®OF10¯®PL58,61,50¯®TP0¯®BT1¯®PT113¯®LM2¯®RM63¯®IP5¯®JU¯®LS1.3¯®LL.2¯®WD2¯®OP2¯®SSN,pt=113,ju,fl,ll=0.25,ip=5,md=nm¯®SSAST,fc¯®SSP,pt=52,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSL,pt=42,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSPR,pt=52,lm=13,fr,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSLR,pt=42,lm=13,fr,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSPC,pt=52,lm=13,fc,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSLC,pt=42,lm=13,fc,ls=1.25,ll=0.25,ip=2,md=nm¯®SSS,pt=93,nj,ls=1.5,ip=0,2,ll=.15,rm=50,md=bo,hy=0¯®SSS1,pt=114,nj,fl,ip=0,2,lm=13,ll=.15,rm=46,md=rv,hy=0,al=1¯®SSS2,pt=113,nj,fl,ip=0,2,ll=.15,rm=36,md=bo,hy=0,al=1¯®SSE,pt=111,nj,ll=0.25,ip=0,0,lm=33,md=rv¯®SSR,pt=51,lm=13,ju,fl,ls=1.25,ll=0.25,ip=5,md=rv¯®SSA,pt=112,ju,fl,ll=0.25,ip=5,md=rv¯®SSDATA,pt=113,nj,fl,ll=0.25,ip=0,md=rv¯®SSC,pt=118,nj,ip=0,fc,ls=1.5,ll=.4,lm=8,rm=57,md=bo,hy=0,al=1¯®SSCC,pt=118,nj,ip=0,fc,ls=1.5,ll=.4,lm=8,rm=57,md=bo,hy=0,al=1¯
®USC¯Cap¡tulo IV
®USCC¯O modo do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio dirigir a TFP®LBcap-4#¯
®USS¯Uma dire‡„o sapiencial, dignificante, respeitosa e paternal
®USN¯Todos n¢s, que tivemos a felicidade de, pelo favor de Nossa Senhora, ingressar na TFP, pudemos nos beneficiar largamente, durante anos ou at‚ d‚cadas, do modo s bio, dignificante, nobre, respeitoso, af vel, bondoso e, sobretudo, paternal, de nosso Fundador dirigir sua Obra.
®USN¯Bondoso sem deixar de ser firme, sua firmeza era sempre permeada de sua incans vel solicitude em ajudar, em estimular no cumprimento do dever, em encorajar a perseveran‡a no caminho da virtude, em soerguer do desalento, em animar na confian‡a, em manter os olhos voltados para Nosso Senhor Jesus Cristo, para Nossa Senhora, para a Santa Igreja Cat¢lica, para a Civiliza‡„o Crist„ e a luta RCR.
®USN¯Modo dignificante de dirigir, dissemo-lo logo acima, porque, ao exercer a autoridade no interior da Obra que fundou, o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio procurava sempre elevar os subordinados, nunca deixando transparecer o menor laivo de desprezo em vista de sua superioridade social, intelectual, cultural e nem mesmo daquela advinda da maior idade ou dos anos de militƒncia cat¢lica. Por mais destitu¡do de qualidades pessoais que fosse algum subordinado seu, por mais jovem ou mais humilde, nunca deixava de sentir-se interpretado, ouvido, entendido, dignificado e tratado por nosso Fundador com todo o respeito.
®USN¯Invariavelmente fiel a uma concep‡„o paternal de governo, que antes de tudo visa obter a ades„o entusiasmada de seus subordinados, o Sr. Dr. Plinio imprimia um rumo firme … TFP sem nunca apelar para medidas de car ter absolutista, mesmo nas raras vezes em que chegou ao extremo de ter de punir. Lembrando a antiga m xima de que ®MDRV¯"christianus alter Christus"®MDNM¯ (o crist„o ‚ um outro Cristo), n„o seria demasiado dizer que se realizavam, no estilo de governo de nosso Fundador, essas sublimes palavras, que Nosso Senhor Jesus Cristo aplicou a si mesmo: ®MDRV¯"O meu jugo ‚ suave e o meu fardo ‚ leve"®MDNM¯(®FN1 Mat., 11, 30.¯).

®FC¯*  *  *

®USN¯Foi por causa de seu modo sapiencial de governar que nosso Fundador p“de, em meio aos incont veis escolhos que dificultam a a‡„o contra-revolucion ria nos nossos dias, conduzir praticamente inc¢lume sua Obra providencial.
®USN¯A respeito do modo de dirigi-la, ele mesmo teceu v rias considera‡”es ao longo dos anos, com o intuito evidente n„o apenas de explicar-se, mas tamb‚m para que isso fosse assimilado por seus filhos espirituais, na previs„o da hora em que n„o mais estaria conosco. E, a esse prop¢sito, nosso Fundador sempre fez quest„o de frisar a caracter¡stica paternal de tal estilo de governo.
®USN¯Para adentrarmos esse tema t„o atraente e essencial para n¢s, nada melhor do que recordarmos as pr¢prias palavras do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio a respeito. Tomemos inicialmente suas afirma‡”es num Santo do Dia de 1993:

®USP¯O que eu posso dizer como ®MDRV¯vue d'ensemble®MDNM¯ [da mat‚ria tratada] n„o estar  na expectativa dos senhores, mas afinal de contas acaba se resumindo no seguinte:
®USP¯ que ®MDBO¯o perfeito conv¡vio entre o l¡der e os liderados sup”e algo que seja o mais poss¡vel parecido com a autoridade entre o pai e os filhos. Mas de um pai que conhe‡a perfeitamente o seu ®MDBR¯m‚tier®MDBO¯ de pai®MDNM¯: a sua fun‡„o, a sua miss„o, etc. E que compreende que faz parte dessa miss„o ®MDBO¯algo que ‚ insubstitu¡vel®MDNM¯ Ä faz parte, n„o se reduz a isto, mas ‚ uma coisa indispens vel Ä ®MDBO¯‚ o querer bem®MDNM¯.
®USP¯®MDBO¯Ora, para a gente querer bem ‚ preciso a gente ter entendido aquele que quer. Os homens s„o dessa maneira: para a gente conseguir querer bem, depois de ter entendido, ‚ preciso [o superior] ter uma forma de perd„o, uma forma de suavidade, uma forma de mansid„o que fa‡a com que a gente consiga querer bem®MDNM¯.
®USP¯Agora, aquele que ‚ objeto deste sentimento, se ele for uma pessoa reta ele n„o pode deixar de se sentir profundamente tocado. Porque ®MDBO¯essa ‚ a escola que a gente aprende no Sagrado Cora‡„o de Jesus, no Cora‡„o Imaculado de Maria®MDNM¯.(®FN1 Excerto do Santo do Dia de 28/1/93. Sempre que houver indica‡„o em contr rio, os destaques em negrito ou sublinhado nos textos citados s„o nossos.¯)


®USN¯Eis, mencionados por nosso Fundador, os modelos de superior no relacionamento com o inferior: os Cora‡”es de Jesus e Maria. O exerc¡cio do mando, segundo tais modelos, pressup”e, da parte do superior, ®MDRV¯"uma forma de perd„o, uma forma de suavidade, uma forma de mansid„o"®MDNM¯ capaz de mover o subordinado. Quer dizer, o superior n„o deve visar a impor, custe o que custar, seus pontos de vista, mas, antes, saber apontar caminhos que explicitem os bons anseios de todos, mantendo assim a uni„o de metas. Nosso Fundador voltou muitas vezes a esse tema, dizendo por exemplo em outro Santo do Dia:

®USP¯®MDBO¯Quando eu fa‡o qualquer coisa, os senhores tˆm a sensa‡„o de encontrar a explica‡„o de pensamento e de vias para as quais os senhores tendiam®MDNM¯. De maneira que, com o favor de Nossa Senhora, vamos todos juntos.
®USP¯®MDBO¯ uma autoridade, portanto, eminentemente paterna.  uma autoridade em que todos n¢s j  estamos unidos antes de eu pensar e antes de eu mandar, por esse lado comum da voca‡„o®MDNM¯. [...]
®USP¯®MDBO¯O modo normal de governar ‚ paterno, ‚ afetuoso, d  explica‡”es, respeita, coordena, atrai; n„o arrasta. Esse ‚ o modo pelo qual na TFP se governa®MDNM¯.(®FN1 Santo do Dia de 7/9/74.¯)


®USN¯ñ primeira vista, pareceria que esse estilo de governo enfraquece a autoridade. N„o ‚ o que pensava o Sr. Dr.ÿ20Plinio, para quem um forte princ¡pio de autoridade se conjuga harmonicamente com uma dire‡„o paternal:

®USP¯®MDBO¯N„o se pode negar que a TFP d  muita for‡a ao princ¡pio da autoridade®MDNM¯. E que ®MDBO¯sobretudo no que diz respeito ao trato comigo®MDNM¯, que a TFP estabelece todo um cerimonial e todo um conjunto de coisas que n„o se vˆem mais hoje em dia. Agora, ®MDBO¯isto ‚ dosado com uma forma da paternalidade, de bondade, e at‚ de intimidade que nunca se vˆem entre pessoas de idades t„o diferentes®MDNM¯. E ‚ um tipo de rela‡”es que a¡ fora n„o existe, mas que vocˆs s„o levados a achar que ‚ a coisa mais natural do mundo. Porque ela ‚! Ela ‚ a mais natural do mundo porque ®MDBO¯‚ a mais conforme … natureza®MDNM¯, mas que foi o bem, que desvencilhado das influˆncias m s, tomando as circunstƒncias foi modelando, e sem plano.(®FN1 Conversa durante o almo‡o de 12/11/91.¯)


®USN¯Tal forma de governo ‚, portanto, a mais apropriada para dirigir os homens, por ser a mais conforme … natureza, no entender de nosso Fundador. Mais adiante veremos exposto este princ¡pio detidamente por ele, ao tratar do mando na sociedade orgƒnica.
®USS¯O £nico estilo de dirigir vi vel na TFP
®USN¯Esse estilo paternal de dirigir, por ser o "mais conforme … natureza", ‚ o £nico aplic vel a uma entidade como a TFP, de forma‡„o fundamentalmente orgƒnica. Outroÿ20fundamento do governo na nossa entidade ‚ o fato de haver nela, como afirmou o Sr. Dr. Plinio, "um grande acordo de princ¡pios, uma grande conc¢rdia de almas" e des¡gnios finais idˆnticos da parte de todos. Na mesma reuni„o em que desenvolvia esta id‚ia, ele explicava:

®USP¯Tamb‚m, por causa desse®LBcorres#¯ acordo de princ¡pios, em mat‚ria de m‚todos, tamb‚m existe uma grande unidade. ®MDBO¯A experiˆncia, que ‚ a m„e da ciˆncia, o h bito de verem as coisas como se fazem, de ver como se resolvem, etc., etc., tudo isto foi criando entre n¢s um mesmo modo de fazer que n„o ‚ imposto, mas que decorre de uma participa‡„o na mesma doutrina, participa‡„o no mesmo esp¡rito, participa‡„o numa mesma experiˆncia®MDNM¯.
®USP¯ uma coisa bem evidente que, sendo eu o mais velho da TFP, o meu papel nisso ‚ maior do que de alguns outros.  de toda a evidˆncia. ®MDBO¯Mas ‚ de toda a evidˆncia tamb‚m que nada disso ‚ imposto®MDNM¯, mesmo porque qualquer um sai da TFP na hora que quer. [...]
®USP¯Pelo contr rio, ®MDBO¯o clima entre n¢s na TFP ‚ do maior afeto, do maior respeito, da maior cortesia. E, por isso, no que diz respeito … dire‡„o, da maior liberdade.®MDNM¯(®FN1 Reuni„o para os Correspondentes da TFP de 22/6/84.¯)


®USN¯Nunca fazer arbitrariedades, era outra norma tra‡ada para si pelo Sr. Dr. Plinio, no exerc¡cio da autoridade dentro do Grupo. Certa vez, numa reuni„o do MNF, nosso Fundador fazia coment rios a respeito dos Dez Mandamentos, e em determinado momento mostrou a abomina‡„o que constitui o fato de um pai matar o pr¢prio filho, o que caracteriza uma profunda ofensa a Deus. Na ordem metaf¡sica, seria a causa que se volta contra seu efeito. Um dos participantes da reuni„o lembrou ent„o que o modo de o Sr. Dr.ÿ20Plinio dirigir o Grupo tinha esses pressupostos. Nosso Fundador comentou:

®USP¯, mas me permita dizer uma coisa: gra‡as a Deus vocˆs est„o muito habituados a nunca me terem visto fazer uma arbitra~rie~dade dessas com ningu‚m. Portanto, nem lhes passa pela cabe~‡a. Mas n„o ‚ raro encontrar grupos como o nosso, enfim, organi~za~‡”es, ordens religiosas, etc., onde de repente haja arbitrarie~dades dessas, hein? S„o monstruosidades.
®USP¯Por exemplo, eu diri~gir uma ordem religiosa, vamos dizer, e de repente implicar com um porque acabo descobrindo que ele ‚ parente de uma gente de que eu n„o gosto, e eu tenho ressenti~men~tos e queixas, e uma vontade enorme de esmagar um daqueles para descontar queixas que eu tenho. E vou, persigo e depois esmago aquele que ‚ meu s£dito.  um pecado medonho! Mas...
®USR¯(Dr.ÿ20Adolpho Lindenberg: O perigo da autoridade ‚ esse, n„oÿ20‚?)
®USP¯ o perigo, por exemplo, dos reis e de tudo o mais.  muito perigoso.(®FN1 Reuni„o do MNF de 20/9/89.¯)


®USN¯Perseguir implacavelmente um subordinado, especialmente em virtude de ressentimentos e queixas, ‚, portanto, uma atitude execr vel n„o apenas num Fundador, mas em qualquer pessoa que exer‡a autoridade.
®USN¯Na j  citada reuni„o para Correspondentes da TFP, de 1984, o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio criticava severamente os que pensam ser poss¡vel dirigir a TFP por meio de coer‡„o:

®USP¯Vendo essa coes„o®LBcorr#¯ [existente na TFP] e vendo o meu modo pessoal de ser, [...] essas pessoas pensam que isso ‚ obtido pela coer‡„o, e que eu fa‡o uma cara brava, as pessoas se amedrontam e se retiram.
®USP¯Uma coisa infantil isso!  infantil!  infantil imaginar que um homem, pela carranca que faz, possa habituar mil outros, mil, mil e tantos outros a combater o mundo inteiro, de medo da carranca de um homem! Como pode caber isso na cabe‡a de algu‚m?! Espadachinar porque um outro, chegando em casa, vai lhe franzir as sobrancelhas, isso ‚ uma coisa absurda! Eu n„o compreendo como uma pessoa inteligente imagina isso!(®FN1 Reuni„o para os Correspondentes da TFP de 22/6/84.¯)

®USN¯No livro ®MDRV¯"Guerreiros da Virgem Ä A r‚plica da autenticidade Ä A TFP sem segredos"®MDNM¯, no qual responde aos caluniosos e injustos ataques feitos contra nossa entidade pelo Sr.ÿ20J.A. Pedriali, um egresso dela, o Sr.ÿ20Dr. Plinio sintetiza brilhantemente essa mesma id‚ia:

®USP¯Com temperamento fortemente sujeito … ang£stia e ao medo (cfr., por exemplo, GV pp. 14, 97, 157, 161-162), o sr. J.A.P. parece s¢ ver como causa de tanto idealismo e de t„o autˆntico hero¡smo... o terror e o pƒnico! [...]
®USP¯Para compreender a inverossimilhan‡a dessa sua tese, especialmente em se tratando de jovens brasileiros, teria sido aconselh vel que o sr. J.A.P. considerasse, antes de escrever seu livro, aquele dito atribu¡do a um antigo guerreiro portuguˆs.
®USP¯Ter-lhe-iam perguntado, depois da batalha de Aljubarrota (1385), como o Condest vel de Portugal, Bem-aventurado Dom Nun'Alvares Pereira, … testa de uma t„o diminuta tropa, conseguira vencer um t„o mais numeroso ex‚rcito de advers rios. Ao que o guerreiro, bom conhecedor da alma de seu povo, teria dado esta resposta:
®USP¯®MDBO¯Nosso Rei venceu porque seu ex‚rcito n„o ‚ de soldados, ‚ um ex‚rcito de filhos!®MDNM¯
®USP¯A¡ est  a explica‡„o bem lusa Ä e bem brasileira Ä da psicologia nacional, que o sr. J.A.P. n„o soube interpretar. Posto ante os lances de destemor e intrepidez dos jovens da TFP, ele se perguntou como se originariam na mentalidade deles. E s¢ encontrou como explica‡„o o terror que ele sentiu ante certos aspectos da TFP. ®MDBO¯Ignora ele, infeliz, que n„o ‚ o terror que suscita os verdadeiros her¢is.  o amor. E, mais, ignora que, na alma do brasileiro, a brutalidade, o mau-trato, as amea‡as, n„o conduzem … submiss„o, mas …s exacerba‡”es do brio malferido, ao revide, … inconformidade e … justa revolta®MDNM¯.(®FN1 ®MDRV¯Guerreiros da Virgem Ä A r‚plica da autenticidade Ä A TFP sem segredos®MDNM¯, Artpress, S„o Paulo, 1985, p. 43.¯)


®USN¯Destacamos, sem a inten‡„o de aprofundar agora o tema, a express„o ®MDBO¯"®MDBR¯justa®MDBO¯ revolta"®MDNM¯.  ela prova cabal de que, no pensamento autˆntico de nosso Fundador, n„o se pode ir tachando precipitadamente de "revolucion ria"(®FN1 Tomando este termo no sentido que Dr.ÿ20Plinio lhe d  no seu livro "Revolu‡„o e Contra-Revolu‡„o".¯) qualquer revolta, pois alguma vez esta ter  justificativa, o que ‚ abonado inclusive por S„o Tom s(®FN1 [S„o Tom s explica que] assim como a sociedade tem direito natural de se dar um chefe que a conduza ao bem comum, tem direito igual a se desfazer dele quando ‚ um obst culo para o bem comum. Nesse caso, o detentor do poder deixa de ser por direito natural rei ou presidente, perde o ponto de apoio natural, ainda mesmo antes de se produzir o levante por falta de garantias de ˆxito na tentativa. [...]
 "Se um povo tem direito a dar-se um rei, o mesmo povo pode justamente dep“-lo ou refrear sua autoridade, caso ele abuse tiranicamente do poder real. E n„o se deve pensar que tal povo comete uma infidelidade destituindo o tirano, ainda que se tivesse submetido a ele para sempre, j  que ele mesmo mereceu que, n„o se comportando fielmente no governo do povo tal como exige seu dever, os s£ditos n„o conservem o pacto contra¡do com ele." (®MDRV¯De Regimine Principum®MDNM¯, S„o Tom s de Aquino, ®MDRV¯apud®MDNM¯ "El r‚gimen pol¡tico de Santo Tom s de Aquino", Pe.ÿ20Victorino Rodr¡guez, Fuerza Nubeva-Editorial S.A., Madrid 1978, p. 66-69.)¯) A sociedade orgƒnica medieval, por exemplo, n„o teria sucumbido ao absolutismo real se este tivesse encontrado uma rea‡„o … altura, vinda ®MDBO¯de grandes e pequenos®MDNM¯. Quem o diz ‚ o nosso Fundador no livro de cabeceira dos membros da TFP:

®USP¯No s‚culo XIV come‡a a observar-se, na Europa crist„, uma transforma‡„o de mentalidade que ao longo do s‚culo XV cresce cada vez mais em nitidez. [...]
®USP¯O absolutismo dos legistas, que se engalanavam com um conhecimento vaidoso do Direito Romano, encontrou em Pr¡ncipes ambiciosos um eco favor vel. E ®MDRV¯pari passu®MDBO¯ foi-se extinguindo nos grandes e nos pequenos a fibra de outrora para conter o poder real nos leg¡timos limites vigentes nos dias de S„o Lu¡s de Fran‡a e de S„o Fernando de Castela®MDNM¯.(®FN1 Plinio Corrˆa de Oliveira, ®MDRV¯Revolu‡„o e Contra-Revolu‡„o®MDNM¯, Parte I, cap. III, 5.A.¯)
®USS¯Ser  "revolucion rio" e "igualit rio" resistir ao pretenso direito de mando dos membros da Martim?
®USN¯Gostaria de abordar ainda um ponto relacionado com os anteriores. De vez em quando os novos dirigentes estatut rios da TFP brasileira ou alguns de seus "ide¢logos" Ä como Sr.ÿ20J. A. Ureta Ä alegam o fato de serem os membros da Martim pertencentes … aristocracia paulista, para justificar um direito de mando autom tico que lhes caberia sobre o movimento. Ao mesmo tempo, qualificam de "revolucion ria" e "igualit ria" qualquer atitude que signifique n„o apenas uma resistˆncia, mas at‚ mesmo uma "falta de consonƒncia" com a autoridade absoluta e discricion ria deles.
®USN¯A alega‡„o est  mal posta e n„o tem consistˆncia, como ‚ f cil mostrar. Em primeiro lugar, pergunto: quando ‚ que o fato de pessoas pertencerem … aristocracia lhes confere automaticamente o poder? Se nem os reis podiam, nos bons tempos anteriores ao absolutismo Ä e muitas vezes mesmo depois Ä, ir subindo aos tronos sem assumir determinados compromissos com seus s£ditos, por que raz„o teriam o direito a um mando autom tico e ilimitado pessoas pertencentes a uma elite an loga? Se este princ¡pio vale para o governo da sociedade temporal, a necessidade de contar com a aceita‡„o ou o consenso dos dirigidos aplica-se ®MDRV¯a fortiori®MDNM¯ a uma associa‡„o particular de fi‚is como o ‚ a TFP enquanto "fam¡lia de almas", que sup”e uma dedica‡„o integral.
®USN¯Ai do rei que, em Espanha, n„o respeitasse os ®MDRV¯fueros®MDNM¯: podia contar com a resistˆncia do reino inteiro Ä e resistˆncia ®MDRV¯a la®MDNM¯ espanhola.  famosa a express„o, usada nesses casos: ®MDRV¯"Se obedece, pero no se cumple!"®MDNM¯
®USN¯Em Portugal, D. Sancho chegou a perder o trono e mais tarde tamb‚m D. Filipe III, IV de Espanha, por n„o procurarem o bem comum. Assim Cam”es cantou a resistˆncia de Portugal ao rei D. Sancho:

®USP¯Mas o Reino, de altivo e costumado
®USP¯A senhores em tudo soberanos,
®USP¯A Rei n„o obedece nem consente
®USP¯Que n„o for mais que todos excelente.


®USN¯Isso ‚, ali s, o que ensina a Doutrina cat¢lica e n„o significa, pois, aceitar o falso princ¡pio de que o poder reside no povo ou na comunidade, e que, por isto, estes o delegam a um representante. O poder vem de Deus mas, segundo a Doutrina Cat¢lica, o modo de escolher o governante ou o gˆnero de governo ‚ normalmente determinado de diversas formas pela pr¢pria sociedade governada, tanto no regime mon rquico quanto no aristocr tico ou no democr tico (historicamente s¢ houve duas exce‡”es a este princ¡pio referente … ordem natural das coisas estabelecida por Deus: a teocracia judaica no Antigo Testamento e a designa‡„o direta de S„o Pedro, como chefe da Igreja, por parte de Nosso Senhor Jesus Cristo). Este princ¡pio pode parecer contradit¢rio … primeira vista com os regimes mon rquicos e aristocr ticos, para um analista superficial; mas n„o o ‚ na realidade, dado que a gera‡„o orgƒnica de um conjunto de pares ou de uma dinastia equivale a um verdadeiro plebiscito mudo de s‚culos, consolidado pela tradi‡„o, como certa vez definiu o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio num almo‡o da c‚lebre s‚rie sobre sociedade orgƒnica. Destacar o rol da sociedade na determina‡„o do tipo de governo e, conforme o caso, da pessoa ou das pessoas que o exercem ‚ defender a ortodoxia cat¢lica na mat‚ria. N„o pode pois, ser tachado legitimamente de revolucion rio e igualit rio.(®FN1 S„o Jo„o Cris¢stomo j  fazia esta distin‡„o entre a origem do poder e a residˆncia na sociedade da faculdade de escolher o tipo de governo e, conforme o caso, os governantes, ao apontar que o ap¢stolo n„o diz que "todo pr¡ncipe vem de Deus", mas sim que afirma que "toda postestade vem de Deus" (Homilia XXIII). Esta doutrina ‚ b sica e tradicional. Ensinam-na S„o Tom s e outros grandes te¢logos como Su rez.
 S„o Tom s escreve: ®MDRV¯Ordinare autem aliquid in bonum commune est totius multitudinis, vel alicuius gerentis vicem totius multitudinis ®MDNM¯(ordenar algo ao bem comum ‚ pr¢prio de toda a multid„o ou de algum que faz suas vezes. Suma Teol¢gica, 2¦ parte, sec. 1¦, quest. XC, art. 3§). Desenvolvem o mesmo princ¡pio grandes luminares da teologia como S„o Boaventura, Duns Escoto, Gilles, Pedro Bertrand, Tom s de Estrasburgo, Santo Antonino e Bartolomeo Sacchi "o Piadena". A mesma doutrina ‚ sustentada por grandes te¢logos do s‚culo XVII e te¢logos do s‚culo XVIII do porte de um Santo Afonso de Lig¢rio, e Balmes, Didon, Audisio e outros no s‚culo XIX.¯)
®USN¯O absolutismo mon rquico, este sim, ‚ revolucion rio e igualit rio, conforme diz nosso Pai e Fundador em seu livro sobre a Nobreza(®FN1 Na realidade a teoria absolutista que postulava uma suposta origem divina imediata e direta dos reis ‚ obra, como sabemos, dos legistas, nascendo na Fran‡a e na Alemanha, e sendo defendida com mais rigor ainda por certos te¢logos protestantes.¯). Se os ingleses do s‚culo XVI tivessem mais f‚ e mais fibra, n„o se teriam deixado levar … apostasia geral por um Henrique VIII. E os alem„es n„o se teriam curvado ao in¡quo costume, oficializado pelos pr¡ncipes do s‚culo XVII, do ®MDRV¯"cujus regio, ejus religio"®MDNM¯, concep‡„o pag„ da autoridade que d  aos pr¡ncipes at‚ mesmo o poder de definir a religi„o dos s£ditos.
®USN¯E mais: ser  que Lu¡s Filipe, o filho do regicida, tinha o direito de reinar sobre a Fran‡a s¢ por ser pr¡ncipe? Foi "revolucion ria" e "igualit ria" toda a resistˆncia que ent„o se fez a ele?
®USN¯S„o pontos que cito apenas como ilustra‡„o, mas que podem merecer um estudo bem mais aprofundado. De qualquer modo, a tese dos membros da Martim e de pessoas como o Sr.ÿ20J. A. Ureta, como se vˆ, n„o resiste a uma an lise ainda que superficial. Ou ser  que membros de uma "elite an loga" tˆm, na devida propor‡„o, mais direitos que reis e pr¡ncipes?
®USN¯Ao longo desta exposi‡„o, ir  ficando evidente que uma autoridade que aja de modo discricion rio e autocr tico, procurando impor-se sem dar ouvidos a seus subordinados, situa-se nas ant¡podas do pensamento do Sr. Dr.ÿ20Plinio. Quando isto se passa dentro da TFP, configura-se grav¡ssima infidelidade aos des¡gnios de nosso Fundador. A doutrina tradicional da Santa Igreja, nas penas dos grandes expoentes da teologia, considera tamb‚m a possibilidade de depor a autoridade, quando ela se manifesta totalmente incapaz de governar. O pressuposto dessa ousada mas ortodoxa afirma‡„o ‚ que o poder ‚ dado diretamente por Deus aos homens, mas depende da elei‡„o e do consenso dos governados(®FN1 S„o Roberto Bellarmino ‚ um dos c‚lebres defensores do direito da comunidade de dep“r o pr¡ncipe malvado. Na sua companhia est„o grandes tratadistas como Mariana, Soto e Suarez. Este £ltimo explica, como vimos, que o poder vem dado aos homens por Deus como facultade natural, mas n„o sem que estes prestem de algum modo para isto a sua vontade ou seu consentimento enquanto comp”em a comunidade civil. E a comunidade pode, mediante o consentimento, transferir a outrem o exerc¡cio do poder supremo ou mudar a forma do mesmo (De legibus, lib. 3§, cap. III ## 5, 6 e 7).¯).
®USN¯A gl¢ria de Deus e o bem comum justificam a mudan‡a das autoridades, como vimos. Nada h  nesta tese que possa ser qualificada de "democr tico-igualit ria", nem de revolucion ria. Autonomear-se num cargo, ainda mais sem ter condi‡”es para arcar com o peso da responsabilidade a ele inerente, querer governar ditatorialmente e sem tomar em considera‡„o as necessidades dos subalternos, s„o sintomas do absolutismo no governo, que, como nos ensinou nosso Pai e Fundador, constituem um passo decidido rumo … Revolu‡„o "nomenklaturesca" do Soviet Supremo...
®USN¯Na TFP nunca imperou esse sistema ditatorial. No simp¢sio "O que somos n¢s e o que dizemos de n¢s", o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio insistia em que a autoridade dentro do Grupo ®MDRV¯"n„o tem poderes para impor o que quer"®MDNM¯, mas ®MDRV¯"age por meios suas¢rios"®MDNM¯.
®USN¯ a esse tipo de autoridade eminentemente ®MDRV¯pliniano®MDNM¯, que se funda especialmente na influˆncia e na capacidade de persuas„o, que todos n¢s estamos acostumados, e … qual nos entregamos com confian‡a. Assim, dizia nosso Fundador no dito simp¢sio:

®USP¯A pessoa, ao entrar para o Grupo, se d  toda a essa voca‡„o, d  todo o seu tempo e, uma coisa que ‚ mais preciosa, d  seu pr¢prio estilo de conhecer e amar a Deus para que o Grupo o modele. A pessoa se d , ent„o, completamente, a uma autoridade de cima, que vem, que resolve, que decide e encaminha.(®FN1 Do simp¢sio "O que somos n¢s e o que dizemos de n¢s".¯)


®USN¯Para subsistir na TFP essa confian‡a na autoridade, ‚ condi‡„o ®MDRV¯sine qua non®MDNM¯ seus membros perceberem que a c£pula se mant‚m fiel …s normas e ao estilo de governo de nosso Fundador, decorrentes das doutrinas sobre a sociedade orgƒnica por ele sustentadas, a respeito das quais voltaremos a falar mais adiante.
®USN¯Para perseverar nessa incondicional fidelidade ao Fundador, a autoridade, dentro da TFP, deve dar ouvidos aos anelos e anseios de seus subordinados. Diz a tal prop¢sito o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio:

®USP¯®MDBO¯Dentro do grupo mesmo, a pr¢pria doutrina [sobre a sociedade orgƒnica] que eu dei aqui agora ainda n„o ‚ corrente®MDNM¯. N„o corrente. ®MDBO¯ preciso chegar o momento em que se torne corrente. Porque a¡ se compreende bem tudo, se compreende como eu toco o grupo.®MDNM¯  inteiramente assim.
®USP¯Quer dizer, a¡ fora pensam que eu sou um tirano, uma fera, e que ‚ s¢ vocˆs ouvirem os meus passos no corredor, que vocˆs j  ficam com medo de apanhar.
®USR¯(Sr.-: Sa¡mos correndo para cumprimentar o senhor.)
®USP¯ t„o diferente, n„o ‚ verdade? Mas eles, ainda mais com o neg¢cio da Sempre-viva, eles acham que vocˆs aqui usam algemas, nem sei o que eles acham.
®USP¯Mas, ®MDBO¯a realidade, ‚ ou n„o ‚ verdade que eu ausculto muito o Grupo Ä mas muito! Ä para dar as decis”es, para encaminhar, etc., etc.? Ausculto profundamente! Se n„o fosse isso, eu seria uma autoridade externa, extr¡nseca ao grupo, e procurando mandar em vocˆs de fora para dentro. A TFP tinha deixado de existir. Era uma outra coisa. Podia n„o morrer, mas a alma era outra®MDNM¯.(®FN1 Conversa durante o almo‡o de 6/6/91.¯)


®USN¯®MDBO¯"Podia n„o morrer, mas a alma era outra"®MDNM¯. Se nosso Fundador considerava que ®MDBO¯a essˆncia da TFP mudaria®MDNM¯, se ele modificasse seu estilo de govern -la, ®MDBO¯o que dizer ent„o de superiores que n„o s„o fundadores, e que querem impor seus pontos de vista pessoais ao conjunto de nossa entidade®MDNM¯? N„o seria demais afirmar que, mais cedo ou mais tarde, ®MDBO¯acabar„o por matar a TFP®MDNM¯.
®USS¯O indispens vel "regime do consenso"
®USN¯Para que a TFP n„o seja sufocada, mas continue a trilhar os caminho indicado por nosso Fundador, ‚ imprescind¡vel que seus dirigentes ajam segundo um consenso estabelecido entre todos os componentes da entidade. Tal afirma‡„o, que a um esp¡rito apressado e pouco reflexivo pode parecer "revolucion ria", n„o ‚ nossa; ‚ de nosso pr¢prio Fundador.
®USN¯V rias vezes ele se referiu … necessidade desse consenso. Por exemplo, em um Santo do Dia de 1974 dizia o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio que o tipo de dire‡„o que exercia na TFP era exatamente o do ®MDRV¯"regime do consenso, em que todos consentem. Sentem da mesma maneira, pensam da mesma maneira, desejam da mesma maneira"®MDNM¯:

®USP¯Ent„o, os senhores perceber„o que a TFP foi constituindo aos poucos, … medida que crescia, e organicamente, sem plano, a TFP foi constituindo um enorme sistema interno de comunica‡„o de fatos. Ent„o, os senhores tˆm os "Recortes do Dia", os senhores tˆm as not¡cias que s„o afixadas no mural, e das quais os senhores podem tomar conhecimento, os senhores tˆm os jornais falados que s„o dados aqui publicamente, e os senhores tˆm, e ‚ um sistema que funciona grosso, ‚ a inter-informa‡„o entre os senhores; e que ®MDBO¯os senhores viram que nunca se procura cercear®MDNM¯, os senhores comentam o dia inteiro quanto queiram, permutam coment rios etc., … vontade e longamente a respeito de tudo quanto sabem. De maneira que habitualmente se os senhores forem ver qual ‚ o n£mero de fatos da TFP que os senhores conhecem ‚ uma coisa assombrosa.
®USP¯ porque os senhores conhecem esses fatos, atrav‚s de um sistema de difus„o, ent„o, em parte organizado: reuni”es, recortes, jornais falados, murais, not¡cias da circular, boletim, informa‡”es do Catolicismo, etc.; em parte n„o organizado, quer dizer, espontƒneo, mas eficaz, que ‚ o que um conta para outro o que sabe das novidades do dia.
®USP¯Por esta forma os senhores nunca na TFP s„o tomados de surpresa. Habitualmente as coisas acontecem de tal maneira que para os senhores n„o surpreendam muito. Uma ou outra vez acontece o contr rio.  por exemplo, o caso da imagem [de Nossa Senhora de F tima]: ‚ muito raro, mas acontece.
®USP¯Mas para que os senhores tenham a sensa‡„o de estarem com os p‚s seguros no ch„o, quando acontece uma coisa dessas, eu previno que est  sendo feita uma coisa que os senhores n„o sabem. De maneira que os senhores tamb‚m ficam tranqilos, porque tamb‚m eu previno que quando for o momento eu contarei. De maneira que quando acontecer eu conto: "Olhem, viram. Foi tal coisa". E em geral quando eu conto h  uma salva de palmas. Porque eram coisas que os senhores desejariam ardentemente se soubessem e que n„o foram contadas para que pudessem acontecer.
®USP¯®MDBO¯De maneira que h  a respeito desse assunto na TFP um regime que a¡ fora ningu‚m pode imaginar, mas ‚ o regime do consenso®MDNM¯®LBconse#¯®MDBO¯, em que todos consentem. Sentem da mesma maneira, pensam da mesma maneira, desejam da mesma maneira®MDNM¯. [...]
®USP¯®MDBO¯Mas a respeito de qualquer coisa s‚ria nunca h , gra‡as a Deus, divis„o nenhuma, absolutamente nunca.  por causa do consenso que ‚ o pr¢prio do regime da Civiliza‡„o Crist„®MDNM¯. [...]
®USP¯Ent„o, acontece que em geral as campanhas, o modo de tocar as campanhas, os m‚todos, a organiza‡„o, tudo o que eu descrevi aqui aos senhores nas reuni”es passadas, tudo foi nascendo assim aos poucos e foi se formando aos poucos. E com essa forma‡„o n¢s temos a TFP enorme, a tal ponto que eu levo v rias reuni”es para falar aos senhores sobre esse assunto.
®USP¯Mas tudo vai sendo tocado de acordo.  verdade que sob ®MDBO¯minha autoridade, mas n„o ‚ uma autoridade que empurra os outros contra o que n„o querem®MDNM¯. Mas ‚ uma autoridade que faz duas coisas: gera um ideal que em parte j  est  posto pela gra‡a na alma dos senhores, de maneira a agir, a ajudar os senhores e levar ao conhecimento e … fidelidade a esse ideal ao £ltimo ponto; e em segundo lugar, eu realizo, eu id‚io, eu planejo, concebo m‚todos de a‡„o que est„o na conformidade com esses princ¡pios e que a experiˆncia que os senhores tˆm da realidade lhes mostra que s„o verdadeiros.
®USP¯De maneira tal que tudo isto vai sendo aceito com naturalidade, com uniformidade.
®USP¯Os senhores dir„o: "Mas, ent„o, o senhor quer dizer com isso que o senhor dentro da TFP n„o ‚ nada?"
®USP¯Eu digo que n„o ‚ verdade que eu n„o seja nada, tamb‚m n„o ‚ verdade que eu seja tudo. Eu sou aquilo que sou. Quer dizer, a pessoa que, possuindo por favor de Nossa Senhora o esp¡rito da TFP, ‚ um denominador comum dos ideais que a gra‡a p”e em todos os senhores, e como denominador comum, e como nota t“nica desses ideais, quando pensa, quando fala, quando age, pensa, fala e age coisas que s„o aspira‡”es das voca‡”es dos senhores. De maneira que ®MDBO¯quando eu fa‡o qualquer coisa, os senhores tˆm a sensa‡„o de encontrar a explica‡„o de pensamento e de vias para as quais os senhores tendiam®MDNM¯. De maneira que com o favor de Nossa Senhora vamos todos juntos.
®USP¯®MDBO¯ uma autoridade, portanto, eminentemente paterna.  uma autoridade em que todos n¢s j  estamos unidos antes de eu pensar e antes de eu mandar, por esse lado comum da voca‡„o®MDNM¯.
®USP¯ claro que uma vez ou outra um dos senhores tˆm que fazer um ato de f‚: "Sr. Dr. Plinio pensou tal coisa. Eu vou concordar com ele". Mas esse ato de f‚ ‚ um ato de f‚ racional. Os senhores sentem que se n„o concordarem, p”em o p‚ no abismo porque come‡a o mau esp¡rito. E por a¡ os senhores mesmos vˆem que devem ter uma s bia desconfian‡a do pr¢prio pensamento e uma confian‡a no que eu digo.
®USP¯Mas essa confian‡a n„o ‚ uma confian‡a irracional, porque ®MDBO¯eu estou a toda hora pronto, disposto a explicar com todo o cuidado, com toda a aten‡„o, com toda a cortesia, com todo o afeto qualquer coisa que eu tenha dito, pensado, ou feito, a qualquer um dos senhores®MDNM¯. Os senhores sabem bem que qualquer um dos senhores na reuni„o tem o direito de levantar, de perguntar, de objetar … vontade.
®USP¯®MDBO¯Esse ‚ o sistema de autoridade dentro da TFP.®MDNM¯
®USP¯Os que acham que ‚ assim mesmo levantem o bra‡o.
®USP¯Os senhores levantaram com ˆnfase. Eu n„o sei se os senhores saberiam descrever, porque n„o se sabe descrever. Mais ainda, se algu‚m abordasse os senhores na rua dizendo: " verdade que Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio manda l , e todo mundo obedece?" Muitos dos senhores diriam: "Claro!"(®FN1 Santo do Dia de 7/9/74¯)


®USN¯O Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio, com toda a autoridade jur¡dica e moral que lhe era pr¢pria como fundador e homem providencial, considerava as coisas assim:

®USP¯Bem, vamos nos entender, se h  uma coisa que os senhores ®MDBO¯nunca viram na TFP®MDNM¯ ‚ ®MDBO¯eu chegar e dizer®MDNM¯ o seguinte: "Os senhores est„o em desacordo em tal coisa, mas eu n„o vou lhes dar explica‡„o, nem agora, nem depois. ®MDBO¯Fa‡am porque eu estou mandando®MDNM¯". Se houvesse uma situa‡„o excepcional em que isto fosse preciso, eu o faria legitimamente por ser uma exce‡„o. Uma exce‡„o assim se pode conceber, mas n„o ‚ o modo normal de governar. ®MDBO¯O modo normal de governar ‚ paterno, ‚ afetuoso, d  explica‡”es, respeita, coordena, atrai; n„o arrasta®MDNM¯. Esse ‚ o modo pelo qual na TFP se governa.(®FN1 Santo do Dia de 7/9/74¯)


®USN¯T„o raras eram a exce‡”es nesse ®MDRV¯"regime de consenso"®MDNM¯ (p. ®REPconse#¯.) que, sem receio de ser desmentido, nosso Fundador p“de dizer: ®MDRV¯"Os senhores nunca viram [isto] na TFP"®MDNM¯! Algu‚m que pretendesse transformar em sistema habitual de dire‡„o algo que o pr¢prio Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio s¢ achava razo vel empregar como uma exce‡„o, d  mostras de profundo desprezo pelo m‚todo, pela mentalidade e pelos des¡gnios claros do Fundador. Neste caso, s¢ poder  provocar, no geral dos membros do Grupo, grande apreens„o, intranqilidade e merecida desconfian‡a e rejei‡„o.
®USN¯O consenso aludido pelo Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio deve ser, evidentemente, o "consenso dos bons", ou seja, o consenso da ®MDRV¯sanior pars®MDNM¯, que corresponde felizmente na TFP … maioria de seus componentes.
®USN¯O "consenso dos bons" ‚ fundamental para o reto funcionamento da sociedade orgƒnica, de modo que ®MDRV¯a pr¢pria existˆncia do governo ‚ dependente dele®MDNM¯. Foi o que afirmou nosso Fundador, certa vez, num daqueles saudosos almo‡os com a Comiss„o de Estudos sobre a Sociedade Orgƒnica:

®USP¯®MDBO¯O governo numa sociedade orgƒnica ‚ uma emana‡„o dessa organicidade. Ele existe por causa de um verdadeiro consenso dos bons®MDNM¯.(®FN1 Almo‡o com a Comiss„o de Estudos sobre a sociedade orgƒnica de 6/6/91.¯)


®USN¯O Dr.ÿ20Paulo Brito assim comentou mais tarde essas palavras:

®USP¯Se n„o houver consenso dos bons numa sociedade orgƒnica n„o haveria governo. O governo ‚ uma conseqˆncia de um consenso dos bons.(®FN1 Reuni„o do Dr. P. Brito sobre a sociedade orgƒnica de 6/3/97.¯)


®USN¯Note-se que o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio propugnava os princ¡pios da sociedade orgƒnica n„o apenas para o Estado, mas tamb‚m para todas as sociedades organizadas, inclusive, antes de tudo, para a Obra de sua vida, a TFP. De onde, a aplicarmos com l¢gica o coment rio do Dr.ÿ20Paulo Brito … nossa entidade, ‚ for‡oso reconhecer que uma autoridade que entre n¢s atuasse ignorando esse indispens vel "consenso dos bons", n„o poderia ser considerada leg¡tima.
®USN¯De tal modo ‚ imperiosa, no pensamento de nosso Fundador, a necessidade de um ®MDRV¯"consenso profundo e est vel"®MDNM¯ entre o superior e seus subordinados, que escreve em seu livro sobre a Nobreza: 

®USP¯O exerc¡cio de tal autoridade exige essencialmente do seu titular uma clara e firme no‡„o de quais sejam a finalidade e o bem comum do grupo sobre o qual ela se exerce, e o l£cido conhecimento dos meios e t‚cnicas de a‡„o necess rios … consecu‡„o desse bem.
®USP¯Ao detentor do poder, na esfera privada, n„o basta estar dotado desses predicados, que residem todos na inteligˆncia.
®USP¯Ele precisa saber, ‚ bem certo. Mas cumpre-lhe tamb‚m comunicar o que sabe e, quanto poss¡vel, persuadir das suas pr¢prias convic‡”es os que dele dissentirem. ®MDBO¯Por mais amplos que sejam os poderes de um tal chefe, por mais dr sticas que sejam as penalidades estatu¡das pelos princ¡pios normativos do grupo social contra quem lhe desobede‡a, por mais honrosas e remuneradoras que sejam as recompensas conferidas a quem lhe obedece, tudo isto n„o bastar  ao chefe para fazer-se obedecer. Torna-se imprescind¡vel existir um consenso profundo e est vel, entre ele e os seus subordinados®MDNM¯, sobre as metas que ele tem em vista atingir e os m‚todos que prefere; bem como haver ®MDBO¯da parte dos subordinados uma s‚ria confian‡a na sua capacidade®MDNM¯ de empregar acertadamente esses m‚todos e de atingir essas metas, tudo com vistas a alcan‡ar o bem comum.(®FN1 Plinio Corrˆa de Oliveira, Nobreza e Elites tradicionais an logas nas alocu‡”es de Pio XII ao Patriciado e … Nobreza romana, p. 104.¯)


®USN¯A seriedade com que nosso Fundador via a necessidade do consenso na TFP aparece em toda a sua dimens„o em um despacho para membros do õremo de Nossa Senhora da Divina Providˆncia, no qual ele mostrava como certos aspectos de nossa entidade deviam ser apresentados a potenciais doadores. Ele chegou a dizer:

®USP¯A TFP brasileira possui seus estatutos.
®USP¯Mas, pretender que uma figura dessas [o Sr.ÿ20Dr. Plinio] caiba dentro de limites estatut rios ‚ uma coisa perfeitamente rid¡cula. Porque n„o cabe! N„o h  estatutos que prevejam para uma sociedade um presidente assim.
®USP¯O que se d  ‚ bem o contr rio.
®USP¯Estatutariamente falando, os s¢cios desta sociedade tˆm meios de, terminado o mandato, eleger um outro presidente para seu Conselho Nacional. E eleger„o ou n„o eleger„o, na medida em que houver coincidˆncia entra a marca que ele imprime no curso das coisas e o desejo da sociedade.
®USP¯®MDBO¯Enquanto houver esse consenso, a TFP brasileira o seguir . A partir do momento em que deixe de haver, por pequeno que seja o desacordo, este se torna desde logo explosivo®MDNM¯. Porque, a convivˆncia com uma pessoa assim numa posi‡„o de meio acordo e meio desacordo, ‚ imposs¡vel. Ou se entra inteiramente em desacordo, ou se est  inteiramente de acordo.
®USP¯Por causa disso, caso se pronunciasse um pequeno desacordo entre ele e os s¢cios da TFP brasileira, estes teriam toda a possibilidade de afast -lo da dire‡„o do Conselho Nacional.(®FN1 Despacho com membros do "õremo de Nossa Senhora da Divina Providˆncia" de 7/8/85.¯)


®USN¯N„o pode haver, portanto, a menor sombra de d£vida a respeito da necessidade do consenso na TFP, e de a c£pula da entidade dirigi-la segundo esse consenso, tal a ˆnfaseÿ20dada por nosso Fundador a este ponto. No caso acima levantado por ele, afirmava ser isto verdade at‚ no que dizia respeito a si pr¢prio. Ora, ®MDBO¯se tal consenso era necess rio para o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio poder dirigir a TFP, sendo ele o Fundador e, al‚m disso, um homem que n„o cabia "dentro de limites estatut rios", o que dizer de quem n„o seja o Sr. Dr. Plinio?®MDNM¯ Mas vejamos como continua ele:

®USP¯Quanto ao caso das outras TFPs, n„o teria nenhum cabimento que ele [Presidente do Conselho Nacional da TFP] fosse eleito presidente delas, porque a todo momento est„o intervindo nos debates em torno de problemas c¡vicos de seus pa¡ses, vistos debaixo do prisma religioso. E a elei‡„o de um estrangeiro para esse cargo n„o teria sentido.
®USP¯Ele ‚ o mentor e o conselheiro, o l¡der e o formador. Mas as Sociedades TFPs s„o estatut ria e economicamente aut“nomas e distintas entre si, e [a elas] pertence absolutamente tudo quanto arrecadam. Tˆm diretorias pr¢prias, eleitas pelos seus pr¢prios membros e que podem se descolar da pessoa dele [Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio] por um simples ato de registro. Elas tˆm independˆncia e uma autonomia completas em rela‡„o a ele.(®FN1 Despacho com membros do "õremo de Nossa Senhora da Divina Providˆncia" de 7/8/85.¯)


®USN¯Como lucrariam os membros da Martim se tomassem em considera‡„o este trecho das palavras do Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio... Sobretudo se n„o quisessem se colocar no papel dele como verdadeiro mentor, conselheiro, l¡der e formador!
®USS¯Como o Sr.ÿ20Dr. Plinio tratava os que ocupavam algum cargo na TFP
®USN¯Aplicando os princ¡pios que norteiam a sociedade orgƒnica, magistralmente condensados em seu j  citado livro sobre a Nobreza, o Sr.ÿ20Dr. Plinio deixava o m ximo de liberdade aos detentores de qualquer cargo diretivo na TFP, desde o mais elevado at‚ o mais modesto.
®USN¯Certa feita, estando no "õremo do Amparo de Nossa Senhora", apresentou-se fortuitamente a nosso Fundador a oportunidade de chamar a aten‡„o para um recurso que n„o estava sendo bem aproveitado ali. Dirigindo-se ao encarregado daquela unidade da TFP, o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio afirmou, ent„o, estar h  anos … espera de uma ocasi„o para abordar o assunto, nada tendo dito at‚ ent„o:

®USP¯Qual ‚ a vantagem disso? Vocˆ dir : mas por que ‚ que o senhor n„o fala [quando vˆ que algo n„o anda bem]?
®USP¯Ä ®MDBO¯Eu n„o sou dirigista, eu n„o acho que a gente logo que vˆ uma coisa que n„o deve ser, que a gente deve logo ir fazendo cessar®MDNM¯. ñs vezes ‚ bom deixar tomar um certo volume para depois a gente mostrar para a pessoa como ‚ que devia ser.  o que eu estou fazendo. Estou aproveitando o caso para a gente ver no que ‚ que consiste a sabedoria no caso, como ‚ que se deve fazer, etc.

®USN¯Numerosas vezes o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio referiu-se … liberdade que dava aos detentores de cargo de dire‡„o na TFP. Repugnava-lhe esse sistema dirigista referido acima, que continuamente observa o desempenho das autoridades intermedi rias:

®USP¯O clima entre n¢s na TFP®LBcorre#¯ ‚ do maior afeto, do maior respeito, da maior cortesia. E, por isso, no que diz respeito … dire‡„o, da maior liberdade. As pessoas que ocupam cargos diretivos na TFP sabem bem que eu as deixo agir, agir, agir. Eu acompanho de longe, isso ‚ l¡quido. Nunca organizei um servi‡o de informa‡”es dentro da TFP! O que me contam eu ou‡o e tomo nota. E, para algumas coisas, eu tenho registros e apontamentos enormes, ‚ fora de d£vida. Eu tomo nota. Mas eu nunca organizei um servi‡o, nunca estou pedindo a algu‚m para me acompanhar o que ‚ que faz o outro, absolutamente n„o. Se conta, presto aten‡„o. Se n„o conta, deixo correr o marfim. Pergunto para o interessado.
®USP¯Assim mesmo ‚ raro eu ter um encontro inteiramente peri¢dico com qualquer setor da TFP Ä s„o muito poucos os setores Ä, [ou com algu‚m] que seja dirigente a qualquer t¡tulo, eu tenho de vez em quando um encontro. Quando esse setor est  fazendo uma atividade muito importante, encontra-se muito comigo. Afrouxa aquilo porque a ‚poca passou, e voltando … rotina, n¢s nos encontramos muito menos.(®FN1 Reuni„o para os Correspondentes da TFP de 22/6/84¯)

®USN¯Uma autoridade que procure agir ao contr rio de nosso Fundador, interferindo constantemente nas fun‡”es de seus subordinados e chamando a si todas as decis”es coloca-se, guardadas as propor‡”es, no mesmo patamar de certos ditadores, duramente criticados pelo Sr. Dr.ÿ20Plinio por n„o respeitarem as individualidades e os corpos intermedi rios. Como, por exemplo, na ocasi„o em que verberava Napole„o por haver dividido arbitraria e artificialmente as na‡”es da Europa:

®USP¯Tratar as na‡”es como se fossem objetos inertes em cima de uma bandeja chamada mapa, isto ‚ o que propriamente eu detesto, sobretudo, quando h  t‚cnicos que fazem toda uma teoria a respeito do que conv‚m, mas esquecendo-se [que] tudo isto ‚ vivo, e que as coisas vivas n„o podem teorizar-se desta maneira. Eles fazem uma teoria e sai uma coisa diferente do outro lado da teoria deles.
®USP¯O verdadeiro ‚ deixar viver, ‚ deixar acontecer, ‚ fazer com que Ä e esse ‚ um princ¡pio fundamental da sociedade orgƒnica Ä tudo quanto ‚ l¡cito em toda medida do poss¡vel seja livre. Quer dizer, a teoria da sociedade orgƒnica para o que ‚ bom, ‚ muito tendente … liberdade. Porque misturar o bom com o bom, normalmente s¢ pode dar o bem, deixa correr, deixa fazerem! Eles que fa‡am a coisa espontaneamente, deixa os peregrinos passarem pela estrada, deixa a estrada mexer com as margens, deixa tudo acontecer. Observe e compreenda o que aconteceu para saber governar. Mas n„o ‚ pegar pelo cangote e obrigar a ser aquilo que imaginaram. [...](®FN1 Reuni„o de Recortes de 20/2/93.¯)

®USN¯Nesta mesma reuni„o, o Sr.ÿ20Dr. Plinio fazia a aplica‡„o do princ¡pio que acabava de abordar, ao modo de ele dirigir a TFP:

®USP¯Eu digo isso aos senhores, inclusive para n¢s nos compreendermos a n¢s mesmos. Bem, uma pessoa que observar o modo de eu dirigir a TFP, observar  facilmente o seguinte: para tudo o que ‚ bom, eu deixo [as coisas] correrem. E se h  uma pessoa que interv‚m pouco na a‡„o dos meus subordinados, sou eu. Eu olho muito, analiso muito, isso ‚ verdade.
®USP¯E ®MDBO¯n„o tolero o mal! N„o tolero o erro. Mas ‚ rar¡ssimo Ä fora de raz„o de erro e de mal Ä eu intervir num departamento interno da TFP®MDNM¯. Seja um "ˆremo", seja um servi‡o, seja o que for, ‚ muito raro. ®MDBO¯ñs vezes eu at‚ faria algumas coisas de um modo um tanto diverso. Mas est  ali Fulano, a quem ‚ pr¢prio e de que ‚ orgƒnico fazer daquele jeito; deixemo-lo fazer, porque acaba saindo mais direito, mais normal.  ele que est  ali dirigindo e n„o sou eu, deixe fazer … moda dele. Eu o controlo®MDNM¯ Ä isso n„o tem d£vida.(®FN1 Idem.¯)

®USN¯Neste ponto tocamos em outra norma de governo seguida escrupulosamente por nosso Fundador: nunca destituir algu‚m de sua fun‡„o, a n„o ser por falta moral.
®USN¯O pr¢prio Dr.ÿ20Paulo Brito, na sua j  mencionada reuni„o de 6/3/97, reconheceu que o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio agia assim, o que, ali s, ‚ p£blico e not¢rio na TFP.
®USN¯Dizia o Dr. Paulo Brito a respeito do modo de nosso Fundador conduzir o Grupo:

®USL¯... ele deixava muito [em liberdade]. Todos os senhores s„o testemunhas, quem dirigia sob orienta‡„o dele um setor, um grupo. 
®USL¯Os seus auxiliares ou setores eram ¢rg„os. Pode ser um ¢rg„o individual, uma pessoa, ou pode ser um ¢rg„o coletivo, um setor. Ele dava uma liberdade aparentemente ou se quiserem quase total. Todos os senhores s„o testemunhas disso.
®USL¯Eu, por exemplo, em quest„o do ®MDRV¯Catolicismo®MDNM¯ e Servi‡o de Imprensa posso testemunhar pessoalmente.
®USL¯Quando se tratava de uma nova iniciativa, uma coisa que fugia um pouco ao trilho, eu pessoalmente sempre o ia consultar, n„o fazia nada sem consultar. E ele sempre dizia: "Olhe, n„o me venha consultar. Se vocˆ tem seguran‡a, vocˆ n„o me venha consultar, toque para a frente".
®USL¯Era isso, havia uma consonƒncia. Eu percebia quando tinha que consultar ou n„o e esses setores procuravam ser tocados com o esp¡rito dele.
®USL¯Ora, todos os senhores nos seus respectivos setores que dirigiram podem atestar isso, que ‚ uma forma orgƒnica da autoridade prof‚tica de ele tocar uma institui‡„o prof‚tica que era a TFP.
®USL¯Portanto, os senhores vˆem que ele aplicava princ¡pios de sociedade orgƒnica naturais para tocar a TFP.
®USL¯Agora, eu tive oportunidade de ver tamb‚m …s vezes quando ele intervinha, e a interven‡„o sempre era proporcionada ao mal, nunca passava do limite.
®USL¯Para quem n„o tinha o esp¡rito prof‚tico dele, como eu, ele deixava, aparentemente, passar muito tempo. Depois a gente percebia, por uma sapiencialidade dele, que ele escolheu o melhor momento. Embora, aparentemente, ele tivesse deixado passar um momento anterior que talvez fosse melhor.
®USL¯Mas toda a vez que isso acontecia, que a gente depois observava, inclusive, naturalmente, assistido pela gra‡a do profetismo, ele atalhava e atalhava com energia necess ria. E, segundo esse princ¡pio que ele deu, se fosse necess rio amputava. Amputava com dor, mas amputava ou ia at‚ onde era poss¡vel para evitar a amputa‡„o ou para evitar uma cirurgia. Ele ia num tratamento m‚dico em que n„o entrava cirurgia ou entrava cirurgia quando necess rio.
®USL¯Eu tenho esse depoimento pessoal a dar. Eu acho que se for perguntar a todos aqui que de alguma maneira tiveram alguma responsabilidade, eu acho que podem confirmar exatamente isso.(®FN1 Reuni„o sobre a sociedade orgƒnica de 6/3/97.¯)


®USN¯Como bem o diz o Dr.ÿ20Paulo Brito, quando era necess rio amputar, o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio o fazia; entretanto, "ia at‚ onde era poss¡vel para evitar a amputa‡„o". Por isso mesmo, a hist¢ria de quase 70 anos do Grupo mostra que tais amputa‡”es foram rar¡ssimas, e s¢ mesmo em casos moralmente agudos. Assim, uma das caracter¡sticas da dire‡„o de nosso Fundador era precisamente, sem sombra de d£vida, n„o destituir nenhuma autoridade intermedi ria, a n„o ser que esta tivesse cometido grave falta moral que se tornasse p£blica.
®USN¯Mais uma vez ‚ o pr¢prio Dr.ÿ20Paulo Brito quem, ap¢s citar palavras de nosso Fundador, comenta-as neste sentido. O texto do Sr. Dr.ÿ20Plinio ‚ o seguinte:

®USL¯As coisas orgƒnicas n„o s„o destrut¡veis com um piparote. Se elas caem aparentemente com um golpe, ‚ porque j  estavam destru¡das por dentro. Aqui entra o papel do homem clarividente que discerne a decadˆncia e a corrige. Ou, se as coisas orgƒnicas est„o bem, ele as melhora.(®FN1 Reuni„o para a Comiss„o de Estudos sobre a sociedade orgƒnica de 7-6-91.¯)

®USN¯Eis o coment rio do Dr. Paulo Brito

®USL¯Quer dizer, ele ‚ o homem clarividente, ele ‚ que viu tudo isso, ele inclusive era muito clarividente em dirigir o Grupo.
®USL¯Eu me recordo conversando com um e com outro, …s vezes com ele mesmo, tal grupo, tal pessoa que estava com dificuldades, mas que ®MDBO¯ele deixava …s vezes correr anos®MDNM¯.®LBanos#¯
®USL¯Uma ocasi„o eu me lembro de ele me dizer:
®USL¯Ä Acontece que, com determinada pessoa, ®MDBO¯eu esperei vinte anos para dizer isso a ela®MDNM¯. Ela fez uma coisa vinte anos atr s e eu fiquei esperando a ocasi„o oportuna para dizer.
®USL¯Isso que ele fez com essa pessoa, ele fazia com grupos, no Brasil e em outros pa¡ses. Isso ‚ saber governar com organicidade.(®FN1 Reuni„o sobre a sociedade orgƒnica de 6/3/97.¯)

®USN¯Talvez um dos casos emblem ticos e mais conhecidos na TFP a tal respeito tenha sido o acontecido com o Sr.ÿ20F.F., um antigo encarregado do setor dos "ˆremos itinerantes", que deixou a TFP no fim da d‚cada de 70. Ante a surpresa que muitos de seus subordinados demonstraram com a sua defec‡„o, o Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio convocou para uma reuni„o os "eremitas itinerantes", durante a qual lhes explicou que h  muito ele vinha notando estar o Sr. F.F. decaindo na vida espiritual, bem como no prop¢sito de consagrar sua vida aos ideais da TFP.
®USN¯Todavia Ä continuava nosso Fundador Ä foi melhor "deixar a fruta cair de podre". As duas raz”es principais pelas quais o Sr. Dr. Plinio decidiu agir assim foram: primeiramente, se ele tivesse comunicado aos membros dos "ˆremos itinerantes" a situa‡„o decadente de seu encarregado, eles perderiam a confian‡a na autoridade, e poderiam ficar abalados. Em segundo lugar, ele, Sr.ÿ20Dr.ÿ20Plinio, tinha ainda alguma esperan‡a na recupera‡„o daquela alma, e por isso evitava tomar qualquer medida que pudesse prejudicar essa poss¡vel melhora.
®USN¯Quando alguns "eremitas itinerantes" veteranos come‡aram a estranhar o comportamento de seu superior imediato, nosso Fundador resolveu promover, em 1979, um simp¢sio de estudos para eles em Salvador, dado pelo Sr. Jo„o Cl , na presen‡a do Sr.ÿ20F.F., com o fito principal de prestigiar esta combalida autoridade.
®USN¯ De tal modo o Sr. Dr. Plinio tratou o caso todo com delicadeza e tato extremos que, antes de se consumar a defec‡„o do Sr.ÿ20F.F., continuou a prestigi -lo e a trat -lo com toda a bondade e afabilidade, fazendo for‡a para que seus subordinados n„o notassem o que se passava com seu superior. Tudo isto ele revelou depois, nessa reuni„o com os "ˆremos itinerantes".
®USN¯Que diferen‡a entre esse modo de agir de nosso Fundador e o modo precipitado, surdo, implac vel, e at‚ grosseiro, com que as pessoas que assumiram os postos mais altos na TFP brasileira vˆm tratando os superiores intermedi rios!
®USS¯Exclus„o da TFP, s¢ quando esgotados todos os recursos
®USN¯Essa bondade sem limites de nosso Fundador, que, ao inv‚s de procurar com lupa pequenas falhas para poder punir, procurava antes soerguer, amparar e estimular, tamb‚m tinha a palavra decisiva em situa‡”es que indicariam a necessidade de excluir algu‚m dos quadros da TFP.
®USN¯Tamb‚m a esse respeito h  alguns casos emblem ticos. Um dos mais not¢rios ‚ o do Sr.ÿ20A.X.: sendo imposs¡vel admitir a sua presen‡a habitual em sedes da TFP, em virtude de sua censur vel conduta moral, nosso Fundador chegou mesmo a retirar de uma casa na qual residiam s¢cios de nossa entidade a condi‡„o de sede da TFP, passando a fazer l  as chamadas reuni”es do MNF, de modo a permitir a participa‡„o do Sr. A.X.
®USN¯Baste-nos citar mais um caso exemplar, narrado por nosso pr¢prio Fundador no j  aludido livro ®MDRV¯"Guerreiros da Virgem Ä A r‚plica da autenticidade Ä A TFP sem segredos"®MDNM¯.
®USN¯O trecho seguinte, do qual j  transcrevemos uma parte, ‚ por demais eloqente para que sejam necess rios maiores coment rios:

®USP¯A pr¢pria TFP o aconselha [o Sr. J.A.P.] a cessar a sua participa‡„o integral na vida da entidade, e a seguir uma via conforme com suas novas disposi‡”es de alma, dentro dos princ¡pios estabelecidos pela moral cat¢lica para os que n„o se sentem chamados a uma voca‡„o especial. ®MDBO¯E se empenha em sustent -lo passo a passo no percurso dessa via, com uma afabilidade e uma solicitude®MDNM¯ que ele narra em linhas muito gerais, mas sem uma palavra de agradecimento. [...]
®USP¯Com temperamento fortemente sujeito … ang£stia e ao medo (cfr., por exemplo, GV pp. 14, 97, 157, 161-162), o sr. J.A.P. parece s¢ ver como causa de tanto idealismo e de t„o autˆntico hero¡smo... o terror e o pƒnico! [...]
®USP¯Est  ele t„o longe de o entender [que o amor gera o hero¡smo e n„o o terror] que, mesmo quando ®MDBO¯tratado com a considera‡„o e o afeto que se deve a filhos®MDNM¯ (cfr. GV pp. 163 a 181 e 193-194), ®MDBO¯ao longo da sua crise pontilhada de infidelidades e de quedas morais, que desfechou na cena final de que d  uma complacente e s¢rdida descri‡„o®MDNM¯ (cfr. GV pp. 190 a 193), n„o percebeu que ®MDBO¯a conduta da TFP em rela‡„o a ele esteve constantemente nos ant¡podas do terror®MDNM¯ do qual se diz v¡tima.
®USP¯Pois foi ®MDBO¯uma conduta caracteristicamente crist„, impregnada de bondade brasileira, continuadora genu¡na da afetividade lusa.
®USP¯®MDBO¯At‚ o £ltimo momento, foi tratado como filho. Apesar de merecer a expuls„o, foi convidado a se reerguer moralmente, e foi-lhe facultado continuar a freqentar as sedes da entidade apesar de seu comportamento moral j  n„o condizer com tal.
®USP¯®MDBO¯Essa a norma de procedimento vigente na TFP, que foi usada para com ele mesmo®MDNM¯, e que, n„o obstante, ele procura agora detratar.(®FN1 Op. cit., p. 44.¯)

®USN¯Eis o regime ao qual nos acostumou nosso Fundador, e, portanto, o £nico regime leg¡timo na TFP. Entretanto... infelizmente parece n„o ser mais o regime em vigor na nossa entidade, depois que a atual c£pula resolveu assumir as r‚deas do governo.
®USS¯O Sr. Dr. Plinio nunca se valeu dos estatutos para afirmar sua autoridade
®USN¯Um outro ponto devemos aqui abordar, se quisermos deixar inteiramente tratado o modo orgƒnico de nosso Fundador dirigir sua Obra: o Sr.ÿ20Dr. Plinio nunca governou meramente pelos estatutos. Nunca nenhum de n¢s o vimos ordenar algo alegando fazˆ-lo em virtude dos estatutos, e menos ainda reivindicar algum poder ou privil‚gio com base neles.
®USN¯Em vida de nosso Fundador, o governo da TFP brasileira (como o de todas as outras TFPs) Ä sobretudo o governo de sua vida interna Ä nunca foi exercido com base nos estatutos.
®USN¯Trata-se de uma realidade sempre aceita e querida no nosso movimento, a respeito da qual poder-se-iam apresentar numerosos depoimentos.
®USN¯Um exemplo bastante interessante de como a TFP sempre foi regida muito mais por circuitos de influˆncia do que por uma hierarquia estatut ria, est  relatado numa carta do Sr. Jos‚ Cyro Rodrigues Soares. De um lado, havia, em Minas, como nas outras se‡”es da TFP, uma lideran‡a natural, por todos voluntariamente acatada, neste caso, o pr¢prio Sr. Jos‚ Cyro Rodrigues Soares; de outro, havia uma diretoria eleita segundo os estatutos, muito respeitada, mas, na pr tica com diminuto poder decis¢rio no que diz respeito aos aspectos da vida interna da associa‡„o ou de problemas individuais.
®USN¯O vice-presidente da se‡„o mineira da TFP, Dr. Milton Luiz de Salles Mour„o, ap¢s alguns epis¢dios que n„o vem ao caso narrar, acabou por demonstrar estranheza ante o fato de que, embora ele tivesse autoridade conferida pelos estatutos, no relativo aos aspectos de dire‡„o geral da entidade em Minas, sua autoridade n„o se exercesse com igual efetividade quando se tratava dos assuntos da realidade interna.
®USN¯Sabendo disso, o Sr.ÿ20Dr. Plinio tomou a si o encargo de esclarecˆ-lo, chamando para uma reuni„o o Dr.ÿ20Milton Mour„o e o Sr.ÿ20Jos‚ Cyro Rodrigues Soares. Explicou, ent„o, nosso Fundador, que

®USP¯no Grupo existe um mecanismo de influˆncias de ordem natural e de ordem sobrenatural que deve ser muito tomado em considera‡„o. ®MDBO¯O Grupo ‚ regido muito mais por estes circuitos de influˆncia do que por uma hierarquia estatut ria®MDNM¯. Embora n„o aconte‡a obrigatoriamente, muitas vezes os dois aspectos podiam incidir sobre uma mesma pessoa. Mas, freqentemente, acontecia que pessoas n„o pertencentes … diretoria estatut ria tinham entretanto, altas fun‡”es diretivas em nossa vida interna.(®FN1 Carta do Sr.ÿ20Jos‚ Cyro Rodrigues Soares ao Sr.ÿ20Andr‚ Ribeiro Dantas, de 13/4/96.¯)


®USN¯Em nosso Fundador deu-se essa incidˆncia concomitante, de uma autoridade advinda da influˆncia com a conferida pelos estatutos.
®USN¯Em vista de todos os seus ensinamentos sobre sociedade orgƒnica e o governo do grupo, n„o ‚ de espantar que o Sr. Dr.ÿ20Plinio nunca tenha governado fazendo valer os estatutos, que n„o refletem toda a riqueza da vida interna da TFP.
®USN¯Os que entravam para a TFP o faziam principalmente atra¡dos n„o apenas pelos aspectos doutrin rios da a‡„o empreendida pela entidade, mas em boa medida pelo ambiente de dignidade, compreens„o, afeto m£tuo, serenidade e eleva‡„o, criado por nosso Fundador.

®USP¯®MDRV¯Saint-Simon®MDNM¯, o meu grande e perp‚tuo ®MDRV¯Saint-Simon®MDNM¯, o [...] inesgot vel ®MDRV¯Saint-Simon®MDNM¯, meu ®MDRV¯Saint-Simon®MDNM¯ diz o seguinte: que era um dos grande dons de Lu¡s XIV saber recompensar com um sorriso um indiv¡duo que ganhara umaÿ20batalha. De maneira tal que este sorriso visto por toda a corte representava um estatuto para o indiv¡duo a vida inteira sem que o er rio tivesse gasto um tost„o. [...]
®USP¯Isto funciona na nossa TFP: muitas e muitas vezes eu n„o tenho outra recompensa a dar a n„o ser um sorriso para algu‚m, mas eu vejo que este sorriso transmite uma gra‡a, enche uma alma e a dignifica, e vejo que honestamente ela foi bem paga.
®USP¯Se eu tivesse dez vezes o or‡amento que a CAL me p”e … minha disposi‡„o, … base de dinheiro, sem sorriso, a TFP n„o funcionava. Come‡a que n„o haveria sorriso nenhum que houvesse de segurar os senhores dentro dos ˆremos, nem dinheiro nenhum tamb‚m.
®USP¯®MDBO¯Bom, os senhores n„o est„o aqui por causa do sorriso eu bem sei, mas ‚ por causa de toda uma atmosfera em que algo disto de algum modo paira pelo ar®MDNM¯. Acrescentarei algo?
®USP¯®MDBO¯Esta ‚ a condi‡„o essencial da arte de liderar e de governar.  saber erigir esses valores autˆnticos, saber fazer compreender que eles s„o autˆnticos na presen‡a de Deus e saber distribu¡-los, e fazer todo o mundo participar deles.
®USP¯®MDBO¯Quando os senhores escolherem meu sucessor, procurem algu‚m que saiba fazer isto, mais do que algu‚m que seja bom "isto", bom "aquilo", bom "aquilo outro".
®USP¯®MDBO¯Procurem sobretudo um homem devoto de Nossa Senhora at‚ onde se possa ser e mais algum tanto. Depois procurem isto [o que foi dito acima], porque isto ‚ dirigir, o resto n„o ‚ nada®MDNM¯.(®FN1 Conversa durante o almo‡o com os õremos de Elias, S„o Bento e Amparo de Nossa Senhora, de 1/1/72.¯)


®USN¯Pretender utilizar-se dos estatutos para sufocar o ambiente interno de nossa "fam¡lia de almas" ‚ estrangular a pr¢pria vida da TFP.

®FC¯*  *  *

®USN¯N„o ocorreria a ningu‚m, em vida de nosso Fundador, que dia haveria no qual a nova c£pula da entidade Ä em concreto os senhores membros da Martim e seus quatro auxiliares, representados pelos Drs. Plinio Xavier e Eduardo Brotero Ä passassem uma circular ®MDRV¯urbi et orbi®MDNM¯, comunicando ter sido expulso da TFP um membro e proibindo ser recebido nas sedes, e, pior, dando uma justificativa nada convincente. Muito menos se imaginava que fariam press”es econ“micas e pesadas amea‡as contra quem se dispusesse a acolhˆ-lo em sua propriedade particular.
®USN¯®MDRV¯"O tempora, o mores!"®MDNM¯