Introdução
A última vontade de nosso Pai e Fundador
Na memorável Reunião de Recortes de 1 de outubro de 1994, o Sr.Dr.Plinio ressaltou com palavras enérgicas a necessidade imperiosa da união no Grupo. Tanta importância deu ele a esse assunto que manifestou o desejo de guardar consigo a fita da reunião para a usar no futuro quando as circunstâncias o exigissem:

Esta fita fica, por que razão ela fica?  porque eu quero tê-la inteiramente às minhas mãos para provar a qualquer momento o que ‚ que eu disse nessa ocasião. E tenho lá as minhas razões para isso.


Eis a incisiva exortação que naquele dia ele fez:

Nós estamos de encontro a esse ponto de interrogação, contra o qual nós estamos esmagados como se houvesse atrás de nós uma locomotiva e aí o paredão. A locomotiva andará, andará, andará, até nos esmagar no paredão. No dia em que for a surpresa, o que fazer? Só Deus sabe.
Os que nessa hora pertencem àTFP, fazem parte direta ou indiretamente, esses terão uma responsabilidade de consciência tremenda diante de Deus. E eu o digo sabendo que o que eu estou dizendo  eu o digo “coram Domino”, na presença de Deus‚ o seguinte:
Uma coisa não pode ser surpresa, uma coisa ‚ certa e ‚ de um alcance capital.  que a TFP tem de enfrentar essa surpresa  seja ela qual for  repleta, estuante de confiança em Nossa Senhora. [aplausos]
Em segundo lugar, cada membro da TFP, individualmente, tem obrigação de colaborar para que, no momento em que nós estivermos entre a locomotiva e o muro já estamos tão perto dessa situação  nós possamos ter aquela integridade altaneira e combativa de um Godofredo de Bouillon, de um Rei Balduíno o Leproso, de Santa Joana d'Arc. Quer dizer, aconteça o que acontecer, nós temos que saber bradar: "As vozes não mentiram!" [aplausos e brados
Nós temos de estar mais unidos do que nunca. E se há hora em que todos nos devemos perdoar tudo uns aos outros, para comparecer “sicut acies ordinata”, como um exército em ordem de batalha‚ essa.
Fricotes, questõezinhas, amores-próprios sobretudo, vontade de aparecer e coisas dessas, sejam malditas entre nós.
Porque estes que levantarem questiúnculas e coisas, nesta hora, fariam da TFP o que fizeram de certas cruzadas alguns cruzados. Quer dizer, na hora de aguentar o impacto do adversário ou, coisa muito melhor, na hora de escalar os muros do adversário, eles não avançaram porque tinham questõezinhas: 
Essa lança é minha!
Não, não é sua!
Eu vou na frente porque tenho precedência, meus antepassados são mais ilustres que os seus!
verdade, mas eu combato melhor que você!
Não ‚ dizer só que a união faz a força é uma banalidade, evidente que faz. Mas principalmente o que tem é o seguinte: ®MDBO¯da desunião se retira Nossa Senhora. Todos os cruzados desunidos foram cruzados esmagados.
Depois, é preciso ter uma completa ausência de rivalidades, de coisas desse gênero, e uma só vontade: esmagar a Revolução e instaurar o Reino de Maria. [aplausos] [...]
Aqui entra uma questão de vida espiritual: como esmagar esses defeitos, que à primeira vista parecem pequenos porque nos catálogos de pecados mortais, veniais, etc., exames de consciência ,essas coisas não figuram definidamente como pecados mortais, porque, realmente, de si não são.
Mas, a questão é que ter um defeito quando não se leva atrás de si, sobre as costas, o peso da Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma coisa. Outra coisa é ter o mesmo defeito com o peso da Cruz nas costas. Ai, flectir e não avançar e perder tempo com coisinhas‚ é profanar a Cruz, ‚ insultá-la, e cair esmagado na luta que se deveria sustentar.
Lembra ai o dito, foi bem lembrado ontem à noite na reunião, daquele bem-aventurado francês, Pe. Garricots que pintou uma frase da Escritura na fachada de um dos prédios da congregação que ele fundou: "Maldito aquele que faz de um modo negligente o trabalho do Senhor".


"Sejam malditas entre nós!" O que mais seria preciso para levar alguém ao temor de se embrenhar por tal via? Como se isto não bastasse, palavras semelhantes foram pronunciadas por nosso Pai e Fundador  precisamente na última Reunião de Recortes, em 19 de agosto de 1995, quando se referiu de novo, com solenidade, a esse tema:

Essa pergunta [do Sr.Pedro Morazzani] ‚ cheia de incertezas para um lado e para outro lado. Tanto mais quanto tem o seguinte:que do nosso lado há uma decisão de Nossa Senhora de, em determinado momento, fazer pesar um certo peso. Se o senhor quiser, será o peso do Sagrado Coração de Jesus... [Aplausos] ... e do Imaculado Coração dEla. Será só isso?  o peso do Céu, é o peso de todas as almas que amam a Deus na terra, é o peso de tudo aquilo que nós, em um sentido inadequado da palavra partido, poderíamos chamar o partido do Bem.
Do outro lado há um outro partido. Ele parece poderosíssimo, mas do que é que ele vale? Tomemos agora o demônio. Ele está por aqui, ele está nessa sala, nós pudemos notá-lo mais de uma vez procurando infestar essa sala. E também mais de uma vez procurando evitar a reação contra essa infestação. O que é que ele pode? Ele não quereria que esta reunião chegasse a seu extremo, ele não quereria que desses recortes iniciais lidos aqui, saísse essa reunião, com essas consequências. Mas, fez-se. [Aplausos.]
Quando a reunião terminar, e já antes de ela ter terminado, o demônio, o partido do mal terá começado a encher nossos instantes com sofismas, com pequenas desonestidades, ou grandes desonestidades, mas procurando nos convencer de que o contrário é verdade. Mas ele mesmo sabe, porque ele tem essa experiência e compreende como ela lhe é amarga, que quando a fidelidade a Nossa Senhora da parte de certos filhos, chegou a certo ponto, ele não é mais nada. [Aplausos, brado]
Ele procurará alguma coisa? O que é que ele procurará? Ele procurará nos dividir, ele procurará fazer com que nós não compreendamos bem uns as posições dos outros e que portanto percamos o amor que devamos ter uns aos outros e nos encolerizemos, muitas vezes com puras tolices. Ele fará cem outras coisas. Isto tudo que ele fará é nada. (...)
Depois dessa reunião, no que darão as coisas? Eu não sei. De uma coisa eu estou certo e tenho certeza de que o Pe. Gervásio, D. Bertrand e todos os senhores estão certos: de que daqui a "x" anos, sejam eles cinco, cinquenta ou cem, alguém dirá: "Não sei no que é que deu, mas uma coisa eu sei: Nossa Senhora venceu!"

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com os olhos postos nessa vitória certa de Nossa Senhora que redigimos o presente trabalho, oferecendo-o ao Sr. Dr.Plinio e à Sra.Da.Lucilia.