®OF10¯®PL58,61,50¯®TP0¯®BT1¯®PT113¯®LM2¯®RM63¯®IP5¯®JU¯®LS1.3¯®LL.2¯®WD2¯®OP2¯®SSN,pt=113,ju,fl,ll=0.25,ip=5,md=nm¯®SSAST,fc¯®SSP,pt=52,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSL,pt=42,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSPR,pt=52,lm=13,fr,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSLR,pt=42,lm=13,fr,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSPC,pt=52,lm=13,fc,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSLC,pt=42,lm=13,fc,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSS,pt=93,nj,ls=1.5,ip=0,2,ll=.15,rm=50,md=bo,hy=0¯®SSS1,pt=114,nj,fl,ip=0,2,lm=13,ll=.15,rm=46,md=rv,hy=0,al=1¯®SSS2,pt=113,nj,fl,ip=0,2,ll=.15,rm=36,md=bo,hy=0,al=1¯®SSE,pt=111,nj,ll=0.25,ip=0,0,lm=33,md=rv¯®SSR,pt=51,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=5,md=rv¯®SSA,pt=112,ju,fl,ll=0.25,ip=5,md=rv¯®SSDATA,pt=113,nj,fl,ll=0.25,ip=0,md=rv¯®SSC,pt=118,nj,ip=0,fc,ls=1.5,ll=.4,lm=8,rm=57,md=bo,hy=0,al=1¯®SSCC,pt=118,nj,ip=0,fc,ls=1.5,ll=.4,lm=8,rm=57,md=bo,hy=0,al=1¯
®USC¯Cap¡tulo VI

®USCC¯O problema da sucess„o do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio®LBcap-6#¯


®USS¯Ter  nosso Pai e Fundador deixado "herdeiros"?
®USN¯Conta-se que um rei de Fran‡a, ao saber que portugueses e espanh¢is haviam assinado o Tratado de Tordesilhas, exclamou espirituosa e qui‡  um tanto irreverentemente: "Gostaria de saber onde se encontra o testamento de nosso pai Ad„o, no qual ele dividiu a terra entre meus primos de Portugal e Espanha!"
®USN¯Se nessa quest„o das descobertas mar¡timas os soberanos ib‚ricos gozavam do apoio do Papa, h  certos pretendentes a outras possess”es que n„o parecem contar sen„o com a pr¢pria palavra para fundamentar uns hipot‚ticos direitos.
®USN¯Para dar prosseguimento …s nossas considera‡”es, ‚ indispens vel deixar bem esclarecida a realidade de uma suposta heran‡a de mando irrestrito e absoluto na TFP, que os membros da Martim alegam ter recebido de nosso Fundador.
®USN¯Antes de mais nada, quero assinalar que ®MDBO¯o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio n„o deixou determina‡”es testament rias a respeito de como deveria ser a dire‡„o de sua Obra ap¢s seu falecimento®MDNM¯.
®USN¯Em testamento fechado, escrito no ano de 1978, ®MDBO¯e depois juridicamente anulado, quando foi por ele mesmo aberto®MDNM¯, nosso Pai e Fundador declara expressamente, dirigindo-se a seus seguidores:
®USN¯®MDBO¯"N„o tenho diretrizes a dar para essa eventualidade [de minha morte], pois melhor do que eu o far  Nossa Senhora."®MDNM¯(®FN1 Na carta anexa ao testamento, datada de 3/1/78 e dirigida a trˆs membros do grupo da Martim, ®MDBO¯o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio d  diretrizes apenas a respeito de como os bens materiais que ele lhes deixava deveriam ser utilizados "inteiramente na Causa da Contra-Revolu‡„o"®MDNM¯. Mesmo esta cl usula perdeu sua validade, ao ser anulado esse testamento.¯)
®USN¯Quatorze anos mais tarde, tratando tamb‚m da eventualidade de seu falecimento, ®MDBO¯nosso Fundador confirmou n„o ter deixado disposi‡”es testament rias®MDNM¯:

®USP¯"®MDBO¯Eu n„o tenho um plano, eu n„o tenho um testamento, eu n„o tenho sucessor escolhido por mim®MDNM¯. Mas eu estou certo de que, se Nossa Senhora quiser que isso continue, isso vai continuar. E todos os meus votos s„o de que isso continue melhor".(®FN1 Conversa com membros da TFP francesa de 3/8/92.¯)


®USN¯Eis, por fim, um trecho da conversa de nosso Pai e Fundador com um jovem francˆs®LBfranck#¯ que o visitava, e que lhe indagava se deixaria um ®MDRV¯"dauphin"®MDNM¯, quer dizer, um herdeiro:

®USP¯E como Fundador que eu sou, eu ajudei a formar essa gente na suas especialidades. Enfim, ®MDBO¯quando eu morrer, as pessoas de base da TFP saber„o quais s„o os elementos mais capazes, que puderam demonstrar suas capacidades de um modo ou doutro®MDNM¯. E esta capacidade em geral n„o ‚ discutida porque s„o de verdadeiras capacidades. ®MDBO¯Eles eleger„o quem eles quiserem®MDNM¯.
®USR¯(Sr.ÿ20Franck Valentent: Minha pergunta ‚: tem o senhor um "dauphin"?)
®USP¯®MDBO¯N„o®MDNM¯.(®FN1 Conversa com Franck Valentent de 2/10/92.¯)


®USN¯®MDBO¯"N„o!"®MDNM¯ Ä resposta irretorqu¡vel e taxativa: nosso Fundador n„o tinha ®MDRV¯"dauphin"®MDNM¯, ou seja, n„o deixava herdeiros de sua autoridade na nossa "fam¡lia de almas". E, outro ponto a destacar: ®MDBO¯as pessoas de base eleger„o quem elas quiserem®MDNM¯.
®USN¯Estes dizeres, note-se bem, s„o de nosso Pai e Fundador, sendo, por isso, in£til e at‚ contraproducente chicanear a respeito deles.
®USN¯®USS¯Esclarecendo um equ¡voco ling¡stico
®USN¯Cumpre dizer uma palavra a respeito do termo "sucessor"®LBsuces#¯, o qual se tem prestado a mal-entendidos entre n¢s desde o falecimento de nosso Pai e Fundador. A pr¢pria natureza do presente trabalho exige de n¢s toda a clareza a esse respeito.  indispens vel, portanto, que deixemos definidos os sentidos em que empregamos o termo "sucessor" neste t¢pico, desfazendo poss¡veis equ¡vocos.
®USN¯O fundo do problema ‚ inicialmente de ordem semƒntica, e para ele algumas pessoas contribu¡ram involuntariamente e de boa inten‡„o. Com efeito, a maior parte dos membros da TFP brasileira e das TFPs do Exterior sempre tomou o voc bulo "sucessor" como significando a possibilidade de algu‚m que, atingindo um mesmo patamar de virtude e perfei‡„o moral e possuindo os dons naturais e sobrenaturais iguais e at‚ maiores que as de nosso Pai e Fundador, assumisse n„o apenas o comando da TFP brasileira como tivesse tamb‚m o mesmo poder de influˆncia sobre toda a nossa "fam¡lia de almas" nos cinco continentes.
®USN¯Naturalmente, essa possibilidade sempre nos causou repulsa, n„o apenas porque acreditamos n„o haver ningu‚m entre n¢s que se iguale ao Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio em virtude, voca‡„o, dons e qualidades pessoais, mas tamb‚m porque ningu‚m pode pretender assumir um falso papel de "fundador", quando Fundador ‚ apenas ele.

®USP¯Quando eu morrer, um disc¡pulo perfeito meu n„o ver  o que eu vejo.  por isto mesmo que eu n„o vou ter sucessor. Posso ter disc¡pulos perfeitos. Mas nunca algu‚m ter  a gra‡a prof‚tica que coube … miseric¢rdia da Providˆncia outorgar-me.(®FN1 Comiss„o Americana de 31/7/89.¯)


®USN¯Ali s, neste sentido da palavra "sucessor", nenhum membro de qualquer uma das TFPs Ä com alguma rara exce‡„o Ä considera que o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio pudesse ter um, mesmo porque seria malvisto pela quase totalidade de seus irm„os de voca‡„o.
®USN¯Quanto a isto, portanto, h  um acordo praticamente unƒnime.
®USN¯Entretanto, se considerarmos a palavra "sucessor" em sua pureza etimol¢gica, sem esse conte£do espec¡fico que as circunstƒncias da hist¢ria da TFP a fez adquirir entre n¢s, o problema muda de aspecto.
®USN¯N„o h  o que objetar: nosso Fundador deixou este "vale de l grimas". Mas temos a confian‡a de que o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio continua assistindo a sua Obra e a fazer sentir sua presen‡a entre n¢s, levando-nos pela m„o rumo … gra‡a entre n¢s chamada do ®MDRV¯Grand Retour®MDNM¯. Isto posto, ‚ normal, ‚ l¢gico, ‚ at‚ indispens vel para a sobrevivˆncia da TFP que ela tenha uma ou mais pessoas que continuem a levar a Obra do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio adiante. E quando esse ou esses faltarem, ser  preciso virem outros, depois outros, e assim por diante, enquanto a TFP tiver de durar. Nada mais normal, e ‚ at‚ incompreens¡vel pensar o contr rio.
®USN¯Seriam essas pessoas "sucessores"?
®USN¯Depende em que sentido se toma a palavra. Se considerarmos o termo na sua acep‡„o corrente entre n¢s, j  apontada mais acima, evidentemente n„o o seriam. Mas se o tomarmos no seu sentido mais usual, meramente cronol¢gico, de algu‚m que sucede, ou seja, vem depois de outro, evidentemente ‚ este o caso: nosso Pai e Fundador deve ter sucessores.

®FC¯*  *  *

®USN¯Uma vez esclarecido o problema ling¡stico, cumpre perguntar: deixou o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio um ou v rios sucessores?
®USN¯®MDBO¯Como acabo de mostrar, considerado esse termo naquela primeira acep‡„o, ‚ preciso responder com um rotundo n„o! Para evitar qualquer sombra de d£vida, toda a vez que nos referirmos a sucessor neste sentido empregaremos a express„o "sucessor no sentido estrito"®MDNM¯.
®USN¯Por‚m, se tomarmos o termo "sucessor" no segundo sentido por n¢s abordado, de algu‚m que conduza os destinos da TFP na falta de nosso Pai e Fundador, deixou este £ltimo algu‚m indicado?
®USN¯O £nico meio seguro de se responder a esta quest„o ‚ procurarmos textos nos quais constem as pr¢prias palavras de nosso Fundador sobre o assunto.
®USN¯Mas, tratou ele alguma vez do problema de sua sucess„o? Vejamos.
®USS¯Indo aos textos de nosso Fundador a respeito de sua sucess„o
®USN¯Na realidade, nosso Pai e Fundador tratou sobre a mat‚ria, com considera‡”es sapiencialmente claras e concludentes. Ele foi expl¡cito em dizer que n„o tinha um continuador indicado por ele, mas, ao mesmo tempo, foi tamb‚m claro em afirmar que trabalhava empenhadamente para assegurar uma sucess„o adequada.
®USN¯Sempre levado por aquele senso todo especial da organicidade, inspirada pelos princ¡pios cat¢licos, o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio preparou a continuidade de sua Obra.
®USN¯Em diversas ocasi”es, seja em reuni”es internas, seja em declara‡”es p£blicas, ele se referiu … linha mestra da sua conduta nesta mat‚ria: formava os membros da TFP de modo tal que estes, por iniciativa pr¢pria, encontrassem as suas especialidades e atuassem segundo as necessidades da Funda‡„o, e os des¡gnios da Providˆncia:

®USP¯Em todos os ramos®LBramos#¯ que possam interessar … TFP, h  gente que toma a dianteira por causa de sua capacidade. E, como Fundador que sou, eu ajudei a formar essa gente nas suas especialidades.(®FN1 Conversa com Franck Valentent de 2/10/92.¯)


®USN¯Em seu governo, o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio dava assim grande autonomia aos dirigentes das diversas unidades, maiores ou menores, e encarregados de servi‡os ou setores espec¡ficos. Certa vez declarou ele a um jornalista:

®USP¯Esses setores tˆm muita liberdade de a‡„o; eu intervenho muito pouco, porque n„o sou de um feitio intervencionista. Ou uma sociedade forma seus membros para que eles, por iniciativa pr¢pria, atuem no rumo da sociedade, ou a sociedade est  fracassada. Passar coleira na pessoa para obrigar a pessoa a fazer o que n„o quer, acaba dando num insucesso. E por causa disso, todos os setores da TFP tˆm muita liberdade.(®FN1 Entrevista para "Zero Hora" de 21/1/93.¯)


®USN¯Desenvolvendo o mesmo princ¡pio, o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio exemplificava a outro jornalista:

®USP¯O senhor est  vendo aqui o Paulo Brito, ele dirige o Servi‡o de Imprensa. Esse servi‡o ele dirige h  muitos anos. Eu dou a ele uma liberdade muito grande, n¢s conversamos sobre as linhas gerais do trabalho. Mas ele tem uma liberdade de trabalho t„o grande que, se eu vou umas duas ou trˆs vezes por ano ao Servi‡o de Imprensa, ‚ muito.
®USP¯Assim h  v rios outros setores cujos mentores tˆm esta liberdade muito grande.
®USP¯Bem, n¢s nos reunimos assiduamente para coordenar o servi‡o, para estabelecer a linha de uni„o de rumos. Mas no resto cada um faz o que quiser.(®FN1 Entrevista para a "Folha de S„o Paulo" de 8/2/93¯)


®USN¯Poder-se-ia at‚ dizer que nosso Fundador punha normalmente sua principal aten‡„o em preservar a "uni„o de rumos" e dava ampla liberdade de a‡„o.

®USP¯Isto tudo tem sua vaz„o normal, e as coisas v„o se desenvolvendo de tal maneira, que muitas coisas que no come‡o da TFP subiam diretamente a mim, hoje eu nem sei o que se passa, porque eu estou cuidando de outras coisas.
®USP¯Como o n„o entendimento das coisas em nosso s‚culo ‚ fant stico, este fato j  deu margem a duas incompreens”es:
®USP¯A primeira incompreens„o ‚ a seguinte: "O Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio est  preparando uma coisa t„o enorme, e n„o prepara o seu sucessor".
®USP¯Eu compreendo esta obje‡„o, porque os que tanto desejam este sucessor, podem ficar torcendo para ver emergir este esperado dos fassures, e, que afinal de contas quebre o padr„o, etc., etc.
®USP¯Eu confio fortemente em Nossa Senhora, que este sucessor esteja para comigo, como para com Ela, como S„o Miguel Rua esteve para S„o Jo„o Bosco e para Nossa Senhora Auxiliadora. Mas deixemos as coisas se gerarem.
®USP¯O modo melhor que h , ‚ ir exatamente descentralizando as fun‡”es, confiando tarefas e, quem for, v  abrindo o seu caminho e se manifestando; na hora "H" ver-se- . N„o digam que eu n„o estou cogitando deste problema. Eu estou resolvendo como eu acho que os problemas devem ser resolvidos: ‚ criando condi‡”es para que as solu‡”es sejam o quanto poss¡vel, naturais, orgƒnicas e aben‡oadas por Nossa Senhora. Porque ‚ isto.(®FN1 Reuni„o de Recortes de 27/6/87.¯)


®USN¯Como j  observamos, o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio deixava habitualmente os encarregados longo tempo em suas fun‡”es, mesmo quando n„o se conduziam satisfatoriamente. Todavia, dava assim ocasi„o …s pessoas mais capazes de assumirem lideran‡as organicamente em diversos n¡veis e a se real‡arem ®MDRV¯"em todos os ramos que possam interessar … TFP"®MDNM¯. Por isso mesmo, tais capacidades, de modo geral, s„o de uma autenticidade reconhecida na entidade, pois todos puderam avali -las direta e pessoalmente. E a isto nosso Fundador dava especial importƒncia:

®USP¯Eu costumo conservar longamente no cargo os respons veis: dez anos, vinte anos, …s vezes mais. ®MDBO¯De maneira que n„o s¢ eles se habilitam para o exerc¡cio do cargo, mas, sobretudo, toda a TFP fica vendo como ‚ que eles governam. E, quando eu morrer, ‚ s¢ escolher®MDNM¯.
®USR¯(Zero Hora: E seria escolha democr tica dentro da TFP? Seria vota‡„o?)
®USP¯®MDBO¯Vota‡„o®MDNM¯.
®USR¯(Zero Hora: ®MDBR¯N„o teria nomes para serem apontados agora?®MDRV¯)
®USP¯®MDBO¯N„o, n„o®MDNM¯. Portanto, o fantasma de aparecer um outro Plinio ‚ pouco prov vel.(®FN1 Entrevista para "Zero Hora" de 21/1/93.¯)


®USN¯Falando depois com um jornalista da "Folha de S„o Paulo", o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio, referindo-se aos diversos encarregados da TFP, insiste neste £ltimo ponto:

®USP¯Agora, isto que eles fazem ‚ feito … vista de todo o mundo da TFP. De maneira que todo o mundo da TFP fica vendo qual ‚ o desempenho que eles d„o … tarefa deles.(®FN1 Entrevista para a "Folha de S. Paulo" de 8/2/93.¯)


®USN¯Certos esp¡ritos poderiam alegar que se trata de declara‡”es externas, as quais n„o exprimiriam os des¡gnios profundos de nosso Fundador. Tal obje‡„o n„o procede, pois o que ali ele define ‚ toda uma metodologia de governo, baseada em uma concep‡„o da organicidade cat¢lica, sobre cuja realidade todos n¢s podemos testemunhar. Mas, al‚m disso, tamb‚m nas reuni”es internas o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio expressava sempre o mesmo pensamento. Prova de que as declara‡”es … "Folha de S„o Paulo" e a "Zero Hora" n„o fogem da mesma linha de reflex”es.
®USN¯Veja-se, por exemplo, o que ele declarou em reuni„o para correspondentes da TFP em 1984:

®USP¯Eu prometi dizer alguma coisa a respeito do ambiente interno da TFP, a respeito da autoridade na TFP, a respeito da prepara‡„o do meu sucessor. As coisas se aglutinam umas com as outras e n¢s podemos falar disso aqui. [...]
®USP¯H  uma coes„o profunda dentro da TFP, que eu considero um benef¡cio inestim vel que Nossa Senhora nos faz. [...]
®USP¯O clima entre n¢s na TFP ‚ do maior afeto, do maior respeito, da maior cortesia. E, por isso, no que diz respeito … dire‡„o, da maior liberdade. As pessoas que ocupam cargos diretivos na TFP sabem bem que eu as deixo agir, agir, agir. [...]
®USP¯ raro eu ter um encontro inteiramente peri¢dico com qualquer setor da TFP Ä s„o muito poucos os setores Ä, que seja dirigente a qualquer t¡tulo. [...]
®USP¯E eu n„o chegaria para a minha tarefa se eu n„o fizesse essa descentraliza‡„o.
®USP¯Conversando uma vez com um m‚dico chileno, um cirurgi„o inteligente, jovem, primeiro falamos da mat‚ria que t¡nhamos que falar: o perp‚tuo problema dos ossos que se quebraram, que ‚ para consertar, etc. [...] Mas eu notei que a curiosidade, o interesse dele n„o estava na consulta. E eu percebi que ele queria falar da TFP. [...] Eu disse:
®USP¯Ä , muita gente de fora n„o sabe como ‚ que se organiza a TFP.
®USP¯Ele disse:
®USP¯Ä  verdade. Como ‚ que se organiza, heim?!
®USP¯Eu disse a ele:
®USP¯Ä A TFP se organiza assim Ä e descrevi a ele o que eu disse aos senhores.
®USP¯Estava perto de mim, se n„o me engano, um dos que tˆm atividade diretiva na TFP, que mais largo uso faz, e uso aplaudido, excelente como os outros, de suas atribui‡”es. N„o est  presente no momento... esse homem feliz est  na Espanha, o Sr.ÿ20Jo„o Cl  Dias.
®USP¯Eu falava na presen‡a dele. Ent„o, eu expliquei tudo isto e, para abreviar, disse:
®USP¯Ä Bom, a¡ o senhor tem a resposta.
®USP¯Ele murmurou baixinho, como quem fala sozinho:
®USP¯Ä Essa organiza‡„o ‚ indestrut¡vel.
®USP¯Eu disse a ele:
®USP¯Ä O senhor tem resposta ao problema da minha sucess„o. ®MDBO¯Eu assim preparo os meus sucessores. Porque, qualquer um tem todas as oportunidades de estar … altura de ser meu sucessor®MDNM¯, desde que ele, nesse sistema, aproveite o que possa para a sua forma‡„o e se dedique quanto possa.
®USP¯®MDBO¯Cabe depois, aos que viverem depois de mim, escolherem esse sucessor®MDNM¯. Eu terei feito o poss¡vel para fazer v rios.(®FN1 Reuni„o para os Correspondentes da TFP de 22/6/84.¯)


®USN¯O Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio sempre deixou claro que preparava seus continuadores, deixando-os trabalhar em liberdade e ocupar longamente suas fun‡”es. Desse modo, ®MDBO¯todos®MDNM¯ da TFP poderiam julgar o desempenho de cada um, e, quando chegasse a hora, teriam meios de, sob a inspira‡„o da gra‡a, escolher seu sucessor. Est  claro tamb‚m que os eventuais candidatos n„o se circunscrevem ao c¡rculo da Martim.
®USN¯Mais elucidativas e igualmente irretorqu¡veis s„o as considera‡”es que ele teceu na reuni„o solene, oficial e plen ria por excelˆncia da TFP, a Reuni„o de Recortes. Em fevereiro de 1993, a menos de trˆs anos de seu falecimento, comentou:

®USP¯Eu me lembro que uma vez um m‚dico estrangeiro, homem at‚ de trato muito agrad vel, etc., e que veio aqui para me examinar. Terminado o exame, ele me examinou com cuidado, etc., direito, eu vi que ele estava ardendo para me fazer outras perguntas que n„o eram de minha sa£de. Fez l  as perguntas, etc., ele me disse: "Bem, agora ent„o vamos falar tamb‚m um pouquinho da TFP", mas assim como uma pessoa sedenta vai ao copo d' gua.
®USP¯Bem, eu disse: "Pois n„o, ent„o o que ‚ que o sr. quer perguntar?"
®USP¯Ele disse: " um pouco desagrad vel, mas se o senhor morrer..." Ä quase que eu disse a ele: ‚, se o senhor errar... (eu n„o diria!) Ä "como ‚ que se faz a sua sucess„o?"
®USP¯Eu disse:
®USP¯Ä A TFP est  dividida em v rios departamentos, servi‡os, etc. Dentro desses servi‡os qualquer um que queira se destacar por sua dedica‡„o, por seu amor … causa, tem mil ocasi”es para isso. Os chefes de servi‡o tamb‚m tˆm. Todo mundo vˆ a vida de todo mundo. ®MDBO¯Quando eu morrer, todo mundo... Eu trato as coisas de maneira que todas as candidaturas poss¡veis s„o conhecidas. Agora, na hora, Nossa Senhora saber  como guiar as preferˆncias.®MDNM¯ Mas o importante n„o ‚ isto, ‚ formar muitos que podem ser candidatos. E com isso dar ocasi„o, depois, a que ®MDBO¯o jogo livre das circunstƒncias favorecido pela gra‡a, estimulado pela piedade, pelo fervor, pedindo a Nossa Senhora que indique quem for o caso, etc., etc., far  vir quem for®MDNM¯.
®USP¯Bem, esse m‚dico resmungou ®MDRV¯entredentes®MDNM¯, porque eu vi que ele n„o gostou do que eu respondi, ele sempre muito delicado mas n„o gostou. Ele resmungou o seguinte: "A uma organiza‡„o assim ningu‚m mata."  isso.
®USP¯®MDBO¯ a organicidade da sociedade®MDNM¯.
®USP¯Os senhores me dir„o: "Dr. Plinio, o senhor acha que s„o tantos os candidatos vi veis dentro da TFP?" Eu digo: ®MDBO¯isso ‚ uma outra quest„o, ‚ a quest„o de saber quantos respondem … gra‡a®MDNM¯.
®USP¯A mim n„o me toca dizer isto. Eu quero dizer que h  mil oportunidades para responder … gra‡a, e h  mil ocasi”es para conhecerem a Doutrina Cat¢lica, para praticarem de maneira a estar no caso. O resto, se n„o quiser... ®MDBO¯quem n„o quis, ou abusar  e se meter  onde n„o deve, ou fica de lado. A¡ j  s„o jogos da Providˆncia, s„o os castigos dos homens e da¡ para a frente®MDNM¯.  outra quest„o.
®USP¯Est  claro isso?(®FN1 Reuni„o de Recortes de 20/2/93.¯)


®USN¯Detalhe muito importante: o crit‚rio para que se possa eleger seu "sucessor", na preferˆncia de nosso Pai e Fundador, n„o era nem a antiguidade no Grupo (e h  pessoas mais antigas que os membros da Martim), nem o n¡vel social ou qualidades gerenciais. Nem, muito menos, a riqueza individual. Mas sim a resposta … gra‡a, a dedica‡„o ao ideal, o amor … causa. Quem quiser atuar fora deste padr„o estar  cometendo abusos.
®USN¯E n„o h  sombra de d£vida: nosso Pai e Fundador pensava numa escolha em que ®MDBO¯"todo mundo"®MDNM¯ de nossa "fam¡lia de almas" pudesse se exprimir.
®USAST¯ *  *  *
®USN¯ ainda indispens vel ressaltar um £ltimo ponto: estaria incorrendo num lament vel equ¡voco quem confundisse as fun‡”es de dire‡„o estatut ria da TFP brasileira, ou de qualquer outra TFP, com as dos l¡deres da "fam¡lia de almas" da TFP.
®USN¯Esta diferencia‡„o sempre foi t„o clara e naturalmente aceita entre n¢s que nunca foi objeto de debate, sendo ressaltada at‚ em obras como ®MDRV¯Servitudo ex Caritate®MDNM¯. Todavia, no desentendimento interno que vai se impondo, ‚ de importƒncia capital.
®USN¯Nosso Fundador, que muitas vezes s¢ expunha algum problema quando indagado a respeito, teve oportunidade de abordar a quest„o na j  mencionada conversa com Franck Valentent. Este lhe perguntava se, ap¢s a sua morte, a escolha do novo l¡der da TFP seria feita apenas pelos brasileiros.

®USR¯(Sr. Franck Valentent: Mas o senhor imagina uma sucess„o monoc‚fala?)
®USP¯N„o, eu imagino a mesma coisa que existe atualmente. Quer dizer, eu imagino talvez que a influˆncia dessa cabe‡a poderia ser sobre a TFP uma influˆncia ao mesmo tempo paternal, boa, firme, exercida muito mais na dire‡„o dos princ¡pios do que da disciplina, como exercia o imperador do Sacro Imp‚rio Romano Germƒnico sobre os Estados independentes do Imp‚rio.
®USP¯Eu n„o sei se vocˆ percebeu bem a compara‡„o?
®USR¯(Sr.ÿ20Franck Valentent: Sim, mas eu acho isso muito "flou"...)
®USP¯Sim, ‚ ®MDRV¯flou®MDNM¯, seria pior se n„o fosse ®MDRV¯flou®MDNM¯. Porque se v rios membros n„o s„o bons, ‚ in£til de querer pela for‡a lhes segurar.  o mal da for‡a, que ‚ uma coisa t„o boa, a for‡a, ela tem o seu lado mau. As pessoas tomam o h bito de se impor pela for‡a esquecendo a forma‡„o dos princ¡pios, que ‚ muito mais importante. Os princ¡pios, as convic‡”es, as id‚ias.
®USR¯(Sr.ÿ20Franck Valentent: ®MDBR¯O senhor confia nos brasileiros®MDRV¯ e na Providˆncia [para a escolha de seu sucessor].)
®USP¯Sobretudo na Providˆncia. ®MDBO¯Meu sucessor poder  n„o ser brasileiro®MDNM¯.
®USR¯(Sr.ÿ20Franck Valentent: ®MDBR¯Mas a escolha vir  dos brasileiros, talvez®MDRV¯.)
®USP¯®MDBO¯Ah! n„o, n„o!®MDNM¯  somente porque ‚ a TFP Fundadora. Eu falei instintivamente da escolha... ®MDBO¯E vocˆ fez uma confus„o entre o presidente da TFP brasileira, e o personagem internacional. Os dois pap‚is coexistem comigo, mas podem se dissociar muito facilmente.®MDNM¯
®USR¯(Sr.ÿ20Franck Valentent: Oui.)
®USP¯ evidente.(®FN1 Conversa com Franck Valentent de 2/10/92.¯)

®USN¯O pr¢prio Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio deixa claro que, na primeira parte da resposta, ao falar das qualidades da "cabe‡a" de nosso movimento, referia-se unicamente … lideran‡a da "fam¡lia de almas" da TFP, o "personagem internacional". N„o se pode confundi-lo com o presidente estatut rio do Conselho Nacional da TFP brasileira, tanto mais quanto Ä diz nosso Fundador Ä essa lideran‡a n„o seria escolhida apenas pelos brasileiros, e nem devia necessariamente ser composta por brasileiros. Portanto, n„o deixou margem a d£vidas.
®USN¯Assim, fica claro que a fun‡„o de presidente estatut rio da TFP brasileira n„o confere ®MDRV¯ipso facto®MDNM¯ o poder de influˆncia sobre a nossa "fam¡lia de almas". Trata-se de um erro crasso confundir as duas fun‡”es que coexistiam no Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio.
®USN¯Se a nova diretoria estatut ria da TFP brasileira aspirasse … condi‡„o de lideran‡a da "fam¡lia de almas" deveria obter o consenso de toda ela ou pedir a elei‡„o. Tudo o que se situar fora disso ‚ atropelar os des¡gnios expressos de nosso Pai e Fundador.

®FC¯*  *  *

®USN¯Conclus„o: antes de chegarmos … triste situa‡„o na qual se encontra a TFP, j  n„o havia d£vida em nosso meio de que nosso Fundador n„o tinha "sucessor" no sentido estrito do termo.
®USN¯Quanto a "sucessor", tomada a palavra no seu sentido usual, a an lise dos textos do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio a respeito do assunto torna claro e irrefut vel n„o ter ele indicado ningu‚m para sucedˆ-lo. Pelo contr rio, previu explicitamente que as novas lideran‡as da TFP deveriam ser escolhidas pelo conjunto dos membros da entidade, segundo elei‡„o ou um necess rio consenso cat¢lico no interior desta.
®USN¯N„o h  nem sombra de alguma hipot‚tica heran‡a de mando sobre a nossa "fam¡lia de almas" que nosso Pai e Fundador tivesse deixado aos membros do Grupo da Martim.
®USN¯N„o tem o menor prop¢sito que estes se baseiem nessa inexistente heran‡a para al‡ar-se ao mais alto poder no Grupo, e, a partir da¡, passar a exercer um suposto direito de dispor da Obra como se fosse propriedade sua Ä a ponto de expulsar ou amea‡ar de expuls„o e de outras repres lias, a seu bel-prazer, pessoas que dedicaram desinteressada e voluntariamente toda a sua vida … TFP, ®MDRV¯a fortiori®MDNM¯, em nome de uma vaga "falta de sintonia com a autoridade".
®USN¯Este estado de coisas doentio e perigoso, que vem causando preju¡zos incalcul veis a nossa entidade, amea‡a sufocar a TFP inteira se nenhuma providˆncia for tomada en‚rgica e urgentemente.
®USN¯Sou obrigado a declarar, firmando-me na vontade expressa de nosso Fundador, que ®MDBO¯qualquer pretens„o a uma "heran‡a" de mando que o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio n„o deixou, ‚, por isto mesmo, nula e vazia, sem qualquer for‡a moral ou legal, tanto diante de Deus como dos homens®MDNM¯.