramente que esta medida, sem precedentes na nossa hist¢ria, era um ato para servir de escarmento, com o qual pretendiam ao mesmo tempo significar a todos seu controle absoluto do poder na TFP, tanto no Brasil como no mundo. Come‡avam a concretizar sua inten‡„o de eliminar de nosso movimento toda influˆncia capaz de opor-se a seus des¡gnios. ®USN¯Centenas de s¢cios e cooperadores, que entregaram suas vidas ao ideal encarnado pelo Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio e defendido pela TFP, de agora em diante ficam expostos assim ao seguinte dilema: ®USN¯a) de um lado, aceitar esta imposi‡„o que desnatura a TFP e, com ela, resignar-se a uma virtual suspens„o de seus direitos civis e naturais, entre estes, a liberdade de seguir suas mais ¡ntimas aspira‡”es … perfei‡„o e as lideran‡as espirituais que lhes convenham; ®USN¯b) de outro, serem postos, a qualquer momento, sem assistˆncia econ“mica ou social de nenhuma esp‚cie, no "olho da rua". ®USN¯Violando assim os pr¢prios limites estatut rios da entidade e contundindo os direitos naturais e civis de s¢cios e cooperadores, os 5 diretores da TFP brasileira rompem, ao mesmo tempo, o pacto t cito de lealdade que sustenta a nossa comum dedica‡„o ao ideal de defesa da Civiliza‡„o Crist„ por toda a vida. Centenas de jovens e homens maduros se encontram de repente com a fraudulenta surpresa de que sua dedica‡„o volunt ria de anos … TFP vir beneficiar, de modo abusivo e exclusivo, os des¡gnios de uma casta fechada que pretende transformar uma gloriosa institui‡„o nascida para o bem da Igreja e do Pa¡s, numa propriedade pessoal, manipulada ao seu bel-prazer. ®USN¯Mas n„o acabam a¡ as manifesta‡”es de desgoverno, nem as viola‡”es das leis de Deus e dos homens. Sem atender …s normas deixadas pelo Fundador para estabelecer a sucess„o da lideran‡a da Associa‡„o particular de fi‚is no Brasil e no mundo, ap¢s seu falecimento, os integrantes deste conselho ditatorial de fato, aspiram a impor-se unilateralmente como autoridade religiosa absoluta em nossa "fam¡lia de almas". ®USN¯Nada h nos estatutos da entidade que tal lhes possibilite. Pior, isto conduziria a negar a autonomia jur¡dica das outras TFPs, ou a declarar que ela ‚ mera simula‡„o legal, arriscando-se …s penalidades cab¡veis segundo as leis dos respectivos Estados, e a serem acusados de interven‡„o nos assuntos pol¡ticos de outras na‡”es. Menos ainda h nas leis can“nicas o que lhes faculte estabelecer essa autoridade religiosa absoluta. ®USN¯N„o existe ordem religiosa no mundo em que as autoridades, quando da morte de seus titulares, n„o se renovem por alguma forma de elei‡„o ou de consenso, definida por suas pr¢prias constitui‡”es. A TFP, enquanto associa‡„o particular de fi‚is sem reconhecimento can“nico, n„o ‚ uma institui‡„o religiosa oficial. Trata-se apenas de uma livre associa‡„o de fi‚is que assumiu sua express„o jur¡dica no campo civil. O estabelecimento de uma lideran‡a de car ter moral sobre qualquer parcela dessa associa‡„o particular de fi‚is requer, por direito natural, o consentimento ou alguma forma de consenso da parte dos dirigidos. E por alto que seja o conceito em que tenham a sua pr¢pria autoridade, estamos certos de que os cinco integrantes deste singular conselho supremo n„o ter„o chegado ao del¡rio de querer abolir o direito natural... Seria realmente pretender colocar-se acima do pr¢prio Deus, autor da natureza e das leis eternas, infinitamente s bias, que a regem. ®USN¯Quando se comparam estes dois anos da nova dire‡„o com os quase sessenta do sapiencial e paterno governo providencial de nosso Fundador, que desde 1928 guiou o movimento que se transformaria no glorioso e bendito conjunto das TFPs, verdadeira cruzada ideol¢gica em prol da Civiliza‡„o Crist„ no s‚culoÿ20XX, fica-se realmente estarrecido: ‚ dif¡cil imaginar um contraste t„o atroz e demolidor. ®USN¯N„o se pedia aos membros do ilustre Conselho Nacional da TFP brasileira grandes dotes de inteligˆncia e de empreendimento para sua gest„o … frente da entidade. Era necess rio, apenas, n„o contrariar a bela e nobre organicidade da obra do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio. E para tanto, esmerar-se por possuir um n¡tido conhecimento do que representa o bem comum da entidade, e um esfor‡o reto e s‚rio em manter o esp¡rito e a doutrina de governo de nosso Fundador, o que n„o parecia t„o dif¡cil para quem conviveu com ele mais de meio s‚culo. Teriam, ent„o, contado com o respeito e o afeto de todos. Mas n„o foi o caminho que seguiram. ®USN¯Por tr s de todas estas viola‡”es ao bom senso, … prudˆncia, … moral cat¢lica, …s leis de Deus e dos homens, h uma mentalidade que vai se transformando em doutrina, e essa mentalidade e essa doutrina colidem frontalmente com os princ¡pios perenes da Civiliza‡„o Crist„, cuja defesa constitui a pr¢pria finalidade da TFP, enquanto entidade c¡vica. ®USN¯A concep‡„o orgƒnica do governo cat¢lico, e da constitui‡„o das sociedades, exposta pelo Prof. Plinio Corrˆa de Oliveira em sua obra-prima "Revolu‡„o e Contra-Revo~lu‡„o" e no seu magistral livro sobre a "Nobreza e elites tradicionais an logas", e encarnada ao vivo em seu modo de governar a TFP brasileira e orientar a nossa "fam¡lia de almas" no Brasil e no mundo, fornecem para esta conclus„o, como vimos nos cap¡tulos IV e V, uma demonstra‡„o cabal. ®USN¯O governo absolutista, mecƒnico, planificador da vida e das consciˆncias dos indiv¡duos que integram uma determinada sociedade, seja no que se refere …s institui‡”es religiosas como …s da sociedade temporal, contraria flagrantemente o esp¡rito cat¢lico e a doutrina social da Igreja. ®USN¯Esse gˆnero de governo desp¢tico combate o reto desenvolvimento das personalidades, base do cumprimento para cada qual de seu papel na sociedade, e da pr¢pria santifica‡„o pessoal. Ele nega ou contunde a liberdade cat¢lica, posta por Deus, como atributo da natureza humana. Ele impede ou destr¢i a forma‡„o dos corpos intermedi rios, necess rios … vida orgƒnica de qualquer sociedade, e elimina ou cerceia sua leg¡tima autonomia. ®USN¯Ora, diz o velho e s bio prov‚rbio francˆs: ®MDRV¯"chassez le naturel et il reviendra au galop"®MDNM¯... ®USN¯Estabelece-se, assim com a coa‡„o das leg¡timas liberdades e autonomias, o nivelamento igualit rio das personalidades e dos grupos, a intranqilidade, a inseguran‡a, o temor. Cria-se o vazio entre o governo abusivo e os dirigidos, semeia-se o mal-estar, e aquele acaba por levantar contra si a leg¡tima indigna‡„o da parte mais sadia do corpo social. Em suma, convulsiona-se a sociedade colocando-a em risco de destrui‡„o. Uma autoridade assim atenta, pois, definitivamente contra a sua pr¢pria raz„o essencial de ser como governo, que ‚ a adequada obten‡„o do bem comum, e termina por perder, em conseqˆncia, qualquer legitimidade. ®USN¯Certamente os membros do conselho supremo dos cinco, em nada disto pensaram durante estes dois anos de desgoverno e desmandos. Pensaram qui‡ na constru‡„o subjetivista de sua pr¢pria posi‡„o de mando, … custa da tentativa de demoli‡„o das autoridades e corpos morais intermedi rios estabelecidas em vida pelo Fundador. ®USN¯Esta espantosa insensibilidade para com o valor inapreci vel do rico tecido orgƒnico constru¡do, t„o laboriosamente e com tanta sabedoria, por nosso Fundador, esta aparente falta de plena compreens„o dos resultados catastr¢ficos de sua gest„o, n„o os eximem de responsabilidades pela gravidade dos erros em que incorreram. Ao contr rio, a fr¡vola irresponsabilidade com que enveredaram por este caminho de demoli‡„o de uma institui‡„o providencial como a TFP torna-se, em certo sentido, uma agravante aos olhos de Deus, do Fundador e da Hist¢ria. ®USN¯N„o recai, pois, sobre a leg¡tima rea‡„o das pessoas e dos grupos injustamente agredidos e postos brutalmente em tumulto pelo desvio destes dirigentes, o “nus do que venha a acontecer agora. ®USN¯"Se o homem que defende seus leg¡timos direitos ‚ digno de respeito, aquele que defende princ¡pios ‚ digno de admira‡„o" escreveu nosso Fundador em ®MDRV¯Reforma Agr ria Ä Quest„o de Consciˆncia®MDNM¯, uma de suas obras c‚lebres. ®USN¯Muito mais do que uma leg¡tima rea‡„o contra as violˆncias perpetradas, em detrimento dos direitos desta ou daquela pessoa, trata-se de um dever sagrado de defender a heran‡a espiritual deixada pelo Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio. ®USN¯ quase uma banalidade dizer que a TFP n„o ‚ uma institui‡„o como tantas outras. Ela ‚ £nica no seu gˆnero. E a mesma luta ideol¢gica contra a Revolu‡„o anticrist„ nos imp”e como obriga‡„o primeira tudo fazer para preservar esta Obra da Providˆncia que o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio foi chamado a fundar. Cruzar os bra‡os, nas atuais circunstƒncias, significa quase abdicar da voca‡„o que Nossa Senhora nos deu. Pois como poderemos n¢s cumprir nossa voca‡„o se a TFP for destru¡da por dentro, ou se, conservando as aparˆncias externas, o esp¡rito do Fundador tiver sido desvirtuado? A esterilidade, no melhor dos casos, passar ent„o a ser o fruto de nossas obras. ®USN¯Nosso matizado e rico contexto consuetudin rio poder parecer complexo a quem n„o tenha vivido ou observado de perto o normal, af vel e distendido conv¡vio cat¢lico no nosso meio sob a paternal dire‡„o superior do Fundador. Sem embargo, a todos n¢s ele se tornara de tal modo familiar que o tom vamos com toda a naturalidade, como a nossa realidade moral mais nobre e inconteste. ®USN¯Como vimos, as TFPs s„o express”es civis de uma "fam¡lia de almas", cuja realidade ‚, em si mesma, indiscutivelmente mais alta e mais nobre no des¡gnio fundacional de nosso Pai espiritual. ®USN¯Nunca imaginamos, pois, que algu‚m na TFP, ainda mais ap¢s o falecimento de nosso saudos¡ssimo Pai e Fundador, pretendesse usar da autoridade estatut ria e do prest¡gio que ela pode chegar a ter numa institui‡„o defensora da ordem hier rquica, e menos ainda dos recursos legais e econ“micos que est„o a seu dispor, para tentar intervir arbitrariamente nessa contextura e estra‡alhar seu admir vel tecido orgƒnico. A todos pareceria um crime e uma insensatez. Aquele que o tentasse seria julgado entre n¢s como algu‚m que Ä ®MDRV¯vollens nollens®MDNM¯ Ä estaria atrai‡oando a mem¢ria de nosso Pai espiritual comum e as exigˆncias do bem maior da TFP, tentando contrariar movimentos da gra‡a, tiranizar as consciˆncias e violar a leg¡tima liberdade que o direito natural e as leis civis outorgam a todo filho de Deus. ®USN¯Tal atentado criaria rapidamente um abismo entre os dirigentes estatut rios e os membros da TFP, defraudados em sua boa-f‚, abusados na sua entrega volunt ria e idealista, e atingidos no mais ¡ntimo de suas pr¢prias aspira‡”es … perfei‡„o. A insustent vel situa‡„o tenderia quase necessariamente a determinar na ®MDRV¯sanior pars®MDNM¯ (a parte mais sadia) da TFP®MDBO¯ ®MDNM¯(que no caso concreto coincide felizmente com a ®MDRV¯maior pars®MDNM¯) uma rea‡„o, dentro das leis de Deus e dos homens, contra os que, na ordem concreta dos fatos, agem como demolidores. ®USN¯Ora, como temos visto at‚ aqui, essa situa‡„o inadmiss¡vel, contra a qual se imp”e absolutamente uma rea‡„o, est se dando. ®USN¯Tal rea‡„o encontra-se legitimada para todo o sempre com o sublime exemplo de S„o Paulo ao resistir em face ao pr¢prio S„o Pedro Ä chefe mon rquico da Igreja nascente por designa‡„o divina Ä quando este adotou medidas de apoio aos judaizantes que prejudicavam, sem fundamento no esp¡rito, na doutrina e na pr tica cat¢licas, o necess rio apostolado com os gentios: ®MDRV¯Cum autem venisset Cephas Antiochiam, in faciem ei restiti, quia reprehensibilis erat®MDNM¯(®FN1 Mas tendo vindo Cefas a Antioquia, resisti-lhe na face, porque merecia repreens„o (Gal, 2, 11).¯). ®USN¯Nesse momento em que uma Causa t„o alta est em jogo, e em que a TFP passa por um momento decisivo de sua gloriosa hist¢ria, o exemplo do Fundador continua a orientar nossos passos. ®USN¯Resistir a uma autoridade quando esta viola a Lei de Deus ou a Lei Natural, n„o ‚ revolta, mas dever. Resistˆncia leg¡tima foi a que declararam o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio e as TFPs ao manifestar publicamente a Paulo VI seu desacordo com a pol¡tica seguida pelo Pont¡fice face ao comunismo. Que autoridade mais alta do que o Papa pode haver na face da terra? ®USN¯N„o se pretende com isto outra coisa que desenvolver dentro das leis de Deus e dos homens as a‡”es necess rias para defender as leg¡timas autonomias, postas gravemente em perigo, e com isso obter as garantias indispens veis para a continuidade de nossa voca‡„o. ®USN¯Uma inc¢gnita que naturalmente se levanta ao chegar ao t‚rmino deste trabalho diz respeito … rea‡„o dos membros do grupo da Martim face a tudo o que foi exposto at‚ aqui. Pois ningu‚m duvida que, se eles n„o conduzirem os assuntos com muita prudˆncia e sabedoria, facilmente a divis„o que grassa nas fileiras da TFP brasileira se tornar p£blica e not¢ria, podendo at‚ sair pelas p ginas dos jornais o que redundaria num grande risco para a Obra do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio, sobretudo aos olhos da sociedade paulista. Mas nessa hip¢tese seria a eles pr¢prios que o p£blico apontaria como culpados pelo escƒndalo dado. ®USN¯Optar„o por levar a cabo uma a‡„o persuas¢ria em todo o Grupo, refutando serenamente as presentes linhas e tentando convencer os demais que eles tˆm raz„o? Para tal ser necess rio mostrar com base em argumentos s¢lidos que a mat‚ria por mim exposta cont‚m erros, sem omitir os principais pontos de toda a rica gama de assuntos aqui levantados. ®USN¯Poder acontecer tamb‚m que fa‡am o papel de ofendidos por quem eles t„o injustamente tomaram a iniciativa de ofender e "excomungar". Com esse artif¡cio desdenhar„o dar qualquer explica‡„o …s centenas de s¢cios e cooperadores das TFPs que se encontram perplexos com a situa‡„o descrita nesta obra. ®USN¯O pior tamb‚m poder ocorrer. Talvez reincidam com maior veemˆncia no descaminho de sua auto-demoli‡„o, fazendo novas amea‡as, cal£nias de boca a ouvido, "expuls”es", cortes de dinheiro e repres lias em geral, contra aqueles que colaboraram na elabora‡„o do presente trabalho. Nessa triste eventualidade, estar„o eles ratificando por sua pr¢pria lavra o t¡tulo escolhido para estas linhas: ®MDBO¯QUIA NOMINOR PROVECTUS®MDNM¯! ®USN¯Esperemos, pelo contr rio, que o bom senso e o bom esp¡rito prevale‡am e os membros da Martim se perguntem a si pr¢prios qual seria o caminho sapiencial, consensual, orgƒnico, humilde e sobrenatural que o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio escolheria, se estivesse vivo entre n¢s, para resolver t„o candentes e trascendentais problemas para a Contra-Revolu‡„o, como os aqui levantados. ®USN¯Guia-nos muito especialmente nesta hora o dever de fidelidade, gratid„o e amor filial para com nosso Pai espiritual comum e Fundador. o desejo de glorificar assim, na defesa de sua mem¢ria e de sua Obra, cujo incomensur vel afeto por cada um de n¢s ele expressou de forma t„o viva em seu testamento: ®USP¯Agrade‡o ainda a Nossa Senhora Ä e qu„o comovidamente Ä haver-me feito nascer de Dona Lucilia. Eu a venenrei e amei em todo limite do que me era poss¡vel, e, depois de sua morte, n„o houve dia em que n„o a recordasse com saudades indiz¡veis. Tamb‚m … alma dela pe‡o que me assista at‚ o £ltimo momento com sua bondade inef vel. Espero encontr -la no c‚u, na coorte luminosa das almas que amaram mais especialmente Nossa Senhora. ®MDBO¯Tenho a consciˆncia do dever cumprido, pelo fato de ter fundado e dirigido minha gloriosa e querida TFP. Osculo em esp¡rito o estandarte desta que se encontra na Sala do Reino de Maria. S„o tais os v¡nculos de alma que tenho com cada um dos s¢cios e cooperadores da TFP brasileira, como das demais TFPs, que me ‚ imposs¡vel mencionar aqui especialmente algu‚m para lhe exprimir meu afeto. Pe‡o que Nossa Senhora os aben‡“e a todos e a cada um. Depois da morte, espero junto a Ela rezar por todos, ajudando-os assim de modo mais eficaz do que na vida terrena. Aos que me deram motivos de queixa, perd“o de toda alma. Fa‡o votos de que minha morte seja para todos ocasi„o da gra‡a que chamamos do ®MDBR¯"Grand Retour"®MDBO¯. N„o tenho diretrizes a dar para essa eventualidade, pois melhor do que eu o far Nossa Senhora. Em qualquer caso, a todos e cada um pe‡o entranhadamente e de joelhos que sejam sumamente devotos de Nossa Senhora durante toda a vida.®MDNM¯(®FN1 Testamento do Prof. Plinio Corrˆa de Oliveira de 10/1/78.¯) ®USN¯Estamos certos de que ser pela intercess„o de nosso Pai e Fundador junto ao trono da Sant¡ssima Virgem que encontraremos a solu‡„o para os problemas que tanto nos afligem. ®USP¯Por sua miseric¢rdia inef vel, queira Nossa Senhora ter-me, depois de minha morte, aos p‚s de seu trono por toda eternidade. ®MDBO¯L estarei orando por todos, at‚ que junto a Ela o nosso n£mero seja completo. Com indiz¡vel afeto para todos...(®FN1 Carta adjunta ao Testamento do Prof. Plinio Corrˆa de Oliveira para os Drs. Luiz Nazareno, Eduardo Brotero e Caio Vidigal de 3/1/78.¯) ®USN¯Encerramos estas linhas manifestando o desejo de glorificar, na defesa da mem¢ria e da Obra do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio, a pr¢pria M„e de Deus e dos homens, a Sant¡ssima Virgem Maria, a quem consagramos nossas vidas: ®MDRV¯Filii eius surrexerunt et beat¡ssimam praedicaverunt®MDNM¯(®FN1 Levantaram-se seus filhos, e aclamaram-na ditos¡ssima (Prov.ÿ2031,ÿ2028).¯). ®USN¯E fazemos nossas as palavras dele na conclus„o de sua obra mestra Revolu‡„o e Contra-Revolu‡„o: ®USP¯Incertos, como todo o mundo, sobre o dia de amanh„, erguemos em atitude de prece os nossos olhos at‚ o trono excelso de Maria, Rainha do Universo. E ao mesmo tempo nos sobem aos l bios, adaptadas a Ela, as palavras do Salmista dirigidas ao Senhor: ®USP¯®MDRV¯"Ad te levavi oculos meos, qui habitas in Caelis. Ecce sicut oculi servorum in manibus dominorum suorum. Sicut oculi ancillae in manibus dominae suae; ita oculi nostri ad Dominam Matrem nostram donec misereatur nostri."®MDNM¯(®FN1 "Levanto meus olhos para ti, que habitas nos c‚us. Vede que, assim como os olhos dos servos est„o fixos nas m„os dos seus senhores, como os olhos da escrava nas m„os de sua senhora, assim nossos olhos est„o fixos na Senhora, M„e nossa, at‚ que Ela tenha miseric¢rdia de n¢s" Ä Cfr. Ps. 122, 1-2.¯) ®USP¯Sim, voltamos nossos olhos para a Senhora de F tima, pedindo-Lhe quanto antes a contri‡„o que nos obtenha os grandes perd”es, a for‡a para travarmos os grandes combates, e a abnega‡„o para sermos desprendidos nas grandes vit¢rias que trar„o consigo a implanta‡„o do Reino d'Ela. Vit¢rias estas que desejamos de todo cora‡„o, ainda que, para chegar at‚ elas, a Igreja e o gˆnero humano tenham de passar pelos castigos apocal¡pticos Ä mas qu„o justiceiros, regeneradores e misericordiosos Ä por Ela previstos em 1917 na Cova da Iria.(®FN1 Plinio Corrˆa de Oliveira; ®MDRV¯Revolu‡„o e Contra-Revolu‡„o®MDNM¯, p. 224-225.¯) ®USN¯ S„o Paulo, 19 de novembro de 1997 ®USN¯ Festa da Primeira Comunh„o do Sr.ÿ20Dr. Plinio.