®OF10¯®PL58,61,50¯®TP0¯®BT1¯®PT113¯®LM2¯®RM63¯®IP5¯®JU¯®LS1.3¯®LL.2¯®WD2¯®OP2¯®SSN,pt=113,ju,fl,ll=0.25,ip=5,md=nm¯®SSAST,fc¯®SSP,pt=52,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSL,pt=42,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSPR,pt=52,lm=13,fr,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSLR,pt=42,lm=13,fr,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSPC,pt=52,lm=13,fc,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSLC,pt=42,lm=13,fc,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSS,pt=93,nj,ls=1.5,ip=0,2,ll=.15,rm=50,md=bo,hy=0¯®SSS1,pt=114,nj,fl,ip=0,2,lm=13,ll=.15,rm=46,md=rv,hy=0,al=1¯®SSS2,pt=113,nj,fl,ip=0,2,ll=.15,rm=36,md=bo,hy=0,al=1¯®SSE,pt=111,nj,ll=0.25,ip=0,0,lm=33,md=rv¯®SSR,pt=51,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=5,md=rv¯®SSA,pt=112,ju,fl,ll=0.25,ip=5,md=rv¯®SSDATA,pt=113,nj,fl,ll=0.25,ip=0,md=rv¯®SSC,pt=118,nj,ip=0,fc,ls=1.5,ll=.4,lm=8,rm=57,md=bo,hy=0,al=1¯®SSCC,pt=118,nj,ip=0,fc,ls=1.5,ll=.4,lm=8,rm=57,md=bo,hy=0,al=1¯
®USC¯Cap¡tulo VIII
®USCC¯A incapacidade dos membros da Martim dirigirem a TFP, apontada pelo pr¢prio Sr.ÿ20Dr. Plinio®LBcap-8#¯
®USN¯O zelo pela obra do Sr.ÿ20Dr. Plinio e o desejo de preserv -la, levaram-me a reunir alguns coment rios sobre os membros da Martim, feitos por nosso Pai e Fundador que com o passar do tempo talvez tenham ca¡do no esquecimento.
®USN¯Por serem praticamente do conhecimento da maioria dos membros da TFP, as cr¡ticas e as observa‡”es que se seguem n„o ferem a honra nem a reputa‡„o dos membros do Conselho Nacional. Por outro lado, os prementes interesses da Causa me obrigam a mostrar a vis„o objetiva que deles tinha o Fundador e como n„o possuem os requisitos que o Sr. Dr.ÿ20Plinio atribui ao bom governante, como vimos em cap¡tulos anteriores.
®USN¯Essa opini„o a respeito deles manteve-se idˆntica, nas explicita‡”es do Sr. Dr.ÿ20Plinio, durante vinte anos. ®MDRV¯"Talis vita, finis ita"®MDNM¯. Ser  que agora ter  mudado, subitamente, o estado de esp¡rito que os mais velhos alimentaram durante seu longo conv¡vio com o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio? Contra fatos n„o h  argumentos. Comprovemos, pois, como tudo o que tem acontecido nestes £ltimos dois anos ‚ mera conseqˆncia de uma prolongada semi-fidelidade.
®USS¯Uma necessidade vital para a continua‡„o da Obra de um Fundador
®USN¯A enorme responsabilidade dos primeiros disc¡pulos em n„o "trair" o esp¡rito de seu Fundador, ‚ bem assinalada pelo Pe.ÿ20Antonio Romano:

®USP¯Tal como os Ap¢stolos, os primeiros disc¡pulos s„o os principais deposit ~rios e as testemunhas privilegiadas do carisma original no momento em que "nasce" e, por isso, s„o os primeiros a quem incumbe o delicado discernimento para n„o consumar o que alguns autores denominam de a primeira trai‡„o ao esp¡rito do fundador, que consistiria em se aferrar a viver mais … letra que o esp¡rito deste, com a desculpa de se mostrarem mais fi‚is …s origens.
®USP¯Por tal motivo, os primeiros disc¡pulos adquirem uma importƒncia fundamental, j  que s„o eles os que enriqueceram a experiˆncia original, quando esta nascia, com seus pr¢prios dons pessoais, e que a iluminaram na hist¢ria com o exemplo da sua vida. Como os disc¡pulos do Senhor, foram realmente eles que: "viveram, dia a dia, em comunh„o ¡ntima com o Fundador; assimilaram o seu esp¡rito e experimentaram pessoalmente como o Fundador superava e resolvia as primeiras dificuldades surgidas no momento da funda‡„o, e puderam captar qual era o carisma pr¢prio do fundador na nova fam¡lia religiosa. Fizeram a experiˆncia da autˆntica novidade na vida espiritual da Igreja, e da a‡„o apost¢lica. N„o se mantiveram simplesmente numa atitude receptiva ou passiva: com a sua presen‡a e carismas pessoais determinaram os primeiros desenvolvimentos do instituto que, j  ent„o, com a ajuda do Esp¡rito Santo, preparava profeticamente o caminho futuro, o qual ‚, em parte, o nosso presente"(®FN1 Antonio Romano, ®MDRV¯Los Fundadores, hombres del Esp¡ritu®MDNM¯, p.75-79.¯).


®USN¯Todo o disc¡pulo deve ser uma imagem viva do Fundador. No entanto, em cada fam¡lia religiosa h  sempre uns poucos que se impregnam mais do esp¡rito do Fundador, do que outros, e que tˆm a voca‡„o especial e important¡ssima, de transmitir esse mesmo esp¡rito aos demais. Tal foi o caso do Pe.ÿ20Jer“nimo Nadal, nos prim¢rdios da Companhia de Jesus.
®USN¯Tamb‚m na TFP, os membros da Martim, por serem dos mais antigos, deveriam primar por refletir com fidelidade o esp¡rito do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio, a fim de dar continuidade … obra por ele fundada. Infelizmente, como se ver , n„o foi o que aconteceu...
®USN¯Transcrevemos a seguir alguns textos sobre o papel do Pe.ÿ20Nadal, e sua grande uni„o espiritual com Sto. In cio.

®USP¯Mas [n¢s] nos acomod vamos …s mesmas indica‡”es do Visitador [Pe.ÿ20Nadal], que em suas pr ticas assinalava ®MDBO¯como primeiro meio para conhecer o esp¡rito e a gra‡a particular de uma determinada voca‡„o religiosa o conhecimento do Fundador®MDNM¯, ao qual Deus tomava por instrumento desta gra‡a que Ele queria desenvolver na Igreja. ®MDBO¯Da¡ o empenho do disc¡pulo ®MDNM¯daquele grande Patriarca ®MDBO¯em conhecer a vida de seu Mestre e Pai,®MDNM¯ e aquele trabalhar como ningu‚m ®MDBO¯em conseguir as declara‡”es autobiogr ficas de In cio.®MDNM¯ Da¡ o empenho em difundir por toda a Companhia o conhecimento das etapas e das caracter¡sticas na convers„o e na santifica‡„o de In cio, que at‚ hoje em dia procuram com solicitude os bi¢grafos do santo.(®FN1 Miguel Nicolau, S.I., ®MDRV¯Jer“nimo Nadal, S.I. (1507-1580) Sus obras y doctrinas espirituales®MDNM¯, Consejo Superior de Investigaciones Cient¡ficas, Madri, 1949, pp.408-410.¯)
®USAST¯*  *  *
®USP¯Se este breve resumo dos principais pensamentos de Santo In cio pregados por Nadal permitiu descobrir a grande extens„o da influˆncia do santo no ide rio asc‚tico do disc¡pulo e confidente; com ele, sem embargo, n„o medimos inteiramente a intensidade desta influˆncia. Seria preciso medir a profundidade desta a‡„o e destes pensamentos inacianos na alma de Jer“nimo Nadal. Pois bem, a profundidade desta a‡„o est  em raz„o direta da intensidade afetiva com que a a‡„o de In cio era recebida. ®MDBO¯Se pud‚ssemos avaliar a profundidade do afeto que Nadal sentia por Santo In cio,®MDNM¯ poder¡amos calcular mais aproximadamente ainda as dimens”es da influˆncia exercida pelo santo sobre Mestre Nadal.
®USP¯Na semelhan‡a introdut¢ria do Visitador, que escrevemos no primeiro cap¡tulo, assinal vamos os come‡os da simpatia e do atrativo que o santo exerceu sempre sobre aquele que viria a ser seu Vig rio ano e meio antes de sua morte; e ao descrever alguns tra‡os mais caracter¡sticos da via interior deste var„o, ®MDBO¯n„o podemos deixar de assinalar a devo‡„o ao Padre In cio que respiram as p ginas de seu di rio espiritual.®MDNM¯ No decurso de nosso trabalho ter  sido f cil para o leitor acrescentar novos documentos que o confirmam. Agora, … guisa de complemento, cremos que o leitor tamb‚m gostar  de conhecer outras passagens do mesmo di rio espiritual, que podemos acrescentar …s j  citadas e que revelam s¢bria e eloqentemente a ades„o afetiva aludida.
®USP¯Comecemos por duas passagens que, devido ao lugar que ocupam, no come‡o do livro, parecem escritas ainda em vida do Fundador:
®USP¯"O esp¡rito do pur¡ssimo Padre In cio, [est ] unido a Deus por sua eleva‡„o; da¡ [vem] o sustento e a confirma‡„o da Companhia ante o Senhor, e tudo est  bem..."
®USP¯A outra passagem ‚ uma ora‡„o que reflete a ex¡mia venera‡„o pelo santo:
®USP¯"®MDBO¯D -me, Senhor, possuir o esp¡rito do Padre In cio,®MDNM¯ a vit¢ria sobre a carne,ÿ20o mundo e o dem“nio; d -me o estado habitual de sua contempla‡„o; aÿ20obe~diˆncia, a pobreza e a castidade; e tamb‚m as outras virtudes morais eÿ20teologais".
®USP¯Outras express”es sobre o mesmo afeto fervoroso pelo santo correspondem ao tempo posterior … morte de In cio, e est„o escritas no livro depois de suas "l grimas doces e espontƒneas com suave humildade" orando no lugar onde morreu Santo In cio. S„o um programa de vida que fazia Nadal a si mesmo:
®USP¯"Consultar interiormente o Padre In cio e o Anjo da Guarda, da¡ subir, etc."
®USP¯"®MDBO¯Tomar o Padre In cio por patrono, por diretor e governador superior estando ele no C‚u,®MDNM¯ junto com seus companheiros que gozam da eterna felicidade."
®USP¯Por tudo isso ser  f cil compreender uma expressiva frase de Nadal, que encontramos no mesmo livro de seus apontamentos interiores, indicador da impress„o doce e profunda produzida nele pelo trato com In cio: "O Padre In cio como que oscula a alma e nela se insinua suave e tranqilamente... ®MDRV¯P.ÿ20Ignatius quasi osculans animam, et illi se insinuans suaviter et tranquille®MDNM¯..."(®FN1 Idem, p.411-413.¯).
®USAST¯*  *  *
®USP¯Na Companhia de Jesus, para quem quer que tenha lido a hist¢ria dos primeiros tempos da Ordem, ‚ evidente que um dos grandes homens que possu¡a ent„o a Companhia nascente era o Pe.ÿ20Jer“nimo Nadal. ®MDBO¯Polanco,®MDNM¯ o secret rio fiel de santo In cio, ®MDBO¯escrevendo por encargo do santo e ponderando com elogios inusitados a figura de Nadal,®MDNM¯ o indicava como a ®MDBO¯pessoa que "tem muito conhecimento de N.P. M§. In cio, porque teve muito relacionamento com ele, e parece ter entendido seu esp¡rito,®MDNM¯ e penetrado, como nenhum outro que eu saiba na Companhia, o instituto dela.
®USAST¯*  *  *
®USP¯Para falarmos apenas no que diz respeito … Companhia, ele foi o bra‡o, ®MDBO¯ele foi ®MDNM¯Ä por assim dizer Ä ®MDBO¯a segunda mente de Santo In cio.®MDNM¯ S¢ a ele encarregou de promulgar na Europa e expor a forma do Instituto e das Constitui‡”es da Companhia, e estabelecer por todas as partes o mesmo esp¡rito pr¢prio desta voca‡„o particular...(®FN1 Idem, p. 3. [O sublinhado ‚ nosso].¯)


®USN¯Sirvam estes trechos sobre o Pe.ÿ20Nadal Ä guardadas as propor‡”es Ä de programa para nossa vida espiritual, no que diz respeito … uni„o de alma com o Fundador. A seguir, veremos o papel desempenhado, na hist¢ria do Grupo, pelas gera‡”es mais velhas, entre as quais se inclui a da Martim, descrito pelo Sr. Dr.ÿ20Plinio. O contraste n„o poderia ser maior...
®USS¯Grande chamado, grande incorrespondˆncia(®FN1 Os textos reproduzidos neste cap¡tulo s„o extra¡dos de reuni”es dadas pelo Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio. Os t¡tulos e subt¡tulos s„o nossos.¯)
®USS1¯* "Os mais tardios em ver, em compreender, e absolutamente mudos em divulgar"
®USP¯Bem, quando ‚ que o Grupo mais ou menos passou para institui‡„o? [...] O Grupo passou de institui‡„o, de grupo para institui‡„o, ele era inteiramente grupo na fase em que t¡nhamos a Par , Martim, Aureliano, Alc cer... [...]
®USP¯O natural ‚ que cada camada dessas que se formasse, tivesse comigo um relacionamento que ajudasse os mais novos. E n„o foi bem exatamente isso que se passou, e talvez fosse bem exatamente uma coisa bem diferente disso. Porque, pelo contr rio, ®MDBO¯[foram] os mais tardios em ver, os mais tardios em compreender e absolutamente mudos em divulgar.®MDNM¯ De maneira que se tornaram, infelizmente, ®MDBO¯especializados em fazer apostolado como se n„o houvesse o Fundador®MDNM¯. [Ele] era uma pessoa que estava presente, era um piloto para certas horas dif¡ceis, mas n„o passava disso.
®USP¯Depois vinham uns ®MDBO¯modos t„o errados de ver, que era ver um homem de sociedade, depois um homem intelectual, essas bobagens todas®MDNM¯, quando o quadro ‚ muito mais amplo, e sobretudo esses n„o s„o os dados principais do quadro, como n¢s vimos h  pouco.(®FN1 MNF de 9/3/88.¯)
®USS¯No come‡o da voca‡„o, a rejei‡„o ao esp¡rito do Fundador
®USS2¯a) Mundanismo
®USS1¯* A queda no mundanismo, a subjuga‡„o ao "establishment"
®USP¯Quando algu‚m disse que faz bem a ele falar sobre a ®MDRV¯Bagarre®MDNM¯, claro que h  uma por‡„o de lados por onde faz bem falar sobre a ®MDRV¯Bagarre®MDNM¯, mas um dos lados que faz mais bem para ele e para os senhores, ‚ imaginar uma ordem de coisas dentro da qual o ®MDRV¯establishment®MDNM¯ tenha deixado de existir. [...]
®USP¯Bem, e que, da parte dos senhores com os outros, ®MDBO¯o modo de quebrar o poder do dem“nio®MDNM¯, o modo de quebrar a carapa‡a, etc., etc., o modo s‚rio de fazer aquela beligerƒncia ‚ estudar um meio por onde os senhores efetivamente se desliguem do modo interno [...] do ®MDRV¯establishment®MDNM¯ de maneira que ®MDBO¯nenhum prolongamento da influˆncia do ®MDBR¯establishment®MDBO¯ sobre os senhores continue a existir®MDNM¯.
®USP¯Depois, [...] na parte de um bom n£mero dos senhores ®MDBO¯a infidelidade consistiu em acocar restos de ®MDBR¯establishment®MDBO¯ dentro de si.®MDNM¯ A f¢rmula de conti~nuar uma vida de ®MDRV¯establishment®MDNM¯ dentro do Grupo est  infestada e n„o ‚ mais vi vel.  uma pena mas ‚ assim.  como ®MDBO¯o "Palacinho":®MDNM¯ hoje n„o seria mais um instrumento de santifica‡„o. Foi, depois foi deformado, e deixou de ser, e ®MDBO¯hoje seria um instrumento de perdi‡„o.®MDNM¯ [...]
®USP¯Os senhores, pela sua voca‡„o, queriam ser algo que no subconsciente, esta influˆncia preternatural, de origem dos "C¡rculos Mundanos", tolhe, impede. Ou h  uma ruptura neste sentido ou essa declara‡„o de guerra ao dem“nio n„o tem conte£do. [...]
®USP¯ preciso um desapego assim, superlativo, total e que correspondesse, euÿ20volto a dizer, a n„o ter mais nenhuma esperan‡a, nem empenho, nem desejo de ˆxito ou boa coloca‡„o dentro deste contexto. ®MDBO¯Esse contexto deve ser con~siderado para n¢s um passado rifado®MDNM¯, embora a gente continue dentro dele porÿ20raz”es instrumentais, necessidade, etc., mas ‚ um passado rifado.  um estranho.(®FN1 EVP de 11/3/73.¯)
®USS1¯* "Palacinho" e mundanismo
®USP¯Agora, qual foi o desvio que houve em rela‡„o ao "palacinho"? Foi o seguinte: o "palacinho" era uma li‡„o viva de aristocracia, e de aristocracia como ela deveria estar ao nosso alcance. [...]
®USP¯Bem, em vez de os freqentadores de l  se dessedentarem desse ambiente aristocr tico, no sentido de procurarem amar a aristocracia enquanto aristocracia, o recolhimento enquanto recolhimento [...], a dignidade enquanto dignidade, a distin‡„o enquanto distin‡„o, em vez de se sentirem a l‚guas da rua e a l‚guas do mundo, em vez de fazerem daquilo um meio para se desintoxicarem do mundo e para entrarem verdadeiramente dentro da TFP, ®MDBO¯houve ali uma baldea‡„o e aquilo passou a ser um quiosque mundano onde se procurava fazer o papel, o representante do nobrezinho®MDNM¯.
®USP¯Quer dizer, deleitando-se em ser um pequeno nobre, pelo gosto de ser nobre Ä eu vou dar um exemplo muito exagerado Ä como um monarquista ®MDRV¯a la®MDNM¯ "O Estado de S„o Paulo" gostaria da restaura‡„o da monarquia: para ser conde e n„o por princ¡pios nem nada disto, mas porque lhe agrada fazer o papel de conde.
®USP¯Bem, e fazer daquilo n„o uma fortaleza de dentro da qual dissessem "eu n„o me incomodo com o mundo, porque isto ‚ isto, e nisto eu tenho o meu lugar", mas era uma outra coisa: "®MDBO¯Vamos aqui viver como n¢s imaginamos que o mundo l  fora vive®MDNM¯, para n¢s termos um pouco de seguran‡a, e fazermos daqui um prolongamentozinho do mundo."
®USP¯[...] Em £ltima an lise, ®MDBO¯mesmo quando eu ia Ä presen‡a, eu volto a dizer, n„o muito cobi‡ada®MDNM¯ Ä mesmo quando eu ia Ä ent„o muito bem tratado quando eu ia, isso n„o tem d£vida Ä ®MDBO¯era muito mais como se recebessem um senhor da aristocracia, de nobre a nobre.®MDNM¯[...]
®USP¯Que o palacinho concorreu para impor o prest¡gio do grupo junto … gente da boa fam¡lia [...]: Fora de d£vida.
®USP¯[Mas] junto com o alimento, vinha o veneno.
®USP¯E o veneno era uma esp‚cie de mundaniza‡„o da qual o esplendor indument rio era uma parte. [...].
®USP¯Bem, de onde ®MDBO¯o "palacinho" evoluiu para ser®MDNM¯, em alguma medida, ®MDBO¯o contr rio do que ele deveria ter sido®MDNM¯. O que se desdobrava para um prolongamento do "palacinho", que era a fazenda [do Morro Alto Ä Amparo].
®USP¯®MDBO¯A fazenda com o seu campo de tˆnis, com os tenistas jogando com roupas brancas e casquetes com viseira verde de que ningu‚m precisa, com meninos para pegarem as bolas, com ®MDBR¯whisky®MDBO¯, com autom¢veis em penca, com dinheiro escachoando como de um chafariz e com jogo e com tudo o mais, e brincadeira e piada, era no fundo uma algazarra, um ®MDBR¯club®MDNM¯.(®FN1 EVP de 24/2/74.¯)
®USS2¯b) Concep‡„o errada da aristocracia e da nobreza do Fundador
®USS1¯* Desinteresse por notar a verdadeira nobreza do Sr. Dr.ÿ20Plinio. Uma vis„o diminuta da nobreza
®USP¯Ent„o, ®MDBO¯um certo afastamento do "palacinho" de mim®MDNM¯. No que ‚ que esse afastamento se tornava mais perempt¢rio? Eu passo para a segunda parte.  ainda muito ligado a isto. [...]
®USP¯E h  um certo modo tradicional e antigo de ter nobreza que est  no modo de falar, est  no modo de conversar, est  na seriedade, est  no senso da domina‡„o, est  em uma por‡„o de coisas assim; h  um certo modo tradicional de representar a nobreza, que ‚ a nobreza que manda, a nobreza que luta, a nobreza que estuda, a nobreza que se sacrifica, para a qual o "palacinho" tinha os olhos semi-abertos, semi-fechados.
®USP¯Semi-abertos a tal ponto que, se n„o fosse minha influˆncia, o "palacinho" nunca teria sido o "palacinho". Semi-fechados, no sentido de que se dessem inteira entrada … minha influˆncia, o aspecto mundano do "palacinho" nunca teria existido, porque de mim se pode dizer qualquer coisa, mas que eu sou mundano, n„o se pode dizer, e que eu crio uma atmosfera mundana em torno de mim, isto eu n„o crio. [...]
®USP¯Bem, ®MDBO¯houve [portanto] uma esp‚cie de desinteresse em notar esses aspectos daquilo que eu devo simbolizar®MDNM¯. [...] 
®USP¯Em S„o Paulo deu-se essa coisa curiosa, que S„o Paulo foi terra de verdadeira nobreza, deu um tipo nobre de intelectual que era o professor de Direito da Faculdade de Direito de S„o Paulo. [...]
®USP¯Bom, de tudo isto eu peguei os restos. Peguei os restos do modo nobre de conversar, modo nobre de lecionar, de escrever cartas, de fazer uma por‡„o de coisas desse gˆnero. Nisto est  o melhor do ®MDRV¯pulchrum®MDNM¯ do que eu falo e do que eu fa‡o.
®USP¯Vamos dizer, por exemplo, um artigo da "Folha". [...] ®MDBO¯Os artigos da "Folha" s„o nobres®MDNM¯, como por exemplo, se quiserem prestar aten‡„o, ®MDBO¯a reuni„o de hoje … tarde foi nobre®MDNM¯. [...] [Mas] eu tenho a impress„o de que ®MDBO¯muitos dentre n¢s n„o eram capazes de sentir o nobre dentro da reuni„o®MDNM¯. O resultado, a degusta‡„o do melhor da coisa, n„o pegam.
®USP¯De onde ‚ que veio isto? ®MDBO¯Exatamente um modo diminuto de considerar a nobreza que ‚ um modo por onde esse ideal, ao mesmo tempo firma o p‚ e se restringiu a si pr¢prio no "palacinho". [...]
®USP¯Bem, os que est„o de acordo comigo a respeito do que eu falei sobre a ®MDBO¯insensibilidade para com o aristocratismo verdadeiro®MDNM¯, levantem o bra‡o. Quer dizer, ®MDBO¯com a forma minha de ser aristocrata®MDNM¯. [Ou seja,] os que acham que eu tive raz„o quando falei da ®MDBO¯falta de sensibilidade para meu modo de ser aristocrata®MDNM¯. Est  clara a pergunta ou n„o?(®FN1 EVP de 24/2/74.¯)
®USS2¯c) Falta de chama e de impulso Ä decorrente incapacidade para a lideran‡a interna
®USS1¯* Falta de impulso
®USP¯Bom, ®MDBO¯a minha querida Martim Francisco tamb‚m foi vincando uma diferen‡a com rela‡„o a mim em [outro] ponto:
®USP¯®MDBO¯O que ‚ pr¢prio a uma aristocracia ‚ estar na ponta do movimento daquilo que ela capitaneia. Ela deve dar o impulso.®MDNM¯ Quer dizer, o ¡mpeto mais forte, mais arrojado, mais denodado, o senso de inova‡„o mais vigoroso, a percep‡„o mais aguda dos novos rumos, a coragem mais debandada para todas as oca~si”es, deve ser pr¢prio da nobreza ou ela n„o ‚ ela mesma.
®USP¯[...] Ora, ®MDBO¯esta radicalidade, a Martim Francisco a teve e n„o teve.®MDNM¯ Ela teve no sentido de que ela aceitou toda a doutrina que eu dei, e que ela aceitou de dar o passo que deu e de se integrar na causa no ponto em que integrou. Mas, ®MDBO¯dizer que a Martim Francisco tenha sido continuamente o principal impulso da TFP, ‚ uma verdade e n„o ‚.®MDNM¯ Em algum sentido foi. No sentido em que essa palavra signifique solidez, estabilidade, vontade de n„o recuar, prest¡gio. [Mas] ®MDBO¯na medida em que signifique ®MDBR¯‚lan®MDBO¯, n„o.®MDNM¯ Aparece a Aureliano, com todas as virtualidades de vitalidade pleb‚ia que tinha e que deveria ter [...]; aquilo que deveria ser continuamente superado pelos membros da Martim Francisco [...] multiplicando a fidelidade da Aureliano Coutinho para lev -la para a frente. [Entretanto] passou a ser um rio de  guas perfumadas, correndo mais lentamente ao lado da torrente borbulhante nascida da montanha e correndo a toda a pressa. [...] A Martim Francisco n„o dava o exemplo do ®MDRV¯‚lan®MDNM¯. O ®MDRV¯‚lan®MDNM¯ estava de lado.
®USP¯®MDBO¯A estabilidade da Martim Francisco, a dignidade, o aristocratismo, tomaram uma certa conota‡„o nhonh“ aos olhos deles®MDNM¯, sem que eles ousassem confessar. Essa conota‡„o nhonh“, seria injusto falar em nhonh“, mas que essa conota‡„o tinha qualquer coisa de ®MDBO¯nobreza meio sonolenta e apagada®MDNM¯ tinha. O resultado do mundanismo. [...]
®USP¯A gente estudando Carlos Magno e Roland, para alguns efeitos, Roland tinha mais chama do que Carlos Magno. Aquele que ‚ incumbido da carga de cavalaria, deve ter mais chama do que o general, n„o ‚ meu filho? ®MDBO¯A Martim Francisco deveria ser incumbida, deveria ter esta forma de chama de estar na ponta de todos os ataques de cavalaria, que n„o ‚ tanto a forma de chama espec¡fica a mim. Como n„o era a de Carlos Magno.®MDNM¯ Cada coisa tem o seu modo de ser pr¢prio. E isto Ä eu vou dizer mais, hein! Ä eu acho que v rios dos senhores tiveram movimentos desta chama. Mas que, ®MDBO¯uns abafavam os outros por causa dessa esp‚cie de rod¡zio.®MDNM¯(®FN1 EVP de 24/2/74.¯)
®USS1¯* Faltando a radicalidade e a chama, falta a caracter¡stica principal do mando
®USP¯®MDBO¯O pessoal de c£pula da TFP deveria primar pela radicalidade, sobretudo aqueles que representavam a tradi‡„o aristocr tica na TFP; o pr¢prio do aristocratismo ‚ a chama e a radicalidade. Uma aristocracia que n„o ‚ assim, ‚ uma aristocracia decadente®MDNM¯. [...]
®USP¯E pelo contr rio, aconteceu que ®MDBO¯houve uma diminui‡„o de chama na Martim Francisco®MDNM¯. [...] O pessoal de talento e de capacidade, n„o modelava chama nenhuma, porque ®MDBO¯faltava exatamente esse ¡mpeto, esse arrojo, que ‚ pr¢prio do esp¡rito de cavalaria.®MDNM¯ [...]
®USP¯®MDBO¯O ®MDBR¯ardito®MDBO¯ n„o ‚ o nosso dom®MDNM¯.
®USP¯N¢s estamos sempre no meio acolchoado, no meio moderado, no meio influenciado pelos ambientes de nossas fam¡lias. O ardido n„o ‚ o nosso dom. Deveria ser, porque, ®MDBO¯chefiar ‚ ser ®MDBR¯ardito®MDNM¯. Ou chefe ‚ aquele que empurra mais o carro na dire‡„o em que ele deve ir, ou ele n„o ‚ chefe. Um membro do Estado Maior que n„o seja dos mais desejosos de derrotar o advers rio, e que fa‡a uma guerra cient¡fica, com uma neutralidade cient¡fica, como ‚ que vai? [...]
®USP¯Nos senhores h  muito est vel e falta o ardido. [...] Como teria feito bem ao movimento que todos n¢s tiv‚ssemos esse ardimento.(®FN1 EVP de 10/3/74.¯)
®USS2¯d) Desintelectualiza‡„o total, rejei‡„o da "RCR"
®USS1¯* Falta de intelectualiza‡„o e egocentrismo
®USP¯Por fim, uma outra coisa: intelectualidade. Para a Martim Francisco estar na ponta de lan‡a do movimento, uma vez que o nosso movimento ‚ ideol¢gico, ®MDBO¯teria sido necess rio que a Martim Francisco tivesse se habituado s‚ria e grossamente a estudar.®MDNM¯ N„o tem por onde escapar. Porque, para ter uma lideran‡a ideol¢gica num movimento ideol¢gico, ‚ preciso estudar. Ideologia, diz isto! Agora, ®MDBO¯‚ positivo que todos os est¡mulos que eu promovi para que a minha Martim Francisco estudasse, foram pouco coroados de ˆxito.
®USP¯®MDBO¯A recusa do livro, o medo do livro, gerou o fracasso interno da RCR.®MDNM¯ [...] Pode ser que tenhamos lido. Mas [...] estudo s‚rio n¢s n„o fizemos. Isso ‚ uma coisa incontest vel.
®USP¯E mais ainda: nos julg vamos inteiramente dispensados da leitura dessa coisa. [...] Provavelmente foram feitas bonitas encaderna‡”es, n„o sei se chegou at‚ l , [...] com a dedicat¢ria que eu dei, ‚ prov vel. Mas nunca um livro foi bem aproveitado por ter sido bem encadernado. [...]
®USP¯®MDBO¯Uma coisa que atrapalhou muito a vida intelectual foi o "eu, eu, eu". Uma tal preocupa‡„o de prestar aten‡„o em si, que n„o havia interesse por personagens hist¢ricos, nem por fatos hist¢ricos, nem por doutrinas: "eu, eu, eu Ä eu, eu, eu Ä eu, eu, eu".®MDNM¯ [...] N¢s n„o somos todos pessoas para as quais estar habitualmente lendo um livro seja uma necessidade. Isso n¢s n„o somos. ®MDBO¯Enquanto n¢s n„o somos tais, n¢s n„o estamos completamente resgatados da pecha do analfabetismo.®MDNM¯ [...]
®USP¯[...] B e X se intelectualizaram, mas em vez de se intelectualizarem … maneira como eu acho que deve ser um intelectual Ä misturando profundamente os problemas da vida e do pensamento com os problemas do estudo e da leitura Ä acabaram formando uma intelectualiza‡„o algum tanto acadˆmica. E, enquanto acadˆmica, pouco capaz de influenciar o grupo, [...] porque o grupo n„o foi feito para ser acadˆmico.
®USP¯De onde, por exemplo, ®MDBO¯uma conferˆncia de um dos dois pesa menos no plen rio que outras conferˆncias de membros de grupos mais novos®MDNM¯. Exa~tamente porque esses mais novos pegam coisas da vida, pegam coisas como s„o.ÿ20[...]
®USP¯Qual ‚ o resultado, por sua vez, disso? ®MDBO¯O resultado ‚ a desintelectualiza‡„o de todo o movimento.®MDNM¯(®FN1 EVP de 24/2/74.¯)
®USS1¯* "O que me doeu muito foi a frieza da Par  e Martim [em rela‡„o … RCR]"
®USP¯Mas o que me doeu muito foi a frieza da "Par " e "Martim" [em rela‡„o … RCR]. Se um c„o ladrasse na rua era o mesmo.(®FN1 Jantar de 19/6/94.¯)
®USS1¯* Duas atitudes diante da RCR: o entusiasmo e a tranqilidade relativista. O fracasso interno da RCR
®USP¯Isso ‚ inteiramente caracter¡stico a meu ver.
®USP¯Um eremita estava me contando o seguinte: que quando leram a RCR pela primeira vez, ficaram dois ou trˆs dias tontos com a RCR, de tanto que eles ficaram com a alma cheia e entusiasmados por causa daquela cadˆncia das trˆs Revolu‡”es, e como aquilo era verdadeiro. [...]
®USP¯N„o me queiram mal, mas se ‚ para falar ®MDRV¯coram Domino®MDNM¯ e com afeto, a verdade ‚ esta. Comparem a rea‡„o que teve a RCR no nosso meio com a rea‡„o que teve no meio deles... outros que compraram a RCR e aderiram na mesma hora e ficaram entusiasmad¡ssimos, ent„o ®MDBO¯n¢s que... folheamos a RCR fazendo um ato de ascese enorme em ler aquela xaropada...®MDNM¯ n¢s compreenderemos bem [...] toda tranqilidade ligeiramente relativista que entrava na nossa posi‡„o de alma. [...]
®USP¯Aqui os senhores est„o vendo o que ‚: ‚ uma verdade que ‚ raciocinada, os senhores iriam procurar a RCR na ponta de uma leitura, de um racioc¡nio. Um estudo, eles fizeram mais do que estudo; eles galoparam dentro da RCR todas as suas consonƒncias. Os senhores est„o percebendo as diferen‡as de alma? Aqui est  a quest„o. [...]
®USP¯Quer dizer, as evidˆncias imediatas, heroicamente adotadas, n„o s„o as nossas. ®MDBO¯N¢s estamos habituados ao ritmo com que nossas fam¡lias caminham na conquista da verdade. Ritmo desinteressado, lento, calmo, que se interrompe para tomar um ch , uma pesquisa da verdade. Vamos dizer, qualquer um de n¢s era capaz de interromper a RCR para passear na praia... mas de folgado, de folgado.®MDNM¯ Os outros n„o teriam feito isto.
®USS1¯* A responsabilidade pelas chamas que amortecem
®USP¯Isto ‚ o que eu chamava espoleta da alma, o estampido da alma.
®USP¯Muita gente que entra no grupo com a atitude daqueles de quem fal vamos, depois amortecem no grupo de desespero porque vˆ que no grupo n„o tem isto (...)
®USP¯...®MDBO¯‚ terr¡vel ter uma parte nessa perda, porque n¢s ‚ramos encarregados n„o de manter essa chama, mas de a desenvolver.®MDNM¯
®USP¯[...] ®MDBO¯E esses todos poder„o retornar … plenitude dessa chama, se encontrarem essa chama nos senhores. Mas os senhores n„o d„o.®MDNM¯ [...]
®USP¯®MDBO¯Quer dizer, o hist¢rico das chamas na TFP ‚ o hist¢rico das infideli~dades.®MDNM¯ÿ20[...]
®USP¯Eu confesso que ‚ uma preocupa‡„o que n„o me abandona dia e noite, ‚ essa: se eu dou para mim e para com os senhores, toda a chama que eu devo, por que ‚ que os senhores n„o v„o ter a mesma preocupa‡„o? Porque a chama n„o ‚ um enfeitezinho a mais, uma coisa que a gente pode p“r e n„o p“r.  o pr¢prio esplendor das coisas boas.  o por onde elas atraem, elevam, tornam f cil a ascens„o espiritual. A ascens„o espiritual, com a chama, vai. Sem chama, ‚ a ascens„o mais dif¡cil e pau que pode haver no mundo.(®FN1 EVP de 10/3/74.¯)
®USS2¯e) Quebra da vontade, falta de ascese, amor pelo impulso
®USS1¯* Nervosismo e "espiritualite", que produzem falta de sabedoria na a‡„o
®USP¯Bem, des‡o mais fundo, e a¡ eu fecho. Uma das notas que estava presente nisso, ®MDBO¯‚ uma recusa da ascese.®MDNM¯ Isso ‚ positivo. ®MDBO¯ a tese de que a gente consegue praticar a virtude caminhando a golpes de emo‡„o e de impress”es.®MDNM¯ Porque a emo‡„o e as impress”es, quando s„o boas, tornam f cil a pr tica da virtude. Ent„o a id‚ia de que fazer um esfor‡o  rido, fazer um estudo quando a gente n„o tem vontade, dizer n„o a si mesmo e impor-se coisas desagrad veis, era uma coisa que a gente poderia flautear.
®USP¯N„o era uma coisa que era feita para n¢s. De onde, em todos esses campos, uma esp‚cie de repercuss„o: ®MDBO¯nervosismo, que ‚ o fruto disso; "espiritualite", que ‚ o fruto disso, ‚ falta de ascese, ‚ uma perp‚tua pescaria das emo‡”es. Para acertar bem as coisas como s„o: portanto, nervosismo, "espiritualite", altas e baixas mais ou menos inexplic veis, irregularidades na produ‡„o, falta de sabedoria, muitas vezes na a‡„o.®MDNM¯
®USP¯A Providˆncia deu recursos humanos excelentes … Martim Francisco, mas excelentes; mas ®MDBO¯a gente vai examinar o emprego desses recursos humanos: desordem, caos, irregularidades®MDNM¯. A gente vai ver por que ‚ que ‚. ®MDBO¯ no fundo por uma recusa de uma coisa inteiramente racional, de uma coisa inteiramente asc‚tica.®MDNM¯ [...]
®USP¯®MDBO¯Agora, porque isto? Por n„o querer ordenar as coisas ®MDBR¯rationabiliter®MDBO¯, pensando seriamente, fazendo as coisas quando s„o desagrad veis, seguindo verdadeiramente o caminho da Cruz.®MDNM¯ [...]
®USP¯®MDBO¯Esse agir ®MDBR¯rationabiliter®MDBO¯, agir com continuidade, com ˆnfase, com vigor, ainda quando toda a nossa vontade de fazer esteja estra‡alhada. Naquele tempo, ‚ verdade que nos faltava [a] n¢s, ou n„o?®MDNM¯ Os que acham que naquele tempo faltava a n¢s, queiram levantar os bra‡os. [...](®FN1 EVP de 24/2/74.¯)
®USS2¯f) Admira‡„o pelo dinheiro e conseqente rejei‡„o ao Fundador por n„o ser um homem realizado
®USS1¯* Recusa da lideran‡a do Sr.ÿ20Dr. Plinio, porque n„o era rico
®USP¯Falando com o Luizinho pelo telefone, ele veio com os despachinhos dele. Aquela meia hora matinal n„o ‚? "Meia hora" ali s ‚ um modo de dizer, ele est  dilatando. [...]
®USP¯Bom mas falou-se qualquer coisa, e eu senti isso bem na pele. Falou-se a respeito de poder e de autoridade. A pessoa que tem autoridade tem o direito de mandar, tem a miss„o de mandar, tem a capacidade de mandar. Mas o poder ‚ ter os meios pr ticos para p“r o mando em execu‡„o.
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl :  o que o senhor dizia em outros tempos sobre influˆncia e mando.)
®USP¯Influˆncia e mando. Tem o seguinte: ®MDBO¯‚ influˆncia mais o direito de influenciar. Esta ‚ a autoridade.®MDNM¯
®USP¯Agora, eu mostrei a ele que o poder hoje deslumbra muito mais as pessoas do [que] deslumbrava outrora. E a autoridade quase n„o deslumbra.  uma recusa da autoridade que n„o tem os meios de mandar e um desd‚m, como se n„o fosse nada. Sabe qual foi o coment rio dele? Disse: ®MDBO¯"O nariz em p‚®MDNM¯ Ä ele n„o usou esta express„o, mas outra qualquer Ä®MDBO¯ de n¢s da Martim com o senhor, vinha disso que, se o senhor tivesse meios de poder, embora n„o tivesse autoridade … vontade, mas sem poder... A id‚ia era, n„o tinha mais dinheiro que n¢s, ent„o n¢s nos recus vamos a aceitar esse feitio de lideran‡a®MDNM¯."(®FN1 Jantar de 6/6/87.¯)
®USS1¯* O "gelo" em rela‡„o ao Sr. Dr.ÿ20Plinio porque n„o se tinha realizado como homem de neg¢cios
®USP¯S¢ hoje ‚ que eu me dou conta de uma coisa que os pr¢prios interessados n„o tinham inten‡„o, mas era assim. ®MDBO¯O "gelo" em rela‡„o a mim vinha do contraste entre a minha personalidade e o que seriam os homens de neg¢cios que estavam em ovo no pessoal da Martim.®MDNM¯ Compreendeu?
®USP¯[...] Eles n„o tinham por PB e pelo AX a considera‡„o que tinham pelo PX e pelo Adolpho. [...] Porque eles sabiam que em tese PB e AX s„o muito mais inteligentes, muito mais cultos e [com] outro futuro intelectual. Mas isso n„o caracteriza o homem perfeito, pelo contr rio, ‚ um sub-homem. ®MDBO¯O que caracteriza o homem perfeito ‚ o ®MDBR¯businessman®MDBO¯.®MDNM¯ E os dois, mais alguns outros, S‚rgio, um pouco o pobre do meu Luizinho, eram ®MDRV¯businessman®MDNM¯ e eles estariam de acordo...
®USP¯[...] Ent„o ficava o seguinte: que eu e vocˆs remex¡amos velhos pap‚is, e que eles tinham nas m„os o futuro, e que portanto a admira‡„o, e quem de fato tra‡aria as vias da TFP eram eles.
®USR¯(Dr.ÿ20Paulo Brito: Isso coincidiu mais ou menos com o fracasso da [mesa])
®USP¯Foi, foi. Foi maldi‡„o [o] fracasso da [mesa]. [...] Mas fracassou porque prop“s a eles um m‚todo de ganhar dinheiro em que n„o fossem ®MDRV¯businessman®MDNM¯, e eles mais queriam ser ®MDRV¯businessman®MDNM¯ do que ganhar dinheiro. [...]
®USP¯®MDBO¯Eles tinham conseguido uma f¢rmula pela qual eles estavam em ordem com o mundo, e de outro lado estavam numa relativa ordem conosco, e isto o p tio adora®MDNM¯. [...]
®USP¯Eu sentia muito isso no seguinte. Eu calculava isso, ®MDBO¯se eu®MDNM¯, [...] ®MDBO¯ficasse rico de repente®MDNM¯, o que ‚ que acontecia? [...] ®MDBO¯Eles me olhariam com outros olhos, porque o dinheiro ‚ a gasolina do ®MDBR¯businessman®MDNM¯, ‚ s¢. E eu de algum modo teria que gerir isso e ®MDBO¯eu ent„o entraria no olimpo dos ®MDBR¯businessman®MDBO¯.®MDNM¯(®FN1 Almo‡o de 11/3/92.¯)
®USS2¯g) Completa falta de seriedade
®USS1¯* Correspondˆncia a uma a‡„o preternatural que leva … completa falta de seriedade
®USP¯O desejo de absoluto dessa gera‡„o ‚ assim: h  ¡mpetos de desejo de absoluto, mas que n„o chegam a realizar-se inteiramente, que morrem …quela maneira da cƒmara dos deputados. E um... n„o me levem a mal, eu vou usar uma express„o irreverente, mas ‚ a express„o que o caso toca. Se os senhores comparassem o v“o da  guia, que ‚ um v“o que levanta e que toca no ponto, com um v“o de certo gˆnero de ave dom‚stica que levanta e n„o se sustenta e cai de novo no lugar onde mora chamado galinheiro.
®USP¯®MDBO¯Na Martim a gente podia dizer que era um v“o de dez metros de altura com a subseqente deflex„o. Eu acho que nesta esp‚cie de coisa peca existe uma a‡„o preternatural aceita com gosto e n„o objeto de uma rea‡„o.®MDNM¯ [...]
®USP¯Ent„o n¢s temos nisso uma a‡„o preternatural, ®MDBO¯uma a‡„o preternatural correspondida®MDNM¯ porque h  h bito nesse sentido, e ®MDBO¯essa a‡„o preternatural produz®MDNM¯ aquilo que eu chamo no fundo, ®MDBO¯uma completa falta de seriedade®MDNM¯. Completa, um veio em que h  uma completa falta de seriedade.
®USP¯Na hora em que a gente pensa que, ent„o, ®MDRV¯‡…-ira®MDNM¯ e ‚ preciso tomar as £ltimas conseqˆncias e vamos deitar for‡a e fazer todos juntos etc., etc., a gente vˆ est  avan‡ando sozinho e o resto ficou de lado e se evanesceu, dando lugar a uma posi‡„o de alma parada, vazia, tediosa, em que tudo de repente "brumou", virou bruma, e ®MDBO¯nada se faz, e as resolu‡”es n„o se aplicam e os programas n„o se executam, e as obras n„o se fazem, e as coisas n„o caminham.
®USP¯®MDBO¯De repente, tudo se desfaz®MDNM¯.(®FN1 Reuni„o no "S„o Bento" de 3/9/74.¯)®MDBO¯
®USS2¯h) Resumo: um n¢ de defeitos
®USS1¯* Uma cumplicidade comum de se apoiarem numa meia-recusa sistem tica
®USP¯Eu acho o seguinte: que no grosso disto, h  o seguinte: n¢s n„o podemos considerar que estas coisas que eu falei s„o defeitos distintos. Mas ®MDBO¯formam, no fundo, um n¢ de defeitos que tem uma certa unidade e que se pode chamar, em £ltima an lise, um certo recuo, um meio recuo, meio t¡bio®MDNM¯ Ä eu estou falando com precis„o de balan‡a de farm cia; n„o estou enfeitando nada, n„o estou pondo nenhuma amabilidade Ä um meio recuo, meio t¡bio ®MDBO¯que constituiu um estado de esp¡rito coletivo, em que uns apoiavam os outros.®MDNM¯
®USR¯(Sr.ÿ20-: Recuo?)
®USP¯De n„o avan‡ar, tanto quanto eu queria. De tal maneira que n„o se pode propriamente dizer o mais importante, o grande fato dominante n„o ‚ a resistˆncia deste, daquele ou daquele outro, mas ®MDBO¯‚ uma esp‚cie de cumplicidade comum de se apoiarem numa meia-recusa sistem tica®MDNM¯ [...] ®MDBO¯em que uns eram s¢cios dos outros na manuten‡„o de um estado de esp¡rito assim.®MDNM¯
®USP¯E, em £ltima an lise, ®MDBO¯pela frente £nica, me impondo a aceita‡„o desse estado de esp¡rito assim.®MDNM¯ N„o era uma coisa intencional, mas era uma coisa que se impunha desta maneira. Quer dizer, ®MDBO¯formava no fundo um pared„o. Um pared„o e uma regra de jogo comigo, onde todos nunca iam al‚m de um certo limite, nunca iam aqu‚m de um certo limite, mas seguiam exatamente a mesma marcha compassada®MDNM¯.
®USP¯Eu sei, gra‡as a Deus, que isso nunca foi combinado, mas ‚ das mil coisas que s„o como se tivessem sido combinadas e que eram um fato positivo, em que, a¡, ‚ quase inextric vel o grau de colabora‡„o com que cada um entrou, porque todos formaram um a respeito desse assunto. Isso ‚ o fundo.(®FN1 EVP de 24/2/74.¯)
®USS2¯i) Uma an lise de cada um dos membros da Martim
®USS1¯* O aristocratismo enfeitado, o ideal do banqueiro, a vida intelectual baseada nos princ¡pios concebidos no abstrato
®USP¯Bom, agora, para falar dos membros da Martim Francisco, eu tenho a impress„o de que era preciso distinguir uns veios diferentes. ®MDBO¯Trˆs entraram para a linha de um mundanismo enfeitado etc., e contribu¡ram muito com isto.®MDNM¯ Um acabou-se deixando picar pela mosca do mundanismo meio enfeitado, mas durante muito tempo at‚ fazia uma resistˆncia a isto. Mas como essa resistˆncia era em nome da democracia, era objeto de [...] alfinetadas e cutiladas. [...]
®USP¯Ele, meio insens¡vel a esse divertimento, mas acabava acertando o passo, e meio se deixou mundanizar, at‚ que depois a CAL desse seu contributo pr¢prio a isso, porque seria dif¡cil n„o dizer que a CAL ‚ uma grande institui‡„o mundana e mundanizante. Seria dif¡cil n„o dizer isso.
®USP¯Mas o contributo dele foi de, neste estilo aristocr tico que tentava firmar-se, ®MDBO¯entrar com o fator de admira‡„o do dinheiro, admira‡„o da empresa comercial, e uma esp‚cie de oligarquia que vinha nascendo, ent„o a nota olig rquica da aristocracia. Vamos dizer o seguinte: ele colocou uma nota olig rquica nessa aristocracia. Um dos trˆs j  trazia alguma coisa consigo do ambiente de fam¡lia, e este acentuou muito. Donde, a admira‡„o pelo rico e a vergonha de n„o ser rico. A vontade a todo custo de parecer rico. E, no fundo da cabe‡a, aqui, o ideal de banqueiro.
®USP¯®MDBO¯O ideal do aristocrata foi muitas vezes obnubilado em nosso esp¡rito pelo ideal do banqueiro®MDNM¯. Essa foi a contribui‡„o do meu [...].
®USP¯Bem, e contribui‡„o do meu X foi de uma outra natureza: ‚ a difus„o de uma imagem da vida intelectual, por onde valiam muito mais os princ¡pios concebidos em abstrato do que personificados [...]. ®MDBO¯O que havia de prof‚tico na TFP n„o era quase acentuado na a‡„o intelectual de X®MDNM¯, em favor de uma vis„o da TFP meio deduzida do Catrai e dos livros de teologia moral e outras coisas desse gˆnero, enquanto toda esta parte viva e prof‚tica da TFP ficava de lado.(®FN1 EVP de 24/2/74¯)
®USS1¯* No primeiro encontro com o Fundador, um dos membros da Martim ficou ressentido
®USP¯Vocˆ estava l  no õremo quando se fez uma conversa Ä agora Ä sobre quando ‚ que pela primeira vez me viram?
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : N„o, eu j  tinha sa¡do.)
®USP¯Bom, o Eduardo [disse]: ®MDBO¯"A primeira vez que vi o senhor, eu me lembro que n„o me apresentaram, mas houve uma coisa que eu fiquei ressentido" Ä j  ali!
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : Nossa Senhora!)
®USP¯Agora, o que ‚ que foi que se passou? Ele ‚ primo do S‚rgio. Estava com o S‚rgio num quarto, tinham tomado os dois no parque Balne rio. E o S‚rgio com aquelas agudezas dele, olhou pela janela do parque Balne rio e viu que eu estava andando embaixo no jardim. E disse: "olha, ali est  embaixo o Doutor Plinio, e eu vou sair correndo para cumpriment -lo."
®USP¯E o Eduardo disse: "quem ‚ Doutor Plinio?"
®USP¯Ele em duas palavras contou qualquer coisa, e saiu correndo e deixou Eduardo sozinho e n„o convidou o Eduardo para ir junto, porque o Eduardo n„o era do Grupo. E ®MDBO¯o Eduardo olhou pela janela para ver o Doutor Plinio e viu Doutor Plinio andando com os amigos, mas com passo muito forte, e com uma decis„o...
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : Mas isso teria encantado a qualquer um de n¢s.)
®USP¯®MDBO¯Nada! Ele ficou sentido. Ficou sentido.
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : Mas ‚ tremendo isso.)(®FN1 Jantar de 19/9/92.¯)
®USS¯2. Anos depois, o Fundador observa as mesmas atitudes e falhas nos membros da Martim
®USS2¯a) Rejei‡„o ao esp¡rito do Fundador
®USS1¯* "Uma rejei‡„o consciente [...] que se renova todos os dias"
®USR¯(Sr.ÿ20F. Ant£nez: Foi uma rejei‡„o ent„o consciente...)
®USP¯Sim, consciente. A minha id‚ia ‚ essa, que ®MDBO¯se trata de uma rejei‡„o cons~ciente. Mas o que eu acho ‚ que ‚ uma rejei‡„o que se renova todos os dias®MDNM¯.
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : Porque em todos os dias o convite ‚ permanente...)
®USP¯, ®MDBO¯o convite ‚ permanente e todos os dias a rejei‡„o se renova®MDNM¯.
®USP¯Agora, em alguns, eu queria fazer uma distin‡„o do que eles vˆem, e de uma particular e complementar gra‡a onde eles n„o podiam n„o ver... Quer dizer, s„o duas coisas diferentes: uma coisa ‚ ver algo; outra coisa ‚ vˆ-lo com [...], com um complemento tal que n„o podiam n„o ver. E ®MDBO¯em determinado momento eles recusaram as duas coisas: recusaram de ver, e recusaram de n„o poder n„o ver.
®USP¯Agora, um ou outro conservou um restinho dessa gra‡a de n„o poder n„oÿ20ver, voluntariamente, mas ‚ uma f¡mbria, ‚ uma coisinha; mas conservaram. Mas isto eles vˆm gastando e arrastando pelo caminho, n„o querendo, etc., etc. [...]
®USP¯[Eles] n„o est„o resolvidos a ser A [um cavaleiro medieval perfeito, mas santo], nem est„o resolvidos a ser B [um homem de sociedade realizado]. Eles gostam, acham gostoso de n„o ser nem A nem B, e de ficar numa hist¢ria que tem algo de A e tem algo de B. Ent„o, lhes causa horror ser inteiramente A, mas lhes causa horror tamb‚m ser inteiramente B. Bem, e lhes agrada ficar nessa  gua mole; lhes agrada, eles acham isso gostoso. [...]
®USP¯®MDBO¯Eles n„o querem ser alguma coisa, eles n„o querem definir-se, eles querem ser indefinidos, eles querem ser um Jo„o-Ningu‚m da rua que n„o pertenceu aÿ20nenhuma causa. Eles gostam disso assim. E a isto eles se deram freneti~camente.®MDNM¯
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : Muito claro.)
®USP¯[...] Tome, por exemplo, [...] [Dr.ÿ20Eduardo e Dr.ÿ20Caio]. Debaixo de certo ponto de vista eles ainda s„o melhores do que valem os outros da Martim, mas sem embargo disso, ®MDBO¯h  neles uma qualquer coisa, que ainda ‚ mais acentuada do que nos outros, de n„o quererem ser inteiramente nada®MDNM¯.
®USP¯H  uma coisa pela qual o indiv¡duo faz um despojamento inteiro de ser ele. Ser ele como as "Fs" ensinam. Porque propriamente ®MDBO¯o que as "Fs" ensinam ‚ n„o ser nada®MDNM¯. Seja vocˆ com suas caracter¡sticas, com todas as coisas que tem, assim deve ser, e goze a vida assim. Porque h  um certo gozo da vida que se consegue assim, e que ‚ o verdadeiro. [...]
®USP¯A pessoa na nossa voca‡„o, etc., a pessoa vˆ alguma coisa no come‡o do Thau e ama, etc., etc. A recusa vem de v rios modos, em v rias ocasi”es. Uma primeira recusa ‚: a pessoa vˆ, ama e percebe mais ou menos confusamente at‚ onde isso pode levar, e [...] vai ao fundo do assunto. 
®USP¯E ent„o fica uma coisa assim: "Vocˆ veja at‚ onde isso vai e me‡a que isso traz para vocˆ o fato de ser t„o, t„o elevado que vocˆ por assim dizer sai de dentro da pr¢pria pele; e perde todo o relacionamento atual que vocˆ tem com todas as pessoas e com todas as coisas que vocˆ gosta, quase que vocˆ fica um outro. Agora, vocˆ quer ser um outro?" E a isto vem um bramido: "N„o!" ®MDBO¯A partir do momento em que a pessoa diz "n„o", s„o como num palco, v rias cortinas sucessivas que v„o separando o palco do teatro, e no fim o sujeito est  num teatro, percebe vagamente o que se passa atr s do palco e mais nada. A luzes se apagam tamb‚m, e fica uma coisa assim...®MDNM¯(®FN1 Jantar de 27/7/91.¯)®MDBO¯
®USS1¯* "Se eu dissesse a eles para me tomarem como modelo eles apostatavam"
®USR¯(Sr. J. Cl : Em 64 anos [de grupo] as pessoas n„o se convenceram que tˆm tomar o senhor como modelo.)
®USP¯N„o. [...] 
®USP¯Mas ®MDBO¯se eu dissesse a eles para me tomarem como modelo eles aposta~tavam.ÿ20 [...] 
®USP¯E outra coisa, isso em grande parte por causa da a‡„o do Paulo.(®FN1 Jantar de 22/2/92.¯)
®USS1¯* "A responsabilidade ‚ tremenda!"
®USP¯Meu filho, se fosse julgar o Grupo pelos mais velhos...
®USR¯(Sr. J. Cl : A¡ n„o teria...)
®USP¯Porque se a gente pensa nos mais velhos do lado de c ...
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : O senhor soube do sonho do Sr.ÿ20George?)
®USP¯Veja como eu trato bem a eles, quero a eles, etc., mas a responsabilidade ‚ tremenda! Eu disse![...]
®USP¯®MDBO¯De fato ‚ o seguinte: que toda essa diabete que eu tive... os mais velhos! Ä que eu tive!... que eu tenho!®MDNM¯(®FN1 Lanche de 10/7/92.¯)®MDBO¯
®USS1¯* "Teriam sido para com o Fedeli de uma subordina‡„o que n„o tˆm para comigo"
®USP¯Se a TFP decair, o que ser ?
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : Fim do mundo.)
®USP¯Isso tudo se o Divino Esp¡rito Santo n„o sustentar, vai  gua a baixo. [...] Por exemplo, ®MDBO¯o pessoal da Martim foi perdido pelo pessoal da Par ®MDNM¯.
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : E assim come‡a a roldana, por que, que forma‡„o o pessoal da Martim deu para o Alc cer e para a Aureliano? [...] Eram incapazes de repetir coisas que o senhor dava para eles.)
®USP¯®MDBO¯Eram incapazes, completamente incapazes. Mas ainda mais, se [...][o Sr.ÿ20Jo„o Cl ] n„o tivesse posto fora o Fedeli, o Fedeli teria metido todos eles no bolso®MDNM¯. ®MDBO¯[...] E eles teriam sido para com o Fedeli de uma subordina‡„o que n„o tˆm para comigo®MDNM¯.(®FN1 Jantar de 2/11/91.¯)
®USS2¯b) Falta de fogo contra-revolucion rio
®USS1¯* "N„o tˆm aquele fogo contra a Revolu‡„o que o verdadeiro contra-revolucion rio deve ter"
®USR¯(Sr. A. Meran: Eu queria puxar um pouco porque achei que era o tema que teria que ser tocado. Os mais velhos est„o parados. E depois se fosse uma pessoa que n„o tivesse gosto, mas tratando-se do Dr.ÿ20Eduardo...)
®USP¯[...]  a quest„o do almo‡o, tal e qual. ®MDBO¯ uma coisa qualquer que existe na cabe‡a dele que eu tenho a impress„o que ‚ uma falta qualquer de correspondˆncia … gra‡a, que paralisou tudo ali.®MDNM¯ [...] Mas vocˆ veja o seguinte: a atitude deles comigo n„o ‚ uma atitude invejosa, nem nada disso. [...] Nem tˆm do que invejar. [...] Mas ent„o o que ‚ que fez essa paradeira? [...]
®USR¯(Sr.ÿ20A. Meran: . Mas eu n„o entendo... Eu tenho pavor, quando olho assim... Quando chegar nos cinqenta e fico parado assim. Porque se a gente vai chegar aos cinqenta e est  tudo parado...)
®USP¯N„o ‚ nos cinqenta. ®MDBO¯Eles desde os trinta s„o isso.®MDNM¯
®USP¯Tem o seguinte, ouviu? Eles... Vocˆ perguntando se eles s„o propriamente contra-revolucion rios, s„o. Mas n„o tˆm aquele fogo contra a Revolu‡„o que o verdadeiro contra-revolucion rio deve ter. [...]
®USP¯Agora, vocˆ note o seguinte: ‚ verdade que eles est„o em choque com a Revolu‡„o, mas a Revolu‡„o n„o os combate. N„o os ap¢ia...
®USR¯(Sr.ÿ20A. Meran: , mas n„o os combate.)
®USP¯... mas n„o os combate.
®USP¯Apoiou a CAL enormemente. [...] Mas a CAL j  ‚ outra quest„o.(®FN1 Jantar de 28/5/95.¯)
®USS1¯* O papel dos mais velhos nas reuni”es gerais
®USP¯E a noite firme, firme entende? [no EVP]. Inclusive falei a eles do papel que eles faziam durante a noite, entende? [...]
®USP¯®MDBO¯Eles nas primeiras fileiras, batendo palmas apenas com polidez e mais nada, enquanto no fundo do audit¢rio, de todos os lados do audit¢rio vem o entusiasmo. A pergunta ‚: "O que ‚ que os senhores est„o fazendo l ? O que vocˆs justificam esse primeiro lugar que vocˆs ocupam com tanta naturalidade, como se estivessem acabando de ganhar uma batalha?"®MDNM¯
®USP¯E da¡ para fora, vocˆ est  compreendendo? [...]
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : Mas ‚ preciso, ouviu?)
®USP¯Ah, ®MDBO¯nem me fale que ‚ preciso. Os montes uivam e dizem aos c‚us como uma coisa dessas se faz. E h  anos que uivam.®MDNM¯(®FN1 Telefonema com o Sr.ÿ20J. Cl  de 13/2/95.¯)
®USS1¯* O mau exemplo que d„o os mais velhos aos "enjolras", pela sua falta de entusiasmo
®USP¯N¢s j  pensamos que n¢s poder¡amos ser aquilo que normalmente os enjolras Ä se eles por sua vez n„o cederem Ä dever„o ser quando tiverem 50ÿ20anos? 
®USP¯Agora, n¢s somos isso para eles? N„o, n„o somos. Agora, que mal que n¢s poder¡amos fazer ao advers rio, se n¢s f“ssemos o que eles dever„o ser nesse tempo? [...] De outro lado, que bem far¡amos a eles. Sobretudo, [...] estar¡amos servindo a Nossa Senhora, agradando a Nossa Senhora Ä por meio dEla a Nosso Senhor Jesus Cristo.
®USP¯Agora, tudo isso n¢s n„o fizemos por causa desses h bitos. E n¢s n„o somos assim por causa desses h bitos. O que ‚ que falta ent„o de l¢gico para mover em n¢s a delibera‡„o de n„o sermos assim, de mudarmos? Se trata de mudar!
®USR¯®MDBR¯(Dr.ÿ20PX: E o perigo de fazermos para eles o papel dos padres mais velhos.)
®USP¯Pois ‚, evidente. Evidente.
®USR¯®MDBR¯(Dr.ÿ20PX: E de fato n¢s fazemos.)
®USP¯®MDBO¯Ah, ‚, ‚ tal qual.®MDNM¯ Eu vejo isso muito definidamente em certas reuni”es, numa reuni„o dessas no Audit¢rio S„o Miguel. Eu disse uma qualquer coisa, e o audit¢rio todo gostou. Eu olho para a minha querida primeira fileira, que ‚ a deposit ria de minha primeira esperan‡a, bem, olho.... nada! Mas a quest„o ‚ que eles olham tamb‚m. E eles sentem tamb‚m! Quer dizer, o que o PX disse ‚ perfeito. Agora, n„o nos d¢i a n¢s, ainda que fosse s¢ isso: verem esse rapazes andarem com tanta dificuldade no meio de tudo isso, irem para frente, e ®MDBO¯n¢s temos a coragem de servir de peso para eles?! Apenas para gozarmos um pouco mais a vida? Quer dizer, n„o temos remorso com isso?
®USP¯®MDBO¯ a mesma coisa que se eu visse um homem trabalhando, carregando um fardo muito duro, e eu pusesse um fardo em cima: bum!®MDNM¯
®USP¯[...] Eu, para n„o carregar o que eu devo, eu coloco em cima ali? Que neg¢cio ‚ esse? Se eu visse algu‚m fazer isso, quantas severidades prolet rias eu teria contra esse algu‚m? Mas eu n„o estou fazendo isso? Que neg¢cio ‚ esse? [...]
®USP¯®MDBO¯N¢s fazemos, …s vezes, mais o inverso: quer dizer, damos exemplo de relaxamento, que n¢s n„o dever¡amos dar. Mas n¢s n„o temos em considera‡„o que na hora desse relaxamento n¢s estamos tornando a Cruz mais pesada no ombro de cem pessoas.®MDNM¯(®FN1 EVP de 18/5/86.¯)
®USS2¯c) Falta de seriedade, indiferen‡a em rela‡„o ao Fundador
®USS1¯* Dois modos de acompanhar os assuntos s‚rios: a gravidade das antigas alunas do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio e o modo hollywoodiano de alguns no Grupo
®USP¯Esse neg¢cio que um primo seu [de Dr. EB] contou no dia do enterro de Dona Antonieta, que uma ou duas Ä n„o me lembro bem Ä alunas minhas quando foram acompanhando a Revolu‡„o Francesa e chegou a decapita‡„o de Maria Antonieta, desmaiaram. [...] Isto, se foi assim, foi fruto de uma profunda gravidade. [..] Aquelas alunas estavam acompanhando com muita gravidade os acontecimentos.
®USP¯®MDBO¯Agora, de nossa parte, essas coisas como ‚ que n¢s acompanhamos [os acontecimentos s‚rios ocorridos na Fran‡a]? Nem preciso dizer, n¢s acompanhamos meio "hollywoodisadamente"®MDNM¯.
®USP¯E vendo [...] que [...] uma minoria muito grande ou a maioria foi a favor da execu‡„o de Maria Antonieta... Isso ‚ uma coisa grav¡ssima, quando se trata de um povo que atingiu o grau de frivolidade, de ®MDRV¯nonchalance®MDNM¯ e de inconseqˆncia para o qual caiu a pobre na‡„o francesa de nossos dias. Porque, depois de tudo isto, ainda ficar este ¢dio?!
®USP¯[...] Agora, ®MDBO¯este fato foi tomado por n¢s [assim] „hm? ohohohoho?! porque tudo ‚ ohohoho! "Ah ‚, ‚?" Pronto.®MDNM¯ [...](®FN1 EVP de 12/2/95.¯)
®USS1¯* A indiferen‡a em rela‡„o ao Fundador chega a n„o levar a s‚rio seu holocausto
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : [No apostolado] as pessoas devem ser conduzidas […queles] que Nossa Senhora nos colocou como modelo.)
®USP¯, ‚ evidente. Quanta coisa, meu filho, para analisar, para ver, para medir! ®MDBO¯Mas como Par  e Martim fecharam os olhos para isto... N„o quero dizer que todos conviveram com todos, mas A conviveu com B, B com C, C com D, de onde D com A, assim®MDNM¯. [...]
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : O pr¢prio oferecimento que o senhor fez antes do Desastre.)
®USP¯Indicava isto. E mais o seguinte: eles souberam deste oferecimento e n„o se moveram em nada. E at‚ hoje eles me vˆem nestas condi‡”es. Eles sabem a liga‡„o que tem uma coisa com outra, mas n„o ligam. [...]
®USP¯Estas mesmas pessoas, se escrevessem uma hist¢ria da TFP, diriam: "No ano tal, Sr.ÿ20Dr. Plinio se ofereceu, aconteceu o desastre t , t , t ..." Ponto, passa para frente!
®USP¯Fosse um deles se oferecer, e acontecer o que me aconteceu, eles estavam se reputando umas v¡timas, nem sei!(®FN1 Almo‡o de 2/10/86.¯)
®USS2¯d) Fechamento em rela‡„o ao apostolado do Fundador
®USS1¯* "Com esses antigos, o apostolado propriamente ‚ quase imposs¡vel"
®USR¯(Sr.ÿ20A. Meran: O senhor falou disso porque o senhor estava fazendo apostolado. N„o sei, alguma coisa misteriosa tamb‚m.)
®USP¯Mas tem o seguinte: ®MDBO¯com esses antigos o apostolado, propriamente, ‚ quase imposs¡vel [de] fazer.®MDNM¯
®USR¯(Sr. A. Meran: Isso ‚ verdade.)
®USP¯Quer dizer, ®MDBO¯a gente pode conserv -los. O que eu chamo apostolado de estaqueamento, isso pode fazer-se, mas aproxima‡„o n„o h  meio.®MDNM¯
®USR¯(Sr.ÿ20A. Meran:  uma impossibilidade de ver mais a fundo.)
®USP¯®MDBO¯ bem isso.
®USR¯(Sr. A. Meran: Quando o senhor ia subir, subir, o Dr.ÿ20Paulo Brito faz uma pergunta citando S„o Tom s. Muito santo, mas estamos muito longe, n„o tem nada que ver.)
®USP¯®MDBO¯E o Paulinho n„o ‚ sen„o um exemplar do gˆnero.®MDNM¯
®USP¯N„o sei se vocˆ estava ontem l  ou n„o estava, quando ele veio me anunciar que estavam me convidando para falar pelo r dio.
®USR¯(Sr. A. Meran: Ontem?)
®USP¯Ontem.
®USR¯(Sr. A. Meran: N„o, senhor.)
®USP¯Ele entrou, ah-ah-ah, assim. Foi … tarde na reuni„o sobre o Beato Palau. Ele entrou, interrompeu a reuni„o Ä isso tem toda a autoridade para fazer Ä, mas assim:
®USP¯Ä Ah-ah-ha. Olhe, a R dio Gazeta mandou convidar o senhor para falar amanh„ cedo a tantas horas.
®USP¯Ä R dio Gazeta?!
®USP¯Ele estava transportado pela id‚ia da R dio Gazeta. Depois nem me deu resposta.
®USR¯(Sr.ÿ20A. Meran:  tremendo.)
®USP¯Mas o que ‚?
®USR¯(Sr.ÿ20A. Meran:  uma cegueira tr gica, ‚ horr¡vel. A¡ tem que vir uma gra‡a muito grande.)
®USP¯Exatamente ®MDBO¯eu me perguntei se essa tor‡„o no teto com o Hor cio Black n„o tinha algum significado nessa dire‡„o: "Prepare-se porque tudo isso vai ser renovado".®MDNM¯ ®MDBO¯[...]  uma hip¢tese, n„o ‚?®MDNM¯
®USR¯(Sr.ÿ20A. Meran: Porque a morte dele ‚ muito, por assim dizer, antiaxiol¢gica.)
®USP¯Muito.(®FN1 Jantar de 24/5/95.¯)®MDBO¯
®USS1¯* "[Entre os mais velhos] esse apostolado n„o se fez, raz„o pela qual eles, depois, vendo o Jo„o fazer, ficam furiosos"
®USP¯Por exemplo, teoricamente falando, aquela enjolradinha que bate palma quando eu chego, e sobretudo quando eu saio, aquela enjolradinha, teori~camente falando, se o Jo„o mandasse fechar a torneira, fechava a torneira. [...]ÿ20®MDBO¯Mas ele combate essa infidelidade, ele ajuda os meninos fazendo bater palmas®MDNM¯. [...] 
®USP¯®MDBO¯O que falta muito nos mais velhos ‚ exatamente algu‚m que tenha querido fazer o papel de chispa. Isso ningu‚m quis.®MDNM¯
®USP¯Eu me lembro que uma vez fiz uma reuni„o, [...] mostrando a eles a necessidade do apostolado colateral. [...] ®MDBO¯[E que] esse apostolado colateral entre outras coisas deveria chamar aten‡„o para quem fundou o Grupo®MDNM¯. Ouviram tudo isso com uma educa‡„o perfeita, concordaram com tudo. [Mas], [...] n„o fizeram nada, e o mais curioso ‚ que todos eles se lembram dessa reuni„o.
®USP¯®MDBO¯Se algu‚m quisesse fazer esse apostolado entre os mais velhos, por exemplo, Par  e Martim, teria dado em um ®MDBR¯rifiuto®MDBO¯ t„o feroz de alguns®MDNM¯ [dentro] que n„o se teriam metido na hist¢ria.
®USP¯O fato ‚ que esse apostolado n„o se fez, raz„o pela qual eles ®MDBO¯depois, vendo o Jo„o fazer, ficam furiosos®MDNM¯.(®FN1 Almo‡o de 21/9/94.¯)
®USS2¯e) Estado de esp¡rito dos membros da Martim pouco antes do falecimento do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio
®USS1¯* Assim que o Sr. Dr. Plinio falecesse, alguns estariam fazendo mundanismo em torno de seu t£mulo
®USP¯Vocˆ conhece o que o Luizinho disse para mim sobre o meu enterro, ou n„o?
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : N„o.)
®USP¯ preciso tomar em conta que Ros‚e ainda estava viva e Maria Alice est  viva.
®USP¯Eu disse para ele Ä talvez tenha sido essa conversa depois da diabetes, ou do desastre, qualquer coisa: ®MDBO¯"Se eu morresse, vocˆs viriam todos ao enterro. Mas a maior parte estava procurando pavonear-se diante das pessoas da sociedade que viriam por causa da Ros‚e e Maria Alice. Vocˆ, Luizinho, se preocuparia exclusivamente com elas, e ficaria conversando com elas o tempo inteiro, ainda que fosse para me elogiar, era para ser visto nessa intimidade com elas."®MDNM¯
®USP¯Ele...
®USP¯Eu morrendo, se n„o houver um outro des¡gnio da Providˆncia, ‚ o que vai acontecer com a minha sepultura.(®FN1 Almo‡o de 11/3/94.¯)
®USS1¯* "O que eles pactuariam ningu‚m pode imaginar"
®USP¯ poss¡vel, mas eu segunda-feira tenho que falar com o Fernando Ant£nez. Eu quero apertar o Fernando Ant£nez. Eu estou com medo que o Fernando Ant£nez esteja diminuindo no senso apost¢lico.
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : Esse receio se concretizou. Uma conversa do Sr.ÿ20Gonzalo com ele, em que o Sr.ÿ20Gonzalo dizia: "E o apostolado l  como est ? Ä Escute, o Sr.ÿ20est  perguntando do "mailing", n„o ‚? Porque essa distin‡„o entre "mailing" e apostolado n„o existe, porque "mailing" ‚ apostolado".)
®USP¯®MDBO¯Isso ‚ Caio, n„o ‚? [...] Bom, esse Caio suponho que esteja embriagado com os ˆxitos®MDNM¯.
®USR¯(Sr. J. Cl :  compreens¡vel, porque ‚ preciso muita virtude para n„o...)
®USP¯®MDBO¯Ao menos eu tive um al¡vio de saber que ele e o E. n„o v„o bem um com o outro, porque seria horr¡vel se andassem bem. Porque a¡ o que eles pactuariam ningu‚m pode imaginar®MDNM¯.(®FN1 Jantar de 25/1/92.¯)
®USS1¯* Uma tremenda falta de considera‡„o ao Sr.ÿ20Dr. Plinio, por parte de dois membros da Martim
®USP¯O Plinio e o Eduardo fizeram uma coisa engra‡ada. Se tratava da m quina de esquentar  gua aqui na casa. A m quina ‚ velha, tem mais ou menos 8 anos. Ela tem a dura‡„o da m quina ordin ria que o pa¡s fabrica. Ent„o a m quina come‡ou a vazar  gua. E [...inaud¡vel] que saiu daqui, estava na fazenda, a coisa se apresentou e eles entraram em combina‡„o os dois. E tomaram a resolu‡„o de dispor de um certo dinheiro que eu n„o sabia que eu tinha, que eram economias feitas com a pens„o que me d  o Pierre. Ent„o, utilizar uma parte dessa economia para comprar uma m quina nova. E eles me colocaram diante do fato consumado.
®USP¯Eu fiquei muito espantado. [...]
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : E depois ‚ uma coisa que est  nas m„os do senhor, ‚ o senhor que tem que decidir.)
®USP¯Ent„o o Eduardo me disse essa manh„ aqui.
®USP¯Eu disse: mas meu caro, ‚ dif¡cil de engolir, por que n„o fez...
®USP¯Ä N„o, isso tomaria muito tempo! E ali s, ®MDBO¯a nova m quina pode durar dez anos. E para o senhor ‚ inteiramente suficiente.
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : Iiiih!! Meu Deus! Mas que coisa de louco!)
®USP¯[...] A gente vˆ que eles trataram isso entre eles de um modo inteiramente claro. [...]
®USP¯Vocˆ vai ver. Todos os dois est„o dispostos a logo que eu morrer, digamos para simplificar o [...inaud¡vel], se eu morrer dentro de dez anos [...], ent„o eles ter„o mais ou menos 73 anos [...]
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl :  uma coisa que n„o passa pela cabe‡a de quem tem thau.)
®USP¯®MDBO¯Mas eles querem disputar suas vidas at‚ o fim, para fazer o quˆ? Eles n„o sabem.
®USR¯(Sr. J. Cl : Como viver numa perspectiva dessas?)
®USP¯®MDBO¯Meu filho, ‚ uma coisa compreens¡vel, porque ficar brincando desde o tempo Ä para marcar uma data Ä desde o tempo da Sorbonne at‚ hoje®MDNM¯, ~Ä eu tendo dito que eu endossava o coment rio do "O Estado de S„o Paulo", e que isso era provavelmente a ®MDRV¯Bagarre®MDNM¯... [...] Durante esse tempo inteiro ficar brincando! Porque foi o que fizeram.
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : O senhor diz brincando, porque o senhor...)
®USP¯®MDBO¯S¢ o que eles fizeram foi perder o dinheiro.
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : Ademais.)
®USP¯O Plinio ajuda um pouco a CAL n„o ruir. ®MDBO¯O Eduardo o que ‚ que faz?®MDNM¯(®FN1 Jantar de 19/9/92.¯)
®USS1¯* "Ele voa no mais alto que ele vˆ, quando ele trata da pol¡tica do Brasil"
®USP¯Ontem, … noite, na reuni„o do EVP, tocou-se numa coisa delicada na reuni„o, n„o ‚? [...]
®USP¯Eu tive a impress„o de que o conjunto dos meus ouvintes estava achando que valia mais a pena baixar o v“o. O v“o estava alto demais. [...]
®USP¯Porque tem o seguinte. ®MDBO¯N¢s temos alguns ouvintes que n„o se interessam a fundo no neg¢cio. N„o se engajam a fundo, n„o ‚? Por exemplo, o meu PX.®MDNM¯ [...]
®USR¯(Dr. Eduardo: O senhor um dia disse isso a ele, n„o ‚? O senhor falou de uma laje.)
®USP¯Ah, sim. Mas, ®MDBO¯a tal laje, no meu esp¡rito, est  na [sua] vontade e n„o na [sua] inteligˆncia.®MDNM¯ [...] ®MDBO¯Inteligˆncia n„o lhe falta, mas os horizontes s„o estreit¡ssimos, ouviu?®MDNM¯ [...] Quer dizer, para dizer a vocˆ, ®MDBO¯ele voa no mais alto que ele vˆ quando ele trata da pol¡tica do Brasil.®MDNM¯
®USP¯Agora, uma pessoa... Uma coisa que n„o se compreende, n„o ‚? [...]
®USR¯(Sr. A. Meran: Mas n„o tem ideologia, os partidos n„o tˆm ideologia.)
®USP¯ um jogo, mas ele entra naquele jogo e se regala.(®FN1 Jantar de 27/2/95.¯)
®USS1¯* H  qualquer coisa no "Catolicismo" que ‚ sopor¡fero
®USR¯(Sr. Poli: O artigo do Murillo no "Catolicismo" sobre o livro est  um bom artigo.)
®USP¯N„o li n„o.
®USR¯(Sr.ÿ20Poli: Est  muito respeitoso e d  um "flash" da obra.)
®USP¯®MDBO¯Mas h  qualquer coisa no "Catolicismo" que ‚ sopor¡fero, n„o ‚?
®USR¯(Sr.ÿ20Poli: O t¡tulo que existe no "Catolicismo", nesse £ltimo, ‚: "S¡ntese da obra".)
®USP¯N„o diz obra do quˆ nem nada?
®USR¯(Sr. Poli: N„o, numa folha tem elites tradicionais an logas, etc., em letra normal, boa letra de t¡tulo. Vira a folha, continua o artigo: s¡ntese da obra, letra deste tamanho.)
®USP¯Bom, mas o bom Brito n„o pode fazer muito mais do que isso, ouviu?(®FN1 Jantar de 24/7/93.¯)
®USS2¯f) Qual o futuro que lhes espera? A d£vida do Fundador
®USS1¯* Esta gente ‚ que a Bagarre vai converter, ou ‚ que a Bagarre vai liquidar?
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl : Aquele "EVP" £ltimo estava apertante. Pelo menos o trechinho que ficou gravado, que foram s¢ sete p ginas.)
®USP¯[...] Muito apertante. E eles engoliram com farinha.
®USP¯Mas eu lhe pergunto: que efeito fez?
®USR¯(Sr.ÿ20J. Cl :  mais ou menos como se o senhor chegasse diante de Memphis e passasse uma descompostura, n„o tem um m£sculo que mexa ali.)
®USP¯Nada.
®USP¯®MDBO¯Voltando … ®MDBR¯Bagarre®MDBO¯. Esta gente ‚ que a ®MDBR¯Bagarre®MDBO¯ vai converter, ou ‚ essa gente que a ®MDBR¯Bagarre®MDBO¯ vai liquidar.®MDNM¯ [...]
®USR¯(Sr. J. Cl : [A morte de alguns dos mais velhos] n„o foi nenhuma morte assim gloriosa como o Sr.ÿ20Petterssen, por exemplo.)
®USP¯Ah, n„o!
®USR¯(Sr. J. Cl : Ou ent„o o Sr.ÿ20L£cio.) 
®USP¯[...] Foram duas mortes de primeira ordem. E ‚ dif¡cil esperar que as pessoas mais antigas e mais tradicionais venham a ter.(®FN1 Jantar de 4/6/94.¯)